Paes quer assumir trecho da concessão da SuperVia na capital

 

Paes quer assumir trecho da concessão da SuperVia na capital

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), quer assumir o trecho da capital da área de concessão da SuperVia, que opera os trens metropolitanos. O alcaide divulgou, nesta sexta-feira (11), que fez a proposta ao secretário estadual de Transportes, Washington Reis (MDB), como contrapartida para fomentar recursos para a expansão do metrô.

De acordo com Paes, a prefeitura está à disposição para liberar potencial construtivo que ajude a viabilizar o início das obras do sistema metroviário para atender à Zona Norte, Jacarepaguá e o Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Além disso, o prefeito propôs que o estado promova imediatamente a integração do Riocard com o sistema Jaé.

“Queremos fazer com a SuperVia a mesma recuperação que fizemos com o BRT. São muitos anos de maus-tratos ao povo carioca com o péssimo serviço de trens que temos por aqui. Tenho certeza de que essa parceria dará muitos frutos”, afirmou Eduardo Paes.

Paes já acumula experiência na gestão do transporte público da cidade. Durante sua administração, foram implantados sistemas como os BRTs e os VLTs, além da construção de importantes estações como o Terminal Intermodal Gentileza e o Terminal Deodoro. Essas estruturas vêm se destacando por integrar diferentes modais, inclusive ônibus que chegam da Baixada Fluminense, oferecendo mais eficiência à mobilidade urbana do Rio.

 

Ex nadadora olimpica afirma: Prefiro comer lixo do que assistir a um vídeo da Jojo Todynho

 

Uma polêmica tomou conta das redes sociais neste final de semana. A ex-nadadora olímpica Joana Maranhão causou indignação e dividiu opiniões ao fazer um comentário polêmico sobre a cantora e influenciadora Jojo Todynho. Em uma publicação, Joana afirmou: “Prefiro comer lixo do que assistir a um vídeo da Jojo Todynho.”

A declaração gerou uma enxurrada de reações. Internautas rapidamente se posicionaram contra o comentário da ex-atleta, acusando-a de preconceito e intolerância. Muitos consideraram o tom desrespeitoso e ofensivo, principalmente pelo fato de Jojo ser uma figura popular, conhecida por seu carisma e por levantar bandeiras importantes, como o combate ao racismo e à gordofobia.

Joana, por sua vez, não recuou. Em resposta a algumas críticas, ela afirmou que tem direito à sua opinião e que não se identifica com o conteúdo produzido por Jojo. “Tenho o direito de não gostar e de expressar isso. Não consumo e não quero consumir”, disse em uma das respostas.

A polêmica reacendeu debates sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais, especialmente quando figuras públicas fazem declarações que podem ser interpretadas como ofensivas ou discriminatórias.

Até o momento, Jojo Todynho não se pronunciou oficialmente sobre o comentário. Seus fãs, no entanto, saíram em sua defesa, reforçando o apoio à artista e criticando o que chamaram de “fala elitista” por parte da ex-nadadora.

A repercussão do caso continua crescendo, com famosos e influenciadores se manifestando sobre o ocorrido. Resta saber se a situação irá evoluir para um pedido de desculpas ou se a tensão entre as duas personalidades continuará a atrair os holofotes.

 

 

Foragida de SP e Ligada ao PCC é Presa em Velório do Marido, Membro do CV, em Itaguaí

 

 

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou na prisão de uma jovem foragida da Justiça de São Paulo, nesta sexta-feira (12), em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Chayane Machado, de 26 anos, foi capturada por agentes da 50ª DP (Itaguaí) enquanto participava do velório do marido no Cemitério Padre Cézare Vigezzi.

Segundo as investigações, Chayane é apontada como integrante de uma rede criminosa que atua na distribuição de drogas oriundas do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização paulista, para comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV), facção rival com forte presença no Rio. A prisão foi considerada estratégica, já que a suspeita vinha sendo monitorada há semanas e estava com mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o local e o momento escolhidos para a prisão foram determinados com base em informações de inteligência. “Ela estava no velório do companheiro, que era conhecido como ‘homem de guerra’ do CV e havia sido morto poucas horas antes em confronto com a Polícia Militar, também em Itaguaí. A equipe agiu com discrição para evitar tumultos e garantir a segurança de todos os presentes”, informou o delegado responsável pelo caso.

A prisão de Chayane revela a complexa teia de alianças entre facções criminosas de diferentes estados e evidencia a presença do PCC no território fluminense, mesmo com a predominância do CV. A jovem teria um papel estratégico na logística de distribuição dos entorpecentes, atuando como ponte entre os dois grupos criminosos.

A ação reforça o trabalho de integração entre forças policiais de diferentes estados no combate ao crime organizado. Chayane foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça de São Paulo.

A Polícia Civil segue investigando possíveis conexões da foragida com outros integrantes das facções e não descarta novas prisões nos próximos dias.

 

Mulher É Condenada à Prisão por Racismo e Homofobia em Caso Chocante

 

 

Pela primeira vez em muito tempo, a Justiça brasileira dá um passo firme e exemplar no combate ao preconceito: Jaqueline Santos Ludovico foi condenada a dois anos e quatro meses de prisão por cometer ofensas racistas e homofóbicas contra um casal gay em pleno centro de São Paulo.

O caso, que ganhou repercussão nacional, aconteceu em fevereiro de 2024, na tradicional padaria Iracema, localizada no coração da capital paulista. Jaqueline, visivelmente exaltada, atacou verbalmente o casal com falas carregadas de ódio e discriminação. Entre os insultos, ela afirmou: “Você não é homem”, “os valores estão sendo invertidos”, “eu sou de família tradicional” e, em tom de superioridade, completou: “eu sou branca”.

As frases revelam não apenas intolerância, mas também o perfil de um comportamento preconceituoso que, durante anos, foi tratado com impunidade no Brasil. Dessa vez, no entanto, o resultado foi diferente. A Justiça considerou as provas contundentes e decidiu aplicar a pena com o rigor necessário, reconhecendo os crimes de racismo e homofobia, ambos tipificados no Código Penal após avanços recentes na legislação.

A condenação é histórica e representa um marco simbólico na luta contra o preconceito. Por muito tempo, ofensas desse tipo foram minimizadas como “opiniões” ou “exageros”, o que contribuía para a perpetuação da violência verbal e psicológica contra grupos historicamente marginalizados. Mas agora, com essa decisão, o Judiciário deixa claro que discriminar alguém por sua orientação sexual ou cor da pele é crime — e deve ser tratado como tal.

Jaqueline, que não demonstrou arrependimento durante o processo, ainda poderá recorrer da decisão, mas cumprirá a pena em regime inicialmente fechado, conforme determinado pelo juiz responsável pelo caso. A defesa tentou argumentar que as falas estavam “dentro do direito de liberdade de expressão”, mas o argumento não convenceu o Ministério Público nem a magistratura.

O casal vítima das agressões, que preferiu não ter seus nomes divulgados, celebrou a decisão e agradeceu o apoio que receberam desde o ocorrido. Em nota, eles afirmaram: “Essa vitória não é só nossa. É de todos que já sofreram calados por medo, vergonha ou descrença na Justiça. Que essa condenação sirva de exemplo para mostrar que o Brasil não vai mais tolerar o preconceito.”

A sentença de Jaqueline Santos Ludovico acende um alerta e ao mesmo tempo uma esperança: a de que o combate ao ódio ganhe força nas instituições e na sociedade. A impunidade começa a perder espaço, e o respeito, finalmente, começa a ocupar o lugar que lhe é de direito.

Que essa condenação sirva de exemplo. Racismo e homofobia são crimes — e agora, mais do que nunca, a Justiça está observando.

 

( IMAGENS CHOCANTES) : CACHORRO É ENCONTRADO DECAPITADO E PATAS MUTILADAS NUMA ENCRUZILHADA EM CAMPO GRANDE

 

Recebemos, neste sábado (12), uma denúncia estarrecedora enviada por uma seguidora  do Antigo Campo Grande. Um vídeo enviado à nossa redação mostra o corpo de um cachorro com as patas amputadas e decapitado, em uma cena de extrema crueldade. O caso ocorreu no cruzamento entre a Estrada Rio-São Paulo e a Estrada de Santa Maria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, ao lado de um conhecido depósito de gás da região.

As imagens são fortes e chocaram não só nossa equipe, mas também moradores que passaram pelo local e se depararam com a cena. O animal, aparentemente de porte médio, foi encontrado em uma posição que levanta suspeitas sobre a prática de um ritual, conforme relatado pela denunciante.

Segundo o relato da seguidora, que prefere não se identificar, o cachorro foi morto durante a madrugada de sexta para sábado. Pela manhã, ela teria avistado o corpo ao passar pelo local e decidiu registrar em vídeo para denunciar o crime. Ainda de acordo com ela, não é a primeira vez que rituais com sacrifícios de animais ocorrem na região, especialmente em áreas mais afastadas e de pouca movimentação.

“Eu fiquei horrorizada. Já vi galinhas e outros animais mortos assim, mas dessa vez foi um cachorro. As patas cortadas, a cabeça separada do corpo… é algo que a gente nunca espera ver. Isso é muito cruel”, relatou a moradora.

O vídeo, que você pode assistir abaixo (atenção: imagens fortes), mostra claramente os sinais de mutilação. A cena reforça a hipótese de que o animal foi vítima de um ritual, dado o modo como o corpo foi disposto e as amputações realizadas de forma deliberada.

Moradores da região pedem mais fiscalização e rondas policiais, principalmente à noite, quando essas práticas parecem ocorrer com mais frequência. Eles também solicitam atenção das autoridades ambientais e órgãos de proteção animal.

Abandonos de animais e maus-tratos são problemas recorrentes em várias partes do bairro, mas esse caso ultrapassa todos os limites. Matar e mutilar um animal é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa.

 

Seguimos acompanhando o caso e reforçamos o pedido para que a população denuncie qualquer sinal de maus-tratos ou práticas suspeitas envolvendo animais. A denúncia pode ser feita de forma anônima, por meio do Disque Denúncia (2253-1177) ou diretamente com a polícia (190).

Veja o vídeo abaixo. Atenção: as imagens são fortes.
Se você tiver mais informações sobre o caso, entre em contato conosco.

 

 

Susto em Bangu: Jiboia de 2,5 Metros é Resgatada no Quintal Após Engolir Animal de Estimação

 

 

Uma ocorrência inusitada chamou a atenção de moradores de Bangu, na Zona Oeste do Rio, nesta semana. Uma jiboia com impressionantes 2,5 metros de comprimento foi encontrada descansando tranquilamente no quintal de uma residência localizada nas proximidades do Parque Estadual da Pedra Branca.

O resgate foi realizado por guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), após o morador da casa ter se deparado com a serpente em meio ao quintal. De acordo com informações divulgadas pelo instituto, a jiboia estava aparentemente em repouso “após ingerir um animal de estimação”, o que explicaria seu comportamento mais lento e pacato no momento da abordagem.

Assustado com a presença do animal silvestre, o proprietário do imóvel agiu rapidamente e acionou a equipe do parque, que prontamente se deslocou até o local. Os guarda-parques, treinados para lidar com ocorrências envolvendo animais nativos da região, realizaram o resgate de forma segura, sem ferimentos tanto para a jiboia quanto para os profissionais envolvidos.

Embora não seja venenosa, a jiboia é uma serpente constritora que pode atingir grandes proporções. Ela mata suas presas por sufocamento, envolvendo o corpo ao redor do alvo até interromper a respiração. Animais domésticos de pequeno porte, como gatos, aves e até cachorros de raças menores, podem se tornar presas fáceis, especialmente em áreas de mata ou próximas a reservas ambientais, como é o caso da Pedra Branca.

O caso serve de alerta para os moradores de regiões próximas a áreas de preservação. A presença de animais silvestres, como cobras, capivaras, gambás e até jacarés, tem se tornado cada vez mais comum devido à expansão urbana e à busca por alimento e abrigo. Por isso, o Inea orienta que, ao encontrar animais silvestres em áreas residenciais, a população não tente capturá-los ou afugentá-los. O ideal é acionar imediatamente os órgãos responsáveis, como o próprio instituto ou o Corpo de Bombeiros.

Após o resgate, a jiboia foi levada para avaliação veterinária e, em seguida, devolvida ao seu habitat natural em área segura do parque. Felizmente, ninguém ficou ferido na ocorrência, mas o episódio reforça a importância da convivência respeitosa entre o homem e a natureza, especialmente em zonas onde os limites entre o urbano e o silvestre se cruzam.

 

Menino de 2 anos chega morto a maternidade com sinais de maus-tratos no Rio

 

 

Um caso comovente e revoltante abalou o Rio de Janeiro nesta semana. Na última quarta-feira (9 de abril), o pequeno Heitor de Souza Alves Gonçalves, de apenas dois anos, chegou sem vida à Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na Zona Norte da cidade. O corpo da criança apresentava hematomas na cabeça e sinais claros de maus-tratos, o que levou os profissionais da unidade hospitalar a acionarem imediatamente a Polícia Civil.

As investigações ficaram a cargo da 19ª DP (Tijuca), que rapidamente deu início aos trabalhos para esclarecer o caso. Em poucas horas, os pais de Heitor, Elaine de Sousa Alves, de 41 anos, e Rafael Alves Gonçalves, de 40, foram detidos e tiveram a prisão temporária decretada sob suspeita de maus-tratos e homicídio.

O que mais choca é que já havia uma medida judicial em vigor que afastava o casal da guarda da criança. Ainda assim, o avô materno confessou que entregava Heitor aos pais diariamente, ignorando a determinação da Justiça. Essa informação levantou ainda mais questionamentos sobre a rede de proteção à infância e os mecanismos de fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.

Segundo o depoimento de uma cuidadora, Rafael levou Heitor e seu irmão gêmeo até a residência onde estavam sendo cuidados. Na ocasião, ele teria mencionado que o menino apresentava vômitos e hematomas na cabeça. Mesmo diante desses sinais preocupantes, nenhuma providência médica foi tomada imediatamente. Durante o dia, o estado de saúde de Heitor se agravou, culminando em um desmaio. Já em estado grave, ele foi levado à maternidade, mas não resistiu.

O caso está sendo tratado pela polícia como suspeita de homicídio qualificado, considerando as circunstâncias e os indícios de violência. Os investigadores aguardam o laudo da necropsia, que está sendo realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), para esclarecer as causas da morte.

Outro aspecto que chama a atenção é o abandono do corpo de Heitor no IML do Centro do Rio. Até o momento, nenhum parente se apresentou para fazer a liberação do corpo ou iniciar os trâmites para o enterro. A ausência da família reforça o clima de abandono e negligência que, ao que tudo indica, marcou a curta vida do menino.

A sociedade, comovida, pede justiça. O caso reacende a discussão sobre os mecanismos de proteção à criança e a urgência de políticas públicas mais eficazes para garantir que tragédias como essa não voltem a se repetir. A dor pela perda de Heitor ecoa como um grito por mudanças.

 

Traficante ‘JN’ é preso com pistola e grande quantidade de drogas no Recreio

 

 

Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na noite de ontem. Identificado pelo apelido de “JN”, o criminoso foi detido por agentes da Polícia Militar durante uma operação de rotina na região.

De acordo com informações divulgadas pela PMERJ, o suspeito foi abordado após apresentar atitude suspeita ao notar a presença dos policiais. Durante a revista, os agentes encontraram com ele uma pistola e uma farta quantidade de material entorpecente, que inclui diversos tipos de drogas prontas para comercialização.

A apreensão chamou a atenção não apenas pelo armamento, mas principalmente pela quantidade de entorpecentes, o que reforça a suspeita de que “JN” exercia função de destaque dentro do esquema de tráfico na região. Todo o material foi recolhido e encaminhado para a delegacia da área, onde o caso foi registrado.

A ação policial faz parte de um conjunto de operações realizadas com frequência na Zona Oeste, região que tem enfrentado um aumento de ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas. O Recreio dos Bandeirantes, conhecido por suas áreas residenciais e grande fluxo de moradores e turistas, tem sido alvo de investidas de criminosos que tentam se infiltrar em pontos estratégicos para a distribuição de drogas.

A prisão de “JN” é considerada um golpe importante contra o tráfico local, segundo avaliação da Polícia Militar. Ainda de acordo com os agentes envolvidos na ocorrência, a colaboração da população, através de denúncias anônimas, tem sido fundamental para o sucesso das operações.

O preso será indiciado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele permanece à disposição da Justiça, e as investigações seguem para identificar outros envolvidos na rede criminosa.

A Polícia Militar reforça o pedido para que a população continue colaborando com informações, que podem ser passadas de forma anônima através do Disque Denúncia, contribuindo para a segurança da região e o combate ao crime organizado.

 

Nova Trend do TikTok Coloca Usuários em Risco: Exibição de Digitais Pode Facilitar Golpes e Fraudes

 

 

Uma nova trend no TikTok está preocupando especialistas em segurança digital no Brasil. Usuários da plataforma estão compartilhando vídeos exibindo suas impressões digitais em alta qualidade, muitas vezes ampliadas ou com foco nítido. Embora pareça apenas mais uma brincadeira inofensiva nas redes sociais, a prática levanta sérios alertas sobre riscos de segurança e privacidade.

De acordo com especialistas, ao mostrar as digitais com tanta clareza, os usuários estão oferecendo informações extremamente sensíveis de forma pública — algo que pode ser facilmente explorado por criminosos. Impressões digitais são uma forma de identificação única e, atualmente, muito utilizadas em sistemas de autenticação biométrica, como desbloqueio de celulares, acesso a aplicativos bancários, compras online e até entrada em prédios ou empresas.

“Uma vez que sua digital é capturada e replicada, não tem como alterá-la, ao contrário de uma senha. É como se você entregasse sua identidade pessoal na mão de um estranho”, alerta um especialista em segurança cibernética. Ele ressalta que há tecnologias capazes de copiar digitais com base em imagens de alta resolução, o que torna essa exposição um prato cheio para golpistas.

Nos comentários dos vídeos, é possível ver que muitos usuários nem imaginam o perigo. Alguns até brincam com a nitidez das imagens, enquanto outros pedem “tutorial” de como fazer. No entanto, poucos demonstram preocupação com a possibilidade de uso malicioso dessas informações.

A recomendação dos especialistas é clara: evite expor partes do corpo que possam ser usadas para reconhecimento biométrico, como digitais, íris dos olhos ou o rosto em certos ângulos. Em tempos de inteligência artificial e deepfakes, qualquer dado biométrico compartilhado pode ser usado de formas inimagináveis.

As redes sociais, por sua natureza, incentivam a exposição — seja de hábitos, rotina ou até do próprio corpo. Porém, é importante lembrar que, na internet, o que parece inofensivo pode ser transformado em uma armadilha. “Golpes virtuais estão cada vez mais sofisticados. E quanto mais dados você disponibiliza, mais fácil fica para os criminosos agirem”, afirma o especialista.

Por isso, antes de aderir a qualquer trend ou desafio online, é fundamental refletir sobre os riscos envolvidos. Um simples vídeo pode virar a porta de entrada para problemas sérios de segurança e identidade. A dica é: pense duas vezes antes de postar. Sua digital vale muito mais do que alguns likes.

 

Mulher e Bebê São Resgatados Após Uma Semana de Cárcere Privado na Zona Oeste

 

 

Um caso estarrecedor de violência doméstica e cárcere privado chocou a Zona Oeste do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (9). Policiais civis da 20ª DP (Vila Isabel) e da 32ª DP (Taquara) conseguiram resgatar, com vida, uma mulher de 28 anos e seu filho de apenas 1 ano, que estavam sendo mantidos em cativeiro pelo ex-companheiro da vítima, em uma residência localizada na comunidade de Rio das Pedras.

O autor do crime foi preso em flagrante no momento da chegada dos agentes. A mulher foi encontrada em estado letárgico, resultado da administração forçada de medicamentos, conforme relataram os policiais. Segundo as investigações, o agressor dopava a vítima constantemente para mantê-la sob total controle.

O caso chegou ao conhecimento da polícia através de uma denúncia registrada na 20ª DP. Mesmo sem acesso ao celular, a vítima conseguiu, em um momento de distração do criminoso, enviar uma mensagem desesperada para uma familiar, alertando sobre a situação de cárcere e pedindo ajuda.

Os agentes agiram com rapidez e foram até o local indicado. Ao constatarem a gravidade da situação, prenderam o homem em flagrante. Ele foi autuado por cárcere privado, violência psicológica e ameaça. A mulher e o bebê foram resgatados sem ferimentos graves, mas ainda sob forte abalo emocional.

De acordo com o depoimento da vítima, o relacionamento entre os dois era marcado por agressões e ameaças constantes. Eles viveram juntos por dois anos em Duque de Caxias, em um condomínio controlado por traficantes. O agressor, além de atuar como cobrador a mando da facção, teria se apropriado de cerca de R$ 2 mil da organização criminosa, o que o obrigou a fugir da região. A mulher, por sua vez, foi expulsa pelos traficantes uma semana depois, e o relacionamento chegou oficialmente ao fim.

Desamparada e sem ter para onde ir, a vítima aceitou encontrar o ex-companheiro, inicialmente em um motel na Baixada Fluminense. No entanto, o homem já demonstrava seu plano de controle: usava o próprio filho como ferramenta de manipulação emocional para impedir que a mulher o deixasse.

Logo em seguida, ele a levou com a criança para a comunidade de Rio das Pedras, onde os manteve em cárcere por aproximadamente uma semana. Durante todo esse período, ela sofreu ameaças de morte, agressões físicas e foi mantida sob efeito de medicamentos.

A coragem da vítima, ao conseguir acionar ajuda mesmo em condições tão adversas, foi fundamental para o desfecho da operação. A Polícia Civil destacou a importância da denúncia rápida e reforçou o compromisso no combate à violência contra a mulher.

O caso serve como um alerta para situações de abuso e controle emocional, que muitas vezes evoluem para crimes mais graves. A vítima e o bebê agora estão recebendo o suporte necessário para sua recuperação, enquanto o agressor permanecerá à disposição da Justiça.

A ação coordenada entre delegacias demonstra a eficiência e o comprometimento das forças policiais no enfrentamento à violência doméstica e na proteção de vítimas vulneráveis.