Empresas de ônibus pedem fim do Uber Juntos e ressarcimento por perda de passageiros

Depois da disputa com os táxis, o Uber agora está na mira dos ônibus. Desta vez, o motivo de discórdia é o Uber Juntos, modalidade do aplicativo que permite a usuários que percorrem trajetos parecidos compartilharem a mesma corrida.
As empresas de ônibus alegam que o serviço configura transporte coletivo irregular e já acionaram o poder público em 15 cidades para tentar barrá-lo. Em São Paulo, consórcios pedem compensação por prejuízos decorrentes da perda de passageiros e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) diz que no ano passado apreendeu carros ligados a apps em situação de clandestinidade.
Já foram apresentadas queixas em São Paulo, Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Aracaju (SE) e Maceió (AL), além de nove cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro. Nas duas últimas capitais citadas, o serviço ainda não está disponível.
As companhias de ônibus dizem que o Uber Juntos faz concorrência direta e “predatória” com os coletivos sem estar submetido às mesmas regras que eles, como a necessidade de contrato por licitação, regulação e preços fixados, a obrigatoriedade de rodar em regiões e horários de pouco movimento, além da gratuidade para idosos e estudantes.
Elas argumentam que perdem passageiros e temem que as viagens compartilhadas por aplicativo evoluam para veículos com capacidade para transportar mais pessoas, como já existe na China.
A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que a fuga de demanda pode ficar entre 5% e 7%, a princípio. “Isso pode crescer se o modal sair do automóvel e passar para uma van, por exemplo. Esses são os riscos que a gente tem pensado”, diz o presidente Otávio Cunha. Para ele, o Uber Juntos “é o táxi lotação travestido de nova tecnologia”. A entidade coordena o movimento e já apresentou carta à Frente Nacional dos Prefeitos.
A Uber se defende dizendo o Juntos não é uma modalidade de transporte coletivo, mas “um sistema que combina viagens individuais com trajetos convergentes para compartilhar o mesmo veículo”. A companhia afirma, em nota, que o serviço foi criado para “colocar mais pessoas em menos carros” e que “complementa o transporte público, ampliando o acesso dos usuários à rede pública principalmente na região central.”
Compensação financeira
Em São Paulo, as quatro concessionárias que operam as linhas que ligam a capital às regiões metropolitanas pedem, além de que o Uber Juntos seja coibido ou submetido às mesmas regras que os ônibus, uma compensação financeira pela suposta queda na arrecadação em função da perda de usuários para o aplicativo.
As companhias solicitaram à Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que fiscaliza e regulamenta o transporte na região metropolitana, a instauração de um processo administrativo para “recompor o equilíbrio financeiro” em seus contratos de concessão.
“O Uber Juntos faz a mesma coisa [que o ônibus], que é chegar a alguns destinos a partir de pontos em que ele passa, sem ter que arcar com os ônus da regulação. Quando [o carro] pega quatro, cinco pessoas [em uma mesma corrida], muitas vezes o valor se aproxima do do transporte público. Isso tira passageiros e interfere em todo o cálculo complexo da tarifa”, diz Ivan Lima, advogado do Setpesp, sindicato que representa os consórcios.
“[Se houver prejuízo], vai implicar em uma tarifa maior no próximo reajuste tarifário”, emenda Lima.
Outra possibilidade, segundo ele, é de que esse ressarcimento seja feito em forma de pagamento direto da diferença pelo estado às empresas.
O último reajuste tarifário passou a valer neste domingo (20) e ficou em 6,45%, na média, acima da inflação oficial para o ano passado, de 3,75%. A correção dos valores varia de linha para linha.
Carros irregulares apreendidos
A EMTU confirma o recebimento da notificação das companhias. A gerenciadora diz, no entanto, que os contratos em vigor já contêm cláusulas que garantem o equilíbrio financeiro e que não há necessidade de abertura de processo administrativo.
“Uma das obrigações da EMTU/SP para assegurar o equilíbrio econômico dos contratos é a fiscalização sistemática e combate aos serviços de transporte não regulamentados e/ou clandestinos pelo poder concedente”, diz em nota.
A EMTU afirma que, para fazer o transporte coletivo metropolitano, condutor e veículo precisam ser cadastrados na Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos (STM). Sem cadastro, o veículo é apreendido. No ano passado, 754 veículos em clandestinidade foram retidos em ações de fiscalização feitas pelo órgão junto da Polícia Militar. Desse total, quase metade (365) eram carros de passeio, “ligados ou não aos aplicativos que oferecem transporte individual”.
O Uber Juntos começou a funcionar em São Paulo no dia 30 de outubro. A EMTU não divulgou quantos dos veículos em situação irregular foram apreendidos depois dessa data nem quantos eram relacionados aos apps.
O SPUrbanuss, que representa as empresas que operam o transporte público dentro da capital, também apresentou queixa contra o Uber Juntos à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. A pasta confirma o recebimento da carta e diz que “analisa as informações recebidas”.
Até agora, segundo a NTU, nenhuma das notificações gerou medidas concretas ou sinalizações de que o serviço pode ser proibido ou obrigado a atender às mesmas exigências que os ônibus.
Outros apps
Das cartas endereçadas ao setor público a que o G1 teve acesso, apenas a das empresas de ônibus de Belo Horizonte cita outro aplicativo de transporte que não o Uber, o 99. A capital mineira é a única cidade onde a empresa opera, ainda em teste, uma modalidade similar ao Uber Juntos, chamada 99Compartilha (antigo 99 Pool+).
A companhia diz que não foi notificada pela prefeitura de BH ou qualquer outro órgão sobre o tema e que “entende que não há impedimento para o exercício da atividade e, por isso, segue acompanhando regulamentação do transporte por aplicativos e mantém diálogo constante com poder público”.
Segundo pesquisa da NTU e da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em 2017, 2,1% dos passageiros que deixaram de usar ônibus ou passaram a fazer menos viagens migraram para serviços oferecidos por aplicativos de transporte.
“O transporte público jé é mal avaliado pela população. E ainda falam que é caro. Muito pior vai ficar se acontecer essa concorrência predatória”, diz Cunha, da NTU.
Via; G1

Mãe solteira é demitida e estamos chocadas com o motivo: “Não posso ter este tipo de gente aqui”

QUE ABSURDO! A PUBLICAÇÃO VIRALIZOU NO FACEBOOK

IZABEL GIMENEZ ,FILHA DE LAURA E DÉCIO

Mensagens trocadas pela mãe com a chefe (Foto: Reprodução / Diário de uma mãe solteira)

Alguns preconceitos, mesmo depois de tanto tempo, parecem estar enraizados em algumas pessoas. Em 2016, a página do Facebook Diário de uma mãe solteira publicou um caso, que representa muitos que acontecem por aí e afetam muitas mães solos.

Na ocasião, uma faxineira compartilhou prints da conversa com a sua chefe que a demitiuusando como justifica o fato dela ser solteira, ela tinha visto as fotos no Facebook e questionou se eram mesmo dela e se ela era casada.

Mensagens trocadas pela mãe com a chefe (Foto: Reprodução / Diário de uma mãe solteira)

Nas mensagens, a ex-chefeainda diz que apesar dela ser muito caprichosa, não pode continuar utilizando seus serviços, pois “os filhos podem aprender algo de errado, seria uma falta de respeito com meu marido.”

A mulher nem tentou esconder o preconceito e deixou claro os motivos que levaram ela a tomar essa decisão. Mesmo a faxineira implorando pelo emprego, dizendo que precisava do dinheiro para sustentar os filhos, ela não mudou de ideia. Olha isso:

 

Mensagens trocadas pela mãe com a chefe (Foto: Reprodução / Diário de uma mãe solteira)

 

GLOBO PARTE PARA CIMA E DETALHA RELAÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO COM MILÍCIAS

A Rede Globo tem dedicado boa parte de suas forças a destrinchar o escândalo de corrupção envolvendo a família Bolsonaro. Tanto na cobertura pela Globonews, o canal fechado, quanto na TV Globo, a emissora dos Marinho tem dedicado longos minutos para esclarecer o caso da movimentação financeira suspeita de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o filho do presidente, e agora seu envolvimento com as milícias do Rio de Janeiro.

Na tarde desta terça-feira 22, o Jornal Hoje revelou toda a relação do senador eleito com o chefe da organização criminosa Escritório do Crime, como o emprego de seus familiares em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

 

Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, neste momento foragido da Operação “Os Intocáveis” e suspeito de envolvimento com o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (Psol), trabalhou no gabinete de Flávio e aparece em relatório do Coaf como uma das remetentes de depósitos para Queiroz.

O filho dela, o ex-capitão Adriano, homenageado na Alerj por Flávio Bolsonaro, já foi preso duas vezes, suspeito de ligações com a máfia de caça-níqueis; também era tido pelo MP-RJ como chefe no Escritório do Crime, uma organização de pistoleiros e suspeita de assassinar Marielle.

Os defensores do governo – contabilizados os robôs – reagiram às denúncias na grande imprensa, especialmente na Globo e colocaram no trending topic do Twitter a hashtag #GloboFakeNews, acusando o veículo de propagar mentiras contra o político.

Mourão: problema de Flávio é o sobrenome

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, declarou nesta terça-feira, 22, que o “único problema” do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é o sobrenome. Filho do presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar é citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que detectou movimentações financeiras atípicas, com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, em contas bancárias de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio.

 

 

“O único problema do senador Flávio qual é? Sobrenome, né?”, disse Mourão, ao ser perguntado sobre o caso. Inicialmente, o presidente em exercício destacou que se distanciaria de comentar as polêmicas envolvendo o parlamentar. “Este assunto, meu amigo, estou fora já dele.”

Perguntado se as movimentações financeiras também seriam um problema, o presidente em exercício citou que há outros parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado que também são investigados na esfera cível por suspeita de improbidade administrativa. “Há essa repercussão toda pelo sobrenome dele, assim como tem mais outros 25 deputados que são investigados por problemas similares.”

 

Para Mourão, é preciso aguardar as investigações e a Justiça. Ele não quis comentar a informação do jornal de que o senador eleito empregou, em seu gabinete, a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, um dos alvos da operação que busca apreender suspeitos de terem participado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). “Não compete a mim analisar, OK? O governo está tranquilo, este não é um fato que nos interesse por enquanto. Quando passar a interessar, será divulgado quando for necessário.”

Pais se passam por filha de 12 anos em conversa para tentar prender pedófilo

Na cidade de Suzano, os pais de uma menina de 12 anos resolveram se passar por ela por mensagem para conseguir prender o homem que há meses assediava a filha. O casal já tinha feito boletim de ocorrência, mas a Secretaria de Estado de Segurança Pública diz que precisa de mais provas para poder prender o suspeito.

“Eu tento proteger ela porque ela tem 12 anos. Eu falo que minha filha é uma criança ainda porque ela brinca com a irmã dela. Ela não é aquele de 12 anos que sai para balada. A vida dela édentro de casa, escola, alerto ela, falo que não pode dar trela e tem que me mostrar mesmo.”, conta a mãe.

Como provas, a mãe guardou as conversas. O pedófilo falava coisas obscenas para a menina e inclusive pedia que ela ligasse a câmera. Olha só:

Mensagens trocadas pelo suspeito com a vítima (Foto: Reprodução / G1)

A mãe lembra que quando descobriu o que estava acontecendo pensou até em bloquear o perfil, mas percebeu que os amigos que o homem tinha adicionado na rede social eram todos menores de idade, o mais velho deveria ter mais ou menos 13 anos. Ela decidiu então proteger essas crianças e resolver a situação. “A gente pensou em dar trela porque ele vai querer marcar encontro aí a gente leva as mensagens para polícia e prende ele”, explica.

 

 

A advogada da Comissão de Proteção do Menor e do Adolescente de Itaquaquecetuba, Cineide Pereira Marques, afirma que ter esse tipo de relação com menores, mesmo virtualmente  emrede sociais,  de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é considerado pedofilia.“Esse crime ficou um pouco mais vasto, e as delegacias especializadas apenam essa pessoa que tenta aliciar criança”, explica Cineide.

Boca seca pode ser doença. Confira causas e tratamento da xerostomia

Sintoma muito conhecido pelos brasilienses, a boca seca é caracterizada pela diminuição ou interrupção da secreção de saliva. Sem hidratação suficiente, os lábios ficam brancos e chegam a rachar. Apesar de muito comum durante metade do ano na capital, a condição pode ser uma doença chamada xerostomia, também conhecida como assialorreia e hipossalivação.

Existem várias causas para a boca seca: ao acordar, por exemplo, indica ser desidratação. O tratamento costuma apostar no aumento da salivação com algumas medidas simples ou uso de medicamentos.

A saliva desempenha um importante papel na proteção da cavidade oral contra infecções por fungos, vírus ou bactérias que causam cárie e mau hálito. Além de umidificar os tecidos, também ajuda na formação e deglutição do bolo alimentar, facilita a fonética e é essencial na retenção de próteses. Por isso, deve-se procurar ajuda médica ao observar a presença de boca seca constante.

As causas mais comuns são:

Deficiências nutricionais
A falta de vitamina A e do complexo B pode ressecar a mucosa e levar ao surgimento de feridas na boca e na língua. É possível reverter a ausência com a alimentação. Peixes, carnes e ovos são ricos nos dois tipos de nutrientes.

Doenças autoimunes
As doenças autoimunes são causadas pela produção de anticorpos contra o próprio organismo, levando à inflamação de algumas glândulas, inclusive a salivar, causando o ressecamento da boca devido à diminuição da produção de saliva.

O lúpus eritematoso sistêmico e a síndrome de Sjögren, por exemplo, além de deixarem a boca seca, podem causar uma sensação de areia nos olhos e maior risco de infecções, como cáries e conjuntivite.

Uso de medicamentos
Alguns remédios também podem levar à boca seca, como antidepressivos, antidiuréticos, antipsicóticos, anti-hipertensivos e medicamentos para o câncer, por exemplo.

Problemas na tireoide
A tireoide de Hashimoto é uma doença caracterizada pela produção de anticorpos que atacam a glândula e levam à sua inflamação. Os sinais e sintomas podem surgir lentamente e incluir o ressecamento da boca.

Alterações hormonais
A menopausa e a gravidez podem causar uma série de desequilíbrios no organismo da mulher, inclusive diminuir a produção de saliva. A boca seca na gravidez ocorre devido à ingestão de água insuficiente, pois a necessidade de líquido aumenta nesse período.

Problemas respiratórios
Desvio de septo ou obstrução das vias aéreas, por exemplo, em alguns casos obrigam o paciente a respirar pela boca em vez de pelo nariz. Isso pode levar, ao longo dos anos, a mudanças na anatomia do rosto e maior chance de ter infecções. Além disso, a entrada e saída constante de ar pela boca leva ao ressecamento e a mau hálito.

Hábitos de vida
Fumar, ingerir alimentos ricos em açúcar com frequência ou até mesmo não beber água suficiente podem causar boca seca e mau hálito, além de doenças graves, como o enfisema pulmonar, no caso do cigarro, e diabetes, no caso do consumo excessivo de alimentos com muito açúcar.

Na diabetes, essa condição é muito comum e normalmente causada pela poliúria, o ato de urinar muitas vezes. Neste caso, indica-se aumentar a ingestão de água, mas o médico poderá avaliar a necessidade da troca dos remédios, dependendo da gravidade desse efeito colateral.

O que fazer 
Uma das melhores estratégias para combater essa condição é beber bastante água ao longo do dia. Além disso, algumas ações podem ajudar a aumentar a secreção da saliva, por exemplo:

  • Chupar balas com superfície lisa ou chicletes sem açúcar;
  • Comer mais alimentos ácidos e cítricos, porque eles estimulam a mastigação;
  • Aplicação de flúor no consultório do dentista;
  • Escovar os dentes, usar fio dental e utilizar sempre um enxaguante bucal, pelo menos duas vezes por dia;
  • Consumir chá de gengibre;
  • Além disso, pode-se recorrer à saliva artificial para ajudar a combater os sintomas da boca seca e facilitar a mastigação dos alimentos.

Para evitar os lábios ressecados, evite passar a língua nos lábios, porque, ao contrário do que parece, a ação acaba piorando a situação. Para hidratá-los, experimente usar protetor labial, manteiga de cacau ou batom com propriedades hidratantes.

Sinais e sintomas relacionados
A boca seca o tempo todo normalmente é acompanhada ainda por lábios rachados, dificuldades relacionadas à fonética, mastigação, degustação e deglutição. Esses pacientes, de forma frequente, têm maior propensão às cáries, geralmente sofrem com mau hálito e podem ter dor de cabeça, além do aumento do risco das infecções bucais – a saliva também protege a boca contra micro-organismos.

O profissional responsável pelo tratamento da boca seca é o clínico geral, que poderá indicar um endocrinologista ou gastroenterologista, dependendo das suas causas.

(Com informações do portal Tua Saúde)

Polícia analisa vídeo que provaria inocência de acusado de matar jovem em Campo Grande

A Delegacia de Homicídios da Capital analisa imagens de uma câmera de segurança que, segundo parentes de Leonardo Nascimento dos Santos, de 26 anos, comprovam sua inocência. Ele foi preso na última quarta-feira, sob a acusação de ter assassinado, um dia antes, o psicólogo Matheus Lessa, de 22 anos, dentro de uma mercearia em Barra de Guaratiba . De acordo com a família do suspeito, que foi reconhecido pela mãe da vítima, vídeos o mostram em outro local no momento do crime.

Matheus foi baleado ao proteger a mãe, Carla Lessa. Ele trabalhava na mercearia dos pais quando uma dupla entrou no estabelecimento e anunciou um assalto. Inconformados com o pouco dinheiro que encontraram num caixa, os bandidos ameaçaram atirar em Carla. Matheus reagiu, e acabou sendo baleado no pescoço ao se posicionar entre ela e os criminosos.

O assalto à mercearia começou pouco antes da 19h. O estabelecimento fica a três quilômetros do condomínio onde mora o acusado. Nas imagens gravadas por câmeras de segurança, Leonardo aparece caminhando, supostamente às 18h46m, em direção a um campo de futebol que fica perto de sua casa. Às 19h09m, de acordo com o registro em vídeo, ele passa novamente em frente ao equipamento — segundo sua família, ele voltava para casa.

Leonardo foi reconhecido por meio de fotografias. Carla e outras três testemunhas do assassinato o apontaram como um dos bandidos, e disseram que ele estava de camisa branca. No entanto, na gravação da câmera de segurança, ele aparece de regata colorida.

Pai do acusado, Jorge Benjamin se solidarizou com a família de Matheus, mas afirmou ao “RJ TV”, da Rede Globo, que Leonardo é inocente:

— É como se eu também tivesse perdido um filho. A gente sente a mesma dor da família do rapaz assassinado, e não tem uma resposta correta. Ele ( Leonardo ) foi reconhecido porque é escuro, e a aparência da pessoa que cometeu o ato, segundo informações, é semelhante à do meu filho. Eu e minha família nos colocamos no lugar do pai e da mãe que também lutam por justiça, sabemos que a dor é grande. E, hoje, posso dizer que dor não é só quando um filho parte; dor também é querer abraçar um que está vivo e não conseguir.

A Polícia Civil destacou que Leonardo foi reconhecido por quatro testemunhas e que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça. Além disso, a Delegacia de Homicídios da Capital frisou que a investigação não está encerrada. A gravação da câmera de segurança será analisada por peritos.

Casos de chikungunya no Rio têm alta de quase 400%

Casos de chikungunya avançam no Rio de Janeiro. Segundo as autoridades de saúde do município, entre 2017 e 2018 houve um crescimento de quase 400%. O número tende a aumentar já que leva em consideração apenas o período de janeiro a novembro de cada ano.
Em 2017, a cidade do Rio registrou mais de 1,8 mil ocorrências da doença. Já no mesmo período do ano passado foram mais de 9 mil casos. Apesar disso, a Prefeitura alegou que não há uma epidemia na cidade.
O período de poucas chuvas de agora deixa as autoridades em estado de alerta, porque a expectativa é de que a chuva venha e contribua para a proliferação do mosquito transmissor da doença.
Combata o mosquito em sua casa:
 • Evite deixar plantas em vasos com água, substitua a água por terra.
 • Troque semanalmente a água dos vasos das plantas  escovando o mesmo. Lave as jarras de flores para eliminar os ovos dos mosquitos que ficam grudados nas suas paredes.
 • Para não acumular água, as latas devem ser furadas antes de jogadas fora.
 • As garrafas vazias devem ser guardadas de boca para baixo e em lugares cobertos.
 • Lave os bebedouros dos animais com escova ou bucha e esvazie-os à noite, sempre que possível.
 • Pneus velhos devem ser mantidos em lugares cobertos para não acumular água da chuva. Devem ser furados em pelo menos quatro locais opostos.
 • Mantenha os ralos limpos jogando água sanitária ou desinfetante semanalmente. Verifique a existência de entupimento.
 • Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana. Não jogue lixo em terrenos baldios.
 • Lave, principalmente por dentro, com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes etc.
 • Depressões de terreno também são possíveis poças de água parada. Preencha-os com areia ou pó de pedra.
 • Mantenha caixas d’água, cisternas, tonéis e outros depósitos de água sempre bem fechados, com a tampa adequada, para impedir a entrada do mosquito. Coloque um filó no ladrão.
• Limpe constantemente as calhas, remova tudo que possa impedir a passagem da água, a laje e a piscina de sua casa.
• Instale a caixa do ar-condicionado de forma que esta não possa acumular água.
• No alto de lajes e telhas também pode haver água parada. Caso more em apartamento, peça ao porteiro que verifique o acúmulo de água no terraço.
• Suspeite de garagens e subsolos. Confira se a água da chuva que cai nas calhas circula.
• Evite ter bromélias em casa. Mantendo-as, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.
• Mantenha a bandeja de geladeira sempre seca. Lave bem e seque uma vez por semana.

POLICIA CANCELA QUATRO CPFS DE VAGABUNDOS EM BAIRRO NA ZONA OESTE!!( FOTOS)

Quatro bandidos morreram, no fim da tarde desta segunda-feira, após entrarem em confronto com policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá). O caso aconteceu na comunidade dos Teixeiras, que fica na Taquara, na Zona Oeste do Rio. Na ação, os agentes apreenderam um fuzil, três pistolas, munições e drogas.

 

 

De acordo com a PM, os militares foram enviados à região para reprimir o tráfico de drogas. Ao chegarem no local, eles foram atacados por criminosos fortemente armados. Houve confronto e após uma intensa troca de tiros, quatro traficantes foram encontrados feridos. Eles foram socorridos no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas não resistiram aos ferimentos.

Com eles, os policiais encontraram um fuzil Colt calibre 556, com numeração raspada, contendo um carregador e 11 munições intactas; três pistolas (uma Glock .45 com numeração raspada e nove munições intactas; e duas Taurus, uma .40 com seis munições e outra 380 com nove munições); e 155 trouxinhas de maconha.

A ação foi desencadeada pelo batalhão de Jacarepaguá (18º BPM) – Divulgação / Polícia Militar

Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete

O gabinete do senador eleito e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco. O policial, alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira, é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha foram homenageados por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz – amigo também do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 – o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano.

A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas tinham o cargo CCDAL-5, com salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas a pedido no dia 13 de novembro de 2018. O GLOBO revelou a existência do Escritório do Crime em agosto do ano passado.

Ex-integrante do Bope, Adriano se formou no curso de operações especiais da PM em 2000. Ele foi preso na operação “Dedo de Deus”, de 2011, desencadeada para combater o jogo do bicho no Rio. À época, era capitão da PM.

Raimunda é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor Fabrício Queiroz, investigado pelo Ministério Público do Rio. A ex-assessora, de 68 anos, repassou R$ 4,6 mil para a conta do policial militar. Ela ocupou cargos na Assembleia ao menos desde 2 de março de 2015, quando foi nomeada como assessora da liderança do PP – então partido de Flávio Bolsonaro. A mãe de Adriano permaneceu no cargo até 31 de março de 2016, pouco depois do senador eleito deixar o PP e se filiar ao PSC. No dia 29 de junho do mesmo ano, voltou a trabalhar na Alerj, dessa vez no gabinete de Flávio. Já Danielle aparece como servidora da Alerj ao menos desde novembro de 2010.

O relatório do Coaf aponta mais uma possível ligação entre Queiroz e Adriano. Segundo dados da Receita Federal, Raimunda é sócia de um restaurante localizado na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido. O estabelecimento fica em frente à agência 5663 do Banco Itaú, na qual foi registrada a maior parte dos depósitos em dinheiro vivo feitos na conta de Fabrício Queiroz. Na agência foram realizados 17 depósitos não identificados, em dinheiro vivo, que somam R$ 91.796 – 42% de todo o valor depositado em espécie nas transações discriminadas pelo Coaf, segundo um cruzamento de dados feito pelo GLOBO.

Nessa agência foram registradas transações com valores repetidos mensalmente – um indício de lavagem de dinheiro, segundo um integrante do Ministério Público Federal. Em setembro, novembro e dezembro foram feitos depósitos em espécie no valor de R$ 4.246. Já em outros seis meses foram feitas transferências entre R$ 4.200 e R$ 4.600.

Adriano também aparece ligado a outro restaurante na mesma rua. O elo entre os dois estabelecimentos é uma sócia em comum. O GLOBO esteve no restaurante, registrado em nome de Raimunda, em dezembro. A sócia da ex-servidora da Alerj estava no local, mas Raimunda não estava presente. Segundo funcionários, a outra sócia do restaurante “estava viajando”. Um deles, ao ser questionado, negou que uma das donas se chamasse Raimunda.

– É Vera – limitou-se a dizer.

Homenagens na Alerj

Além de empregar as familiares de Adriano, Flávio Bolsonaro por duas vezes homenageou o atual chefe do Escritório do Crime.

Em outubro de 2003, Flávio apresentou uma moção de louvor ao PM. Na homenagem, afirmou que Adriano atuava com “brilhantismo e galhardia”. Segundo a homenagem, o ex-PM prestava “serviços à sociedade desempenhando com absoluta presteza e excepcional comportamento nas suas atividades”. Ainda elogiou Adriano, àquela altura 1º tenente e comandante da guarnição de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 16º BPM (Olaria): “Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão”, disse Flávio Bolsonaro.

Em julho de 2005, Flávio concedeu uma nova homenagem ao policial. Desta vez concedeu a ele a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do parlamento fluminense. O então deputado estadual destacou o currículo de Adriano, citando diversos cursos que ele realizou na Polícia Militar, assim como sua participação em uma operação no Morro da Coroa, em 2001, que resultou na prisão de 12 suspeitos e na apreensão de quatro fuzis e outras três armas de fogo, uma granada e grande quantidade de munições.

Também alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira, o major Ronald Paulo Alves Pereira, apontado como integrante do Escritório do Crime, também mereceu uma moção de louvor de Flávio Bolsonaro em março de 2004. Na justificativa da homenagem, o deputado estadual citou a participação de Ronald em uma operação no Complexo da Maré, que terminou com um saldo de três mortos, além da apreensão de dois fuzis e uma granada.