PM de folga é baleado ao lado da mulher em bar de Cabo Frio

Um policial militar, identificado como Leandro Alves de Siqueira, foi baleado na noite desta quarta-feira, na Praça do Tangara, em Cabo Frio, município da Região dos Lagos do Rio.

De acordo com informações do 25º BPM (Cabo Frio), o agente, que estava de folga e acompanhado pela mulher, estava em um bar na Praça quando houve uma confusão e ele acabou sendo baleado na panturrilha.

O PM foi atendido no Hospital municipal Jardim Esperança, na Estrada de Antenor Cardoso Fonseca, em Cabo Frio, e está fora de perigo.

Leandro é lotado do 7º BPM, que fica em São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio.

Adolescente ‘chora sangue’ após contrair misteriosa doença durante cruzeiro

Uma adolescente sofreu um quadro assustador após contrair uma misteriosa doença durante um cruzeiro com a família. O rosto de Jordyn Walker, de 15 anos, inchou bastante e ela passou a“chorar sangue” inexplicavelmente.

O quadro ficou tão grave que médicos tiveram que remover parte de ossos sob os olhos de Jordyn para aliviar as dores que ela sentia. O drama aconteceu em julho de 2017.

Desde então, a jovem apresenta sequelas ligadas à doença, ainda sem explicação pelos médicos. No fim do ano passado, pouco antes do Natal, a americana do Missouri retornou às pressas a um hospital, apresentando novo sangramento.

Jordyn voltou a sofrer grande inchaço na cabeça e acabou perdendo a visão.

“É difícil aceitar que isso aconteça a alguém que esteja começando a vida”, disse Kendyll Walker, mãe da paciente, à Fox4.

Jordyn Walker antes da doença Foto: Reprodução/Facebook

A família abriu financiamento coletivo no site GoFundMe para custear as despesas hospitalares e a tentativa de explicar a doença.

Ostentação nas redes sociais vira prova na Justiça contra ‘caloteiros’

As redes sociais estão ajudando juízes a julgarem processos envolvendo devedores que alegam não ter dinheiro para quitar seus compromissos, mas ostentam um alto padrão de vida na internet. Há casos em que algumas provas são obtidas em redes sociais, como o Facebook e o WhatsApp.

Um dos casos mais recentes aconteceu em Vitória. Um representante comercial que devia pensão, mas alegava não ter carteira assinada nem bens em seu nome, foi flagrado ostentando viagens internacionais, passeios de lancha e um carro novo no Facebook.

As postagens foram apresentadas, e ele acabou fazendo um acordo. O caso foi relatado pelo advogado empresarial Victor Passos Costa, que explicou que esse tipo de prova tem sido cada vez mais usado, especialmente nos casos trabalhistas e de família.

Em outro caso, um juiz decretou a prisão preventiva de um réu que alegou baixa capacidade financeira, mas apareceu no Facebook em viagens internacionais e pilotando uma lancha.

“Há diversos casos nos quais mensagens do Facebook, WhatsApp e Skype são aceitos pelo judiciário como prova. Isso sem falar do e-mail.” Victor Passos, advogado

Hoje, diz ele, há diversos casos nos quais mensagens do Facebook, WhatsApp e Skype são aceitos pelo judiciário como prova. “Isso sem falar do e-mail, que era uma mídia de comunicação on-line desacreditada até pouco tempo”, aponta Costa.

O juiz Jorge Vaccari Filho, titular do 1º Juizado Especial Cível de Colatina, lembra que em muitos casos a prova obtida pela via eletrônica é até mais relevante do que uma prova testemunhal ou documental. “Não é incomum nos processos sujeitos que alegam pobreza serem flagrados em situações de ostentação de riqueza, com carros de luxo, em cruzeiros e viagens internacionais”.

Para o advogado Bruno Gavioli, essas são provas frágeis. “As pessoas mentem nas redes sociais, e não tem nada que comprove que você não está mentindo”.

Ele conta que teve um caso em que uma pessoa foi flagrada em operação da Receita Federal, acusado de fraude fiscal. “Tentaram provar que o patrimônio que ela declarava não correspondia ao que ela postava na internet. Mas foi uma prova fraca”.

Alguns casos

Em dificuldades financeiras… Ou não

Curtindo a vida

Um réu de um processo no Espírito Santo, que vive em São Paulo, alegou baixa capacidade financeira e que havia sofrido um infarto para não poder acompanhar o processo em Vitória. Suas postagens, no entanto, mostravam viagens internacionais, passeios de avião, trilhas e idas à academia. Com isso, o juiz do caso pediu sua prisão preventiva.

Viagens e lancha

Um representante comercial de Vitória, que estava devendo o pagamento de pensão alimentícia, mas que alegava não ter carteira assinada nem bens em seu nome, foi flagrado ostentando duas viagens internacionais, passeios de lancha e um carro novo no Facebook. Ele acabou fazendo um acordo.

Sogro da onça

Uma mulher teve o carro penhorado mas declarou que tinha vendido o carro para terceiro. O terceiro, questionado no processo da penhora, disse que não conhecia a devedora, que apenas tinha comprado o carro dela. No Facebook, se descobriu que o dono do carro era genro da devedora – o que foi provado com fotos do próprio site. O caso aconteceu em Cariacica.

Mentira no trabalho

Doente e na balada

Em outro caso de uma empresa de construção da Serra, uma funcionária faltou ao trabalho dizendo que estava passando mal. No mesmo dia, à noite, postou uma mensagem dizendo que ia a uma festa curtir, se embebedar e se divertir. Ela foi punida com advertência.

Flagra no WhatsApp

O operário de uma empresa do ramo da construção de Vitória foi demitido por justa causa, depois de um flagra no WhatsApp. Ele faltou ao trabalho para ir pescar e pediu a outra pessoa para registrar o ponto no lugar dele. No mesmo dia, postou uma foto pescando no grupo de colegas da empresa, mas se esqueceu de que sua gerente era um dos membros.

Xingou no grupo

Em um grupo do trabalho do WhatsApp, um trabalhador de Cariacica chamou outra colega de vagabunda. Foi condenado a pagar R$ 3 mil por danos morais.

Reclamou no Face

O empregado de uma empresa de Vitória postou um “desabafo” no Facebook em que entendia que tinha que ter ganhado um tíquete que não ganhou e que estava de saco cheio de trabalhar na empresa. Foi demitido por justa causa.

Provas são usadas contra profissionais

Trabalhadores que mentem para os superiores ou fingem estar doentes também têm sido pegos pelas redes sociais. Um dos casos mais comuns nas empresas é o da pessoa que dá atestado médico e viaja. Sem querer, acaba revelando nas redes a mentira.

“Já tive um caso em que a pessoa que trabalhava em uma empresa de plano odontológico de Vitória deu atestado médico em uma sexta-feira e marcaram ela em uma foto no mesmo dia, com bebida alcoólica na mão. Ela foi demitida”, conta o advogado trabalhista José Carlos Rizk Filho.

Outro caso comum em redes sociais é do empregado falar mal da empresa publicamente. “O que tem que se avaliar é a amplitude desse comentário, se é público, se o círculo de relacionamentos é grande, e qual o impacto disso para a empresa”, explica Filho. “Mas é preciso lembrar que tudo que não pode falar em público, não pode falar nas redes. Porque, de certa forma, não é uma conversa individual, é algo público”, detalha.

As punições no contrato de trabalho devem ser graduadas de acordo com a gravidade da falta e o critério de proporcionalidade, diz o advogado Victor Passos Costa. “O funcionário que durante horário de trabalho falta e fica curtindo, deixa de trabalhar por causa disso, é o mais grave. A punição pode ir de advertência escrita, passando por suspensão até demissão por justa causa”.

Fonte: A Gazeta

Filho de vereador ameaçou mulher com faca em Campo Grande, relatou mãe da vítima

A sogra de Fábio Tuffy Felippe, de 44 anos, relatou em depoimento à polícia que a filha, Christini Cardoso de França Felippe, foi ameaçada de morte pelo marido com uma faca. Ana Maria Cardoso de Oliveira contou ainda que a vítima foi agedida com socos no rosto, chutes e empurrões, chegando a fraturar ossos da face. Fábio é filho do presidente da Câmara de Vereadores do Rio, Jorge Felipe. As agressões teriam ocorrido no último dia 21.

Em seu depoimento à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) da Zona Oeste do Rio, Ana Maria contou também que a filha vem sendo vítima de violência doméstica “há anos”, mas nunca havia denunciado o marido à polícia. A mãe de Christini afirmou ainda que o genro possuía um comportamento ciumento e possessivo, e por isso a filha tinha o desejo de se separar. Para a Polícia Civil, as agressões teriam sido motivadas justamente pelo fato de Fábio não aceitar o fim do relacionamento.

Após as agressões do último dia 21, que duraram três horas, Christini foi levada para o Hospital Oeste D’Or por um casal de amigos. Ela ficou internada por uma semana. A mãe da vítima, Ana Maria, foi quem procurou a DEAM de Campo Grande para denunciar as agressões sofridas pela filha. Imagens de Christini com o rosto desfigurado, com os olhos roxos e inchados, foram compartilhadas nas redes sociais por parentes.

A foto de Christini após as agressões foi compartilhada por parentes nas redes sociais Foto: Reprodução

Depois de ter recebido alta, Christini esteve na delegacia, mas se negou a dar qualquer declaração para não prejudicar o marido. Ela também se negou a fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Por causa da negativa, a delegada Cristiane Almeida, responsável pela investigação, solicitou o boletim de atendimento médico do Hospital Oeste D’Or para determinar qual foi o grau das lesões sofridas pela vítima.

Nessa quarta-feira, Fábio Felipe prestou depoimento na DEAM/OESTE. Ele negou ter agredido e ameaçado a mulher, mas não quis dar nenhuma outra declaração à polícia e disse que só prestará depoimento mais detalhado à Justiça.

O pedido de prisão temporária de Fábio, feito pela DEAM/OESTE, foi negado pela juíza Angélica dos Santos Costa no último dia 29. A magistrada também negou pedido de medidas protetivas. Em sua decisão, Angélica afirmou que o caso não deveria ser apreciado no Plantão Judiciário e determinou que Fábio fosse ouvido, o que ainda não havia acontecido. A polícia pediu a prisão do filho do presidente da Câmara do Rio por causa das ameaças que teria feito à mulher e sua família. O MP recorreu da decisão que negou a prisão de Fábio. O desembargador de plantão não acolheu os pedidos de liminar do MP e os recursos ainda estão pendentes de julgamento pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Policial do Bope reage a assalto e mata bandido no RJ

Um policial militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi alvo de uma tentativa de assalto no final da noite desta quarta-feira (2), na Via Light, na altura de Mesquita, na Baixada Fluminense. O agente estava de folga quando foi abordado.

 

De acordo com informações, o Policial conseguiu reagir atirando contra o criminoso que morreu no local. O PM que não teve sua identidade revelada, passa bem. O caso foi registrado na 52°DP (Nova Iguaçu).

‘Aquele que pega em armas, a guerra deve ter’, diz Witzel na transmissão do cargo

 O novo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), manteve o tom de enfrentamento pesado a traficantes e de defesa a cortes de gastos no discurso que marcou a cerimônia de transmissão do cargo, realizada na tarde desta quarta-feira no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. O político eleito recebeu a faixa governamental das mãos do ex-governador em exercício Francisco Dornelles (PP) e deu posse aos secretários que comporão sua equipe. Witzel fez questão de mandar confeccionar o símbolo, que já havia caído em desuso em cerimônias de posse no estado.

Depois de cumprimentar o vice-governador, Cláudio Castro (PSC), Witzel ressaltou que criminosos com fuzis não poderão mais ser tratados ‘de forma romântica’.

“O crime organizado não pode mais estar com a liberdade que dispõe hoje de portar armas de guerra, de fazer refém a sociedade e ser tratado de forma romântica como sujeitos que não tiveram oportunidades. Todos tivemos oportunidades. Todos aqueles que querem estudar e trabalhar encontrarão o seu caminho e nós vamos ajudar a diminuir o desemprego”, afirmou Witzel. “Aquele que pega em armas e chama para si a guerra, a guerra deve ter. Como terroristas serão tratados.”

Wilson Witzel e Helena Witzel – Alexandre Brum / Agência O Dia

Após o discurso, o governador disse aos jornalistas que pediu ontem ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, empenho na regulamentação da Lei Antiterrorismo, com o objetivo de aumentar as penas de narcotraficantes, e a federalização de uma das unidades prisionais do estado. Comentou ainda que imagens de drones com monitoramento eletrônico adquiridos pelo Gabinete de Intervenção serão utilizadas para fins judiciais e para auxiliar em buscas e apreensões e em prisões.

“No meu ponto de vista, não existe necessidade de mudar a lei (para permitir o ‘abate’ de traficantes). Quem está com fuzil na mão é ameaça e como ameaça deve ser tratado. Eu estou propondo ao Congresso Nacional através da nossa bancada, e conversei ontem com o ministro Sérgio Moro, para regulamentar a Lei Antiterrorismo, onde as pessoas que estejam no comando do crime organizado sejam tratadas com mais rigor em presídios sem qualquer regalia, sem visitas, com advogados públicos e com tempo de prisão que vai além dos 30 anos máximos. Alongar isso para 50 anos para o crime organizado”, declarou Witzel.

Wilson Witzel também tratou do déficit orçamentário de R$ 8 bilhões que o Estado do Rio terá de enfrentar este ano e reforçou que serão necessárias medidas de redução de custos e racionalização do uso dos impostos pagos pela população. Ele pediu compreensão do Ministério Público e da Justiça em relação às ações que questionam os limites constitucionais dos gastos públicos. “Eu sei o quanto anseiam tanto o MP como o Poder Judiciário, principalmente diante de tantos escândalos, de fazer com que o orçamento seja respeitado. Mas eu peço a Vossas Excelências (…) um pouco mais de paciência, porque o governo tem o compromisso absoluto para que esse dinheiro seja bem utilizado”, destacou.

Na entrevista coletiva, o governador explicou que “há impossibilidade material” de se cumprir hoje os mínimos constitucionais, mas garantiu que metas que ainda serão estabelecidas permitirão a reversão do quadro.

Após a cerimônia, o secretariado participou da primeira reunião com o governador empossado, mas ainda não foram divulgados os detalhes. “As medidas que iremos tomar até o final do ano, que serão apresentadas após a reunião do secretariado, vão permitir que o déficit seja suprido, sejam elas de austeridade orçamentária, sejam elas de leilão reverso de contratos, desconto no pagamento de contratos, redução dos custos com aluguéis e reorganização de algumas atividades que possam estar mais caras do que a necessidade”.

Transmissão de cargo para o governador eleito Wilson Witzel – Alexandre Brum / Agência O Dia

Dornelles culpa a União: ‘Estado viveu momentos de agonia’

Em discurso antes de entregar o cargo, Francisco Dornelles cumprimentou o novo governador e disse que governar o Rio de Janeiro “é uma das melhores honrarias que se pode ter”. “Vossa Excelência recebeu a confiança de quase 5 milhões de fluminenses e agora passa a governar por toda sua população. Seu passado e seu currículo trazem a certeza que saberá enfrentar a dificuldade do cargo e desenvolverá um governo cheio de sucesso”, comentou Dornelles.

Em seguida, Dornelles tentou explicar a crise que o estado enfrenta. “O Rio de Janeiro conheceu, nos últimos anos, uma crise sem precedentes. A diminuição dos investimentos da Petrobras, o recuo no preço do petróleo e a recessão econômica com o Produto Interno Bruto negativo por dois anos consecutivos provocaram uma queda de arrecadação com enormes consequências na administração. O estado viveu momentos de agonia, tendo suas receitas sequestradas com frequência pela União credora que não compreendia que as dificuldades do Estado do Rio era sobretudo consequência de uma administração irresponsável (…) A tecnocracia federal dava mais importância aos números que a vida das pessoas”,  afirmou Dornelles.

Lula assiste à posse pela TV e classifica discurso de Bolsonaro de ‘vazio’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril do ano passado, assistiu a posse do presidente Jair Bolsonaro pela televisão de sua cela no prédio da Polícia Federal. Sem acesso a visitas devido ao feriado, o petista passou o dia praticamente sozinho. A exceção foram as breves conversas que teve com os agentes que o monitoram.

Nesta quarta-feira, Lula recebeu advogados de Curitiba e o deputado não reeleito Wadih Damous (PT-RJ), que também integra sua banca de defesa. Na conversa, criticou o discurso de Bolsonaro e disse que o PT precisa explicar ao povo o que é soberania nacional e adotar o tema como sua bandeira na oposição.

— Perguntei a Lula o que achou do discurso de Bolsonaro. Ele disse que era “vazio de conteúdo”, sem falar de políticas econômicas, sociais, nada. A avaliação dele foi a mesma que a nossa, de que Bolsonaro falou para sua plateia com essa coisa de livrar o Brasil do socialismo. Sabemos que não é isso que está em jogo hoje.

O ex-presidente tem dito a correligionários, entre eles Damous, que o discurso do capitão reformado recoloca o PT no jogo político, já que grande parte das bandeiras defendidas pelo presidente têm potencial para serem atacadas pela sigla. No entanto, defende que antes de atuar é preciso ver “quais serão as primeiras jogadas do adversário”.

Ele também defende que o PT explique ao povo o que é soberania nacional e que se coloque como defensor dessa bandeira. A ideia é que a sigla use o tema para se contrapor ao governo Bolsonaro apontando iniciativas adotadas pelo novo presidente que ferem a soberania do Brasil tanto em relação a pautas econômicas quanto no trato com países estrangeiros.

VAI CHOVER AMANHÃ? VEJA A PREVISÃO DO TEMPO

TEMPERATURAS SEGUIRÃO ELEVADAS NO RIO, NESTA QUINTA-FEIRA, COM MÁXIMA PREVISTA DE 38ºC. PANCADAS DE CHUVA ISOLADAS SÃO ESPERADAS À TARDE
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A quinta-feira será mais um dia de calor na capital fluminense. Segundo o Alerta Rio (serviço meteorológico da Prefeitura), o céu passará de parcialmente nublado a nublado, com previsão de pancadas de chuva em pontos isolados da cidade à tarde. Os ventos serão fracos no início do dia, passando a fracos/moderados a partir da tarde. Temperaturas permanecerão elevadas e estáveis, com máxima prevista de 38°C e mínima de 22°C.

Família acusa PMs por morte de jovem em ação contra baile funk

Afamília de Lucas Lopes, de 23 anos, registrou boletim de ocorrência acusando policiais militares das agressões que resultaram na morte do jovem. Morador do bairro Habiteto, na zona norte de Sorocaba, ele teria sido perseguido e espancado por policiais durante uma operação para reprimir bailes funk em bairros periféricos da cidade. Os policiais o acusaram de ter lançado uma pedra contra a viatura, o que a família nega.

O rapaz morreu nesta terça-feira, 1.º, após ser internado com ferimentos no Hospital Regional de Sorocaba. De acordo com o registro, a agressão aconteceu por volta das 22 horas, quando grupos de moradores estavam em ruas do bairro para esperar a virada do ano. Segundo a família, testemunhas disseram que alguém teria xingado os policiais, que viram Lucas correndo e foram atrás. Ele se refugiou em uma casa, de onde foi retirado e levado para a rua, onde teria sido espancado por três PMs.

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Ainda segundo o relato, familiares de Lopes foram chamados à Rua Três, onde o rapaz estaria “apanhando” da polícia. Um irmão relatou que, ao se aproximar de Lucas, que estava caído no chão, um policial apontou uma arma e mandou que se afastasse.

Um vídeo mostra quando a mãe do jovem, Cecília Lopes, se aproxima do filho, que se contorce de dor, mas o policial impede que ele seja socorrido. “Quem mandou ele ir lá mexer com a polícia. Ele jogou pedra em nós”, afirma um policial, cuja imagem não aparece no vídeo. A mãe tentou argumentar que o filho estava bêbado.

Segundo a mãe, duas viaturas estavam no local, porém, quando os moradores começaram a se aglomerar para pedir que o rapaz fosse socorrido, os policiais chamaram reforços. Nesse momento, teriam sido disparadas balas de borracha contra as pessoas que estavam próximas.

Com a chegada do comandante da operação, foi permitido ao irmão de Lopes levá-lo ao Pronto-Atendimento do Parque das Laranjeiras. O rapaz foi transferido para o Hospital Regional de Sorocaba, mas não resistiu.

O corpo foi sepultado na tarde desta quarta-feira, 2, em clima de protesto dos moradores do bairro. A Polícia Militar informou não ter recebido nenhuma denúncia formal contra a ação dos policiais. No entanto, diante do registro feito pela família, informou que será instaurado um procedimento de investigação para apurar os fatos.

A Polícia Civil registrou o caso como lesões corporais seguidas de morte e aguarda o laudo sobre as causas do óbito para definir os rumos do inquérito.

Armas

As ações para coibir os bailes funk aconteceram depois que moradores postaram vídeos de uma aglomeração na Vila Helena, em que rapazes desfilavam portando armas. Outros jovens foram flagrados depredando carros, fazendo manobras arriscadas com motos e escalando ônibus em movimento.

Conforme a PM, as operações conjuntas com a Guarda Civil Municipal foram realizadas nos bairros Vila Helena, Habiteto e Jardim Paineiras.

Motorista de ônibus é gravado se masturbando ao lado de passageira em Campo Grande

 Um motorista de ônibus foi flagrado se masturbando ao lado de uma passageira. Nas imagens, gravadas pela vítima, o rodoviário, que veste o uniforme da Transportes Campo Grande, mexe no pênis por cima da calça. O caso teria acontecido no dia 31 de dezembro do ano passado.

Depois de gravar o ocorrido, a mulher questiona o homem. “O senhor quer sair de perto de mim, por favor?”, exige. O homem se faz de desentendido e diz que já está descendo. “Não, o senhor vai saltar daqui agora. Eu tô vendo o senhor se masturbando aí”, afirma a mulher. O homem então nega o fato.

Em nota, a Transportes Campo Grande “lamentou a situação” e “informou que o rodoviário, apesar de estar uniformizado, não estava cumprindo jornada de trabalho ou à disposição da empresa na ocasião”. “A empresa abriu sindicância interna e, após apuração, se for o caso, tomará as medidas disciplinares eventualmente cabíveis”, finalizou.

O caso não foi registrado na polícia. Entretanto, importunação sexual, que é quando uma pessoa comete um ato libidinoso na frente de alguém que não deu permissão, é crime e tem pena que vai de 1 a 5 anos de prisão.