Uma indiana cortou o pênis de um vizinho que a assediava e, depois, levou-o para o hospital – anunciou a polícia local nesta quinta-feira (27).
A mulher de 47 anos e dois cúmplices masculinos levaram o homem, de 27 anos, para uma zona industrial isolada de Mumbai, a capital econômica do país. Lá, cortaram seu pênis.
“Prendemos a mulher e dois cúmplices. Ela reconheceu que planejou cortar o pênis de seu admirador por seu constante assédio”, disse à AFP o oficial de polícia Gajanan Kabdule.
O indivíduo pediu para fazer sexo com esta mãe de dois filhos, e ela informou o marido do assédio. O episódio provocou uma briga no casal.
“Recuperamos a faca e as partes genitais, e os três acusados estão detidos. Estamos investigando o caso”, declarou Kabdule.
O homem foi operado em estado crítico e continua no hospital, onde se encontra estável.
Em 2017, uma indiana cortou o pênis de um homem, depois que ele tentou violentá-la no estado de Kerala.
Os números da violência sexual são altos na Índia. Em média, foram mais de 100 denúncias de estupro por dia em 2016, segundo os últimos dados oficiais.
No Brasil, por força de lei, todas as praias são públicas. Mas existe uma praia (na verdade, duas, embora unidas pela mesma faixa de areia) onde esta lei não se aplica: as lindas praias-siamesas de Leste e de Sul, no lado de fora da Ilha Grande, no litoral sul Rio de Janeiro. Nelas, ao contrário do que determina a lei, o acesso de qualquer pessoa é terminantemente proibido. Mas por um bom motivo: para mantê-las cem por cento preservadas…. –
As praias de Leste e de Sul fazem parte de uma Reserva Biológica, a mais severa das classificações ambientais no Brasil e, por isso, não podem ser visitadas. Apenas biólogos, cientistas e pesquisadores têm permissão para conhecê-las, mesmo assim, mediante autorização do Inea – Instituto Estadual do Ambiente, responsável pelo Parque Estadual da Ilha Grande e, também, por aquela enorme área ainda totalmente virgem – um dos últimos e maiores santuários de mata atlântica do litoral fluminense….
Ao fundo das duas praias, ambas sempre desertas e sem viva alma por perto, porque o controle é feito por fiscais que ficam no vizinho povoado do Aventureiro munidos de binóculos, há densas montanhas cobertas de mata e um sinuoso riozinho, com águas cor de Coca-Cola, fruto da decomposição de materiais naturais nas margens, que forma duas lagoas e avança até a areia da praia, dividindo-a em duas (de um lado é chamada de Praia do Sul; do outro, Praia do Leste)…. –
Entre uma praia e outra, há ainda uma caprichosa ilha. Juntas, elas têm mais de seis quilômetros de extensão, com areias bem finas e brancas. É um dos cenários mais lindos da região de Angra dos Reis, onde fica a Ilha Grande. Mas ninguém pode conhecê-lo….
Entre uma praia e outra, há ainda uma caprichosa ilha. Juntas, elas têm mais de seis quilômetros de extensão, com areias bem finas e brancas. É um dos cenários mais lindos da região de Angra dos Reis, onde fica a Ilha Grande. Mas ninguém pode conhecê-lo…. –
Nem mesmo de barco, porque até o trecho de mar que fica diante da praia também faz parte da reserva e, por isso, é proibido parar barcos ali. Desembarcar, então, nem pensar. “…
Reservas biológicas são sensíveis demais à presença humana e, por isso, precisam ser preservadas intactas”, explica o responsável pela área, Tercius Barradas, que também é o chefe do Parque Estadual da Ilha Grande. “À princípio, as pessoas reclamam, mas depois que a gente explica o por que disso, elas entendem e até nos ajudam”, diz Tercius, que hoje conta com a valiosa ajuda de voluntários para livrar as praias do Leste e do Sul do maior problema ambiental que ambas enfrentam: o lixo que chega pelo mar em quantidades cada vez maiores,…
“Só esta semana, retiramos 150 sacos de lixo com resíduos que foram dar nas duas praias”, diz Tercius. “Tinha de tudo: sacos plásticos, garrafas pets, mas sobretudo cotonetes – milhares de cotonetes usados, que são ainda mais perigosos para a fauna marinha do que os canudinhos, porque são menores e mais fáceis de serem engolidos”, explica….
“Só esta semana, retiramos 150 sacos de lixo com resíduos que foram dar nas duas praias”, diz Tercius. “Tinha de tudo: sacos plásticos, garrafas pets, mas sobretudo cotonetes – milhares de cotonetes usados, que são ainda mais perigosos para a fauna marinha do que os canudinhos, porque são menores e mais fáceis de serem engolidos”, explica….
Os candidatos precisam pedir autorização ao Inea através de email e comprovar a coleta de lixo através de vídeos ou fotos. “Eles ´pagam´ a travessia com lixo”, brinca Tercius, que, no entanto, explica que nem todos que pedem a autorização a conseguem, porque o número de pessoas na praia é limitado e até os antecedentes ambientais dos candidatos são checados. O prêmio para os selecionados, no entanto, é poder pisar nas areias das duas praias mais fechadas – e preservadas – do litoral fluminense, algo que pouquíssimas pessoas até hoje já fizeram….
Isoladas na parte de acesso mais difícil da Ilha Grande, as lindas praias de Leste e de Sul, de certa forma, sempre foram inacessíveis. No passado, antes de virarem Reserva Biológica, chegaram a ser interditadas pelos militares por conta de um fato que, até hoje, gera histórias e polêmica entre os moradores mais velhos da ilha: o pouso forçado de um avião comercial na Praia do Sul, em 1958, que transportava ouro (segundo alguns) ou material radioativo (segundo outros), num episódio jamais devidamente esclarecido, que pode ser conferido clicando aqui…. –
Osecretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Nylton Rodrigues, afirmou que Marcos Venício Moreira Andrade, de 66 anos, confessou ser o autor do disparo que matou o ex-governador do estado, Gerson Camata, na tarde desta quarta-feira (26), em Vitória. Ele já está preso. O crime ocorreu em uma rua do bairro Praia do Canto. A arma utilizada no crime, sem registro, também foi apreendida pela Polícia Civil.
Segundo o secretário, Marcos Venício foi assessor de Gerson Camata por cerca de 20 anos e, atualmente, o ex-governador movia uma ação judicial contra o ex-auxiliar, na qual a Justiça já havia determinado o bloqueio de R$ 60 mil da conta bancária do autor do crime.
“Hoje, na Praia do Canto, o autor do crime, o ex-assessor Marcos Venício, foi tirar satisfação, ao encontrar Gerson Camata, na rua, na calçada, próximo a uma padaria e a uma banca de revistas. Neste encontro, iniciou-se uma discussão verbal, momento em que o Marcos Venício sacou uma arma e efetuou o disparo que vitimou o nosso ex-governador. É isso o que nós podemos adiantar agora”, informou.
Ainda de acordo com Rodrigues, que não detalhou o tipo de ação judicial que era movida por Camata contra Marcos, o ex-governador foi morto com um único disparo, que atingiu o pescoço.
Marcos Venício foi preso minutos depois, em flagrante, por policiais que estavam de folga. O assassino confesso continua a ser ouvido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória.
Um renomado cirurgião indiano que matou a ex-mulher ao empurrá-la de uma colina em Pokhra (Nepal) atualizou o perfil dela no Facebook por sete meses para enganar a polícia.
O segundo marido de Rakhi Srivastava havia prestado queixa pelo desaparecimento dela no início de junho.
Para fingir que ela estava viva, o ex-marido, Dharmendra Pratap Singh, manteve o perfil da ex ativo, dando a entender que ela estava vivendo em Assam (Índia).
Inicialmente, a polícia desconfiou do segundo marido de Rakhi, mas nenhuma prova contra ele foi obtida pela investigação.
Entretanto, em outubro o telefone de Rakhi, pelo qual a conta no Facebook era atualizada,foi rastreado e achado com o cirurgião, em Gorakhpur (Índia), onde ele tem uma clínica.
O corpo de Rahki havia sido encontrado em meados de junho, mas estava sem identificação até dezembro. A polícia descobriu que o cirurgião havia estado em Pokhra à época do desaparecimento da ex.
Em depoimento em delegacia, na última sexta-feira (21/12), o médico confessou o assassinato e o seu plano para encobri-lo. Dois comparsas também foram presos.Dharmendra afirmou que a ex estava fazendo chantagem para ficar com uma de suas propriedades, segundo o “Times of India”.
Um dia depois de descobrir que a mulher estava curada de câncer, Harold M., foi comemorar a boa notícia em um cassino de Atlantic City (EUA) no último sábado (22/12).
A sorte continuou do lado da família. Com uma aposta de apenas 5 dólares, o americano faturou nada menos de 1 milhão de dólares (quase R$ 4 milhões). Foi a primeira vez em 15 anos que uma aposta de 5 dólares faturou essa bolada no jogo, uma modalidade de pôquer, contou o “New York Post”. A probabilidade de sucesso de Harold era de uma em 20 milhões.
“Estava jogando com a minha mulher. Estava de costas para ele. Eu me virei e disse: ganhei um milhão!”, contou Harold, morador de Nova Jersey, à CBS.
A esposa de felizardo passou por várias cirurgias nos últimos anos na luta contra um câncer no fígado e no cólon.
Possuir um animal de estimação é um assunto muito sério, e é uma responsabilidade que acarta um enorme peso. Se você tem um patudo, sabe que é necessário alimentá-lo regularmente, e se certificar que nada mal acontece com ele. Os bichinhos também precisam de muito amor, carinho e, como é óbvio, de exercício físico… Uma das maneiras de nos certificarmos que eles se movimentam e gastam energias é comprando brinquedos populares. Mas, em alguns casos, isso pode correr mal…
Infelizmente, existem alguns brinquedos que podem sufocar seu animal devido ao formato que possuem. A última coisa que você quer é comprar um objeto que possa causar sofrimento ao seu animal. Jamie Stumpf sempre foi uma dona muito cuidadosa e responsável. Quando a mulher comprou uma nova bola para seu companheiro Maximus, ela não fazia ideia que um simples buraco no brinquedo ia lhe causar tantos problemas.
Quando Maximus mordeu a bola, ela ficou toda espremida e sem ar lá dentro. O pobre cão acabou ficando com a língua presa no buraco do brinquedo. Sua língua inchou de imediato, e quando chegaram ao veterinário já era tarde demais… O animal tinha sufocado até a morte!
Caso seu animal tem um brinquedo desse género, certifique-se de tirá-lo de sua casa imediatamente! Se você não o quiser jogar fora, esteja sempre alerta quando seu animal estiver brincando com ele. Não deixe ele fora de seu alcance… Sua supervisão é crucial para salvar a vida de seu animal.
Nenhuma família deveria ser sujeita a enterrar seu precioso animal por causa de algo tão evitável! Caso você queira manter seu animal são e salvo, livre-se desses brinquedos… E no futuro, se comprar algum tipo de brinquedo, informe-se primeiro. Não adquira algo que vá causar sofrimento a seu animal de estimação!
Foi divulgado o resultado do laudo dos exames toxicológico e histopatológico do empresário Paulo Cesar de Barros Morato. Paulo foi morto envenenado com chumbinho, substância comumente utilizada para matar ratos.
A Polícia Científica de Pernambuco ainda não sabe dizer se o empresário ingeriu o organofosforado voluntariamente para provocar o suicídio ou se foi assassinado consumindo algo envenenado. A polícia civil aguardará o resultado dos demais exames solicitados para anexarem-os ao inquérito policial e concluir se o empresário se suicidou ou foi assassinado.
A polícia informou que ainda aguarda as imagens de segurança do momento em que Paulo estava hospedado no motel, bem como o resultado da tanatoscópica, papiloscopia e perícia do local onde o corpo do empresário foi encontrado.
Na época do trágico acidente, levantou-se a hipótese de que o político tinha sido vítima de assassinado devido seu crescimento em popularidade. Até hoje a polícia não conseguiu descobrir se Campos foi vítima de uma fatalidade ou de um crime.
Investigação criminal
A polícia federal realiza a Operação Turbulência, que visa apurar crimes de lavagem de dinheiro na campanha do ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à presidência da república do Brasil, Eduardo Campos.
Até o momento, quatro pessoas foram presas durante as investigações que apontam que Eduardo e o senador Fernando Bezerra Coelho receberam propina do dono do avião, que pode ser Morato. Paulo César estava foragido da justiça. Quando foi encontrado em Pernambuco, o mesmo já estava sem vida.
A empresa apontada como de propriedade de Morato, é investigada por receber um valor milionário da construtora OAS, que já teve executivos condenados na Lava Jato por desvio de dinheiro da Petrobras.
Acidente que matou o político
Eduardo Campos morreu em um acidente de avião durante sua campanha eleitoral de 2014. Na época o candidato crescia nas pesquisas oficiais, oscilando entre o segundo e terceiro lugar em uma disputa direta com Dilma Rousseff e Aécio Neves. Após o acidente, sua candidata a vice presidente, Marina Silva, assumiu sua campanha pelo partido.
Na época do trágico acidente, levantou-se a hipótese de que o político tinha sido vítima de assassinado devido seu crescimento em popularidade. Até hoje a polícia não conseguiu descobrir se Campos foi vítima de uma fatalidade ou de um crime. Morato era visto como alguém que poderia desvendar esse mistério. A polícia não conferiu informações sobre os próximos passos das investigações.
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Eu topo
Tudo levava a crer que Malta teria um lugar de destaque na equipe que comandará o país. De uma hora para outra, porém, as coisas mudaram. E ele sofreu as duas maiores derrotas de seus 30 anos de vida pública.
Primeiro, o capixaba não conseguiu se reeleger como senador. Ele diz que abdicou de fazer campanha para si mesmo para se dedicar à de Bolsonaro. Mal pisou no Espírito Santo nos dias que antecederam o pleito.
Segundo, foi escanteado pelo aliado. Antes, o pastor dizia: “vou ser ministro, sim“. As pastas foram acabando e ele sobrou. O general Mourão, vice de Bolsonaro, chegou a se referir a Malta como “o elefante no meio da sala“, pois ninguém sabia o que fazer com ele.
‘Você vê muita gente que falava mal dele, não pedia voto, e agora tá aí, se aproximando.’
Visivelmente abatido, Magno se isolou em seu sítio em Viana, região metropolitana de Vitória, desde a última quinta-feira. Estava na companhia da família e de poucos assessores. O celular, fora de área. “Ele precisava de um tempo”, comentou o pastor Valmir Lima, irmão de criação do senador. Frases parecidas foram repetidas a mim por amigos, funcionários e conhecidos.
Durante três dias, percorri Cachoeiro do Itapemirim, Vitória e Vila Velha atrás de Malta. Só consegui encontrá-lo no voo de volta a Brasília. Sentei ao seu lado. Ele vestia uma camiseta de sua campanha contra a pedofilia (tema de CPI que comandou no Senado), sapatênis branco e uma grossa corrente de ouro. Reparei que ninguém o cumprimentou.
Falando baixo e com postura encurvada, sua figura em nada lembrava a imponência de situações que ele domina com maestria: cultos, shows, tribunas e campanhas. No avião, pediu um café com três saquinhos de adoçante. Sua voz saiu tão fraca que o comissário não escutou.
Na conversa, de cerca de duas horas, ele disse várias vezes que ainda torce por Bolsonaro e o considera “um amigo”. Mas também não escondeu a amargura: “Você vê muita gente que falava mal dele, não pedia voto, e agora tá aí, se aproximando”. Ao ser questionado se sua atual situação se deve a Mourão, desconversa, e diz que é preciso tempo. Mourão seria um ingrato? “Ingrato eu não diria.” Se arrepende de ter deixado de lado a própria campanha para se ver hoje fora do governo? “Não lutei para ter um cargo no governo”, mas “pelo Brasil”.
Seus atos, no entanto, são menos generosos que as palavras. A desilusão foi tão grande que ele decidiu não disputar mais eleições. Quer se dedicar ao projeto de recuperação de viciados em drogas que mantém em Cachoeiro e ver os netos crescerem. “O meu papel foi feito. Tudo passa nessa vida”, comentou, entre uma turbulência e outra.
Malta não conseguiu se reeleger senador. Ele diz que abdicou de fazer campanha para si mesmo para se dedicar à de Bolsonaro.
Foto: Mateus Bonomi/AGIF via AP Photo
Intercept – No ano que vem, o que você vai fazer? Se dedicar ao seu projeto [de recuperação de viciados em drogas, mantido por Malta em Cachoeiro do Itapemerim] ?
Magno Malta – Sim, e também vou seguir minha agenda de músico [ele tem 27 discos de música gospel]. Já cumpri o meu legado para a sociedade brasileira.
Você tá saindo da vida pública?
Ah, eu tô. Foram 30 anos. Eu tenho um netinho de dois anos que fala mais do que a boca, eu quero ver crescer. Tem uma outra que está vindo, eu quero ver nascer e crescer também. Foram seis mandatos, né.
30 anos…
Servir a Deus e respeitar o meu país. Eu ajudei a libertar o meu país desse viés ideológico. Criamos um projeto de nação. Passei os últimos seis anos e meio com Bolsonaro. Realizei meu sonho de libertar o Brasil desse viés ideológico. Quando Bolsonaro foi eleito, nós fomos orar, pedindo força para esse mandato. Pedi que Deus guarde ele dos homens maus, que ele não tem compromisso nenhum com crime. Eu viajei todo esse país, conversei com pessoas, multidões. Mal voltei pra casa. Rodei todo o nordeste. O meu papel foi feito. Tudo passa na vida.
Você não vai concorrer mais então?
Não quero mais disputar eleição.
Mas e se vier algum cargo no governo?
Ele não tem obrigação nenhuma comigo. As pessoas não sabem da nossa amizade.
Você não ficou magoado?
Não. O viés ideológico foi quebrado, nós ajudamos o país a se livrar dos tentáculos. O Brasil voltou a amar o Brasil, as pessoas voltaram a se emocionar com o hino nacional.
Mas se ele oferecer algum cargo…
Ah… A posição dele não é fácil. Tem a cirurgia que ainda vai fazer.
Não acha possível ter algum convite ainda?
Não (enfático). Sem chance.
Ele deve indicar a sua assessora parlamentar, Damares [Alves, cotada para o Ministério dos Direitos Humanos]…
Damares é minha assessora há muitos anos.
Se ele chamar ela, vai ser um agrado pra você?
Não. Se ele chamar ela, vai ser um reconhecimento do trabalho dela.
Vocês são amigos ainda?
Sim. A autoridade é dele, ele é o presidente desse país. A amizade não vai acabar porque durante dois meses da eleição eu achava que ia ser ministro e eu não fui ministro.
O senador diz que já cumpriu o seu ‘legado para a sociedade brasileira’ e promete retomar a carreira como cantor.
Foto: Evelson De Freitas/Folhapress
Faz seis anos que vocês são amigos?
Eu fui deputado federal junto com ele, depois o tempo como senador. A gente se aproximou na época do “kit gay”. De lá pra cá a gente se deu muito bem.
Se você recebesse um ministério como o dos Direitos Humanos, poderia talvez dar continuidade ao trabalho das CPIs que presidiu. Você não acha que ele pode te chamar para algo relacionado a isso?
Não, acho que não. Mas tudo bem. Depois do dia 17, vou viajar para Israel, adoro Israel. Vou passar o Natal em Belém.
Qual a sua formação religiosa? – Magno Malta me perguntou.
Eu era espírita, agora não frequento mais…
Esse país é cristão, evangélicos, católicos, espíritas. A gente fez um trabalho muito forte. Perguntava pra pessoa: você é contra o aborto? É a favor que um rapaz de 17 anos que cometeu um crime seja preso? Então você é Bolsonaro e só não sabia.
Esse tipo de pensamento sempre foi forte, nessas eleições parece que cresceu.
Foi um trabalho de libertação, porque milhões de pessoas eram presas pelo Bolsa Família. Agora vai se mostrar que o Bolsa Família vai continuar, e a pessoa no Sesc, no Senac, fazer um curso profissionalizante e depois deixar o programa. E, se tem filhos, e tá matriculado na escola, vai ganhar 13º e até 14º salário. Eles tinham medo de não votar no PT. Sempre a história do medo, medo, medo.
[Relutante, Malta demora a responder] Pode procurar um vídeo em que eu defendo o Mourão, de um ano e meio atrás, mais ou menos. Põe lá: “Magno Malta defende Mourão”. Ele falou um negócio lá, e o PT pediu pra ele se explicar. Eu defendi ele.
Ele foi meio ingrato?
Eu não uso essa palavra pra ninguém. Não quero brigar.
Em uma entrevista, o vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão, definiu Malta como “o elefante branco na sala”.
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Talvez uma frase infeliz?
É… as pessoas percebem. Vocês na área de vocês, percebem.
Ele chegou a falar que você era um “elefante na sala”…
É…
Você acha que ele é ingrato?
Ingrato eu não diria.
E sua relação com Onyx?
Era boa. Ele era deputado federal e eu senador. Tinha amizade com ele, estávamos na mesma luta.
O que você acha sobre algumas pessoas investigadas estarem na equipe de Bolsonaro, como Onyx, Mandetta?
A gente sempre falou que seria um governo sem essas coisas de Lava Jato, delação, citação.
[Faz uma pausa, pega o café e muda de assunto]
Nesses seis anos e meio, eu sempre soube que ele seria o candidato…
Por quê?
A gente ia dividir [ter duas candidaturas à Presidência]? Não ia dar certo. A gente entendeu que era importante eu estar no Senado, ser uma voz importante para ele lá dentro, com a experiência que eu tenho. Em 2014, ele começou a falar que seria candidato e foi o que Deus quis.
Por que não foi você o candidato?
Porque o Bolsonaro fala o que as pessoas querem ouvir. É incisivo. Ele fala sem pensar, não fala o politicamente correto. “Vamos botar esse povo na cadeia, porra”. Eu também sou assim, não sou politicamente correto. Foi Deus que escolheu, e eu entendi. Se eu fosse assaltado por uma vaidade e concorresse, todo mundo ia perder.
Mas e se fosse você, e não ele?
Eu sempre entendia que era ele.
Isso em oração?
Sim.
Malta orgulha-se te ter apresentado Bolsonaro ao pastor Silas Malafaia (no canto, à esquerda).
Foto: Reprodução/Instagram
Bolsonaro é católico, mas ligado ao mundo evangélico…Eu o apresentei [fala, batendo no peito] ao Silas Malafaia, eu que falei com Silas, com outros pastores. Eu convenci eles. Foi um trabalho muito grande. Foi depois do apoio dos evangélicos que ele cresceu mais, estourou nas pesquisas.
O povo passou a entender que tinha que ser contra o PT, contra a corrupção. As pessoas foram entendendo. Eu percorri esse país de ponta a ponta. Isso aí foi o povo que decidiu. Eu falei com muita gente, eu participei das chegadas em aeroporto, com aquele monte de gente…
Era emocionante?
Sim, sim. Um privilégio, ele é um cara competente, honesto, pedi pra Deus proteger ele. Porque nessas horas aparecem oportunistas, aproveitadores, gente de má fé. Tem que ter coragem para tomar boas decisões.
Você vai continuar apoiando?
Mas é claro, esse é o nosso país e ele é o nosso presidente. Se o Bolsonaro não me convidar pra nada, eu continuo guerreiro pela causa dele.
Se ele te chamar pra conselheiro? Ele parece que te escuta.
Ele tem que ter liberdade. Eu vou continuar.
Você conhece o Congresso como poucos. Como acha que vai ser a relação?
Muita gente vai querer se aproximar, como moscas perto do mel. A maioria é mosca de varejo. Ele vai ter que fazer acordo lá. Tem a história do rei Salomão… Na oração, quando teve a eleição, ele tinha me chamado pra orar na live que ele fez na internet. Eu lembrei do rei Salomão, que pediu sabedoria. Veja o vídeo. Ele falou sobre a união dos cristãos, católicos, evangélicos, espíritas, e falou de pedir sabedoria. Pra Deus nos dar sa-be-do-ria.
Malta fez uma oração com Bolsonaro logo após a divulgação do resultado do segundo turno da eleição.
Você tinha falado sobre isso com ele?
Na última vez que eu vi o Bolsonaro, faz uns 15 dias, eu só lembrei ele desse fato. Peguei nas mãos dele, orei por ele. Falamos poucas coisas. Falei que o país precisava de um presidente que tem Deus no coração. Lembrei a ele sobre a história do rei Salomão. Sabedoria. Orei e depois não falei mais nada. Fui embora.
Ele falou alguma coisa?
Não.
Isso pareceu uma despedida.
Não… Orei e achei que não tinha que falar mais nada. Fui sincero.
Você acha que foi por causa do Mourão?
As coisas de Deus a gente nem sempre entende. Quem sabe daqui a seis meses a gente entende, quem sabe daqui a um ano… Um dia veio uma mulher, pegou na minha mão e falou: “você não vai ser nada no governo”. Eu não lutei para ter um cargo no governo, lutei pelo Brasil.
Você tem um legado, você não fica pensativo sobre se poderia fazer mais?
Posso fazer mais, não precisa estar no governo, chegar em mais lugares, criar mais consciência. Acho que o Brasil vai ter uma nova geração de Moros, no Judiciário. De Dallagnols.
O senador deixa o cargo após seis mandatos. Antes, gravou 27 discos de música gospel.
Foto: Zulmair Rocha/Folhapress
Por que você escolheu esses temas das drogas e da pedofilia para serem suas bandeiras?
Foi um chamado, um sacerdócio. Eu construí todo um legado. Para evitar o sofrimento de crianças no país.
Isso aí é bobagem. Aquilo foi criado. O delegado prendeu. Ele não tá nem no relatório da CPI. Quem prende é o delegado, eu não prendi…
Mas ele fala…
Eu não fiz nada. Tanto que ele não tá nem no relatório. Cadê os laudos? Quem pediu laudo foi delegado. Ele nunca foi chamado em CPI, nunca foi convidado. Isso não vai dar em nada.
Por que você acha que ele fez isso então?
Um cara que defende criança, defende a vida como eu? Eu tava na cela? Eu sou delegado? Eu sou agente penitenciário? Não tem o menor fundamento. Se ele tivesse sido convocado para CPI… eu fui lá, eu fiz tortura psicológica? Não tem nada.
Então você não ficou mesmo chateado com Bolsonaro?
Não. As pessoas acham, o Brasil inteiro, mas não.
Mas e com a situação [de ficar de fora do governo]?
[ele não responde, apenas mexe os ombros.]
Você tem falado ou visto Bolsonaro?
Não.
É difícil de entender…
Eu e ele? Por que ele não me chamou?
Isso, e as escolhas que ele fez para o primeiro escalão. Isso te incomoda?
Você vê muita gente que falava mal dele, não pedia voto, e agora tá aí, se aproximando…
O estado do Rio de Janeiro registrou, desde o início do ano, 262 casos de febre amarela silvestre em humanos com 84 óbitos. Os principais sintomas da febre amarela são dor de cabeça, febre, amarelamento da pele, dores musculares e articulares, náuseas, indisposição, entre outras manifestações. Com a chegada do verão, o risco de as pessoas contraírem a doença aumenta.
De acordo com o infectologista Alexandre Chieppe, assessor da Secretaria de Saúde do estado, com a diminuição de casos após a vacinação realizada no ano passado, os moradores do estado deixaram de procurar os postos de saúde.
“Agora, o desafio é alertar a população para o perigo de um novo surto durante o verão. Para que isso não ocorra é preciso que as pessoas se vacinem nos postos de saúde espalhados pelo estado”, alertou.
Cerca de 3 milhões de pessoas ainda não estão com a cobertura vacinal. A Secretaria de Saúde informa que a vacina está disponível em todos os postos de saúde e que o objetivo é alcançar a cobertura vacinal de 95% do público-alvo durante o início o verão, estação em que pode ocorrer uma maior incidência da doença.
A vacina não é indicada a bebês menores de 9 meses, pessoas com contraindicações especiais (pacientes imunodeprimidos, com doenças hematológicas graves, entre outras) e grávidas.
Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença.
Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.
A Secretaria de Saúde lembra que o macaco não transmite a doença. Ele também é vítima do mosquito e serve de alerta para identificar a presença do vírus em determinado local. Ao todo, 18 municípios fluminenses tiveram casos confirmados de febre amarela em macacos este ano: Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Cachoeira de Macacu, Duas Barras, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Miguel Pereira, Mangaratiba, Paraty, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Pedro da Aldeia, Silva Jardim, Tanguá, Valença, Vassouras, e Volta Redonda.
Um vídeo que começou a circular nas redes sociais nesta terça-feira, mostra Victor Junqueira, de 24 anos, agredindo sua ex-namorada, a advogada Luciana Sinzimbra, de 26. Victor é piloto e filho do ex-prefeito de Anápolis, Eurípedes Junqueira.
As imagens, gravadas por Luciana com uma câmera escondida, mostram a vítima chorando e tentando se esquivar das agressões do ex-namorado, que incluíram socos, tapas e enforcamento. Luciana tentou dialogar e pedir para ele parar, em vão: “Eu vou te bater mais”, respondeu o piloto.
O caso aconteceu na madrugada do dia 14 de dezembro de 2018, mas só veio a público depois que o vídeo começou a circular nas redes sociais, nesta terça-feira. Ele está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Goiânia.
Por meio de suas redes sociais, a advogada escreveu que não autoriza a divulgação do vídeo e que não quer vingança, e sim justiça. Victor Junqueira apagou todos os seus perfis em redes sociais. A reportagem tentou contato com o piloto, mas não conseguiu. O espaço está aberto para manifestação.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Goiás divulgou, nesta quarta-feira, uma nota de repúdio aos atos de violência: “Episódios assim, infelizmente, acometem diariamente, segundo se pode ver pela mídia, mulheres vulnerabilizadas, no contexto do ciclo de violência, independente de nível social, formação profissional ou escolaridade, e que só percebem a gravidade da situação, no momento que o parceiro pratica violências física, sexual ou levam a vítima à morte, movido por equivocado sentimento de posse e apropriação da mulher.”
Confira a nota completa da OAB-GO:
OAB-GO REPUDIA ATOS DE VIOLÊNCIA CONTRA ADVOGADA LUCIANA SINZIMBRA
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Goiás, por meio da Comissão da Mulher Advogada e demais advogados apoiadores, representantes do Sistema OAB/GO, vem a público repudiar os atos de agressão e violência cometidos na madrugada do dia 14 de dezembro de 2018, em Goiânia, contra a advogada Luciana Sinzimbra, pelo seu próprio ex-namorado, o piloto Victor Augusto Amaral Junqueira.
Vídeos e imagens amplamente viralizadas pela internet, em sites de notícias e contas pessoais de redes sociais de diversas autoridades políticas e policiais, divulgaram as cenas de agressão em que a vítima aparece chorando e tentando se esquivar de safanões, socos na cabeça e tapas, bem como de um momento de estrangulamento. O vídeo mostra também que ela tentou inclusive dialogar, em vão, com o autor dos fatos, pedindo que parasse, dizendo que fosse embora e que daquele jeito, ele iria matá-la. Ainda pelas imagens, é perfeitamente audível a resposta do agressor, quando questionado pela vítima se qualquer descontentamento justificaria aquela violência, e ele dizendo que bater nela era “super justo”.
Nos relatos prestados perante a polícia, cujos autos chegaram ao conhecimento da Comissão da Mulher Advogada, via requerimento, no dia 17/12/2018, a vítima diz identificar fatos de violência anteriores, durante o relacionamento, mas que nunca chegaram à violência física. E que na mesma noite, após anunciar que iria embora, o autor ainda segurou a advogada com força, querendo obrigá-la a escutá-lo, quando ela saía do seu apartamento para ir se proteger na casa de amigos.
A Comissão da Mulher Advogada e demais subscritoras consideram o vídeo chocante, pelas imagens que mostram uma mulher passar pelo medo e sofrimento, não só em função da violência física experimentada, mas pelas ameaças do agressor em continuar agredindo.
Episódios assim, infelizmente, acometem diariamente, segundo se pode ver pela mídia, mulheres vulnerabilizadas, no contexto do ciclo de violência, independente de nível social, formação profissional ou escolaridade, e que só percebem a gravidade da situação, no momento que o parceiro pratica violências física, sexual ou levam a vítima à morte, movido por equivocado sentimento de posse e apropriação da mulher.
Manifestamos apoio à advogada Luciana Sinzimbra e a todas as mulheres que decidem denunciar fatos criminosos como estes, e salientamos a coragem desse ato, por acreditarmos que esse é o primeiro passo para acabar com a impunidade.
Pugnamos pela observância de todos os direitos constitucionais de defesa do autor dos fatos, mas exigimos que a apuração e o processo considerem a seriedade desse caso, em exemplo a todas as ocorrências de violência contra a mulher que ocorrem em Goiás e no país, lembrando que uma mulher agredida padece individualmente, mas a violência também afeta famílias, amigos e a sociedade.
Destacamos que a culpa pela violência não é da vítima e nos posicionamos veementemente contra julgamentos sobre o perfil emocional ou social da mulher vitimizada, ou ainda outros aspectos que transfiram o foco dos fatos e da figura do autor para a mulher.
Por ser o autor dos fatos, pessoa jovem e capaz de rever seus comportamentos, esperamos que busque ajuda para não repetir atos como os filmados, em nenhuma outra circunstância e sim que contribua para uma cultura de paz em sociedade, especialmente entre homens e mulheres.
A Comissão da Mulher Advogada esclarece, ainda, que dentro de suas atribuições ligadas ao Grupo de Trabalho de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher, sempre respeitando o papel das instituições e de advogados(as) constituídos(as), acompanhará o caso, com o intuito de preservar os direitos da mulher, a imagem profissional da vítima, e o devido processo legal para todos os envolvidos.