Sarampo, pólio, difteria e rubéola voltam a ameaçar após erradicação no Brasil

O sarampo era considerado uma doença erradicada no Brasil desde 2016, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou que o país estava havia um ano sem registro de casos do vírus. Mas isso mudou neste ano: boletins recentes da entidade advertem que está em curso um surto da doença, altamente contagiosa e que pode levar à morte de crianças pequenas ou causar sequelas graves.

Entre 1º de janeiro e 23 de maio deste ano, foram registrados 995 casos de sarampo no país (sendo 611 no Amazonas e 384 em Roraima), incluindo duas mortes, segundo a OMS.

A terceira foi confirmada nesta quinta-feira: um bebê de sete meses morreu em Manaus em 28 de junho depois de apresentar febre, manchas na pele, tosse e coriza. A Secretaria de Saúde local investiga agora se a morte de uma bebê de nove meses também foi por sarampo.

Ainda no mês de junho, o Ministério da Saúde também informou haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras. A doença era considerada erradicada no continente desde 1994, após décadas provocando milhares de casos de paralisia infantil.

Os alertas acima colocam em evidência doenças que estavam controladas graças à vacinação em massa, mas que ameaçam provocar estragos na saúde pública brasileira caso a imunização sofra baixas.

“A volta da poliomielite, doença que não tínhamos há mais de 20 anos, poderá significar uma situação grave para o Brasil”, disse à BBC News Brasil a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

A preocupação com a polio se dá pelo fato de que, embora não tenha havido casos recentes no Brasil, identificou-se um registro da doença na vizinha Venezuela e a circulação do vírus em 23 países nos últimos três anos.

Em abril, a OMS também notificou surtos na Venezuela e no Haiti de difteria, que causa dificuldade de respirar. Na Venezuela, 142 pessoas já morreram da doença desde 2016. No Brasil, seis casos suspeitos da doença relatados neste ano aguardam confirmação.

Vacina sarampoDireito de imagemSEMCOM MANAUS
Image captionComo o sarampo é de alto contágio, é preciso que pelo menos 95% das pessoas tenham sido vacinadas no Brasil para que a doença não se espalhe

“Entre as doenças já controladas no país, destaco preocupação com a poliomielite, a rubéola congênita e, como estamos vendo, o sarampo, que poderá se espalhar para outras regiões do Brasil” afirma o diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Roberto Precioso. “É preciso aumentar a cobertura vacinal da população contra essas doenças.”

A seguir, traçamos um panorama dessas doenças, do que pode estar por trás de seu retorno e quais precauções são necessárias para que elas sejam controladas:

O sarampo

Desde abril de 2018, a OMS emite alerta sobre a volta do sarampo em dez países das Américas: Brasil, Argentina, Equador, Canadá, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru, Antígua e Barbuda, Colômbia e Venezuela.

E não é só nas Américas – em 2017, a Europa registrou mais de 21 mil casos de sarampo, com 35 mortes, um aumento de quase 400% nos casos em relação ao ano anterior.

“Casos de sarampo têm sido relatados novamente nas Américas, principalmente na Venezuela, que deixou de vacinar a sua população por questões políticas e econômicas”, explica o pesquisador do Serviço de Bacteriologia do Instituto Butantan, Paulo Lee Ho.

Em 2017, com o surto da doença nos países vizinhos, o Ministério da Saúde alertou a população para a importância de tomar a tríplice viral, vacina que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola.

A tríplice viral é uma das 14 vacinas oferecidas de graça pelo Programa Nacional de Imunizações. Ela deve ser tomada na infância e em duas doses, a primeira com 12 meses e a segunda com 15 meses. Na segunda dose, a vacina recebe um reforço contra uma quarta doença, a varicela, infecção viral altamente contagiosa que causa a catapora.

De acordo com os dados do Datasus analisados pela BBC News Brasil, coberturas vacinais com doses de reforço estão muito abaixo da meta esperada para todas as vacinas do Calendário Nacional de Imunização.

No caso da tríplice viral, a segunda dose da vacina não bate a meta de vacinação, de 95%, desde 2012. Em 2016, apenas 76,74% das crianças com 15 meses de vida foram imunizadas.

Dos três vírus combatidos nessa vacina, o sarampo é considerado o mais perigoso. “Por ser de alto contágio, é preciso que pelo menos 95% das pessoas tenham sido vacinadas no Brasil para que o sarampo não se espalhe. Caso contrário, basta ter uma única pessoa não vacinada em uma cidade para que o vírus trazido por um infectado consiga (chegar a ela)”, afirma Carla Domingues, do Ministério da Saúde.

Direito de imagemVENILTON KÜCHLER
Image caption“Poucas intervenções da medicina foram tão eficazes como as vacinas, capazes de erradicar doenças que antes matavam muitas pessoas”, diz pesquisador

Isso explica por que a doença foi a única dos três vírus que voltou ao país até o momento. “Mas pode ocorrer que essas demais doenças prevenidas na tríplice viral voltem caso a população não esteja se imunizando”, afirma Precioso.

Caso não tenha sido imunizada na idade correta, qualquer pessoa até os 49 anos poderá tomar a tríplice viral em uma única dose. Porém, para Precioso, não tomar a tríplice viral na infância é prejudicial a toda a população brasileira, uma vez que irá expor essas crianças e futuros jovens a infecções que antes estavam controladas no país.

Segundo Domingues, não há explicação para a diminuição da cobertura vacinal da tríplice viral nos últimos anos no Brasil, uma vez que não houve redução da oferta ou desabastecimento da vacina no país.

Para a coordenadora, a explicação pode estar em um possível esquecimento das pessoas sobre algumas doenças, antes frequentes no país, mas hoje controladas e menos visíveis.

“A população de adultos de hoje precisa lembrar que sarampo e poliomielite matam. E se não matarem, deixarão sequelas graves para o resto da vida, como a paralisia infantil, a surdez, a cegueira, problemas neurológicos, etc.”

“É urgente a vacinação daqueles que não foram imunizados, porque é a imunização que interrompe um ciclo de transmissão em todo um meio, além de proteger o indivíduo da infecção”, explica Lee Ho.

A poliomielite

Direito de imagemCESAR BRUSTOLIN/SMCS
Image captionSão duas as vacinas que previnem a poliomielite: a VOP, Vacina Oral Poliomelite, aplicada via oral aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses

Além da volta do sarampo, Domingues conta que a preocupação do Ministério da Saúde em 2018 é com o retorno da poliomielite para o Brasil. Antes dos casos registrados neste ano, a doença não ocorria no país desde a década de 1990.

Todos os municípios brasileiros são considerados lugares de risco, com exceção apenas dos localizados em Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal. Das mais de 300 cidades em que se estuda a confirmação dos casos, 44 estão no Estado de São Paulo.

No alerta emitido no dia 28 de junho, o Ministério da Saúde explicou que municípios que não conseguiram atingir nem 50% da cobertura vacinal nos últimos anos estão na lista de maior risco para a volta da pólio. Cidades da Bahia e do Maranhão são as que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, tendo vacinado apenas 15% da população.

Segundo o Datasus, as vacinas contra poliomielite não alcançam a meta de vacinação no Brasil desde 2011. Em 2016, os municípios tiveram menor taxa de vacinação: apenas 43,1% das cidades atingiram a meta.

Além disso, das vacinas que crianças de dois meses e quatro meses de idade devem tomar, a poliomielite tem sido a única que não consegue ultrapassar 85% de vacinados, seja na primeira ou na segunda dose.

São duas as vacinas que previnem a poliomielite: a VOP, Vacina Oral Poliomelite, aplicada via oral aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade; e a VIP, Vacina Inativada Poliomielite, que tem injetada uma dose aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade. Ambas as vacinas são oferecidas nas Unidades Básicas de Saúde.

Direito de imagemCESAR BRUSTOLIN/SMCS
Image captionA segunda dose da vacina contra polio, a VIP, Vacina Inativada Poliomielite, que tem injetada uma dose aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade

Em agosto, o Ministério da Saúde realizará campanha de vacinação nacional contra pólio.

O perigo do “vírus importado”

A volta do vírus do sarampo ao território brasileiro tem sido relacionada com a imigração venezuelana para a região Norte, iniciada em 2014, o que explica a incidência do vírus no Amazonas e em Roraima, que fazem fronteira com o país em grave crise sociopolítica.

Vírus trazidos por fluxos migratórios de uma população que não o erradicou para um local que o havia erradicado são chamados de “vírus importados”.

“Pessoas infectadas de países vizinhos que vivem surtos infecciosos estão migrando para o Brasil”, explica Domingues. “No caso do sarampo, o alerta de surto é mundial. Tem casos de sarampo tanto em países subdesenvolvidos como em desenvolvidos, como na Europa e nos Estados Unidos. Com maior circulação de pessoas viajando, seja pelo turismo ou pelo comércio, vivemos a possibilidade de espalhar vírus antes controlados por todo o território brasileiro.”

De acordo com especialistas em imunização, o “vírus importado” só tem efeito quando encontra um indivíduo não imunizado.

Assim, a volta do sarampo ao Brasil ocorreu também porque parte da própria população brasileira deixou de tomar as vacinas do Calendário Nacional nos últimos anos.

Direito de imagemMARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Image captionPor serem os locais do surto do sarampo no Brasil estados que fazem divisa com a Venezuela, a volta do vírus ao território brasileiro tem sido relacionada com a imigração venezuelana para a região Norte

“Todas as doenças consideradas erradicadas no Brasil, mas que não estejam erradicadas no mundo podem voltar se a população não continuar vacinada”, afirma Paulo Lee Ho.

Outro fator que ajuda explicar a volta de doenças que o Brasil já havia conseguido erradicar é o “efeito rebanho”.

“A proteção oferecida pelas vacinas ocorre de duas maneiras: ela pode ser direta, pela imunização do indivíduo, ou por efeito rebanho pelo ambiente vacinado, por meio da vacinação de uma população”, explica Lee Ho.

O “efeito rebanho” acontece quando a taxa de imunização de uma população é tão alta que, mesmo que um indivíduo não se vacine, ele estará protegido vivendo naquele meio em que a maioria é vacinada. É o efeito rebanho que prevenirá a ocorrência de surtos, epidemias e pandemias, pois é a maioria de uma população vacinada que impedirá a circulação dos agentes infecciosos naquele local, e não a vacina isolada em si.

Do mesmo modo, quanto mais pessoas deixarem de se imunizar em uma mesma região, menos força terá o efeito rebanho – e doenças antes já controladas ali poderão voltar a ocorrer.

A varíola é a única doença considerada totalmente erradicada no mundo. Atualmente, o vírus que transmite a doença não circula mais entre as populações mundiais, e as únicas amostras que ainda existem estão armazenadas em poucos laboratórios autorizados, para serem usadas em estudos e pesquisas.

Medo e esquecimento

“Por não termos mais contato com algumas doenças infecciosas, a percepção é que elas deixaram de existir e que a vacinação é inútil”, avalia Lee Ho. “Mas poucas intervenções da medicina foram tão eficazes como as vacinas, capazes de erradicar doenças que antes matavam muitas pessoas.”

Segundo o pesquisador, a proteção oferecida pela imunização é menos visível, fazendo com que as pessoas não confiem nas vacinas do mesmo modo que confiam nos remédios.

“É importante que os pais dessas gerações mais jovens, que foram beneficiados pela criação do Programa Nacional de Imunizações na década de 1970 – por meio do qual havíamos conseguido controlar diversas doenças gravíssimas na época – tenham a mesma responsabilidade que os pais deles tiveram e vacinem seus filhos.”

“Mais que isso, que esses pais mantenham toda a caderneta de vacinação dos filhos sempre atualizada”, alerta Domingues.

Mergulhador que esteve em resgate na Tailândia divulga fotos

No Facebook, o mergulhador finlandês Mikko Paasi divulgou imagens feitas durante as operações de resgate dos 12 garotos e do treinador deles na caverna Tham Luang, na Tailândia, que terminou nesta terça-feira (10/7).

“Aqueles que dizem que isso não pode ser feito, não devem interromper as pessoas fazendo isso. As crianças saíram sãs e salvas!”, celebrou Paasi, que se voluntariou a ajudar. A foto já teve mais de 13 mil compartilhamentos.

Os 12 adolescentes e seu treinador de futebol perderam uma média de 2 kg de peso durante os 15 dias que permaneceram presos na gruta. Apesar disso, a vida deles não está em risco, segundo informações de médicos divulgadas nesta quarta-feira (11/7).

Alguns dos jovens têm quadros leves de pneumonia, mas nenhum deles apresenta problemas graves de saúde, apontou em entrevista coletiva um dos médicos encarregados da avaliação do estado de saúde do grupo, internado no hospital da Província de Chiang Rai.

As operações de salvamento foram concluídas na terça (10) com o resgate de quatro meninos e o treinador. Oito jovens já haviam sido salvos em missões anteriores.

Os últimos cinco resgatados chegaram durante a noite ao centro médico com sintomas de hipotermia em razão das duras condições a que ficaram submetidos ao passarem 17 dias na caverna, e da baixa temperatura das águas que tiveram de atravessar com a ajuda de dois mergulhadores.

“Da mesma forma que seus companheiros, nenhum deles sofre de doenças infecciosas”, afirmou um dos médicos.

Com informações da Agência Estado. 

Governo tailandês divulga primeiras imagens de meninos após resgate

Começam a circular nas redes sociais as primeiras imagens dos 12 meninos e do treinador que ficaram presos em uma caverna na Tailândia já durante sua recuperação. A operação de resgate levou três dias de trabalho e terminou na terça-feira (10/7), com a retirada dos últimos quatro garotos que ainda estavam no local e o técnico do time. Eles estão internados em um hospital de Chiang Rai.

As imagens foram divulgadas em vídeo pelo governo do país asiático. Eles estão em macas e com máscaras e compartilham o mesmo ambiente no hospital. No vídeo, eles sorriem e fazem sinais com as mãos que indicam estar tudo sob controle. Eles perderam, em média, 2 kg cada,

Os médicos acreditam que eles devem ficam entre 7 e 10 dias em recuperação no hospital, e outros 30 de repouso em casa.

Eles têm entre 11 e 16 anos, e o técnico, 25.

Richard Barrow in Thailand@RichardBarrow

Video clip of some of the cave boys in a hospital ward in Chiang Rai.

RT @ittipatNationTV: ศอร.เปิดคลิป หมูป่า13 คน ชู2นิ้ว แข็งแรง สบายดี ภาพ กรมประชาสัมพันธ์

 

Casal é Assassinado a Tiros Dentro de Casa no RJ!!

Um casal foi morto a tiros, na noite de terça-feira (10), em Magé, na Baixada Fluminense.

Bandidos em um carro pararam em frente à casa da enfermeira Viviane Santos Alves Araújo, de 43 anos, e do marido dela, Claudicínio Capistrano de Araujo, de 63, na Rua 1, no bairro Vila Esperança. Encapuzados, dois criminosos saltaram do veículo, invadiram a residência e atiraram contra o casal. Os dois morreram no local.

A filha do casal, de 16 anos, também foi ferida. Atingida numa das mãos, no ombro e no rosto, ela fingiu estar morta e conseguiu escapar. A jovem foi primeiro socorrida por vizinhos para o Hospital municipal de Magé — onde a mãe trabalhava — e depois transferida para o Hospital estadual Adão Pereira Nunes em Saracuruna, Duque de Caxias, também na Baixada. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da jovem.

 

 

De acordo com informações da polícia, Viviane e o marido já haviam sofrido ameças por parte de um bandido da região. A enfermeira tinha uma anotação criminal por ameaça e outra por injúria. Já o marido tinha uma anotação por ameaça.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Os corpos de Viviane e do marido foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Duque de Caxias.

O AMOR VENCE DIAGNÓSTICOS!!! LEIA…

Quando recebemos o diagnóstico da médica, no início de fevereiro, já soubemos que o Renato era um paciente paliativo, ou seja, que sua doença, para nossa medicina, não tinha cura. Esse é o entendimento atual relativo ao câncer estágio IV (metastático), quando a doença já atingiu outros pontos do corpo além do órgão original. Era assustador mas precisávamos entender, para continuar lutando, que um paciente paliativo não é um paciente terminal. A busca é por controlar a doença e torná-la semelhante a uma condição crônica pra que o paciente possa viver bem pelo máximo de tempo (anos até) dentro de suas condições (permitidas e desejadas). Esse era o nosso desejo. Apesar de querer muito falar de sua situação abertamente, o Renato optou por não o fazer, imaginando que haveria muito mal entendido e que as pessoas, ao ouvirem a palavra paliativo, escutariam a palavra morte, o sentenciaram precocemente e transmitiriam energias de medo e desespero. E ele era um amante da vida. 
A verdade é que as pessoas se apegam muito, principalmente no caso do câncer, à palavra cura, esquecendo que nem todo paciente pode ser curado (e afinal o que é estar curado? Um conjunto de parâmetros médicos…). É preciso falar sobre isso, para que possamos falar sobre a possibilidade da morte e sobre toda a vida que deve ser vivida antes que isso aconteça. É assim pra todo mundo, a diferença é que o paliativo se dá conta disso todo dia (obrigada Thai por falar disso pra mim lá no início). No caso do Renato, e cada história é uma história, a doença estava bastante avançada, ele tinha muitos pontos de metástase e a luta era mais difícil, mas conhecemos outros casos de paliativos que viviam bem controlando suas doenças (nossa maior inspiração eram as @paliativas no insta, conheçam).
Hoje, vejo que a evidência da morte nos coloca cara a cara com a evidência da vida e nos questiona sobre a forma como queremos viver, inclusive se queremos viver dentro de determinadas condições. Conhecemos nesses meses a medicina paliativa, que ainda está engatinhando no Brasil. Os médicos e as equipes dos hospitais se esforçam mas estão presos a práticas criadas por uma ciência que se desenvolveu pelo olhar para a doença e sua cura e não para o paciente e sua forma (qualidade) de viver, como requer o paliativo. Os hospitais não estão preparados, seus protocolos se baseiam em confinamento, excesso de drogas e procedimentos invasivos. Muitos profissionais parecem perder a capacidade de enxergar o paciente como um ser pleno e autônomo pra conhecer inteiramente sua própria condição e decidir sobre seu corpo. O universo da medicina paliativa é novo e riquíssimo, amplia os horizontes do cuidado, requer um conjunção de profissionais, práticas, saberes, afetos. Há muito a ser feito.
Não é de hoje, mas agora ainda mais, entendo que é preciso falar sobre a morte sem desespero, com consciência. Mesmo que essa realidade não esteja batendo na nossa porta (e quem sabe, afinal?), é preciso tê-la em nosso horizonte. Falar sobre morte sem que isso esgote nossa vontade de viver, para que possamos pensar nos cuidados, nos grandes e pequenos prazeres e desejos, em como respeitar escolhas relativas ao fim de nossas vidas e, enfim, em como maximizar a experiência de viver de cada um, dentro do que a própria vida permitir.

Gasolina atinge maior valor na refinaria desde greve dos caminhoneiros

Os valores da gasolina serão elevados a partir desta quarta-feira (11/7) pela Petrobras. O preço do litro sobe de R$ 2,0249 para R$ 2,0369 nas refinarias – este é o maior patamar desde maio, época em que a economia foi afetada pela greve dos caminhoneiros. Desde o início de julho, o reajuste acumulado foi de 4,5%.

O avanço dos valores coincide com a alta das referências internacionais do petróleo e o aumento do dólar ante o real. Ambos os fatores, mercado externo e câmbio, integram o sistema de formação de preços de combustíveis da companhia, em vigor desde o ano passado e que prevê reajustes quase que diariamente.

Diesel
Já o valor do diesel segue congelado a R$ 2,0316 desde o começo do mês, após acordo entre governo e caminhoneiros para acabar com a paralisação da categoria – responsável por causar uma crise de desabastecimento no país. O protesto aconteceu pela disparada no preço do combustível, que chegou a atingir uma máxima de R$ 2,3716 por litro em maio.

A Petrobras reitera há meses que não tem poder de formação de preços dos combustíveis, os quais oscilam ao sabor das condições de mercado. Além disso, destaca, inclusive em propagandas comerciais, que sua cotação responde por cerca de um terço do valor final nos postos.

 

Banco Itaú oferece 1.270 oportunidades de estágio em todas as regiões

A rede de agências do banco Itaú abriu 1.270 oportunidades de estágio para estudantes dos cursos de economia, administração e ciências contábeis a partir do 3º trimestre. Os interessados podem se candidatar através do site da recrutadora.

As vagas são para todas as regiões do país e não é preciso ter experiência. O estágio dura um ano, mas é possível renovar o contrato por mais seis meses. A jornada é de 6 horas diárias (das 10h às 16h), respeitado o limite de 30 horas semanais.

Os estagiários terão a chance de fazer o atendimento aos clientes nas agências. O programa prevê treinamentos técnicos e comportamentais, tutoria, cursos a distância e a elaboração de um plano de desenvolvimento. Há possibilidade de efetivação na função, de acordo com o desempenho.

O perfil procurado é de pessoas que sejam boas de comunicação, com aptidão para desenvolver habilidades nas áreas de atendimento e comercial. Por isso, curiosidade, dinamismo e vontade de crescer na empresa são requisitos.

 

Confira como foi o resgate dos meninos presos em caverna na Tailândia

O resgate dos 12 meninos de um time de futebol e seu treinador chegou ao fim nesta terça-feira (10/7). Confira como foi cada dia desde que o grupo desapareceu no complexo de cavernas Tham Luang, no norte da Tailândia.

23 de junho
Depois de um treino matinal, 12 membros da equipe Javalis Selvagens e seu treinador vão de bicicleta até a caverna Tham Luang. Uma chuva forte começa depois que o grupo já está dentro do local. Quando nenhum dos meninos volta para casa depois de escurecer e não podem ser contatados, seus pais relatam que estão desaparecidos. Uma operação de busca começa por volta da meia-noite e encontra as bicicletas estacionadas e trancadas na entrada da caverna.

24 de junho
Equipes de resgate locais encontram chuteiras e mochilas deixadas pelos meninos perto da entrada da caverna.

25 de junho
À medida que a busca se expande, impressões digitais e pegadas atribuídas ao grupo são encontradas dentro da caverna. Os pais, em vigília do lado de fora, começam a realizar orações.

26 de junho
Cerca de uma dúzia de marinheiros tailandeses e outros socorristas entram na caverna. O ministro do Interior da Tailândia, Anupong Paojinda, diz que a água lamacenta encheu algumas câmaras subterrâneas até o teto, dificultando o trabalho dos resgatistas.

27 de junho
Chuvas atrapalham esforços de busca, inundando passagens da caverna mais rápido do que a água é bombeada para fora. Uma equipe militar americana e especialistas britânicos participam da operação.

28 de junho
A água começa a ser drenada a partir de perfurações na montanha. A busca por outras entradas para a caverna é intensificada, já que o mergulho é temporariamente suspenso por questões de segurança.

29 de junho
O primeiro-ministro tailandês, Prayuth Chan-ocha, visita o local e pede aos parentes que não percam a esperança. Trabalhos para drenar a caverna fazem pouco progresso.

30 de junho
Chuva para e diminui a inundação, permitindo a retomada do esforço de resgate. Mais especialistas de diversos países tomam parte na missão. Antecipando a localização dos meninos, uma operação de socorro é planejada para determinar como os garotos serão enviados ao hospital depois de saírem da caverna.

1º de julho
Os mergulhadores avançam pela passagem principal e estabelecem uma área de preparação no interior. Mergulhadores de elite da Tailândia chegam a uma curva, depois de um quilômetro, onde a passagem se divide em duas direções.

2 de julho
Dois mergulhadores britânicos localizam os meninos desaparecidos e seu treinador.

3 de julho
Os vídeos são divulgados e mostram os meninos se apresentando, juntando as mãos em uma saudação tradicional tailandesa.

4 de julho
Mergulhadores tailandeses e um médico se juntam aos garotos com comida e remédios. São discutidas opções de retirada, se as crianças devem sair com os mergulhadores ou mantidos até que as condições melhorem.

5 de julho
Os meninos começam a ter aulas de mergulho. Aumentam os esforços de drenagem para diminuir os níveis de água na caverna.

6 de julho
Autoridades indicam que preferem tirar as crianças o mais rápido possível, temendo aumento das inundações. A preocupação aumenta conforme caem os níveis de oxigênio. Um mergulhador tailandês morre durante uma missão.

7 de julho
Autoridades sugerem que a retirada será feita nos próximos dias por conta das previsões de tempestade. No entanto, afirmam que as habilidades de mergulho das crianças ainda não são suficientes.

8 de julho
O líder da operação declara que o “Dia D” chegou e anuncia o início dos trabalhos para resgatar os meninos e seu treinador. Mergulhadores retiram com sucesso as primeiras quatro crianças.

9 de julho
Mais quatro garotos são resgatados, elevando para 8 o número de sobreviventes. Quatro meninos e o treinador permanecem na caverna.

10 de julho
No terceiro dia de resgate, mergulhadores retiram as quatro crianças e o treinador, dando fim à angústia de duas semanas.

Homem sobrevive a ataque de tubarão após visão de Jesus

Um homem que foi criado por uma família muçulmana na África teve seu primeiro contato com o Evangelho de Cristo a partir de um mundo sublimado em alto-mar.

Vivendo em um país onde era a escada , Milad (nome fictício por razões de segurança) aceitou prontamente uma oferta para trabalhar em um navio. O que é não conhecido é a sua principal função seria atacar e roubar outras embarcações.

Quando soube disso, Milad tentou abandonar o navio, mas acabou sendo forçado a permanecer e ser escravo de líderes do barco.

 

Certa noite, durante uma tentativa de roubo de mercadorias, não Oceano Índico, teve uma intensa troca de tiros entre os criminosos e uma embarcação. No entanto, tentava nadar até um lugar seguro, Milad notou que estava prestes a ser atacado por um tubarão.

“Enquanto ele sentiu que estava sendo sugerido por boca do animal, uma imagem brilhante do que parece ser um homem, mas na forma de cruz, apareceu na água”, relata a organização missionária Bíblias para o Oriente Médio. “Ele notou o que parece manchas de sangue na imagem luminosa. Sentiu que estava sendo afastado do maxilar do animal e levado com a segurança até uma costa “.

Sozinho em um lugar desconhecido, Milad sabia que se uma ajuda sobrenatural, mas não conheça a era. Enquanto isso, cristãos de uma igreja subterrânea em uma vigília de oração e uma das mentes da revista uma visão de Deus – que mostrava o que aconteceu com Milad e onde ele se encontrava.

Resgate

Os homens da igreja compõem busca do indivíduo, por exemplo, como mulheres continuaram em oração. Quando não é bem-vindo, mas se sentiu seguro depois de um odiu ou pastor o chamando pelo nome.

“Não tem medo, Milad. Quem é o salvador dos tiros e do peixe nos enviou a você te resgatar “, disse o pastor. “Ele é Jesus, que foi crucificado por nós e ressuscitou da morte para a nossa salvação. Acredite nele e o siga “.

Milad ficou atônito quando ouviu os cristãos relatando tudo o que aconteceu com ele, mesmo sem eleter contado nada. Quando o pastor falou mais sobre Jesus e Apresentou a Bíblia, Milad se arrependeu de seus pecados e reconhece Jesus como seu Senhor e Salvador. Desde então, o ex-muçulmano passou uma parte da igreja e crescer em sua nova fé.

10 questões sobre higiene íntima que ninguém ensina a homens e mulheres

Veja dicas

Uma higiene adequada evita desde infecções até doenças graves, como o câncer de pênis. Foto: Bigstock.

O assunto faz parte da intimidade de cada um – e de todo mundo -, mas, acredite, ainda é tabu inclusive nas consultas médicas, que poderiam ser melhor aproveitadas. Estamos falando de higiene íntima, tanto de homens quanto de mulheres.

ASSINE A GAZETA DO POVO E TENHA ACESSO ILIMITADO AOS NOSSOS CONTEÚDOS EXCLUSIVOS VIVER BEM.Uma série de cuidados pessoais podem prevenir doenças infecciosas, algumas delas graves.

>> Tomar vários banhos ao dia pode prejudicar a pela mais do que limpar

“As pessoas acham que se trata de um conhecimento automático e instintivo, e não é. Muitas vezes, também associam higiene íntima a sexualidade, o que também está errado” diz o professor titular de Ginecologia da Unicamp Paulo César Giraldo.

Lado certo

Um dos pontos que o médico ressalta é que entre 10% e 20% das mulheres não sabem se limpar corretamente depois de ir ao banheiro. O hábito adequado – de frente para trás – evita infecções vaginais e outros problemas. Ele também desfaz um equívoco comum sobre a questão:

“Higiene íntima é higiene externa, nos pequenos e grandes lábios, na vulva. Não se deve lavar a vagina, não há necessidade. E entre o papel higiênico e o lenço umedecido, melhor o lenço, que é mais eficiente nessa limpeza mecânica” explica.

De 10% a 20% das mulheres não se limpam corretamente. Foto: Bigstock.

Infecções e até câncer

O assunto não é restrito às mulheres, cuja genitália é menos aparente. Os homens também precisam cultivar hábitos saudáveis em relação à limpeza íntima para prevenir enfermidades.

Uma delas, muito relacionada à higiene, é o câncer de pênis, que tem entre seus fatores de risco a precariedade na limpeza do órgão, além de fimose e infecção pelo HPV, o mesmo vírus que causa câncer de colo de útero nas mulheres.

>> Lavar as mãos antes ou depois de ir ao banheiro? 

O tumor é raro em países desenvolvidos, mas em regiões mais pobres, como alguns países da África e da Ásia e áreas mais vulneráveis do território brasileiro, aparece com mais frequência. O Brasil, inclusive, amargou na última década a terceira colocação no ranking mundial de ocorrência da doença, atrás apenas de Índia e Uganda. Esse cenário fez com que a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apertasse o cerco contra a falta de cuidados.

O urologista Carlos da Ros, chefe do Departamento de Urologia da SBU, observa que os homens tendem a relegar o assunto, muito por conta de aspectos culturais que ainda não permitiram que o sexo masculino assuma uma rotina de visitas ao médico logo depois que entra na fase adulta.

“As mulheres deixam de ser atendidas pelo pediatra e, logo depois ou mesmo antes da primeira menstruação, passam a consultar o ginecologista. Os homens não. Eles deixam o pediatra e voltam aos consultórios médicos anos depois e geralmente porque têm alguma necessidade, lá com 40 ou 50 anos” diz.

As dicas que os especialistas dão, independentemente do gênero, não inspiram uma rotina neurótica de cuidados ou a utilização de produtos especiaisÁgua e sabonete neutro são os aliados básicos, mas é importante observar as peculiaridades de cada pessoa e também a enxurrada de produtos que prometem resultados nem sempre tão saudáveis, como perfumes íntimos e lingeries que podem machucar a área.

“Nada que tem perfume é adequado para a limpeza íntima” sentencia Ros.

Tudo o que você precisa saber sobre higiene íntima

Mulheres:

– Lave-se com água e sabonete neutro, com pH entre 5 e 6, que é o pH semelhante ao da área da vulva. Evite usar cotonetes, esponjas e similares. Use as mãos e faça movimentos delicados, para evitar lesões na pele da vulva.

– Sabonetes íntimos não são necessários, mas podem ser uma opção. Também observe o pH e evite os que têm perfume.

– Fique atenta. Lavar é superimportante, mas secar é fundamental. Use toalhas macias e seque bem a região. Umidade é um prato cheio para fungos, alguns dos principais causadores de infecções vaginais.

– Se não for possível lavar-se com água e sabão a cada visita ao banheiro, tome cuidado na limpeza com o papel higiênico. Ela deve ser feita sempre da frente para trás, no sentido do ânus. O inverso pode levar bactérias das fezes para a vagina, provocando infecções.

– Evite qualquer produto com perfume e observe os rótulos – há muitos no mercado carregados de substâncias químicas que podem causar alergias. Os lenços umedecidos não são contraindicados e ajudam a retirar resíduos que o papel higiênico deixa para trás, mas prefira as versões sem perfume e sem álcool.

– Calcinhas de algodão são mais confortáveis, mas de nada adianta usá-las por baixo de uma calça jeans superapertada. Aliás, roupas apertadas são grandes inimigas da saúde íntima das mulheres. Portanto, evite-as.

– A limpeza deve ser restrita às regiões da vulva, ânus, pequenos e grandes lábios. Não se deve introduzir duchas ou perfumes, por exemplo, na região da vagina.

– No período menstrual, dê mais atenção à higiene. O absorvente deve ser trocado pelo menos de hora em hora ou em um período menor se o seu fluxo for muito intenso. Os absorventes internos também devem ser trocados com frequência.

– Os absorventes de proteção diária não são unanimidade, mas é importante que permitam que a região fique arejada. Em situações como puerpério (período logo após o parto), ajudam a evitar aborrecimentos por conta do aumento da secreção vaginal.

– Evite depilar a região com lâminas. Elas causam fissuras na pele da vulva, o que pode ser uma porta de entrada para infecções.

– Os médicos sugerem aparar os pelos pubianos, deixando-os com pelo menos meio centímetro de comprimento. Pelos compridos comprometem a higiene, e os muito curtos podem encravar, causando as chamadas foliculites. Compressas de chá de camomila ajudam nas irritações causadas pelas depilações a laser.

– Faça higiene após as relações sexuais.

– Em qualquer sinal de corrimento, procure um médico.

Homens

– Sabe aquela piadinha que a última gotinha do xixi é da cueca? Não é nada engraçada quando se fala de saúdeDepois de urinar, o ideal seria lavar o pênis, mas, como nem sempre isso é possível, deve-se secá-lo. A umidade do restinho da urina e o calor da região são ótimos para a proliferação de fungos.

– Lavar as mãos depois de ir ao banheiro é regra, mas para os homens também aconselha-se a tomar essa medida antes de fazer xixi. O manuseio do pênis com mãos sujas o expõe a todas as bactérias das mãos.

– No banho, não basta somente deixar a água escorrer pela região genital. Passe sabonete no pênis, lavando-o com movimentos cuidadosos.

– Prefira cuecas samba-canção, que são largas e mantêm a região arejada. Assim como para as mulheres, não se recomendam roupas apertadas. Esse hábito pode prejudicar os testículos.

– A falta de higiene pode aumentar os riscos de balanopostites, inflamações no pênis e na glande, ampliando a probabilidade de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

– Quem tem o prepúcio (pele que reveste a glande) deve redobrar os cuidados com higiene, porque ele traz a desvantagem de aumentar as secreções de gordura e ampliar inflamações locais. No banho, lave com água e sabonete toda a área, puxando o prepúcio até que se visualize toda a glande.

– Qualquer lesão na região peniana deve ser motivo para buscar a orientação de um urologista. O ideal é incorporar uma visita ao menos anual a esse médico.

– Depois das relações sexuais, lave o pênis com água e sabonete neutro. Nada de dormir e deixar a higienização para o outro dia.

– A falta de asseio adequado é um dos fatores de risco para a ocorrência de câncer de pênis. Fique atento a feridas persistentes, nódulos e edemas sólidos. Essa enfermidade causa secreções persistentes, acompanhadas de mau cheiro.

Se não lavar…

– Em casos mais avançados, o câncer de pênis pode levar à amputação do membro. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de mil amputações são feitas no país a cada ano em decorrência do câncer.