Lei Seca fica mais rigorosa a partir desta quinta

A partir desta quinta-feira, 19, passam a valer as novas regras da Lei Seca no País, com punições mais rigorosas destinadas aos motoristas que praticarem os crimes de homicídio culposo (não intencional) ou de lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, sob efeito de álcool ou de outras substâncias psicoativas que causem dependência. A pena para lesão corporal passa a ser de 2 anos a 5 anos. Em caso de morte, chega a 8 anos de reclusão.

 As mudanças na nova Lei Seca

Atualmente, as penas para esses crimes permitem a fiança, a ser arbitrada por um delegado de polícia. Com as alterações previstas pela Lei 13.456/2017, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer, essa opção no âmbito da polícia deixa de existir, e só quem poderá liberar por fiança será um juiz em análise posterior à prisão.

Cresce número de pessoas que dirigem após consumir álcool, diz governo

A nova lei não faz mudanças quanto aos procedimentos adotados durante as fiscalizações policiais e também não altera a tolerância de álcool no sangue ou o valor da multa.

Presidente quer proibir sexo oral na Pais: “Boca é para comer”

Um discurso do presidente da Uganda, Yoweri Museveni, causou polêmica no mundo. O político deixou claro que quer proibir a prática do sexo oral no país. “Deixem-me lançar um aviso público sobre as práticas erradas de que algumas pessoas participam e que são promovidas por alguns estrangeiros. Uma delas é o que chamam sexo oral”, afirmou Museveni.

“A boca é para comer, não para o sexo. Nós sabemos qual é o ‘endereço’ do sexo, sabemos onde é que deve ir”, afirmou o presidente da Uganda. Yoweri disse ainda que são estrangeiros os responsáveis por banalizar a prática.

Segundo o presidente, haverá uma campanha com cartazes e anúncios na TV na tentativa de criminalizar esse tipo de ato sexual. Não é a primeira vez que Yoweri faz campanha contra o “boquete”. Em 2014, ele disse, também em um discurso, que o sexo oral causaria a absorção de lombrigas e parasitas.

BANDIDOS EM FUGA COM A POLICIA PULAM DO 5° ANDAR DE PRÉDIO EM BAIRRO NA ZONA OESTE!! (FOTOS)

Dois bandidos pularam do quinto andar de um prédio na Rua Monsenhor Mochon, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, após serem perseguidos por policiais do 14º BPM (Realengo), na manhã desta quarta-feira. Segundo a PM, a dupla e outro comparsa estavam praticando roubos na região.

De acordo com a Polícia Militar, os PMs faziam um patrulhamento quando foram avisados sobre a ação dos criminosos no bairro. Um dos bandidos alertou sobre a chegada das viaturas e outros dois criminosos fugiram. Houve perseguição até o quinto da andar de um prédio, local de onde os criminosos pularam do terraço.

 

 

 

Os policiais chamaram o Corpo de Bombeiros, que socorreu os dois suspeitos feridos, identificados como Igor G. Machado, de 18 anos, e Paulo José C. de Aquino, de 20 anos, para o Hospital Municipal Albert Schweitzer. O estado de saúde deles ainda é desconhecido. O caso será registrado na delegacia do bairro.

Aeronáutica abre inscrições do concurso para Curso Preparatório de Cadetes do Ar de 2019

A Aeronáutica abre, nesta quarta-feira, as inscrições do concurso público para a o Curso Preparatório de Cadetes do Ar do ano de 2019 (EA CPCAR 2019). O processo seletivo oferece 160 vagas para candidatos do sexo masculino e 20 para jovens do sexo feminino. É necessário ter o ensino fundamental completo em janeiro de 2019, e idade de 14 a 18 anos.

Por mês, os os estudantes vão receber um soldo de R$ 1.044, alimentação, alojamento, fardamento, assistência médico-hospitalar e dentária.

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As inscrições serão feitas das 10h do dia 18 de abril até as 15h do dia 8 de maio, pelo site. A taxa de participação custará R$ 60, e o prazo de pagamento vai até o dia 15 de maio.

O processo seletivo será composto por provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental.

CONFIRA O EDITAL COMPLETO

O Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR) tem duração de três anos, sob o regime de internato, sendo equivalente ao ensino médio regular e abrange instruções nos campos Geral e Militar. A formação é realizada na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena (MG), com o objetivo de preparar jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).

FAMOSINHA DO INSTAGRAM PEGA 8 ANOS DE CADEIA!!! A CASA CAIU…

Em 2016, a canadense Melina Roberge, de 24 anos, foi presa ao desembarcar no porto de Sydney portando 29 quilos de cocaína. Com ela, também foram presos os compatriotas Isabelle Lagace, de 30 anos, que trabalhava como atriz pornô, e Andre Tamine, de 67 anos.

Nesta semana, Melina foi sentenciada a oito anos de prisão. Isabelle, que fez acordo com a promotoria, teve a pena abrandada: 7 anos e meio. O terceiro membro do grupo ainda será sentenciado.

Melina (à esquerda) e Isabelle Foto: Reprodução/Instagram

Chamou muita atenção do juíza que cuidou do caso o fato de Melina ter topado participar do tráfico com o objetivo de ficar famosa no Instagram mostrando uma rotina glamourosa a bordo de um transatlântico de luxo MS Sea Princess.

A dupla (Melina à esquerda) em uma parada paradisíaca da viagem Foto: Reprodução/Instagram

“Ela foi seduzida pelo estilo de vida e pela oportunidade de postar fotos glamourosas no Instagram, de várias partes do mundo”, afirmou a juíza Kate Traill ao proferir a sentença. “Isso destaca a influência negativa que a mídia social tem sobre mulheres jovens”, acrescentou a magistrada de Nova Gales do Sul.

De acordo com o acertado com o recrutador, Melina receberia US$ 100 mil dos US$ 21 milhões do negócio. Mas o que mais animava a garota de programa eram as fotos que ela fazia nas paradas do cruzeiro: Bermuda, Colômbia, Panamá, Equador, Peru, Chile e Taiti.

Cocaína descoberta com trio canadense Foto: AP

O plano estava “dando certo”. Em uma suíte da primeira classe, ao custo de US$ 20 mil, Melina curtia os luxos do MS Sea Princess. Ela havia recebido 4 mil euros para gastar durante a viagem. No Instagram, ela documentava a boa vida e sua passagem pelas escalas do cruzeiro de seis semanas.

Melina a bordo do MS Sea Princess Foto: Reprodução/Instagram

Até que a droga, que teria entrado no transatlântico durante a escala no Peru, foi descoberta e a vida artificial de Melina no Instagram naufragou.

O plano de Melina era postar fotos em locais paradisíacos e ficar famosa no Instagram Foto: Reprodução/Instagram

 

Contratar professor particular não é o mesmo que chamar um Uber

Fiquei sem entender do que se tratava. Conheço de perto todos os professores que trabalham comigo. Ao não reconhecer a voz, perguntei seu nome para localizar o cadastro.

Falei com minha gerente de recursos humanos e ela confirmou: eu estava certa. Ele não era nosso professor. Apenas ACHOU que, ao cadastrar o currículo em nosso site, já fazia parte da empresa.

Depois do susto inicial, retornei a ligação e esclareci. Para trabalhar com a gente, é preciso ser aprovado em nosso processo seletivo, o qual seria iniciado caso o currículo dele fosse selecionado.

Expliquei o processo. Começaria com uma entrevista, depois ele faria provas relativas às disciplinas sobre as quais gostaria de dar aula, e só então assinaríamos um contrato – se ele fosse aprovado nas etapas anteriores.Acrescentei que, no primeiro mês, tanto eu quanto minha auxiliar pedagógica supervisionaríamos o trabalho dele e auxiliaríamos no planejamento das aulas que seriam agendadas. E, somente depois de concluídas todas as etapas, ele faria parte da nossa equipe de docentes de fato.

Para minha surpresa, o mocinho ficou decepcionadíssimo e ainda completou: “Credo, burocrático demais”.

Que nível de consciência esse rapaz tem sobre docência, educação, segurança e uma empresa de aulas particulares? Parece-me que desconhece todos esses assuntos, para arriscar-se a usar a palavra ‘burocrático’ a fim de definir um processo seletivo criterioso que garanta um atendimento adequado a crianças e adolescentes

Trabalho no ramo de aulas particulares em casas há 14 anos e não consigo imaginar contratar professores apenas pelo cadastramento de currículos. É um ramo delicadíssimo, que envolve o público infantojuvenil.

Não ser “burocrática” é ser irresponsável nesse ramo.

É claro que o professor da nossa história é um educador cadastrado em aplicativos que recrutam profissionais pelos próprios apps, e eles verificam os antecedentes criminais, CPF, nada-consta – e voilà, está contratado!

Será que, em se tratando de oferecer um serviço a ser prestado para nossos filhotes, em nossas casas, saber apenas que ele não é um criminoso condenado é o suficiente?

É óbvio que não.

Trabalhar com aulas particulares é oferecer um serviço adequado e desenhado para cada aluno. É preciso ter um professor que entenda de docência, consiga montar uma estratégia de aulas, que tenha repertório de conteúdo e postura para prestar serviços nas casas das pessoas.

Os aplicativos são um enorme avanço. Um caminho sem volta na educação. Precisamos comemorar a economia criativa. O ponto importante é: a sociedade precisa cobrar dos aplicativos que sejam criteriosos na hora de selecionar os profissionais que entrarão nas nossas casas para ensinar nossas crianças.

Por exemplo: o agendamento de mais aulas do que o aluno realmente precisa é algo nocivo. Explico: bons alunos que não têm dificuldades na disciplina, mas agendam aulas regularmente, podem ficar preguiçosos. É preciso ter a honestidade de dizer à família: o número ideal de aulas particulares é menor do que eles pretendem contratar.

Oferecer ajuda para quem não precisa é favorecer uma passividade que, no processo ensino-aprendizagem, não é bem-vinda. E isso não se descobre agendando aulas apenas por aplicativos ou recrutando professores somente por antecedentes criminais. Não contar com um especialista para auxiliar a família nesse momento terá efeito negativo para a relação de estudos do seu filho.

A decisão de oferecer aulas particulares para os nossos filhos exige análise. É preciso descobrir se as dificuldades são recentes ou antigas, entender a personalidade da criança, entre tantos outros “detalhes”. Há muito para conversar com os pais e com o próprio aluno antes de se agendar uma aula.

Contratar professor particular não é o mesmo que chamar um Uber. Tem muito mais coisas em jogo, inclusive a vida escolar do seu filho.

CLINICA DA FAMILIA É INVADIDA POR BANDIDOS NA ZONA OESTE!!!

CLINICA DA FAMÍLIA EM SANTA CRUZ É INVADIDA POR TRAFICANTES

“Sou funcionária da CF Samuel Penha Valle, estamos do lado de fora esperando pois a unidade foi invadida durante a madrugada.
Santa Cruz, no aço. Não conseguimos entrar, mas destruiram tds as salas, farmacia…
Segundo o vigia eles invadiram tds as salas..

O vigia está prestando depoimento na Delegacia de Bangu. Estamos aguardado perito”

ROUBO MILIONÁRIO!!!LADRÕES ROUBAM CELUALRES AVALIADOS NUM TOTAL DE 3 MILHÕES DE REAIS DE UMA SÓ VEZ NO RJ!!!

O diretor de Segurança do Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário e Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), coronel Venâncio Moura, denunciou, nesta quarta-feira, um roubo milionário ocorrido no último domingo, no terminal de carga de Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Segundo ele, bandidos levaram do local uma carga de celulares avaliada em um milhão de dólares — cerca de R$ 3,4 milhões.

 

 

 

 

São aparelhos que ainda nem chegaram às lojas do estado: Samsung do modelo S9, que custam aproximadamente R$ 3,8 mil cada. De acordo com Venâncio, os celulares tinham rastreadores que apontaram que eles foram levados para a Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, ainda na Zona Norte. O 22º BPM (Maré), responsável pelo policiamento na comunidade, foi acionado, de acordo com o coronel. Mas não foi ao local.

— A PM alegou que não tinha recursos para ir à favela. A DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos e Cargas, unidade da Polícia Civil responsável por investigar roubos de cargas) também está sem condições, sem blindados — afirmou Venâncio Moura.

 

Ele disse, ainda, que o transportador dos telefones celulares afirmou que trará mais cargas para o Rio:

— Ele contou que foi o quatro roubo em um ano. Fez tudo certo, se cercou de todos os cuidados: fez transporte aéreo, pagou três impostos para transportar o material do Espírito Santo para o Rio e ia pegar no terminal num caminhão blindado. Aí acontece uma coisa dessas.

O diretor do Sindicarga afirmou também que esse foi o segundo roubo do tipo ocorrido no Rio em menos de uma semana. De acordo com ele, na semana passada bandidos roubaram uma carga da Apple avaliada em R$ 2 milhões que havia acabado de deixar o terminal de carga do Galeão.

— Foram cinco milhões de reais de prejuízo em uma semana. Está terrível o Rio de Janeiro. A única carga que circula aqui sem problema, que se salva, é a de caixão. Porque ninguém quer comprar caixão, não é mesmo? — disse o coronel.

Como foi a ação no Galeão

Eram por volta das 21h30 de domingo quando três bandidos num caminhão invadiram o terminal de carga. Eles usavam uniformes semelhantes aos das pessoas que trabalham no local.

Segundo depoimento dos funcionários rendidos, os bandidos logo mostraram as armas e começaram a fazer uma série de ameaças. Eles, então, pegaram os celulares, levaram, para o caminhão que usavam e fugira,.

A ação foi filmada por pelo circuito interno de câmeras e mostra a movimentação os marginais. Todos usam bonés que escondem seus rostos parcialmente. Eles integrariam um bando chamado “Bonde do Gordão”, do Complexo da Maré.

 

 

Miopia cresce entre as crianças devido ao uso de computadores e smartphones

Uma pesquisa do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) — TIC Kids On-line — revela que cerca de 69% das crianças e adolescentes do Brasil, na faixa dos 9 aos 17 anos, utilizam a internet mais de uma vez por dia. No Centro-Oeste, o índice ultrapassa a média brasileira e chega a 74% — é a região em que as crianças são mais conectadas, ao lado do Sudeste, segundo o estudo.
Os dados confirmam o crescente acesso dos brasileiros aos benefícios da tecnologia, mas, ao mesmo tempo, desvendam uma nova preocupação: as ferramentas eletrônicas estão contribuindo para o aumento da miopia entre os pequenos. “É uma tendência do mundo moderno”, alerta o oftalmologista Luiz Felipe Diniz, do Hospital Brasileiro de Olhos (HBO), em Brasília.
Cerca de 20% das crianças em idade escolar, de acordo com levantamentos do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), apresentam problemas de vista. A miopia é a campeã e já é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a epidemia do século. O uso de celulares e computadores por mais de seis horas diárias, segundo Diniz, pode levar ao agravamento dessa patologia em crianças e adolescentes.
Lucas Macedo, 9 anos, sente na pele, ou melhor, nos olhos, os efeitos da tecnologia. Vidrado em smartphone, tablet e afins, ele usa óculos desde os 6 anos. A mãe do menino, a fisioterapeuta Juliana Macedo, 40, acredita que a internet atrapalhe muito. “Se deixar, as crianças ficam além da conta na frente da tela do computador e no celular. Acho que forçam demais os olhos.”
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Comportamento

Juliana conta que Lucas passa horas assistindo ao YouTube. “Ele está com 3 graus de miopia no olho direito e 1,5 no esquerdo.” Na escola, ele começou a ficar em pé, perto do quadro, para conseguir anotar o que a professora escrevia. “É preciso prestar atenção nessa questão da miopia infantil”, alerta Juliana. “Pensam que a criança é inquieta e teimosa, mas, na verdade, ela está apenas em busca de um campo melhor de visão.”
Como as crianças não identificam a dificuldade para enxergar, é importante que os pais fiquem atentos ao comportamento delas. “Quando elas têm alguma dificuldade visual, costumam ter dores de cabeça, desinteresse pelo estudo e baixo desempenho escolar. Também ficam muito próximo da televisão e têm mania de franzir os olhos para enxergar”, descreve Juliana. “Caso perceba essas atitudes em seu filho, é importante procurar um oftalmologista”, recomenda.
“É muito comum, no dia a dia do consultório, descobrirmos erros de refração — que é como denominamos a miopia — em crianças que tinham problemas de aprendizagem ou comportamento na escola”, confirma o médico oftalmologista Geraldo Canto, de Curitiba. “Para evitar isso, ir ao oftalmologista no início do ano é uma grande oportunidade de começar as aulas da melhor maneira.”
Além do uso excessivo das novas tecnologias, o aumento dos casos de miopia em crianças é relacionado à falta de atividades ao ar livre. “Um mecanismo de nossa visão, chamado de acomodação, nos permite olhar objetos distantes e focar com nitidez objetos próximos. Esse foco é feito com a contração do músculo ciliar, o anel no meio do olho para visão a distância. O excesso de esforço pode gerar fatores associados ao aumento da miopia”, esclarece Canto. É o que acontece quando se força a vista ao digitar e ao assistir a vídeos em celulares e computadores.

Dicas para o dia a dia

  • Fazer a criança realizar atividades em ambientes externos diariamente, por 40 minutos, no mínimo.
  • Não aproximar demais dos olhos os celulares, tablets, computadores e livros — eles devem ser mantidos a 30cm da face, no mínimo.
  • Não se debruçar sobre o objeto de leitura.
  • Manter a tela do computador a 50cm da face, no mínimo.
  • Fazer intervalos frequentes enquanto estiver utilizando esses objetos. A cada 20 minutos, retirar o olhar deles e focalizar objetos distantes, por cerca de 20 segundos.
  • Uso de tablets e celulares por crianças de 2 a 5 anos não deve ultrapassar 1 hora por dia.

O que dizem os médicos

As cirurgias refrativas para correção do grau são indicadas somente depois dos 18 anos, desde que a graduação já tenha estabilizado.
Para evitar mais prejuízos à visão, a recomendação é, desde cedo, ensinar as crianças a fazerem intervalos de cinco minutos a cada hora na frente das telas.
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Reduza o brilho dos monitores. Ajuste-os procurando deixar a visibilidade agradável para a vista. Não deixe o fundo muito claro nem muito escuro.
Monitores de cristal líquido cansam menos a vista do que os antigos, de tubo, pois já vêm com superfície antirreflexo e melhor definição de imagens.
Fonte: Luiz Felipe Diniz, médico oftalmologista

Quanto mais longe, melhor!

Estima-se que, até 2020, 28% da população brasileira seja míope. Até 2050, o índice pode chegar a 51%, segundo a oftalmologista Renata Bettarelo. “Hoje, a taxa no Brasil gira em torno de 11% a 36%, mas a tecnologia tem contribuído para o aumento da doença”, alerta. O problema pode ser hereditário ou adquirido.
“É uma condição em que ocorre um alongamento indesejável do diâmetro anteroposterior do globo ocular”, detalha Renata. “Isso faz com que a imagem do objeto observado se forme antes da retina e não sobre a mesma, o que gera uma imagem borrada dos objetos distantes.”
A miopia é um problema ocular em que se consegue ver perfeitamente os objetos de perto, mas as coisas mais afastadas podem aparecer desfocadas, resume o médico Luiz Felipe Diniz. A causa está relacionada a fatores genéticos e ambientais.
O pouco tempo em ambiente externo e o excesso de tempo com o olhar fixado para perto, como a exposição às telas próximas (celulares, tablets, computadores) e livros, são os fatores ambientais mais associados à doença, segundo Diniz. Estudo do National Health Service (Serviço de Saúde Britânico) confirma que passar mais tempo ao ar livre torna as pessoas menos propensas à miopia. Para especialistas, isso tem a ver com os níveis de luz.
Para evitar esse problema, a publicitária Elenice Oliveira, 31 anos, e o marido, o cineasta Márcio Moraes, 52, resolveram impor regras rígidas aos filhos. “Durante a semana, os mais novos — Anabela e Victor Hugo — ficam sem internet, e assistem à TV só depois das 16h, após terminarem o dever de casa. Como dormem às 19h, o tempo em frente à telinha é curto também”, explica.
Os mais velhos, apesar dos cuidados, não escaparam da herança genética: Lucas, de 12 anos, começou a usar óculos aos 9, e Nicolas, de 10, há dois anos e meio. Ambos têm miopia, como o pai, que depende dos óculos desde os 10. “Quando descobrimos que Lucas tinha o problema, ele já estava com 4 graus nos dois olhos. Já o Nicolas tem apenas 1 grau”, conta Elenice.

Fora do mundo real

O malefício das tecnologias, para Elenice, é mesmo o uso excessivo dos aplicativos — as crianças ficam dispersas, não interagem com o mundo real, adoecem e ficam mal-humoradas. “Tem o lado bom, mas o ruim prevalece, na minha opinião. Afeta o apetite, atrapalha o sono, substitui as brincadeiras e, claro, causa irritação nos olhos e, às vezes, dor de cabeça.”
Para prevenir a miopia e evitar que ela avance, o acompanhamento das crianças deve começar cedo, antes da alfabetização. A primeira consulta, de acordo com o oftalmologista Geraldo Canto, deve ser feita entre 6 meses e 1 ano de idade, quando já é possível verificar a existência de um grau mais elevado, diferença de visão entre os olhos, diferença de grau ou fixação do olhar.
“Desse período até ela ser capaz de se expressar sozinha, o exame é feito pela avaliação dos olhos depois de uma dilatação da pupila. A partir do momento em que a criança já consegue se comunicar e se de mostra colaborativa, começamos também a usar imagens de desenhos, números ou letras”, explica o médico.
Geraldo Canto esclarece que nem sempre é preciso usar óculos quando a criança é muito nova. “As pessoas muito jovens com graus baixos não costumam ter indicação, a não ser que exista alguma dificuldade visual ou estrabismo detectado no exame. No geral, recomendamos óculos quando elas têm miopia acima de 1,5 grau, hipermetropia acima de 3 graus e astigmatismo acima de 1,5 grau.” Lentes de contato, só mesmo em crianças maiores, sob supervisão dos pais, e acompanhamento do oftalmologista.

FIM DO GRUPO “O RAPPA” NADA AMIGÁVEL!! TRETA E CONFUSÃO!!

O Rappa, banda com carreira encerrada após 25 anos, fez sua última turnê com três shows de despedidas. Os espetáculos, que tiveram início no dia 6 de abril, em Recife, se encerraram no último sábado (14) sob total desconforto. Os integrantes do grupo não se falavam entre si.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, os quatro integrantes originais restantes da banda, embora tentem contornar a realidade, admitem que “uns querem umas coisas, outros não”, como exemplifica Xandão Menezes, referindo-se às “diferenças pessoais”. Marcelo Lobato segue a mesma linha de raciocínio do colega, afirmando: “Quando um casamento começa a ficar ruim, pequenos detalhes vão desgastando”.

A inimizade entre os profissionais teria sido anunciada mesmo antes de eles começarem a carreira com O Rappa? Talvez, tendo em vista que, ao se reunirem em 1993, cada membro era muito diferente do outro. Assim, os cantores nunca foram propriamente amigos. “O início do Rappa foi muito bom, tinha o frescor […] Não tinha briga, vaidade”, declara Lobato.

Além disso tudo, com o fim do grupo, os profissionais acabam por culpar seus próprios colegas. Segundo o guitarrista Xandão, o maior problema da banda era “a irresponsabilidade de Falcão” devido a sua idade (o mais novo do grupo). Em 2011, depois de O Rappa ter dado uma parada e retornar finalmente aos palcos, houve um processo seletivo para decidir quem seria o novo empresário. O vocalista, Falcão, apresentou Chantily, revoltando Xandão: “Como era ideia dele, eu fui totalmente reticente. Ele quer ter controle do empresário para fazer as coisas do jeito dele”.

Contudo, Falcão confessa que não queria ter visto O Rappa se desintegrar. “Quem fala que acabou são eles, eu nunca falei”, dispara. Xandão, ao ser questionado sobre um possível retorno da banda, nega: “Não volta de jeito nenhum. Todo mundo sabe o que está acontecendo, o público sabe”. Lobato, porém, enxerga uma reconciliação, mas ressalta: “Tem que voltar com mais maturidade, mais respeito”.

No show do último sábado (14), o penúltimo de O Rappa, os integrantes ficaram em posições individualizadas no palco. Falcão ficou ao fundo, e quando “Pesadão” (parceria com Iza) começou a tocar, o vocalista dançou sozinho. No canto oposto, os outros músicos se reuniram, mas ficaram alheios a toda a situação. A banda tocou por três horas.