MENINA BALEADO EM QUIOSQUE NA RESERVA VENDE DOCES PRA AJUDAR NOS CUSTOS

Só nos resta rezar’, diz namorado de estudante baleada em assalto na Praia da Reserva

Os estudantes Larisse Isídio da Silva, de 21 anos, e Elizaldo Severino de Sousa Junior, de 26, foram para a Praia da Reserva aproveitar o domingo de calor. O casal estava na areia, na altura do Posto 8, quando começou uma correria. Com medo, eles tomaram a direção do calçadão. De repente, ouviram um barulho de tiro e se abaixaram. Quando se levantou, Elizaldo percebeu que sua namorada havia sido atingida na barriga.

— Achamos que era um arrastão. Foi tudo muito rápido. A gente nem viu o que aconteceu. Vimos as pessoas correndo e ouvimos o tiro. Só depois percebi que a Larisse estava baleada. Ela já foi operada, mas fomos informados que a situação dela é gravíssima. A família está muito abalada, agora só nos resta rezar — conta Elizaldo.

Segundo a polícia, o tiro foi disparado por um criminoso que tentou assaltar um policial militar que estava de folga na areia, com a família. De acordo com o delegado Marcus Neves, da 16ª DP (Barra da Tijuca), o PM reagiu ao assalto e o criminoso, que estava com uma pistola equipada com um kit rajada, fez uma série de disparos. O assaltante conseguiu se desvencilhar do policial — um soldado lotado no 21º BPM (São João de Meriti) —, levou um cordão e sua aliança. Ele e um comparsa, que o esperava de moto na Avenida Lúcio Costa, conseguiram fugir. Larisse foi encaminhada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, onde foi operada. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o estado da jovem é grave.

Elizaldo e Larisse são estudantes do curso de Engenharia Química da PUC-Rio. Larisse, cuja família é oriunda do Rio Grande do Norte, tem bolsa de 100% na faculdade. Há um ano, a jovem saiu da casa dos pais, em Inhaúma, e passou a morar próximo à universidade, na Zona Sul. Para pagar o aluguel, ela passou a vender doces na faculdade. “Tive essa ideia de fazer algo que juntasse o útil ao agradável, já que amo cozinhar e preciso ganhar dinheiro para pagar todos os custos que agora tenho”, escreveu a jovem em seu perfil no Facebook.

Larisse cursou o ensino fundamental na Escola municipal Ceará, em Inhaúma. Dedicada, conseguiu uma bolsa para cursar o ensino médio numa escola particular e conseguiu passar no vestibular da PUC com bolsa em 2015. “Eu tenho uma história que reflete em minha personalidade. Minha origem é simples, humilde e por isso sempre pensei em crescer na vida e ajudar meus familiares”, escreveu a jovem numa rede social voltada para assuntos profissionais. Em seu perfil, Larisse também escreveu que sonha em realizar um intercâmbio na Espanha em 2019.

Enquanto ainda era aluna da Escola municipal Ceará, Larisse escreveu uma mensagem para a então secretária de Educação Claudia Costin, em que criticava a qualidade do ensino na rede. “Desde os 5 anos estudo em escolas públicas e tiro notas excelentes. Estou no 9º ano, pretendo passar para o 2º grau e fazer uma faculdade. Meu sonho é me tornar uma jogadora de futebol, mas amo estudar e quero me formar em uma boa faculdade como uma base para minha carreira. Só que, com o tempo e amadurecimento, percebi que o ensino público praticamente é 1 ano atrasado do particular e assim para fazer provas para boas escolas temos que ‘estudar por fora’ porque o ensino está fraco, já que vários alunos são bons e não tem condições de pagar uma escola particular”, escreveu a jovem.

Na 16ª DP, o policial que foi vítima do roubo alegou que o criminoso sentou ao seu lado, na areia, anunciou o assalto e mostrou a arma. O PM achou que a arma era de brinquedo e tentou imobilizar o assaltante, que conseguiu fugir. O agente estava armado, mas afirmou que não conseguiu atirar contra o assaltante. O criminoso teria dado uma rajada de tiros na fuga. A vítima passava pelo local e foi atingida. Três cápsulas deflagradas de munição calibre 9mm foram apreendidas no local.

Mulher é baleada após assalto na Praia da Reserva, na Zona Oeste do Rio

Uma mulher de 21 anos, identificada como Larisse Isídio da Silva, foi baleada na manhã deste domingo na Praia da Reserva, altura do Posto 8, na Zona Oeste do Rio. Larissa estava no calçadão da praia quando um criminoso tentou assaltar um policial militar que estava de folga na areia, com a família. Segundo o delegado Marcus Neves, da 16ª DP (Barra da Tijuca), o PM reagiu ao assalto e o criminoso, que estava com uma pistola equipada com um kit rajada, fez uma série de disparos. A jovem, que é estudante de Engenharia Química da PUC-Rio, foi atingida na barriga.

O criminoso conseguiu se desvencilhar do policial — um soldado lotado no 21º BPM (São João de Meriti) —, levou um cordão e sua aliança e conseguiu fugir. Ele e um comparsa, que o esperava de moto na Avenida Lúcio Costa, conseguiram fugir.

Na delegacia, o policial alegou que o criminoso sentou ao seu lado, na areia, anunciou o assalto e mostrou a arma. O PM achou que a arma era de brinquedo e tentou imobilizar o assaltante, que conseguiu fugir. O agente estava armado, mas afirmou não conseguiu atirar contra o assaltante. O criminoso teria dado uma rajada de tiros na fuga. A vítima passava pelo local e foi atingida. Três cápsulas deflagradas de munição calibre 9mm foram apreendidas no local.

De acordo com a PM, a vítima foi levada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, onde passou por cirurgia. Nenhum dos criminosos foram presos. A polícia investiga se a dupla saiu da Cidade de Deus para praticar assaltos na praia. Os agentes procuram possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança instaladas na região que possam ajudar a identificar os autores.

Vítima foi levada para o Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca 08/08/2017 Foto: Analice Paron / Agência O Globo

Mulher se arrepende de leiloar virgindade na web

A “modelo” italiana de 18 anos que havia leiloado sua virgindade na internet para supostamente pagar seus estudos em Cambridge se arrependeu e disse que a ideia era apenas uma “provocação”.

“Queria ver se alguém estava realmente disposto a gastar dinheiro com uma coisa assim”, confessou Nicole Severini (nome fictício), em entrevista ao jornal “Corriere della Sera”. Na semana passada, o tabloide britânico “The Sun”, notório pelo sensacionalismo, publicou que a italiana pedia 1 milhão de euros para quem quisesse tirar sua virgindade.

O objetivo da jovem, segundo o jornal, era realizar o “sonho” de estudar na Universidade de Cambridge e ajudar sua irmã. “Me ocorreu alguns meses atrás, foi uma ideia idiota. Tinha lido sobre algumas garotas que o tinham feito e queria ver se alguém estaria disposto a pagar também por mim”, disse Severini.

Em seguida, ela procurou diversas agências estrangeiras e autorizou uma delas, a “Elite Models Vip”, a publicar suas fotos. A empresa pedira à italiana para ela ser “crível”, e então nasceu a história de Cambridge e de ajudar uma irmã que sequer existe.

“Foi uma brincadeira que fugiu do controle. A primeira coisa estúpida que fiz foi me dirigir a esses sites. A segunda, propor uma entrevista ao ‘Sun’ quando chegou uma oferta de 1 milhão [de euros]. Naquele ponto, queria sair, mas a notícia já havia chegado à Itália, todos na minha escola sabiam”, acrescentou.

Severini contou ao “Corriere” que seus pais ficaram muito envergonhados, principalmente por causa de sua entrevista ao “Sun”, na qual dizia que pensava em leiloar a virgindade desde os 16 anos. “Não é verdade, eu juro. Nunca pensei nisso seriamente, achava que podia parar a qualquer momento. Mas agora virou um pesadelo, a agência continua me ligando, pergunta onde eu quero que seja depositado o sinal”, afirmou. (ANSA)

 

PM E LIGHT RECUPERAM 200 KG DE CABOS DE ENERGIA FURTADOS NA ZONA OESTE

Na última sexta-feira (19), agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) do RJ, a Corregedoria da Polícia Militar e as concessionárias Light e Zona Oeste Mais Saneamento realizaram uma operação para coibir ligações clandestinas de água e luz. Na ação, os agentes apreenderam um caminhão roubado e 200 kg de cabos de energia furtados.
Em Santíssimo, o alvo dos agentes foi uma fábrica de gelo que não possui autorização para funcionar. O dono do local também era proprietário de um depósito de carvão, igualmente ilegal, em Realengo. Ele foi preso.
Nos dois lugares, os fiscais e policiais encontraram ligações
clandestinas de água. No depósito de carvão também foi encontrada uma ligação ilegal de luz.
Em Realengo, os policiais apreenderam no estabelecimento um caminhão roubado que era usado para a entrega de gelo e que tinha a placa clonada de um outro veículo, para ocultar a origem ilícita. Também foram encontrados 200 kg de cabos que pertenciam a Light.
O tio do dono da fábrica de gelo e do depósito de carvão também foi preso. Proprietário de uma floricultura, ele também usava ligações ilegais de luz e água.
O caso foi registrado na 34ªDP (Bangu).

PM PRENDE ASSALTANTES APÓS PERSEGUIÇÃO EM CAMPO GRANDE, NA ZONA OESTE DO RIO

PM PRENDE ASSALTANTES APÓS PERSEGUIÇÃO EM CAMPO GRANDE, NA ZONA OESTE DO RIO

Homens foram capturados na Estrada do Tingui, após derraparem e serem socorridos para o Hospital Rocha Faria. Eles foram reconhecidos pelas vítimas.

PM apreendeu sete telefones celulares e duas pistolas com os suspeitos de roubo em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio

A Polícia Militar prendeu na madrugada deste domingo (21) dois homens suspeitos de assaltarem sete vítimas em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ao perceberem a aproximação dos agentes, os criminosos fugiram em uma moto.

Eles foram capturados na Estrada do Tingui, após derraparem e serem socorridos para o Hospital Rocha Faria, no mesmo bairro. Os dois foram reconhecidos pelas vítimas durante o registro da ocorrência na 35ªDP (Campo Grande).

Os policiais recuperaram sete celulares, dinheiro, cartões de crédito, duas réplicas de pistola e a moto usada por eles.

TIROTEIO E CORRERIA EM PRAIA DA ZONA OESTE!!! MULHER FERIDA!!! (FOTOS)

TIROTEIO E CORRERIA NO QUIOSQUE PESQUEIRO NA BARRA

Tentativa de assalto no Restaurante/quiosque Pesqueiro. Infelizmente, uma mulher foi baleada com 3 tiros na barriga”

Ainda não temos maiores informações sobre o estado de saúde de outras pessoas.

Tentativa de assalto no Restaurante/quiosque Pesqueiro. Uma mulher foi baleada (1 tiro) na barriga”

Atualização 11:40: Ela estava sentada, porque esse cara não estava assaltando ela não, estava assaltando outra pessoa na areia, aí alguém (acredito que algum policial) deu um tiro para o alto e o assaltante correu e subiu às escadas ao lado do restaurante, nisso o mesmo virou para trás e disparou uns 6 tiros e 3 pegaram nela.

Ainda não temos maiores informações sobre o estado de saúde da vítima.

MOTORISTA DO BRT É AGREDIDO

MOTORISTA DO BRT É AGREDIDO

Um motorista do BRT foi agredido e seis articulados vandalizados – e precisaram ser recolhidos para a garagem – , na madrugada de hoje, dia 21. Os ataques aconteceram em diversos trechos dos corredores Transcarioca e Transoeste . O primeiro caso foi pouco depois da meia-noite, quando o veículo seguia sentido Fundão. Vândalos jogaram pedra e quebraram um dos vidros. O carro foi recolhido ao chegar ao Terminal Alvorada.

Às 2 horas, um bando entrou no articulado que fazia o serviço Santa Cruz x Alvorada e destruiu as portas de embarque e desembarque de passageiros. Cerca de 20 minutos depois, um veículo do BRT teve as portas e vidros quebrados ao parar na estação Madureira/Manaceia.

Já por volta das 2h40, num veículo que fazia também o serviço Santa Cruz x Alvorada, outro grupo de criminosos provocou uma confusão dentro do carro e quebrou as portas de entrada e saída de passageiros. No mesmo horário, um articulado que fazia o trecho Fundão x Alvorada teve os vidros destruídos durante uma briga entre duas gangues. O motorista foi agredido com chutes e socos pelos criminosos e obrigado a seguir viagem da Praça Seca até o Fundão sem fazer paradas nas estações. Às 3h30, o articulado que seguia sentido Fundão teve o vidro quebrado durante uma briga dentro do carro.

Novo âncora do SBT Brasil chama a atenção pelo talento e corpo sarado

O brasiliense Daniel Adjuto será um dos âncoras à frente do SBT Brasil, aos sábados. O jornalista, formado pela Universidade de Brasília, estará ao lado de Karyn Bravo na apresentação do principal telejornal da emissora de Silvio Santos. O rapaz chamou a atenção do SBT pelo profissionalismo em algumas edições do SBT Notícias, nas madrugadas do canal.

O público também apreciou a seriedade de Adjuto em frente às câmeras, mas não deixou de notar os atributos físicos do rapaz. Nas redes sociais, ele costuma postar algumas fotos do dia a dia e, claro, as mais curtidas são aquelas que o jornalista aparece bem à vontade.

Como falar da morte com as crianças?

No ano passado, o pai do meu companheiro faleceu, em decorrência de um câncer. Foi a primeira pessoa mais próxima dos meninos a nos deixar, muito embora não vivêssemos na mesma cidade e o contato só ocorresse durante viagens ocasionais.

Após o ocorrido, Miguel, de 4 anos, volta e meia falava de morte. “O vovô Nestor morreu?”, era a pergunta que ele mais fazia, sem entender muito o significado, eu imagino.

Na semana passada, contudo, tivemos uma conversa longa e franca sobre o assunto. “Mamãe, eu vou morrer?”, ele me questionou um dia, enquanto voltávamos para casa. Eu engoli o desespero inicial – você?! Credo, não gosto nem de imaginar – e tentei dar a resposta da forma mais natural possível. “Vai, filho. Todo mundo, um dia, vai.”E, então, ele veio com uma avalanche de perguntas: o que é morrer? É como dormir? Por que não deu para consertar o vovô Nestor? Por que o nosso coração para de bater?… Enfim, ele pareceu satisfeito e perdeu o interesse no assunto.

A professora de psicologia do UniCeub Suely Guimarães explica que, nessa faixa etária (3, 4 anos), o entendimento sobre a morte é bastante restrito. Entre os 5 e os 7 anos, a compreensão aumenta, mas é comum a criança achar que a pessoa vai “desmorrer”. “Somente por volta dos 12 anos – e ainda dependendo do desenvolvimento cognitivo e intelectual – a criança adquire uma percepção mais completa do assunto”, diz ela.

Segundo Suely, a maioria das famílias têm medo de falar e até evita o assunto – um erro. “Na nossa cultura, é um tabu, uma falha, algo a ser evitado a todo custo. Temos a tendência de ocultar isso das crianças, como se elas não fossem capazes de entender a morte como algo que faz parte da vida”, critica a professora.

Mas, como, então, falar disso?

A especialista recomenda aos pais e cuidadores aproveitar as oportunidades – a morte de um bichinho de estimação ou de uma planta em casa, por exemplo. “A explanação deve ser natural, simples, em uma linguagem clara”, detalha.

O uso de metáforas na conversa – do tipo: virou uma estrelinha, um anjo ou foi para o céu – não é aconselhável, sob o risco de deixar a criança ainda mais confusa. “Eles não fazem a mesma interpretação poética que os adultos”, reforça.

E, ao contrário da sabedoria popular, levar a criança para o hospital (no caso de um parente em estágio terminal) ou para o velório pode ser importante – a menos que o pequeno não queira. “É preciso bom senso, por exemplo, em situações onde a pessoa está muito machucada. Mas, no geral, pode ser a última oportunidade de a criança ver o familiar vivo”, esclarece.

No velório, enterro ou cerimônia de cremação, a dica é explicar para a criança o que vai acontecer: haverá pessoas tristes, adultos chorando, trata-se de um momento de despedida e emoção.

Suely também afirma ser importante que um adulto menos emocionalmente envolvido com a situação cuide da criança – que, em algum momento, vai se entediar e querer sair correndo. “Se houver pessoas muito abaladas, gritando, é válido afastá-la para que a cena dramática não seja associada à morte”, finaliza.

CRIANÇASMORTEFAMÍLIA

Estupro virtual: será que você já foi vítima? Entenda o crime

No início era um lance. Virou romance. Transformou-se em paixão. Com ela, a confiança aumenta, e o que era uma brincadeira sensual pode se tornar em estupro. Estupro virtual, mais especificamente.

Esse crime é assim denominado porque toda ação acontece sem contato físico. Isso rompe o tradicional conceito de estupro, segundo o qual a aproximação carnal era necessária para o ato libidinoso.

ISTOCK
iStock

Estupro virtual pode começar como uma simples brincadeira

PUBLICIDADE

“Se a pessoa é constrangida, sob grave ameaça, a se masturbar para a outra, fazer uma cena erótica ou ficar nua para o outro se tocar, caímos no crime de estupro virtual, válido tanto para homens quanto para mulheres”, afirma o advogado e professor de direito processual penal Amaury Santos de Andrade.

ISTOCK

Estupro virtual pode acontecer com homens ou mulheres

 

O estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro (Lei n° 12.015, de 2009). Entra no rol dos crimes contra a liberdade sexual. Com a mudança no Código, a categoria tornou-se mais ampla.

Caso uma pessoa passe a mão em outra, como ocorre em festas, por exemplo, pode sim ocorrer um atentado ao pudor, que, se satisfizer um lascivo, cai no crime de estupro.
Amaury Santos de Andrade, advogado e professor de direito processual penal

“No estupro existe um certo sadismo. Alguém tem prazer com a dor do outro. Para esse crime ser tipificado como virtual, é preciso existir uma grave ameaça, que pode ser contra um membro da família ou a própria pessoa”, explica a delegada adjunta da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Scheyla Cristina Costa Santos.

 

Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.

§ 1º  Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.

§ 2º  Se da conduta resulta morte:
Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

 

ISTOCK

Estupro virtual vem acompanhado de uma grave ameaça

 

Prevenção
Evitar casos de estupro virtual começa por aumentar o cuidado com quem se conversa pela internet. “Pense duas vezes antes de expor o seu corpo na frente de uma câmera. Para qualquer pessoa, por mais íntima que ela seja”, alerta a delegada.

ISTOCK

Cooperação internacional é importante para encontrar os culpados do crime de estupro virtual

 

Outro ponto que dificulta o combate ao crime são empecilhos na investigação. O professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), dr. João Costa Neto, explica: “nem sempre as vítimas têm coragem de ir pessoalmente à delegacia, prestar a queixa. Além disso, o atraso tecnológico e a falta de investimento na perícia técnica atrapalham a prisão dos verdadeiros criminosos”.

A apuração desse crime é complicada. Dependemos da ajuda do Facebook, do Google e de provedores de internet, mas eles demoram a passar as informações. Alguns usuários usam IP de fora do Brasil. É preciso colaboração internacional nesses casos.
Scheyla Cristina Costa Santos, delegada adjunta da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

Denúncia
A vítima deve ir pessoalmente à delegacia responsável. Em Brasília, recomenda-se a Deam para casos femininos, e a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) para casos masculinos.

São consideradas provas de estupro virtual: vídeos, áudios e mensagens em um contexto de opressão, como alguém chorando, pedindo para não fazer tal coisa. Outra dica é tirar prints das conversas.

ISTOCK

Vítima precisa comparecer à delegacia para fazer a ocorrência

 

Caso famoso
O primeiro caso de estupro virtual registrado no país aconteceu em agosto de 2017. Um técnico em informática de 34 anos foi preso em Teresina (PI). À época, segundo o delegado de Repressão aos Crimes de Informática do estado, Daniel Pires, o agressor exigiu da vítima, com 32 anos, que ela se masturbasse, gravasse um vídeo e mandasse para ele.

Tudo sob ameaça de divulgar as fotos íntimas, para amigos e familiares da mulher, por meio de um perfil falso criado pelo criminoso nas redes sociais.

Em setembro de 2017, o primeiro caso de estupro virtual foi registrado em Brasília.

 

Serviço

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
Endereço: Entrequadra 204/205, Asa Sul, Brasília
Telefones: (61) 3207-6172 e (61) 3207-6173
Aberta 24 horas

Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC)
Endereço: Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao lado do Parque da Cidade, no Complexo da Polícia Civil do Distrito Federal
Telefone: (61) 3207-4892
Horário para registro de ocorrências e atendimento ao público: de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h

ISTOCK

Como diz o ditado: “prevenir é melhor do que remediar”