Quatro minutos (de manhã e à noite) é tudo de que você precisa para conseguir o efeito da drenagem linfática feita por especialistas. “Essa é a técnica mais indicada para aliviar a retenção de líquido, que acomete especialmente as mulheres por causa das oscilações hormonais”, explica a dermatologista Larissa Viana, de São Paulo.
Além de atenuar a celulite e reduzir o inchaço, proporciona resultado imediato. “Ele também é alcançado com a automassagem, que estimula a ação dos gânglios”, diz a esteticista Renata França, cuja agenda é cobiçada por celebridades como Taís Araújo, Bruna Marquezine e Ivete Sangalo.
A ação possibilita a redistribuição da linfa (líquido presente entre as células, que, em excesso, causa o inchaço) pelo corpo. O problema é que estamos sujeitas ao acúmulo diariamente – em especial no verão e após abusos na alimentação e na bebida alcoólica. Aprender a fazer as manobras sozinha, portanto, é libertador. “Os movimentos são os principais responsáveis pela eliminação das toxinas. Cremes com cafeína e ervas, como a cavalinha e a centelha asiática, por exemplo, potencializam o resultado”, afirma Renata.
1. De pé, em frente ao espelho, com os braços cruzados e as mãos espalmadas, aperte as saboneteiras três vezes para estimular a captação da linfa pelos gânglios. Depois, pressione três vezes a axila esquerda com a mão direita e vice-versa.
(Marcel Calbusch/CLAUDIA)
2. Segure o cotovelo com a mão e, com pressão firme, deslize em direção ao ombro. Faça isso oito vezes em cada braço. Então, pressione três vezes a dobra da parte interna do braço. Deslize a mão, também por oito vezes em cada braço, só que do pulso ao cotovelo.
3. Pressione a região dos ossinhos dos quadris três vezes de cada lado. Com as mãos sobrepostas, faça movimentos circulares ao redor do umbigo cinco vezes. Depois, dê beliscões em toda a barriga até ficar vermelhinha para estimular a queima de gordura.
(Marcel Calbusch/CLAUDIA)
4. Apoie as mãos nas laterais da cintura e deslize com pressão até o centro do abdome cinco vezes para afinar a silhueta. Depois, dê alguns beliscões nos dois lados. Finalize a prática nessa região repetindo o primeiro movimento.
5. Posicione as mãos nas virilhas e pressione os gânglios três vezes. Em seguida, deslize as mãos oito vezes na perna direita do joelho à virilha. Faça o mesmo na outra perna. Com as mãos sobrepostas, amasse a parte interna das coxas (de baixo para cima).
(Marcel Calbusch/CLAUDIA)
6. Com os punhos cerrados, deslize as mãos do joelho para cima oito vezes. Depois, aperte três vezes a parte de trás do joelho. Escorregue as mãos – do pé até essa região – dez vezes. Repita o movimento indo dos pés até as virilhas. Faça o mesmo na outra perna.
O verão está chegando e, com ele, nosso guarda-roupa pede atualizações. Se precisa reabastecer a gaveta de itens de praia, como shorts e saídas, confira a nossa seleção de peças para usar sobre o biquíni:
SAIAS
(Divulgação/Reprodução)
Saia pareo estampada, Amaro. R$109,90* Saia pareo compose caprese, Maria Filó. R$209,30*
Saia longa Camélia Azul, Salinas. R$430*
VESTIDOS
(Divulgação/Divulgação)
Saída Yasmin, Praya. R$341* Caftan verde, Sofia by Vix. R$438* Caftan com amarração na cintura, Cia Marítima. R$89* em promoção aqui.
SHORTS
(Divulgação/Divulgação)
Short listrado Britney, Loft 747. R$224,90* Short com amarração, Vi and Co. R$193,90* Short Pijama Indiano Verde, Farm. R$138,60*
Entre os dias 1 e 3 de dezembro, o Parque Olímpico da Barra vai receber a Feira Cidade PcD, evento de inclusão, acessibilidade, orientação e mobilidade para as pessoas com deficiência. Com uma série de atividades, a feira vai concentrar em um só lugar as melhores empresas fornecedoras de produtos e serviços, palestras, oficinas, dinâmicas, shows de música e dança, food trucks, espaço para test drive de veículos adaptados e até um balcão de empregos para impulsionar a entrada desse público no mercado.
O medalhista olímpico, Clodoaldo Silva, será o padrinho da Feira Cidade PcD e fará as honras na abertura do evento, que contará com apresentações de esportes adaptados, como basquete e vôlei sentado. O triatleta Robson Caetano e a paratleta Rosinha Santos, medalhista olímpica em lançamento de discos, também marcarão presença na feira. Além deles, os artistas Gabriel do Cavaco e Sara Bentes animarão o público com suas canções no palco principal do evento.
Na área externa, carros adaptados estarão disponíveis para testes, além de consultoria completa sobre isenção de impostos e como retirar a Carteira de Habilitação especial. O Detran-RJ e a Subsecretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, dois especialistas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), estarão presentes para esclarecer todo tipo de dúvida.
“Muita gente não sabe, mas existem doenças que dão direito à compra do carro com desconto que pode chegar a 25%. Pessoas que fizeram mastectomia, que tenham sequelas de AVC, túnel de carpo e hérnia de disco, por exemplo, têm direito ao benefício e não sabem”, ressalta Denis Deli, um dos diretores da feira.
Segundo dados do último Censo do IBGE, de 2010, cerca de 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o equivalente a 45 milhões de pessoas. Somente no Estado do Rio são quatro milhões entre os quase 17 milhões de habitantes. Os motores que movimentam este setor fazem circular por ano R$ 700 milhões nos municípios fluminenses, com o estado sendo o segundo maior mercado do segmento no país.
Bate-papo com Geraldo Nogueira
Subsecretário da Pessoa com Deficiência
Qual é a proposta da Feira Cidade PcD?
A proposta da feira é levar informação para a pessoa com deficiência, familiares e sociedade sobre novidades tecnológicas.
Como a Subsecretaria se envolveu no projeto?
Somos um parceiro colaborador. O Grupo Vetor, aqui do Rio, procurou a subsecretaria para falar sobre a feira. Eles ficaram intrigados pelo fato de eventos desse tipo só acontecerem em São Paulo, e quando aconteciam no Rio eram trazidos por alguém de lá, então decidiram mudar isso.
O que o público poderá encontrar na feira?
Por exemplo, um dos expositores, que tem paralisia cerebral severa, criou um comunicador com botões que são acionados com o punho, um tipo de equipamento que pode ajudar muita gente.
O pai da Repórter Renata Capucci, Sr Eduardo caiu no golpe do falso sequestro (que marginais estariam com sua filha sequestrada) e saiu de casa com destino ao Itaú Personalité da Barra para efetuar o saque da quantia solicitada como resgate, ele estava em seu carro um Toyota Etios prata e não deu mais notícias, segundo Coronel Dávila amigo da família informou que acionou o 40 BPM (Campo Grande) pois a família conseguiu rastrear o celular e mostrava um local próximo ao West Shopping, e Sr Eduardo foi localizado na Rua Rouxinol e encaminhado para 35 DP prestou esclarecimentos sobre os fatos e foi liberado
Gerente do tráfico do Rola, na Zona Oeste do Rio, é preso ao andar de moto roubada
Considerado gerente do tráfico da comunidade do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, Ueslei Ramos Costa, o Taz, de 35 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Kennedy e do 14º BPM (Bangu).
O criminoso foi localizado a partir de denúncias feitas por moradores da região, na Rua Joel de Carvalho, conduzindo uma motocicleta roubada, de acordo com o comando da unidade.
Segundo a polícia, ele tinha seis mandados de prisão em aberto. O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu).
Na última quinta-feira (23), foram sancionadas as Novas Regras para Adoção. O texto aprovado pelo presidente Michel Temer tem como objetivo acelerar o processo de adoção no Brasil e garantir os mesmos direitos dos pais sanguíneos aos adotivos.
Entre os pontos aprovados por Temer está a preferência na fila da adoção por pessoas que tenham a intenção de adotar grupos de irmãos ou crianças têm preferência na fila de espera – o mesmo vale para deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde. “A vantagem faz com que a fila diminua (…) A preferência do população por adoção são meninas recém-nascidas, brancas – o que não é o perfil brasileiro”, explica a advogada Ivone Zeger especialista em Direito de Família e Sucessão.
Outro ponto da lei é a extensão das garantias trabalhistas aos pais como licença-maternidade, estabilidade provisória após a adoção e direito de amamentação.”Isso se chama isonomia. Dar a uma pessoa esse período de adaptação é de extrema inteligência. Não é porque o pai ou a mãe tem vínculos biológicos que eles têm mais direitos que os que adotivos”, diz Ivone.
A nova lei também reduz de seis para três meses o período máximo que a Justiça deve reavaliar a situação da criança e do adolescente que estiver em abrigo ou orfanato ou em acolhimento familiar – período em que voluntários se oferecem para cuidar do menor até a adoção ou até o retorno à família biológica.
Atualmente, há 37 mil pretendentes habilitados entre os interessados e 4 755 crianças e adolescentes disponíveis para adoção, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA).Novas tentativas de resolver essa equação estão em curso.
Apesar das mudanças aprovadas, outras foram barradas pelo presidente.
Foi o caso do dispositivo que determinada que recém-nascidos ou crianças não procuradas pela família em u prazo de 30 dias seriam cadastradas para adoção. O motivo alegado é que mães em situação de depressão pós-parto podem se arrepender e reivindicar a guarda do filho. “Muitas vezes a mulher está em uma situação de sensibilidade”, argumenta Ivone.
O apadrinhamento de maiores de 18 anos que viviam em abrigos também foi vetado. Para a especialista, o veto não traz benefícios. “Um programa de apadrinhamento é positivo. Muitas vezes há adolescente que estão no abrigo por não terem conseguido a adoção e sao expelidos de lá sem ter condições de se manterem”
No final do dia 1º de abril de 2015, a menos de 24 horas de perder Thomaz, seu caçula, Lu Alckmin, 66 anos, saiu de um compromisso de trabalho, mudou a rota, não foi para casa. Parou no apartamento em que morava o filho, de 31 anos. Conversaram por duas horas, se abraçaram sem saber que aquilo era a despedida.
Ninguém pode prever o fim de um jovem forte e cheio de vida. Muito menos a mãe, conectada a ele pela alma. Lu não escondia; tinha a mais profunda afinidade e identidade com Thomaz. Amiga, confidente, ela compreendia as aflições do caçula desde a infância hiperativa dele. Falavam-se todos os dias. “Dos meus três filhos, era o mais ligado a mim”, conta a mulher de Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo. Antes de a visita terminar, Thomaz levou a mãe à garagem para mostrar o carro novo e possante, deixado à disposição dele pela empresa que o contratara como piloto de helicóptero. Convidou Lu para dar uma volta. A primeira-dama aceitou sem informar aos seguranças e à secretária particular (uma oficial da Polícia Militar), que a aguardavam na rua. A intenção era essa mesma, arrancar velozmente, voar baixo e deixar a equipe de dona Lu segui-los desesperadamente em manobras ousadas. Thomaz pisava fundo, a mãe ria, leve e cúmplice na pequena aventura que guardaria para sempre. Quando desceram, encontraram o staff de cabelo em pé, porém aliviado. Dona Lu fez o sinal da cruz na testa do seu menino, beijou-o, desejou bom sono, voltou para o Palácio dos Bandeirantes – sede do governo e sua residência – e dormiu descontraída.
No dia seguinte, 2 de abril, a caminho de Campos do Jordão (SP), onde passaria a Semana Santa, Lu olhou da janela do veículo que a conduzia. Estranhou que o céu lindo contrastasse com a terra sem brilho, que parecia chorar. Clicou no celular. A foto foi captada às 17h04. Nesse exato momento (nenhum segundo a menos, diz ela), despencava em Carapicuíba (SP) o Eurocopter, modelo EC-155, com Thomaz a bordo, de carona. O que aconteceu depois – o silêncio, a dor, a falta do filho, a peregrinação pela paulista Rota da Luz, de 218 quilômetros, parando só para comer e dormir – está relatado no livro Amor Que Transforma(Planeta), lançado em outubro. A CLAUDIA, Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin conta, algumas vezes chorando, como passou a encarar a morte e o que a experiência de andarilha significou para ela.
(Divulgação//A morte de um filho não é o fim/Divulgação)
Sobre o que a senhora falou com seu filho no último encontro?
Amenidades. Eu ficaria fora nos feriados e decidi passar para ver minha neta, Júlia, que ainda não tinha completado 2 meses. Minha nora Tatá (a arquiteta Thais Fantato) havia saído para levar o bebê ao pediatra e, depois, jantaria na casa da mãe dela. Meu filho também seguiria para lá. Eu disse que na segunda-feira, dia 6 de abril, faria um jantarzinho em casa para comemorar o aniversário dele. Thomaz ficou contente, gostava de festas mais íntimas. Ele me mostrou o vaso onde plantara as mudas de ráfia que eu tinha dado – estavam lindas – e me contou como se via feliz no novo emprego de piloto. Finalmente tinha se encontrado. Falou de planos e em financiar, até o fim daquele ano, o apartamento em que morava. Thomaz quis mostrar o carro que passaria a usar a trabalho e sugeriu: “Vamos dar um perdido na sua segurança”. Eu topei. No carro, a gente ria muito. Parecíamos duas crianças olhando para trás e vendo minha equipe me seguir, apavorada.
Como soube da morte de Thomaz?
Saí de um compromisso de trabalho (é presidente do Fundo Social de Solidariedade) no centro da cidade direto para Campos do Jordão. Meu marido seguiria para lá à noite; meus filhos, Sophia e Geraldo Neto, chegariam com suas famílias, depois. Tatá me ligou preocupada. Disse que havia tentado falar com Thomaz muitas vezes e ele não atendeu. Eu estava tranquila, tentei acalmá-la. Lembrei que meu filho me contara que o helicóptero estava em manutenção e não podia voar por um mês. Ele não estaria no ar. Às 7 da noite, meu marido ligou e pediu: “Volta para São Paulo”. Imediatamente perguntei: “Ele está machucado?”. Eu me referia a Thomaz sem pronunciar seu nome. Geraldo apenas insistiu com um “Vem agora”. Pus o terço na mão e fui. No céu, vi uma estrela sozinha brilhando muito. Só podia ser meu filho. Meu marido me esperava na garagem. Ele me abraçou chorando, não precisou falar nada. Sophia e Geraldo Neto não tiveram coragem de descer para me receber. Subi. Perguntei aos meus filhos, ainda soluçando, se eles se recordavam do luto que tinha vivido quando perdi minha mãe. Eles disseram que sim. Havia sido traumático para todos. Então, prometi que eu agiria diferente. Que faria a vida continuar. Por eles, pelos meus seis netos e também por mim.
Que idade tinha quando perdeu sua mãe, Renata? O que aconteceu? Você se deprimiu?
Eu tinha 45 anos e não estava preparada. O curioso é que a morte de alguém mais velho, que está doente, vem na ordem natural das coisas. Perder um filho é inverter essa ordem. Mas eu reagi muito mal à morte dela, sofri 365 dias. Isso mesmo, um ano inteiro. Perdi tempo com tanta tristeza. Meus filhos sofreram. Eu cuidava deles, mas estava sem brilho. Tinha febre todas as noites, não aceitava ficar longe dela. Minha mãe era minha referência de amor, uma mulher incrível. Autodidata, aprendeu a falar várias línguas, sozinha, lendo. Às escondidas, devorava os livros de meu avô. Ele era intelectual, crítico de arte, mas achava que mulheres não deviam estudar, ter cultura. Eu era muito pequena quando meu pai morreu. Mamãe criou 11 filhos com garra; vendia produtos de limpeza para nos manter. Minhas irmãs mais velhas e eu não pudemos fazer faculdade. E os irmãos mais novos tiveram o curso pago pelos cunhados. Aprendi muito com minha mãe. Eu era exigente comigo mesma, queria acertar sempre, e ela, um dia me falou: “Filha, não se ache tão importante. Você não é tão importante assim, pode errar”. É verdade, ninguém é imprescindível. Sou primeira-dama, e isso não tem a menor importância. Vejo apenas como uma oportunidade de desenvolver o serviço social que amo. A amizade que eu tinha com ela era parecida com a que mantive com Thomaz. Muito intensa.
No livro, há um texto de Sophia em que ela diz que algumas vezes se irritou porque a senhora não impunha limites ao caçula, permitia que Thomaz fizesse o que bem entendesse…
Thomaz foi uma criança hiperativa. Às vezes, a escola não está preparada para acompanhar crianças assim. Os dois mais velhos faziam as lições sozinhos. Eu ficava do lado de Thomaz o tempo todo. Ele não conseguia se concentrar para estudar, cumprir as tarefas. E, mais tarde, tinha dificuldade em se ver trancado em um trabalho. Foi assim até se tornar piloto. Os pais precisamos entender isso. Não podemos decidir que um filho se comporte como os outros. Também não devemos escolher a profissão deles ou querer que realizem os desejos que não conseguimos concretizar. Nós os colocamos no mundo, mas eles não são nossos. Eu compreendia Thomaz. Aos 20 anos, ele namorou uma moça do cerimonial do Palácio que tinha 26 anos e ficou grávida. Eles não se casaram. A chegada de Bella (Isabella, hoje com 12 anos) foi uma alegria para nós. Thomaz, ela e eu brincávamos de rolar no chão como três crianças. Eu fazia uma monstra, ela se divertia. Meu filho foi diferente desde sempre. Um tio perguntava para todos os meninos e meninas da família o que eles queriam ser. Um respondia que seria advogado, os outros, médico ou engenheiro. E Thomaz só repetia: “Eu quero ser feliz”.
Thomaz parecia se expor muito a riscos, não só no motocross, que praticava. Algumas vezes, os jornais noticiaram episódios como aquele em que sofreu uma tentativa de assalto; ou o que envolveu um segurança morto a tiros. Isso a preocupava?
Ele visitava a namorada quando o segurança foi atingido. Sofreu muito com o episódio. Aliás, todos sofremos. O que se aconselhava é que não ficassem no carro parado de madrugada. Meu filho, de fato, se expunha mais que os irmãos. Uma noite, Geraldo e eu voltávamos de um jantar, e Thomaz passou por nós de moto em alta velocidade. Eu mentalizei: “Vá com Deus”. Nunca ficava pensando coisas ruins, que ele iria se machucar. Era inquieto, mas tinha um enorme amor à vida dele e à dos outros. No Palácio, era amigo das cozinheiras, de todo mundo. Ele se sensibilizava. Aos 15 anos, carregava para o banho uma mulher de 80 anos, doente. Tratava-se da mãe da senhora que ajudou a criar Geraldo, que ficou órfão aos 10 anos. Quando Thomaz era pequeno, eu notava as dificuldades dele e fui me aconselhar com meu sogro, de quem gostava muito. Ele me tranquilizou. Disse: “Não se aflija, Lu. Thomaz é bom. O que uma pessoa precisa é ser boa”. Ele me ajudava com ideias no meu trabalho; gostávamos de muitas coisas parecidas; tínhamos um papagaio em comum, o Horácio, que está morando comigo.
De que maneira superou a morte de um filho tão querido?
Indo para o velório, eu disse para as pessoas que trabalham comigo: “Vocês me esperem por 30 dias. Esse é o prazo que preciso para reassumir minhas atividades”. Todos acreditavam que eu morreria, que não suportaria. Por um mês, fiquei o tempo inteiro com a família, com meus netos. Não tive depressão e me surpreendi com meu comportamento. Fui conversar com um padre, porque pensava: “Será que estou certa em compreender tão prontamente a partida de Thomaz? Será que estou ficando louca?”. Imaginava que me trancaria, perderia o humor, duvidaria de Deus. Mas, pelo contrário, eu chorava e, no momento seguinte, ria, brincava com as crianças. Choro ainda, mas de saudade. Não de revolta por tê-lo perdido. Falei dessa saudade com Jou Eeel Jia, com quem faço acupuntura. Ele explicou que Thomaz queria fazer coisas extraordinárias. Concluí que meu filho podia seguir fazendo o extraordinário por meio das minhas ações. Sempre penso: “Meu filho, é você quem está realizando isso através de mim”.
Nossa cultura não nos prepara para a morte. Temos dificuldade na ruptura, na despedida, depois em nos desapegar das coisas que nos lembram os que se foram. Como administrou tudo isso?
Não me afastei do caixão um só minuto; passava a mão na sua testa me despedindo. Deixei um helicóptero pequenininho, que ele amava, ir com ele para a sepultura. Alguns rituais são necessários. Há famílias que não tocam no assunto. Não é saudável; devemos enfrentar a morte. Descobrimos que, falando da pessoa que se foi, permitimos que ela continue vivendo de uma outra forma. Eu sinto meu filho em todos os lugares aonde vou. Mas, para compreender a partida precisamos entender muitas coisas. E agir também. Foi importante me desfazer das roupas dele, que podiam servir para os que não têm nada. Perguntei para os da família o que queriam manter. Bella quis ficar com um boné, que Thomaz não tirava da cabeça. Dei uma bota a seu Pedro, o caseiro do nosso sítio em Pindamonhangaba (SP), que era o melhor amigo de Thomaz e com quem desmontava motos. Uma vez, os dois fizeram uma geladeira virar máquina de pintar carro. Seu Pedro anda de pé no chão, não se acostuma com sapatos, mas achou bom ganhar as botas. Tirei tudo. Não seria legal manter o quarto de Thomaz montado em Pinda. Voltei de lá chorando de pingar, mas fiquei com o que é mais valioso: as boas lembranças.
Muitas vezes, a tentativa de consolo mais atrapalha que ajuda. A senhora sentiu isso?
Nunca pensei que fosse precisar tanto de que rezassem por mim. Montei seis encadernações de cartas de solidariedade. Sou eternamente grata. Mas há, sim, profundo incômodo com aqueles que querem que você tenha forças. Às vezes isso não é possível. Muita gente marcava audiência de trabalho, mas, na verdade queira dar conselhos, dizer o que eu devia fazer. Eu não precisava; já havia me encontrado. Estava bem, mas vinham, falavam, falavam… acabavam me deixando mal. No fim, eu é que os consolava. É um desgaste físico e emocional. O outro tem de respeitar; cada um se cura de um jeito muito particular e no próprio tempo.
Como a peregrinação entrou na sua vida?
O padre Rosalvino (Viñayo), que desde 2001 conduz romeiros a Aparecida (SP) pela Via Dutra, me pedia ajuda para tornar menos perigosa aquela viagem. Sou madrinha dos peregrinos e também me preocupava com os acidentes. Muitos morreram. Além do mais, quem consegue ter um encontro com Deus naquela rodovia barulhenta? Criamos uma rota alternativa à Dutra, que vai de Mogi das Cruzes (SP) ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Enquanto planejávamos a Rota da Luz, Thomaz dizia que, na inauguração, faria o trajeto de moto ou a cavalo. Eu nunca havia caminhado com os romeiros. Apenas os esperava chegar à igreja. Em 2016, quando a partida de meu filho completava um ano, fiz o percurso a pé. Havia uma caminhonete que dava suporte ao nosso grupo, de 40 pessoas, mas em momento algum precisei viajar nela. Fiz questão de percorrer 218 quilômetros caminhando. Não carreguei mochila, mas apenas uma bolsinha com barrinhas de cereal e água. Quase não tem banheiro, é preciso pedir para entrar na casa dos moradores. Para comer e dormir, parava em pequenas pousadas do caminho. Chegava suada, tomava um banho, e do corpo descia um caldo marrom. Mandava dois, três pratos de arroz e feijão – foi a comida mais gostosa que já comi na vida – e ia dormir em cama simples, mas com uma sensação maravilhosa. Os seguranças que me acompanhavam haviam pedido férias e pagaram do próprio bolso as hospedagens. Eles assumiram o espírito da caminhada.
A senhora não parece ter o preparo físico dos atletas.Seu corpo reagiu bem?
Eu não me perguntava se ia aguentar. Simplesmente, seguia. Chorava, rezava, meditava. Depois de 100 quilômetros, na altura de Redenção, senti uma enorme dor no joelho. Tinha uma pessoa que era massagista e me ajudou muito. Depois da massagem, acordei boa, às 2 horas da madrugada, e continuei a caminhar.
Por que tão cedo assim?
Fazia muito calor. Essa era a melhor hora para sair. Quando estava subindo a serra perto de Taubaté, ouvi o barulho da cachoeira. As lanternas das pessoas não conseguiam iluminar à distância, porém era possível sentir a força das águas. Nunca mais vou esquecer aquele momento. Eu me vi diante de Deus. Tenho de estar pronta para partir a qualquer momento. A morte não nos permite carregar nada. Não podemos levar nem mesmo aqueles que amamos. Deixei de pensar no futuro. Tenho que ser inteira no presente. É isso que interessa. Voltei desejando escrever o livro.
O próximo sábado (2), quando será celebrado o Dia Nacional do Samba, será de muita festa na região da Praça Onze, berço do samba carioca. Duas atrações gratuitas prometem levar o público a celebrar a data do jeito que o carioca gosta: com muita música, festa e folia.
A partir das 10h haverá uma reunião de bambas e foliões para marcar os 30 anos da abertura do Museu do Carnaval. A festa será realizada nos jardins do Museu, que foi especialmente remodelado para a celebração. O evento é gratuito e contará com lavagem das baianas, apresentação do bloco Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro e velha-guarda da Imperatriz Leopoldinense, além de homenagens ao eterno casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Chiquinho e Maria Helena, ao escritor Ivan Cavalcanti Proença e ao pesquisador Hiram Araújo, morto em junho de 2017.
E a festa continua no Terreirão do Samba. O palco do tradicional espaço na Praça XI receberá seis shows, com encerramento de Leci Brandão acompanhada pelo Samba do Trabalhador e roda de bambas comandada por Moacyr Luz. O agito começará às 16h e terá entrada franca. É o destino certo para comemorar os 101 anos do mais brasileiro de todos os gêneros musicais.
Serviço
30 Anos do Museu do Carnaval
Data: 02/12 – sábado
Horário: 10h
Endereço: Praça da Apoteose S/N
Entrada franca – Classificação livre
Dia Nacional do Samba no Terreirão
Data: 02/12 – sábado
Horário: 16h
Endereço: Rua Benedito Hipólito, 66, Praça Onze – Centro
Oi pessoal! As competições kids do maior festival de esportes de praia do Brasil já estão com inscrições abertas. Isso quer dizer que os papais e mamães podem garantir um fim de semana, no último mês do ano, com muita diversão em família.
As provas Beach Run e Natação Kids fazem parte do Circuito Petrobras Rei e Rainha do Mar que acontecerá dias 9 e 10 de dezembro, na praia de Copacabana.
O evento contará com duas modalidades voltadas ao público infantil: a Natação e o Beach Run. As duas modalidades acontecerão no dia 9 de Dezembro. A Natação está liberada para a criançada de 8 a 13 anos e as distâncias no mar variam de 100m a 400m. Já a Beach Run Kids, prova infantil de corrida na areia, está liberada para meninos e meninas de 5 anos a 13 anos. As distâncias que vão de 100m a 600m, de acordo com a faixa etária.
“O Rei e Rainha do Mar busca incentivar o esporte desde a infância. Por conta disso, criamos a modalidades Kids. Sem dúvida, será uma manhã de muita diversão e aprendizado para os Príncipes e Princesas do Mar”, declara Pedro Monteiro, Diretor-Técnico do Rei e Rainha do Mar.
Papais e mamães atletas que participam do evento poderão se beneficiar do Como Família Real do Mar. Ele garante 40% de desconto na inscrição do filho nas provas kids caso seja realizada na mesma hora da inscrição dos pais. Para essa edição, mais de 4000 pessoas, entre adultos e crianças, participarão de provas de corrida na areia, biathlon, stand up paddle e natação em águas abertas.
Modalidades Kids:
Beach Run Kids
5 a 7 anos – 100 metros de corrida na areia;
8 a 9 anos – 300 metros de corrida na areia;
10 a 11 anos – 300 metros de corrida na areia;
12 a 13 anos – 600 metros de corrida na areia;
Largada: 9h30
Natação Kids*
8 a 9 anos – 100 metros de natação no mar
10 a 11 anos – 200 metros de natação no mar
12 a 13 anos – 400 metros de natação no mar
Largada: 10h30
*As provas de Natação Kids estão sujeitas a alteração no percurso e/ou cancelamento da prova devido condições desfavoráveis do mar. Em caso de cancelamento, os Príncipes e Princesas do Mar poderão optar por correr a Beach Run Kids.