. Por volta das 21:00hrs de hoje 24/11/2017 ao voltar do mercado São Thiago em Campo Grande, um seguidor do Antigo Campo Grande foi aborado por 5 meliantes na Rua Vitor Alves esquina com a Rua Campo Grande. Em frente a garagem das Vans em um auto
: Volkswagen Voyage Preto de placa: (Na qual essa placa consta como outro modelo de carro, o que acredito eu que seja placa clonada). Como não levava o celular , os meliantes só roubaram a carteira de documentos, com meu RG, CPF, CNH, cartão do banco. O assalto durou 1 minuto no máximo,
foi muito rápido, com muitas ameaças caso eu tentasse correr, reagir etc… Fica o alerta pra população de Campo Grande , disse a vitima.
Vamos ficar atentos com este auto, eles seguiram em direção a estrada do Mendanha, possivelmente já em rota de fuga pra Av Brasil.
RIO TERÁ CÉU NUBLADO A PARCIALMENTE NUBLADO NESTE SÁBADO. NO FIM DO DIA, DE ACORDO COM O ALERTA RIO, PODEM OCORRER PANCADAS DE CHUVA ISOLADAS
Um sistema de alta pressão influenciará o tempo na cidade do Rio neste sábado. Segundo o Alerta Rio, há previsão de céu parcialmente nublado a nublado. Devido à atuação de áreas de instabilidade, no fim do dia, podem ocorrer pancadas de chuva em pontos isolados do município. Os ventos terão intensidade fraca a moderada, no entanto, a chuva pode vir acompanhada de rajadas de vento forte. As temperaturas estarão estáveis em relação à sexta-feira, sendo a máxima prevista de 35°C e a mínima de 17°C.
A atriz Claudia Rodrigues mandou um recado aos fãs após passar oito dias internada no Hospital Albert Einstein em São Paulo. A atriz teve uma infecção causada pelo vírus herpes-zóster e corria o risco de perder a visão de um olho.
Em um vídeo, divulgado pelo programa “A Tarde É Sua”, de Sonia Abrão, atriz diz que vai receber alta em breve. “Quero dizer que os meus olhos desincharam, e já vão sair as cascas das feridas que estão aqui e, se Deus quiser, eu vou ter alta logo, logo. Vou sair daqui e volto feliz para a clínica Cevisa (no interior de São Paulo), e para o tratamento Bemer, que eu vou fazer de novo, mais 45 dias”, conta Claudia.
Claudia foi diagnosticada com esclerose múltipla no ano 2000. Cinco anos depois, se submeteu a um transplante de células-tronco para tentar barrar a doença. Até hoje ela continua em tratamento especial para evitar surtos do problema.
Uma vistoria do Ministério Público do Rio realizada na tarde desta sexta-feira (24/11) na Cadeia Pública José Frederico Marques encontrou alimentos proibidos que haviam sido levados para consumo do ex-governador Sergio Cabral Filho (PMDB). Havia camarão, bolinhos de bacalhau e queijos, além de iogurtes e refrigerantes – parte com o nome do ex-governador. A informação foi divulgada pela “Globonews”.
O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, que concentra os casos da Lava Jato no Rio, disse à reportagem que não recebeu a informação sobre a irregularidade oficialmente.
Cabral foi chamado pela direção da cadeia para acompanhar a inspeção e responder se os alimentos eram para ele. As imagens veiculadas pela “Globonews” mostram o ex-governador com uma expressão triste diante da descoberta. É possível ver pelo menos um tonel com gelo com o nome Cabral no topo. A anotação indicaria que os itens, que necessitam de refrigeração constante, foram destinados a ele.
A vistoria foi feita pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP do Rio, e os alimentos apreendidos estão sendo encaminhados ao Instituto de Criminalistica Carlos Éboli, na Cidade da Polícia. Segundo o MP, os alimentos eram não só para Cabral, mas para presos da Operação Lava Jato no Rio que estão na Cadeia Pública José Frederico Marques. Foram encontrados, além de camarão, bolinhos de bacalhau, queijos, iogurtes e refrigerantes, também castanhas e frios diversos.
A Secretaria de Administração Penitenciária não comentou o assunto ainda, tampouco a defesa de Cabral. Também estão presos na unidade a mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, um grupo de presos da Lava Jato, e ainda o ex-governador Anthony Garotinho (PR), a ex-governadora Rosinha Garotinho, o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi (os três do PMDB).
O MP está investigando por que a Seap não incluiu fotografias nos cadastros de Cabral, Picciani, Melo e do ex-secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes. Eles foram fotografados com o uniforme do sistema, mas as imagens não constam do cadastro, como acontece com os outros presos.
A vice-cônsul dos Estados Unidos no Rio de Janeiro foi atingida por um tiro no pé durante tentativa de assalto em Angra dos Reis (RJ) e foi transferida para um hospital da capital fluminense para ser submetida a uma cirurgia, informou a Polícia Civil do Estado nesta sexta-feira.
De acordo com a polícia, o incidente foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal como tentativa de latrocínio, e está sendo investigado pela delegacia de Angra dos Reis.
O Hospital Samaritano, para onde a vice-cônsul foi transferida, confirmou a internação, mas alegou não ter autorização do consulado dos EUA para repassar informações sobre o estado de saúde da diplomata.
É sexta-feira 13. Policiais circulam pelo Bonfim, tradicional bairro da Cidade Baixa, em Salvador. A viatura estaciona na frente de uma casa de muro alto. A campainha é acionada e Lúcia abre o portão. Está com o filho, de 10 anos, que se apressa em abraçar e beijar a soldada Raquel Marques. A filha, de 11, aparece em seguida. A recepção calorosa se estende ao sargento Adilson Galiza e ao soldado Devison Nascimento.
O menino tem fios grudados no peito por baixo da camisa xadrez. São vestígios de mais um exame periódico que deve fazer devido a uma cardiopatia congênita. Já passou por oito cirurgias. Mas a presença daqueles policiais militares indica que a saúde do filho não é o único drama vivido por Lúcia.
O trio compõe uma das guarnições (as equipes que vão às ruas) da Ronda Maria da Penha, operação da PM baiana que atua na proteção de vítimas de violência doméstica. O grupo especial, que ganhou de Lúcia o apelido de “salvadores de Marias”, foi concebido e é comandado pela major Denice Santiago, uma das vencedoras do Prêmio CLAUDIA 2017.
O foco da ronda são casos de mulheres que obtiveram na Justiça uma medida protetiva. Muitas buscam o recurso. Em Salvador, foram pelo menos 918solicitações contra companheiros e ex este ano, só até 1º de agosto. O objetivo da operação é fazer valer a ordem judicial, mantendo o agressor longe. “Em dois anos e meio de atuação, nenhuma das assistidas foi agredida de novo”, orgulha-se a criadora. Às vezes, basta o engajamento dos “salvadores” para coibir reincidências.
Mas alguns insistem em continuar ameaçando. Se descumprirem a distância determinada, é emitido mandado de prisão preventiva. Foram efetuadas 60detenções pela ronda na capital. O número vai a 90 incluindo Feira de Santana, Paulo Afonso, Juazeiro e Itabuna, cidades onde já existe a operação. A luta que jamais termina ganha reforço do final deste mês até 10 de dezembro, quando organizações da sociedade civil e do poder público se engajam na campanha mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Aos 41 anos, Lúcia não pode aparecer com seu nome verdadeiro. O ex já foi preso duas vezes. Em ambas, saiu logo. Ela informa que há novo mandado de prisão, só que por falta de pensão alimentícia. Seu caso é um dos 607 atendidos pela ronda em Salvador.
Por duas décadas, ela se relacionou com um homem 15 anos mais velho. No começo, parecia só mulherengo, beberrão e ciumento demais. “Não fazia distinção entre homens e mulheres. Achava que todo mundo tinha caso comigo.” Controlava horários, xingava-a e acusava-a diante de saídas demoradas, criava proibições, rasgava roupas. Pela diferença de idade, Lúcia achava que ele até tinha razões para agir assim. “Aí a gente tenta fazer o máximo para a pessoa se sentir segura.” Aceitou tatuar o rosto dele nas costas. Vieram tapas, socos, pontapés e uma gravidezinterrompida. Houve até episódios de arma apontada para sua cabeça e a das crianças.
Foi alertada por uma advogada desconhecida que a fez reagir. Logo a ronda estava na sua casa. Sentia-se desesperada, à espera do pior. “Um policial falou: ‘Se ficar trancada, pode morrer? Se sair, pode morrer? Você tem a opção de sobreviver e salvar seus filhos. Estamos aqui para apoiá-la’.”
Sob stress constante, Lúcia conta sua história sem cronologia. Anota o que não deve esquecer. Já morou com as crianças em abrigo. Hoje, em casa, ainda sente medo. Tenta não ter rotina. Avisou na escola e, a cada dia, leva os filhos em um horário. “Tenho algemas invisíveis. Me sinto sem asas. Era o que ele falava: ‘Vou cortar suas asas e desempinar seu nariz’.” Lúcia respira ao receber os policiais. “A Ronda é minha família.”
O vínculo afetivo criado entre a Ronda Maria da Penha e as vítimas de violência é forte (Shai Andrade/CLAUDIA)
Casos tenebrosos
Essa analogia se repete. “A gente vive dentro da casa dessas mulheres”, justifica a major Denice, que já presenciou até soldado mexendo panela para uma atendida. “E teve uma criaturinha com gravidez decorrente de estupro do ex-parceiro que, no dia de parir, foi para nossa base em vez de ir ao hospital, o mais prudente. Era onde se sentia segura.” O episódio, segundo ela, retrata o tipo de vínculo criado com as vítimas.
A ronda faz visitas regulares. Também pode escoltá-las em audiências, por exemplo. Responde, ainda, a chamados de urgência – de março de 2015, o começo da operação, até setembro último, foram 310 em Salvador.
De segunda a segunda, duas guarnições vão às ruas, das 8 às 18 horas. Fora do expediente, as assistidas têm prioridade no serviço 190. Não é raro, contudo, que peçam ajuda direto pelo celular de um policial. É uma sequência de casos tenebrosos.
Em um deles, o ex-marido manteve a vítima em cárcere privado, torturando-a sem parar. Espancava, asfixiava. Até um rolo de macarrão para introduzir nela foi achado. Ao fugir, ela foi parar na ronda, antes de dar queixa. Outro agressor arrancou a falangeta de um dedo da sogra quando ela foi socorrer a filha em mais uma das sessões de violência que se sucediam havia dois anos. Uma das histórias mais marcantes para a major é a da bebezinha que tinha nascido com a marca nas costas de um chute do pai, dado na mãe durante a gravidez.
Não faz parte da rotina da comandante o corpo a corpo das ruas. Mas às vezes ela decide fazer visita. Quando chega à casa de Simone (nome fictício), 46 anos, moradora de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário, as duas logo engatam um papo. Simone sabe que o ex às vezes ainda transita pelo bairro, mas de carro ou ônibus. Não o vê. “Minha mãe falava: ‘Filha, nunca fique sozinha, a solidão não é boa’.
Hoje penso o inverso. Nada melhor do que estar na sua companhia, nada mais libertador.” Graduada em psicologia, com mestrado, a major nem a deixa terminar a frase quando ela ensaia dizer que não quer saber de namoro. “Você é uma mulher bonita!”, incentiva.
O agressor conquistou-a com um jeito galanteador. Nos três anos de convívio, não enxergou sinais de perigo. Até que ele mostrou as garras. “Minha irmã veio a minha casa com um amigo-namorado e a gente interagiu normalmente. Quando foram embora, ele começou a discutir, avisando que não queria homem aqui.” Simone foi à cozinha servir o almoço. Ele a seguiu. “Aí me deu um tapa, caí e bati as costas.
Levantei e disse: ‘O que é isso?’ Ele veio para cima.” Decretou que algumas mulheres ele preferia esfaquear. “E foi até o armário pegar a faca.” Ela fugiu. Deu queixa. Por um tempo, viveu apavorada. Sabia que ele bebia perto dali. “Ficava sentada de frente para a porta vigiando e pensando: ‘Ele vai vir e acabar comigo’.” Olhando para trás, vê que as coisas nunca foram tão bem quanto imaginava. “Até tentou ter relação à força comigo. Hoje falo e não choro.”
Num cenário de violência constante, a major Denice assume também o papel de amparo psicológico (Shai Andrade/CLAUDIA)
Filosofia da solução
Lidar com histórias tão carregadas de tinta pesa nos ombros. Os 28 policiais no grupo da major – homens são maioria, e ela os chama de “os meninos” – têm à disposição encontros terapêuticos e outros cuidados. A comandante recorre a uma tática extra para amenizar a carga. “Por mais grave que algo seja, sei que é melhor tratar não pelo viés do problema, mas pela solução e seus benefícios”, avalia.
“Viver um problema adoece muito mais do que saborear as possibilidades de solução.” Foi com essa filosofia que encarou um câncer no estômago, descoberto no mesmo período da criação da ronda. Depois de cerca de um ano gestando o projeto, inspirado na Patrulha Maria da Penha, do Rio Grande do Sul, foi forçada a se afastar. Assim, no início da operação, quem estava no comando era a capitã Ana Paula Costa de Queirós, hoje a subcomandante. Após a cirurgia, vieram sessões de quimioterapia. A major conta que nem haviam terminado quando retornou, embora precisasse fazer pausas. “Falo que a ronda me salvou. Eu me colocava em um lugar em que podia botar sorrisos e esperança na vida das pessoas.”
Desde o começo, a operação não se limita a fiscalizar as protetivas. Funciona em rede, integrada a outras instituições, para amparar as vítimas de forma global. Se precisam de assessoria jurídica, existe endereço certo para encaminhá-las. Assistência social ou suporte psicológico? Também tem. No próprio efetivo, há policiais graduados em direito e serviço social. Sem falar da major, que não se descola da formação de psicóloga.
Já interveio no conflito entre Elvira (nome fictício), 34 anos, e o filho adolescente. “Ele acha que a mãe exagera”, justifica a comandante. “Perguntei: ‘Você já viu seu pai bater nela?’ Confirmou. Falei: ‘Exagera, por quê? Quem agride uma, duas, três vezes pode matar. Sua mãe está lutando pela vida dela e pela sua’.”
Mas, naquela sexta 13, quem visita Elvira é a mesma guarnição da abertura desta reportagem. Ela mora em um morro. A viatura sobe as vielas com a soldada Raquel ao volante e o som ligado. Rola de MPB a pop. Desta vez, os dois policiais homens ficam fora, de guarda. A soldada Raquel desce a escada estreita que dá acesso à casa, no subsolo. Elvira informa que o ex não a tem incomodado mais.
Casaram-se quando ela nem havia completado 15. Foram 18 anos juntos. Lembra que começou bem, ficou ruim tempos depois e piorou pra valer quando ela descobriu uma traição. Ficou assustada, particularmente, com duas ocorrências pós-separação de agressão física e a informação de terceiros sobre a encomenda de sua morte. Familiares dele se envolveram em alguns ataques. Uma de suas ex–cunhadas mora na casa de cima. “Mas não me diz mais um ai”, conta Elvira, que caprichou no visual para receber a ronda. Agora está mais tranquila, tem novo parceiro.
“Quanto melhor a mulher estiver – psicológica, social e economicamente –, mais chances de não ser submetida a novas violências”, afirma a major Denice. Não à toa, a ronda promove ações que nada têm a ver com o trabalho policial. É o caso das 191 palestras já ministradas. Ou do programa Mulheres de Coragem, com oficinas que permitem troca de experiências e pretendem levantar a autoestima.
“O objetivo delas é empoderar as mulheres”, resume a capitã Paula. Podem ser de aromaterapia ou de arte e artesanato, até desenvolver habilidades que gerem renda. Muitas vivem em situação de extrema vulnerabilidade. Mesmo Lúcia, que construiu patrimônio considerável com o marido agressor, hoje pena para garantir o dinheiro do sustento e do tratamento do filho cardiopata. Precisa voltar a trabalhar, mas ainda não sabe como.
Em um quilombo em SImões Filho, mulher aprende de forma lúdica a identificar a violência em casa e a se proteger (Shai Andrade/CLAUDIA)
Plantação de tâmaras
A violência não dá trégua. De janeiro a agosto deste ano, foram registradas na Bahia mais de 32 mil ocorrências com vítimas mulheres de 18 anos ou mais – 7 240 em Salvador. Há nas estatísticas desde ameaças e lesões corporais até estupros e homicídios. Nem a major nem a equipe se dão por vencidas. “Não acredito que enxugamos gelo. Prefiro pensar que estamos plantando tâmaras”, afirma a capitã Paula. Refere-se a um ditado árabe antigo, anterior às tecnologias agrícolas. Ele diz que “quem planta tâmaras não colhe tâmaras”, pois os frutos levavam décadas para dar a graça. “Mas, se ninguém plantasse, as próximas gerações não teriam como desfrutar esse sabor.”
Em uma quarta-feira, o destino é um quilombo em Simões Filho, município da região metropolitana de Salvador considerado um dos mais violentos do país. Ali é realizada a Ciranda com a Ronda, ação preventiva que dirige o foco para áreas rurais, onde a informação é mais escassa. Ao ar livre, 28 mulheres participam do Jogo do Espelho. A proposta é ensinar como identificar a violência em casa e se proteger.
“Quisemos fazer isso de forma lúdica”, avisa a capitã Paula. Um enorme tabuleiro é estendido no chão. Cartas trazem situações aparentemente corriqueiras em um relacionamento, mas que representam algum dos cinco tipos de agressão contra a mulher – moral, psicológica, física, patrimonial e sexual. Revelam também uma reação feminina. A cada rodada, uma voluntária lança o dado, tira uma carta e torna-se protagonista da cena descrita. As demais votam se ela agiu bem ou mal, levantando mãozinhas de papel- -cartão com o polegar para cima ou para baixo. Livretos com a Lei Maria da Penha são distribuídos antes que a brincadeira séria termine em palmas e pedidos de bis.
Simultaneamente, em outra sombra de árvore, acontece a Ronda para Homens, uma já premiada atividade de prevenção com o outro lado. “É um clube do Bolinha”, explica o sargento Djair Moura do Rosário, que conduz o grupo. Assim, os participantes não ficam inibidos de falar abertamente sobre tudo. “A principal função é sensibilizá-los. Procuro fazer com que se ponham no lugar das mulheres.
Também busco alertá-los trazendo as inovações da lei.” Na Ronda desde o comecinho, o sargento conta que, no cotidiano das ruas, tem uma estratégia, como homem, para quebrar o gelo. Sempre tenta arrancar um sorriso, apesar de tudo. Brincando, já se ofereceu até para pôr um vestido de uma assistida se ela só quisesse se abrir com mulher.
Ao embarcar na viatura, o semblante da major Denice traduz a sensação de missão cumprida – e das mais árduas. “Para nós, policiais militares, combater a violência é o mais fácil. Trabalhar na prevenção, ser instrumento de diálogo e educação, é o difícil.” Ainda vai a um evento. Só relaxará ao pisar em casa, à noite, e reencontrar o marido e o filho, de 16 anos. “Os dois são bons parceiros e muito doces comigo.
Respeitam minhas escolhas e ausências”, ressalta. “Gosto de cozinhar para eles.” Outro porto seguro é a religião, o candomblé, herança da avó, mãe de santo. No discurso do Prêmio CLAUDIA, agradeceu a Deus e a duas divindades africanas, Tempo e Iansã, por deixá-la “de pé”. Parece que é só o que essa mulher forte e assumidamente acelerada precisa para continuar lutando com sua tropa.
Denice acompanha a ação na comunidade quilombola, situada numa das regiões mais violentas da Grande Salvador (Shai Andrade/CLAUDIA)
IO – A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou à Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio que Anthony Garotinho se autolesionou dentro de sua cela na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. O político alega que foi agredido durante a madrugada desta sexta-feira por uma pessoa que estava com um porrete. A vara abriu um procedimento para apurar o caso e decidir se Garotinho será transferido para outra unidade prisional.
O presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal Do Rio, Gutembergue de Oliveira, afirmou que as imagens das câmeras de segurança desmentem a versão do ex-governador Anthony Garotinho de que alguém entrou na cela para agredi-lo. Oliveira disse que o que Garotinho alegou é delírio ou mentira.
– As câmeras dizem mais do que os servidores. Não existe a versão do Garotinho nas câmeras. O Garotinho teve um delírio. Ele está numa galeria sozinho, na cela sozinho. É impossível que alguém tenha entrado na galeria e feito o que ele falou. Ele está indo pro IML, que vai constatar que essas foram autolesões para justificar a intenção dele – afirmou Oliveira, que foi à 21a Delegacia de Polícia (Bonsucesso) acompanhar o depoimento do agente penitenciário que estava de plantão na galeria onde estava o ex-governador.
Em seu depoimento à polícia, Garotinho contou que quando chegou à prisão foi encaminhado à cela A1, com outros detentos, no segundo andar, onde ficam os presos com nível superior. Mas que no dia seguinte, na quinta-feira, um funcionário da cadeia disse que, por ordem judicial, ele seria transferido para outra cela. Segundo o ex-governador, ele foi levado para uma cela vazia em um corredor com unidades para detentos todas vazias.
Nesse local, ele contou que foi acordado de madrugada por um homem, “de aproximandamente 1,70, branco, cabelos alourados, sem baraba, trajando calça jeans, sapato, e camisa pólo azul portando um bastão, parecido com um taco de beisebol”. E que o homem teria dito: “desce daí.Você gosta muito de falar, não é?”, seguido de um glpe no joelho que teria feito ele se curvar de dor.
Em seguida, ainda de acordo com o depoimento de Garotinho, o homem puxou uma pistola de cor prateada e disse: “Eu só não vou te matar para não sujar o pessoal daqui do lado”, apontando em direção à gaeria onde estão os presos da Lava-Jato.
Antes de sair, segundo o ex-governador, o homem disse ainda: “vou te dar uma lembrança” e pisou no pé dele. E antes trancar a cela, teria ordenado para que o ex-governador parasse de falar.
A VEP apura ainda se Garotinho possui nível superior, uma vez que o presídio em que ele se encontra é para presos com essa graduação. A Cadeia Pública é também unidade pela qual passam todos os internos que dão entrada no sistema, mas eles ficam apenas alguns dias e logo são levados para outro local.
Na última quinta-feira, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR), filha do ex-governador, disse que cobrou responsabilidade de diversas autoridades pela integridade física de seu pai. De acordo com ela, a ida do ex-governador a Benfica representava uma “ameaça”.
No mesmo presídio, estão o também ex-governador Sérgio Cabral, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, e os deputados Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB. Eles são rivais políticos de Garotinho.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais na quarta-feira, Clarissa afirmou que o ex-governador foi informado por um agente do presídio de que corria risco de vida.
“Ontem, quando voltaram para a cadeia, liguei para o meu pai e disse que estava preocupada, porque a totalidade das denúncias que levaram essa quadrilha do PMDB para a cadeia foi ele quem fez. Esse agente penitenciário já tinha passado a informação de que Cabral teria dado a declaração de que que faria xixi na sepultura do Garotinho, uma clara ameaça à vida dele. Garotinho preparou um ofício para que Governador Pezão aumentasse a segurança dele porque tinha sido ameçado”, contou Clarissa.
Por volta das 15:30 da tarde dessa sexta feira (24), houve um arrastão na costa verde na altura de coroa Grande, municipio de Mangaratiba essa região é muito conhecida pelas belas praias.
Roubaram 2 veiculos e vários tiros foram disparados, o fato ainda fica mais preocupante com a chegada do verão e as festas de fim de ano, que essa região recebe um grande numero de turistas.
Pedimos as autoridades locais que ollhem com carinho para essa região
As imagens obrigatórias para qualquer preso do sistema penitenciário do Rio de Janeiro não constam nas fichas do ex-governador Sérgio Cabral, nem dos deputados Jorge Picciani e Paulo Mello, nem do ex-secretário de Saúde Sérgio Cortes. No local onde deveria estar a foto, aparece a mensagem: “Imagem não autorizada”.
Só magistrados e servidores indicados podem acessar esses dados online. Caso a foto ainda não tenha sido incluída, o espaço reservado a ela aparece vazio. Diferente do que acontece com os quatro presos na operação Lava Jato do Rio.
No caso de Sérgio Cabral, a foto dele com uniforme de presidiário – que já tinha sido inserida no sistema – foi retirada. De acordo com o regulamento da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), quando um preso ingressa no sistema ele tem que ter ficha de identificação com dados e foto disponíveis.
O sistema é de responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária. O atual secretário, Erir Ribeiro, está na função desde março de 2015. Antes, foi comandante-geral da Polícia Militar durante a gestão de Sérgio Cabral.
Em junho o JN mostrou as regalias dos políticos no conjunto de presídios de Bangu
Também é possível ver um agente da Sispen, o Serviço de Inteligência ligado diretamente ao secretário de Administração Penitenciária – havia entrado na cela onde estava o ex-governador. Só que esse serviço não tem a missão de fiscalizar celas e nem de acompanhar a rotina dos presos.
Reforma de cadeia que recebeu políticos em Benfica foi polêmica
A própria reforma da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para receber os presos da Lava Jato que antes estavam em Bangu, também foi polêmica.
Há um mês, o RJTV mostrou que os presos da Lava Jato em Benfica tinham recebido um presentão. Uma sala de cinema com televisão de 65 polegadas e home theater. Depois que a sala foi revelada, os equipamentos foram retirados do local e doados a um orfanato.
Presídio de Benfica também passou a receber presas mulheres com nível superior
Nos últimos meses o presídio de Benfica passou a receber mulheres de nível superior. Antes, elas iam para uma unidade no Complexo de Bangu, para onde chegou a ser levada a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo ficou presa em dezembro do ano passado. Nesta quinta, ela teve a prisão domiciliar revogada e foi transferida para Benfica, por decisão do TRF. Além dela, outra ex-primeira-dama que está em Benfica é Rosinha Matheus.
Deputados que estavam detidos foram libertados pelo diretor do presídio sem alvará
Na semana passada, os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, que estavam em Benfica e tiveram a prisão revogada depois de uma votação na assembleia, foram libertados pelo diretor do presídio sem o alvará de soltura expedido pela Justiça. Posteriormente, o TRF obrigou o trio a voltar para a mesma unidade.
A Vara de Execuções Penais informou que não tem responsabilidade sobre a inclusão de fotos e que a função dela é fiscalizar os presos e as unidades prisionais. A Seap ainda não se pronunciou a respeito da ausência das fotos nas fichas dos quatro internos.
PULOU BRT EM MOVIMENTO
Um Homem, Segundo Relato de Passageiros, Aparentemente Sob Efeito de Psicotrópicos ou Entorpecentes, Pulou do BRT Santa Cruz X Alvorada em Movimento.
O mesmo Dizia estar sendo Perseguido Momentos Antes de Pular do Coletivo pela Porta do mesmo na Avenida das Americas.