Uma das redes de alimentação mais conhecidas do Brasil atravessa uma grave crise financeira. O grupo responsável pelo Habib’s entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo e declarou uma dívida de R$ 265,2 milhões. O pedido foi apresentado na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, e envolve uma ampla estrutura empresarial ligada à companhia.
De acordo com as informações divulgadas, o processo abrange 178 pessoas jurídicas pertencentes ao grupo econômico. Entre elas estão 119 unidades do Habib’s, 26 lojas da rede Ragazzo e seis churrascarias Tendal, além de outras empresas relacionadas à operação e à estrutura administrativa do conglomerado.
A Justiça de São Paulo aceitou o processamento do pedido e determinou medidas previstas no processo de recuperação judicial. A KPMG foi nomeada administradora judicial, ficando responsável por acompanhar a situação financeira do grupo e auxiliar na fiscalização do processo.
Agora, a empresa terá prazo de 60 dias para apresentar um plano de recuperação, que deverá estabelecer como pretende reorganizar suas obrigações e negociar os débitos com os credores.
Apesar do tamanho da dívida, o pedido de recuperação judicial não significa que as lojas estejam fechando imediatamente. Segundo a empresa, as operações continuam normalmente. A recuperação judicial é utilizada justamente como mecanismo para permitir que empresas em dificuldades financeiras reorganizem suas dívidas, preservem suas atividades e busquem condições para continuar funcionando.
A crise, porém, não surgiu de uma hora para outra. Em julho deste ano, o grupo já havia recorrido à Justiça para obter proteção contra cobranças de credores. Naquele momento, as dívidas divulgadas chegavam a aproximadamente R$ 312,4 milhões.
A diferença entre os valores divulgados anteriormente e o montante de R$ 265,2 milhões informado no pedido de recuperação judicial está relacionada à composição e à apuração dos débitos considerados no processo.
O caso chama atenção pelo tamanho da operação envolvida. O Habib’s construiu uma das marcas mais conhecidas do setor de alimentação rápida no país e possui presença em diversas cidades brasileiras. Agora, a companhia terá pela frente uma complexa negociação com credores para tentar equilibrar as contas e manter sua estrutura funcionando.
O processo deverá ser acompanhado de perto nos próximos meses. Credores, fornecedores, funcionários e consumidores aguardam os próximos passos da empresa enquanto a Justiça acompanha a tentativa de reestruturação financeira.
Por enquanto, a orientação é não confundir recuperação judicial com falência. O procedimento permite que a empresa continue suas atividades enquanto busca uma solução para suas dívidas. O futuro do grupo dependerá, entre outros fatores, da aprovação e execução do plano de recuperação que será apresentado à Justiça.




