A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro sofreu mais um abalo nesta quarta-feira (20) após a saída do marqueteiro Marcello Lopes, conhecido nos bastidores políticos como “Marcellão”. Responsável pela estratégia de comunicação do senador, ele decidiu deixar a equipe em meio a uma crescente crise interna e desgaste político envolvendo aliados próximos do parlamentar.
A informação foi confirmada por veículos da imprensa nacional e rapidamente repercutiu nos bastidores de Brasília. Segundo relatos, a decisão ocorreu após reuniões realizadas ao longo do dia entre Marcello Lopes e integrantes da campanha. Pessoas próximas afirmam que o ambiente já vinha ficando insustentável devido às críticas internas sobre a condução da comunicação nos últimos dias.
A crise ganhou força após o vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. O episódio provocou desgaste dentro do Partido Liberal (PL) e aumentou a pressão sobre a equipe responsável pela imagem do senador. Aliados passaram a questionar a estratégia adotada pela campanha diante da repercussão negativa do caso.
Outro fator que teria pesado para a saída de Marcello Lopes foi o fato de ele estar nos Estados Unidos durante o auge da crise política. Integrantes do partido avaliaram que a ausência do marqueteiro em um momento considerado decisivo demonstrava falta de alinhamento com a gravidade da situação enfrentada pela campanha.
Nos bastidores, lideranças do PL defendiam mudanças imediatas no setor de comunicação para tentar conter os danos políticos e reorganizar a pré-campanha. A expectativa agora é de que o publicitário Eduardo Fischer assuma o comando da estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro nos próximos dias.
A saída de Marcello Lopes ocorre em um momento delicado para o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados reconhecem reservadamente que o cenário atual exige uma reformulação urgente na comunicação e na articulação política para evitar novos desgastes públicos às vésperas do início oficial da corrida presidencial de 2026.



