A morte de uma nutricionista de 38 anos encontrada dentro de casa em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, está sendo investigada pela Polícia Civil e ganhou novos desdobramentos nas últimas horas. O caso, que inicialmente havia sido registrado como suicídio, passou a levantar suspeitas de feminicídio após familiares da vítima apontarem o marido como principal suspeito.
Segundo informações repassadas às autoridades, o companheiro afirmou que encontrou a esposa já sem vida após ela supostamente ter cometido suicídio por enforcamento. Ele relatou ainda que teria retirado o corpo do local onde ela estava e colocado sobre a cama antes da chegada da polícia. A versão, no entanto, começou a ser questionada durante as investigações.
Os agentes descobriram que, apenas um dia antes da morte, a mulher havia procurado ajuda e registrado uma denúncia contra o marido com base na Lei Maria da Penha. O documento relatava episódios de violência e conflito dentro do relacionamento, o que aumentou as suspeitas em torno das circunstâncias da morte.
Familiares e amigos da nutricionista afirmam acreditar que ela tenha sido vítima de feminicídio. Pessoas próximas disseram que a vítima demonstrava medo do companheiro e vinha enfrentando problemas no relacionamento há algum tempo. Nas redes sociais, o caso provocou forte comoção e revolta entre moradores da região e internautas, que pedem justiça e uma investigação rigorosa.
A Delegacia responsável pelo caso aguarda os resultados da perícia e do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e confirmar se houve participação de terceiros. O marido foi ouvido e o caso segue sob investigação.
O episódio reacende o alerta sobre a violência contra a mulher no Brasil e a importância de denúncias serem tratadas com rapidez e atenção pelas autoridades. Casos de feminicídio continuam crescendo no país e frequentemente são precedidos por registros de ameaças, agressões ou medidas protetivas.
Enquanto a investigação avança, familiares da vítima pedem respostas e cobram justiça pela morte da nutricionista, descrita por amigos como uma mulher trabalhadora, querida e dedicada à família.