A violência voltou a causar choque no cenário político do Peru. A jornalista e candidata ao Governo Regional de Áncash, Susy Ysabel Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, foi assassinada a tiros durante uma atividade de campanha realizada no sábado (19), em um mercado da cidade de Caraz, na província de Huaylas.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades peruanas, a candidata, de 44 anos, participava de uma ação política quando foi surpreendida pelos disparos. O ataque provocou pânico entre as pessoas que estavam no local. Além de Susy Aponte, outras cinco pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento após o episódio.
A Polícia Nacional do Peru iniciou imediatamente as diligências para esclarecer o crime. Um homem de nacionalidade venezuelana foi detido como suspeito de participação no assassinato. Uma arma de fogo também teria sido apreendida durante a ação policial.
Apesar da prisão, as autoridades ainda investigam as circunstâncias do ataque e, principalmente, a possível motivação para o assassinato. Até o momento, não há confirmação oficial de que o crime tenha sido motivado diretamente pela atividade política da vítima.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Susy Aponte havia relatado publicamente, dias antes de morrer, que vinha recebendo ameaças. A candidata chegou a afirmar que havia sido alertada sobre a possibilidade de um atentado contra sua vida.
A existência dessas ameaças passou a ser um dos elementos observados pelas autoridades, mas ainda não foi estabelecida uma ligação comprovada entre os avisos recebidos anteriormente e o ataque que terminou com sua morte.
Jornalista e figura conhecida na região, Susy Aponte disputava o Governo Regional de Áncash pelo movimento Socios por Áncash. Sua morte provocou manifestações de pesar e aumentou a preocupação sobre a segurança de candidatos e lideranças políticas em meio ao processo eleitoral peruano.
O Ministério Público peruano também iniciou uma investigação preliminar para determinar como o ataque aconteceu, identificar eventuais envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
O Jurado Nacional de Elecciones (JNE) condenou publicamente o assassinato e defendeu o rápido esclarecimento dos fatos.
Enquanto a investigação avança, o assassinato de Susy Aponte deixa uma pergunta que ainda não tem resposta: por que uma candidata que havia denunciado ameaças acabou sendo morta durante uma atividade pública de campanha?
As autoridades trabalham para reconstruir os momentos que antecederam os disparos e verificar se houve planejamento, participação de outras pessoas ou alguma relação entre as ameaças anteriormente relatadas e o homicídio.
Até que essas questões sejam esclarecidas, qualquer afirmação sobre a motivação do crime permanece no campo das hipóteses.