Na manhã desta terça-feira (25), o vigilante Felisberto Santos Marques, de 50 anos, perdeu a vida durante uma tentativa de roubo de carga na Avenida Brasil, na altura de Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro. Felisberto era funcionário de uma empresa de segurança e realizava a escolta de um caminhão de laticínios quando criminosos atacaram o veículo.
Houve intensa troca de tiros no momento da ação criminosa. Durante o confronto, o vigilante foi atingido por disparos e ficou gravemente ferido. O Corpo de Bombeiros foi acionado rapidamente e prestou os primeiros socorros no local, encaminhando Felisberto ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, ele não resistiu e faleceu.
O episódio reflete a violência enfrentada diariamente pelos profissionais de segurança privada no Rio de Janeiro, especialmente aqueles que trabalham na escolta de cargas, setor altamente visado por criminosos. A ação da equipe de segurança impediu que os assaltantes levassem a carga, mas infelizmente custou a vida de um trabalhador dedicado.
A empresa de segurança responsável pela escolta divulgou uma nota lamentando a perda do funcionário e prestando solidariedade à família. “Resultado desta violência do Rio de Janeiro, perdemos um grande profissional de segurança nesta data realizando seu serviço de escolta devidamente legalizada pela Polícia Federal. A atitude da equipe impediu a perda da carga, porém com o sacrifício da própria vida de um dos integrantes. Nesse momento, nossa atenção está voltada para o apoio aos familiares”, declarou a empresa.
A nota ainda ressaltou o tempo de serviço e a experiência do vigilante na função. “O vigilante tem nos nossos quadros quase cinco anos de efetivo trabalho na escolta armada, além de larga experiência na área. Contudo, nos reservamos à divulgação do seu nome e dados somente com autorização prévia dos familiares”.
A morte de Felisberto Santos Marques reacende a discussão sobre a vulnerabilidade dos profissionais de escolta armada e segurança privada no Brasil. O roubo de cargas tem sido um dos crimes mais recorrentes no Rio de Janeiro, especialmente em vias de grande circulação como a Avenida Brasil, um dos principais corredores logísticos da cidade.
De acordo com dados recentes de segurança pública, a Zona Norte do Rio concentra um alto índice de roubos de carga, com criminosos cada vez mais organizados e armados. Empresas de transporte e segurança têm buscado estratégias para reduzir os riscos, mas a realidade do crime organizado na região ainda impõe desafios significativos.
Familiares, amigos e colegas de trabalho de Felisberto lamentam profundamente sua morte e cobram medidas mais eficazes para proteger os profissionais da área. O caso segue sob investigação, e a polícia busca identificar e capturar os responsáveis pelo ataque.
Enquanto isso, a família do vigilante recebe o apoio da empresa e de colegas, que prestam homenagens a um profissional que dedicou anos ao ofício de proteger bens e vidas, mas que acabou sendo mais uma vítima da violência urbana.