WITZEL DIZ QUE NÃO VAI ACATAR NOVAS DIRETRIZES DO BOLSONARO SOBRE SERVIÇOS ESSENCIAIS

 

  • WITZEL DIZ QUE NÃO VAI ACATAR NOVAS DIRETRIZES DO BOLSONARO SOBRE SERVIÇOS ESSENCIAIS

O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou na manhã desta terça-feira (12) que não vai considerar salões de beleza, barbearias e academias de ginástica como serviços essenciais. A informação foi confirmada pela assessoria do governador Wilson Witzel.

No fim da manhã, o governador se manifestou em uma rede social.

“Não há nenhum sinal de que as medidas restritivas sejam flexibilizadas. Estimular empreendedores a reabrir estabelecimentos é uma irresponsabilidade. Ainda mais se algum cliente contrair o vírus. Bolsonaro caminha para o precipício e quer levar com ele todos nós”, disse Witzel.

O governador disse que também está trabalhando para que os hospitais de campanha funcionem na totalidade.

“Tenho feito reuniões diárias para que todos os hospitais de campanha sejam abertos. Já diminuímos em 30% a fila de espera por leitos e esperamos até semana que vem atender a todos os que necessitam do estado”, afirmou Wilson Witzel.

Na última segunda-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de “serviços essenciais”. Isso significa que, no entendimento do governo federal, as atividades podem ser mantidas mesmo durante a pandemia do coronavírus. Com essa inclusão, o número de atividades consideradas essenciais chegou a 57.

A medida surpreendeu o ministro da saúde, Nelson Teich, que foi informado sobre o assunto enquanto concedia entrevista coletiva.

“O que eu acho hoje é o seguinte: se você criar um fluxo que impeça que as pessoas se contaminem, e se você criar condições e pré-requisitos para que você não exponha as pessoas ao risco de contaminação, você pode trabalhar retorno de alguma coisa. Agora, tratar isso como essencial é um passo inicial, que foi uma decisão do presidente, que ele decidiu isso aí. Saiu hoje isso? Decisão de?”, disse Teich.

E completou:

“A decisão de atividades essenciais é uma coisa definida pelo Ministério da Economia. E o que eu realmente acredito é que qualquer decisão que envolva a definição como essencial ou não, ela passa pela tua capacidade de fazer isso de uma forma que proteja as pessoas. Só para deixar claro que isso é uma decisão do Ministério da Economia. Não é nossa”, falou o ministro.