Witzel, governador do Rio de Janeiro, perde vários secretários após operação da Polícia Federal

 

Witzel, governador do Rio de Janeiro, perde vários secretários após operação da Polícia Federal

Existem muitas acusações contra Witzel e já há quem acredite que ele sofrerá um impeachment.

O governador do Rio de Janeiro perdeu 6 secretários desde o final do mês passado, justamente quando a Polícia Federal começou a realizar a Operação Placebo, onde vem sendo investigados indícios de que há desvios de recursos públicos durante o estado de emergência na saúde do estado por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus.

Teve exonerações, pedidos de saída e o governador do Rio já não pode mais contar com Marcus Vinícius Braga, que era secretário de Polícia Civil Witzel também não poderá mais ter o apoio de Lucas Tristão, considerado seu braço direito.

Edmar Santos, responsável por coordenar as políticas de combate à pandemia também está fora do governo.

André Moura, secretário da Casa Civil e Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho, da Fazenda, também estão fora. E fechando a lista tem Jorge Gonçalves da Silva, ex-secretário de Trabalho e Renda.

Marcos Vinicius Braga pediu demissão do cargo quatro dias após a Polícia Federal dar início a Operação Placebo, ele alegou que o motivo era por desgastes com o governador do Rio. Segundo o UOL, a Polícia Civil chegou a trocar informações sigilosas com a PF para que a operação pudesse ser realizada inclusive no Palácio Laranjeiras, que é a residência oficial do chefe do Executivo.

Witzel teria visto este intercâmbio como uma ‘traição’ e a permanência do secretário ficou praticamente insustentável depois de tudo isso.

Hoje já são 10 pedidos de impeachment contra o governador do Rio na Assembleia Legislativa e o clima fica tenso por causa das suspeitas de que houve uma suposta estrutura ligada a fraudes em contratações emergenciais por causa da pandemia do novo coronavírus.

*Tristão está fora do governo no Rio de Janeiro*

Ontem foi publicada a exoneração de Lucas Tristão, que era secretário de Desenvolvimento Econômico.

Tristão era conhecido como ‘garoto problema’ por todo Legislativo e há suspeita de que ele tenha sido o elo entre o governador e o empresário Mário Peixoto, que é atualmente um dos principais fornecedores do governo.

Mário foi preso no mês passado pela Lava Jato, pois é suspeito de envolvimento em fraudes na área da saúde.

Quanto a Tristão, muitos deputados apontam que ele foi responsável por algumas intimidações e também por criar dossiês contra dezenas de parlamentares, graças a algumas escutas telefônicas ilegais.