Na sexta-feira (24), a Polícia Civil prendeu 11 milicianos, incluindo dois policiais militares, durante uma festa de aniversário em uma mansão à beira-mar em Mangaratiba, Região Metropolitana do Rio.
O aniversário era de um membro do grupo criminoso conhecido como Leandro Capetinha, que já havia deixado o local quando a polícia chegou.
Os milicianos agiam em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) monitorou o grupo até a festa e desconfiou quando parte dele parou em um depósito de bebidas, onde gastaram cerca de R$ 15 mil em uísque e energético, pagando em dinheiro.
Imagens da polícia mostram a casa luxuosa com piscina, suíte e vista para a praia, além dos presos sentados no chão com armas na mesa da sala. Um dos presos foi flagrado usando tornozeleira eletrônica.
As informações são do “RJ2”, da TV Globo.

O delegado Rodrigo Coelho, titular da DRE, afirmou que havia mulheres contratadas para participar da festa. Elas também foram levadas para a delegacia, na Cidade da Polícia, totalizando 22 pessoas presas. “Foi uma festa regada a bebida, drogas, meninas em tese contratadas. A informação que tem é essa, para participar dessa festa. Ali no condomínio houve queima de fogos, também houve disparo de armas de fogo”, disse o delegado.
Em depoimento na delegacia, os presos disseram que não faziam parte do grupo paramilitar, que eram apenas convidados da festa de aniversário. “Alegam que eram convidados, que chegaram e a festa já estavam acontecendo. Eles dizem que retornaram de um passeio de barco e a festa já acontecia no local. E que havia convidados ali, eles mesmo acreditam que eram milicianos, mas que não são pessoas do convívio deles”.



