Ao longo dos últimos anos, aumentou significativamente o número de traficantes oriundos do Pará que buscam refúgio no Rio de Janeiro.
Integrantes da chamada “Tropa do Pará” ou “Tropa do 41” passaram a se concentrar em áreas como o Complexo da Penha e Rocinha, comunidades consideradas “intocáveis” pelo Comando Vermelho e que servem de abrigo para criminosos de diferentes estados.
Alguns desses traficantes ainda possuem ligação com o grupo de Leonardo Costa Araújo, conhecido como Léo 41, morto em 2023 durante uma operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
Léo é apontado como um dos primeiros criminosos paraenses a chefiar o tráfico em comunidades do Rio. Ele comandava o tráfico em Porto de Caxias e Visconde, em Itaboraí. Segundo investigações da época, ele teria recebido o controle dessas localidades dos traficantes Abelha e Urso da Penha.
Mesmo refugiado no Complexo da Penha, Léo também mantinha influência sobre o tráfico na região do Bengui, em Belém (PA).



