A corrida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo que promete alterar os rumos das articulações políticas para as eleições de 2026. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), anunciou que não será mais candidato a vice-governador na chapa liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL). A decisão foi comunicada diretamente ao próprio pré-candidato ao governo e ao presidente estadual do PL, deputado federal Altineu Côrtes, poucos dias antes das convenções partidárias.
A desistência de Rogério Lisboa representa um importante revés para a estratégia eleitoral do Partido Liberal no estado. A composição da chapa era considerada uma das principais apostas do partido para ampliar sua presença na Baixada Fluminense e fortalecer alianças em diferentes regiões do Rio de Janeiro.
Nos bastidores da política fluminense, a saída do ex-prefeito também reacendeu as discussões sobre o posicionamento da federação formada por PP e União Brasil. A expectativa é que as duas legendas adotem uma postura de neutralidade na disputa pelo Palácio Guanabara, evitando integrar formalmente qualquer das principais chapas que disputam o governo estadual.
Caso essa neutralidade seja confirmada, o cenário poderá trazer consequências importantes para o equilíbrio da disputa. Juntos, PP e União Brasil conquistaram um número expressivo de prefeituras nas eleições municipais mais recentes e possuem uma estrutura política relevante, além de um dos maiores tempos de propaganda eleitoral, fatores considerados estratégicos durante uma campanha.
Enquanto o PL busca reorganizar sua composição e definir os próximos passos, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), segue ampliando sua base de apoio político. Sua pré-candidatura reúne uma ampla frente de partidos, incluindo MDB, PT, PDT, PSB, Solidariedade e outras legendas, consolidando uma das maiores alianças partidárias do processo eleitoral até o momento.
Em nota oficial, o Partido Progressistas informou que a decisão de Rogério Lisboa foi tomada por razões exclusivamente pessoais. A legenda também ressaltou que a relação entre o ex-prefeito de Nova Iguaçu e Douglas Ruas permanece cordial e respeitosa, descartando qualquer tipo de ruptura política entre ambos.
Outro fator que chama a atenção é a conhecida proximidade política entre Rogério Lisboa e Eduardo Paes. Nos bastidores, cresce a avaliação de que, caso a federação PP-União confirme uma posição neutra, Lisboa poderá declarar apoio ao projeto político liderado pelo prefeito da capital.
Vale lembrar que, no início deste ano, o nome de Rogério Lisboa chegou a ser cogitado para integrar justamente a chapa de Eduardo Paes. Posteriormente, entretanto, o PP optou por indicá-lo para compor a aliança encabeçada pelo PL.
Com a desistência anunciada, as negociações políticas devem se intensificar nos próximos dias. As convenções partidárias serão decisivas para definir as chapas que disputarão o comando do Estado do Rio de Janeiro, em uma eleição que já começa marcada por mudanças estratégicas, novas alianças e movimentações capazes de redesenhar completamente o cenário político fluminense.




