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Sereno de Campo Grande supera atraso e encanta com homenagem aos profetas da chuva no Carnaval 2025

 

Na noite deste domingo (2), a Avenida Intendente Magalhães foi palco de mais uma emocionante disputa da Série Prata do Carnaval do Rio de Janeiro. A responsável por abrir os desfiles foi a Sereno de Campo Grande, que, apesar de um atraso de quase duas horas, não decepcionou e entregou um verdadeiro espetáculo repleto de cultura popular, emoção e impacto visual.

Com o enredo “No sertão, se onde tem Sereno, têm corujas… Onde existem profetas… têm chuvas!”, a escola trouxe para a avenida uma belíssima homenagem aos profetas da chuva, figuras tradicionais do Nordeste brasileiro. Esses sábios populares, conhecidos por interpretar sinais da natureza para prever os períodos de estiagem e chuva, foram celebrados em cada detalhe do desfile, desde as fantasias até as alegorias.

O samba-enredo da Sereno foi um espetáculo à parte. Interpretado com muita garra pelo carro de som da escola, a obra encantou as arquibancadas populares, que não economizaram nos aplausos. Com uma melodia envolvente e um refrão forte, o samba rapidamente caiu no gosto do público, que cantou junto e vibrou com cada ala que passava pela avenida.

Para Fernanda, uma das Baianas da escola, o desfile foi inesquecível. “Eu adorei o desfile, esperei bastante tempo mas valeu a pena. Primeira vez que desfilo aqui e o coração está a mil!”, contou emocionada.

A união e o comprometimento dos componentes da Sereno de Campo Grande ficaram evidentes durante toda a apresentação. Com muita energia e empolgação, os desfilantes cantaram o samba de ponta a ponta, demonstrando orgulho pelo enredo e amor pela escola. As fantasias chamaram atenção pelo cuidado nos acabamentos, utilizando materiais como couro, palha e tecidos rústicos, remetendo diretamente à estética sertaneja e reforçando a conexão cultural com o tema escolhido.

Ao todo, dez escolas se apresentaram pela Série Prata nesta noite de domingo, cada uma trazendo para a avenida um universo particular de cores, ritmos e histórias. Mesmo diante de alguns desafios técnicos e do atraso na programação, as agremiações mostraram força e dedicação para honrar suas comunidades e suas bandeiras.

Entre os grandes destaques da noite, a Sereno de Campo Grande brilhou e se consolidou como uma das favoritas ao tão sonhado acesso à Série Ouro. O desfile emocionante, a força do samba-enredo e o impacto visual conquistaram público e jurados, deixando claro que a escola entrou na avenida disposta a fazer história.

Outra escola que roubou a cena foi a Santa Marta, que apresentou um enredo voltado à resistência cultural nas comunidades cariocas. Sua comissão de frente emocionou com uma coreografia potente e cheia de simbolismos, enquanto o casal de mestre-sala e porta-bandeira arrancou aplausos calorosos com uma apresentação técnica e cheia de sintonia.

O Carnaval da Série Prata segue mostrando sua força como um dos espaços mais importantes para a celebração da cultura popular e da criatividade das comunidades. Em meio a dificuldades e atrasos, brilha a resiliência das escolas e de seus componentes, que transformam cada desfile em um ato de resistência e amor ao samba.

Com sua homenagem aos profetas da chuva, a Sereno de Campo Grande não apenas emocionou, como reafirmou a força da cultura nordestina no Carnaval carioca. A disputa pelo acesso está aberta, e a escola mostrou que veio para lutar.

 

Desvendando os Mistérios do Brasão do Bairro de Campo Grande, RJ: Um Legado de História e Identidade

 

 

No coração do Rio de Janeiro, o bairro de Campo Grande desempenha um papel fundamental na história e na cultura da região. E em seu brasão, um emblema que carrega consigo séculos de tradição e significado, estão gravadas as marcas de uma comunidade vibrante e resiliente.

**Origens Portuguesas: Um Tributo à Imigração e à Diversidade**

O escudo português que adorna o brasão é mais do que uma simples representação estilística; é um testemunho vivo da rica tapeçaria cultural que caracteriza Campo Grande. Durante décadas, o bairro acolheu uma corrente constante de imigrantes portugueses, vindos de diferentes distritos e freguesias, até os anos 70. Esse fluxo migratório deixou uma marca indelével na identidade local, enriquecendo-a com uma variedade de tradições, sabores e perspectivas.

**O Galo de Prata: Símbolo de Coragem e Vigilância**

No centro do brasão, o galo de prata ergue-se com altivez, representando a bravura, a vigilância e a determinação do povo de Campo Grande. É um lembrete constante de que, apesar dos desafios, a comunidade permanece resiliente e disposta a enfrentar qualquer adversidade que se apresente.

**Prosperidade Avícola e Riquezas Agrícolas: Um Tributo à Terra**

A imagem do galo também evoca a próspera indústria avícola que floresceu na região rural de Campo Grande. Ao longo dos anos, essa atividade econômica não apenas sustentou muitas famílias, mas também se tornou um símbolo da resiliência e da vitalidade da comunidade.

Além disso, as riquezas da agricultura são representadas na parte azul do brasão, onde se destacam culturas como café, cana-de-açúcar e laranja. Esses elementos não apenas refletem o passado agrícola do bairro, mas também são um tributo à terra fértil que continua a sustentar a comunidade até os dias de hoje.

**Homenagens aos Pioneiros: Manoel Barcellos Domingos e Francisco Freire Alemão Cisneiro**

Duas figuras proeminentes adornam o brasão, cada uma representando um aspecto fundamental da história e da identidade de Campo Grande. Manoel Barcellos Domingos, um dos primeiros povoadores das terras de Campo Grande, desempenhou um papel crucial na possível criação da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande. Sua presença é uma lembrança constante da coragem e da visão dos pioneiros que ajudaram a moldar o destino do bairro.

Da mesma forma, Francisco Freire Alemão Cisneiro, nascido e falecido em Campo Grande, personifica a excelência acadêmica e o compromisso com o progresso. Como professor e renomado botânico, suas contribuições para a educação e a ciência deixaram um legado duradouro que continua a inspirar as gerações futuras.

**Marcos Históricos: 1673 e 1964**

Nas laterais do brasão, duas datas importantes ecoam os marcos cruciais na trajetória de Campo Grande. O ano de 1673 é apontado como a possível data de criação da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, um evento que marcou o início formal da história do bairro como uma entidade administrativa distinta. Já o ano de 1964 representa a instalação da XVIII° Região Administrativa, um momento significativo na consolidação da identidade e autonomia de Campo Grande como uma comunidade única e vibrante.

**Conclusão: O Brasão como Testemunho da Identidade e da História de Campo Grande**

Em suma, o brasão do bairro de Campo Grande é muito mais do que um simples emblema; é um tesouro de significado e simbolismo, que encapsula a rica história, a diversidade cultural e o espírito resiliente de uma comunidade que continua a prosperar e a crescer. À medida que olhamos para o passado representado nesse brasão, somos lembrados não apenas das realizações do passado, mas também das possibilidades infinitas do futuro que aguarda Campo Grande e seus habitantes.

 

CAMPO GRANDE GANHA A PRIMEIRA LOJA CONCEITO DE VACINAÇÃO

 

*CAMPO GRANDE GANHA A PRIMEIRA LOJA CONCEITO DE VACINAÇÃO*
_Projeto cria espaços permanentes em shoppings para ampliar o acesso à imunização_

Shopping é lugar de compras, diversão, alimentação e… de tomar vacina! A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) inaugura, neste sábado (07/10), a primeira loja conceito de vacinação no ParkShoppingCampoGrande. A proposta é levar para outras regiões da cidade um modelo semelhante ao do Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, onde a imunização está disponível em todos os dias da semana e em horário estendido. A loja conceito ficará aberta durante todo o horário de funcionamento do shopping, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, de 12h às 21h.

O novo ponto fixo da Saúde na Zona Oeste irá ofertar os imunizantes disponibilizados para vacinação de rotina e campanha, para atualização de cadernetas vacinais de todas as faixas etárias, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apesar de ser uma loja em um shopping center, todas as vacinas serão oferecidas gratuitamente pelo SUS. O projeto faz parte do Vacina, Rio, grande mobilização intersetorial que engloba um conjunto de iniciativas para estimular a imunização dos cariocas de todas as idades, em todas as regiões da cidade.

“A loja conceito tem a intenção de ampliar a oferta de vacinas à população, em dias e horários diferentes dos usuais, facilitando o acesso ao serviço. A opção de disponibilizar um espaço nos shoppings busca aproximar a rotina de vacinação do cotidiano das pessoas, promovendo comodidade e facilidade de acesso para o público em geral”, explica o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Aline Marques dos Santos, de 36 anos, foi passear com a filha Ana Beatriz Marques da Silva, de 9 anos, no ParkShopping na tarde deste domingo, e as duas aproveitaram para atualizar a caderneta de vacinação. “Eu trabalho de segunda a sábado e acabo ficando sem tempo de ir no posto de saúde para me vacinar. Na Loja Conceito aqui no ParkShoppingCampoGrande agora eu tenho a facilidade de vir depois do trabalho. E minha filha também pode vir, sem precisar faltar aula. A iniciativa vai ajudar muita gente, porque hoje a maioria das pessoas trabalham fora, e acabam não tendo tempo”

A mãe tomou a vacina contra gripe e contra a covid-19, e a filha tomou a segunda dose da HPV e a vacina contra a covid-19.

A técnica de enfermagem Loryane Gomes, de 31 anos, teve a oportunidade de vacinar a própria filha, a pequena Liz Alves, de um ano e cinco meses.

“Vacinar a minha filha me dá uma sensação de realização! De saber que estou proporcionando a ela o que o SUS oferece. Muitas vezes os pais podem ficar preocupados por não ter tempo de levar seus filhos para vacinar, devido ao trabalho. A gente se cobra muito! Aqui estamos dando essa oportunidade de acesso todos os dias, e com horário ampliado. Que venham mais lojas como essa!”

Loryane trabalha há seis anos na Estratégia de Saúde da Família, e agora foi para a Loja Conceito do ParkShoppingCampoGrande. “O SUS é para a minha filha, para a minha família, é para todos! Esse lugar é para mostrar que temos um olhar especial para a população, que nos preocupamos com a condição vacinal delas, principalmente, com quem tem um horário mais restrito. Aqui, mesmo no lazer, ela pode se vacinar.”

*Vacinação e espaço lúdico para as crianças com Zé Gotinha*

A primeira loja conceito, em Campo Grande, tem 113 m² e, além de oportunizar a vacinação, o espaço foi pensado e decorado para estimular o universo lúdico das crianças, desconstruindo a ideia de que a hora da vacina não pode ser divertida. O local também terá um cantinho instagramável, ao lado do personagem Zé Gotinha, destinado ao público que, além de cuidar da saúde, gosta de registrar cada momento. A SMS pretende em breve abrir mais lojas conceito em shoppings de outras regiões da cidade.

A orientação é que os adultos tenham em mãos um documento de identificação para realizar a vacinação e, no caso de crianças, os responsáveis devem levar, além do documento, a caderneta de vacinação. A SMS também oferece uma cartilha com orientações sobre o calendário vacinal de rotina de crianças e adolescentes, com informações essenciais sobre cada imunizante disponível. O material pode ser consultado no site do EpiRio, no link https://shre.ink/ltsg.

A loja conceito fica no segundo andar do shopping, próximo à loja ‘O Amigão’. O ParkShoppingCampoGrande está localizado na Estrada do Monteiro, 1.200, em Campo Grande.

 

DESCANSE EM PAZ PROFESSOR MOACYR BASTOS

Campo Grande e região,  perdem um grande ícone da educação e cultura!! Morreu nesta terça feira aos 83 anos , o professora Moacyr Bastos!!

A sua história é seu legado serão eternos!! Na Internet a consternação pela morte o professor é grande!!

O dr Marcelo Tinoco fez um texto/ homenagem

A morte do Professor Moacyr Bastos é mais triste notícia do desaparecimento dos valores fundamentais que formaram um Campo Grande um bairro do qual sentíamos orgulho e hoje sentimos vergonha.

Professor, Campo Grande deve muito ao senhor. Muitos dos leitores foram educados pelo senhor. E não há um ser humano sequer que seja capaz de citar um defeito na sua educação, cordialidade e desejo de transformar a vida de nosso bairro numa vida mais empática e harmoniosa.

RIP

O escritor André Luis Mansur Baptista também fez sua homenagem

Campo Grande perdeu seu filho mais ilustre. O professor Moacyr Bastos faleceu hoje, aos 83 anos. Com uma vida dedicada ao bairro, Moacyr sempre se dedicou intensamente à cultura de Campo Grande, desde os anos 70, quando foi vereador e administrador regional. Tive o prazer de trabalhar com ele, no Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (nome de seu pai), durante sete anos, de 2005 a 2012, quando organizamos vários eventos na faculdade, incluindo o Cineclube Moacyr Bastos, que exibiu cerca de 300 filmes.

Era um grande amigo e também um grande incentivador da minha carreira literária. Nos conhecemos no final de 1993, quando eu era estagiário na TVE e ele debatedor do programa Sem Censura. Moacyr sempre morou em Campo Grande, bairro que ele amou como ninguém.

Deixa a viúva, dona Sueli, e dois filhos, Bruno e Erick, além de uma imensa legião de amigos e admiradores.

* Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Nossos sentimentos a familia e amigos do professores Moacyr Bastos

Descanse em paz

Cariocas voltam à orla no início da reabertura no Rio: FOTOS

No primeiro dia da Fase 1 da reabertura do Rio, nesta terça-feira (2), cariocas voltaram a frequentar a orla da cidade.

O plano prevê a liberação gradual de atividades no município.

Já estão permitidas:

  • atividades esportivas em centros de treinamento;
  • atividades esportivas nos calçadões;
  • atividade aquática individual no mar (como natação ou surfe);
  • celebrações em igrejas (com protocolo de desinfecção);
  • abertura de lojas de móveis e decorações;
  • abertura de concessionárias de automóveis.

Na primeira fase, não serão permitidas atividades na faixa de areia, como o aluguel de barracas de praia ou as escolinhas de esportes. Saunas e piscinas continuam vedadas.

O glorioso Restaurante Pepe e o saudoso 10 de Maio em Campo Grande

 

    A imagem acima remete a dois pontos muito importantes que já existiram lado a lado na Avenida Cesário de Melo, na altura do bairro de Campo Grande. Um é o lendário Restaurante Pepe, ou Bar do Pepe, muito frequentado por moradores do bairro e adjacências. Segundo algumas informações, Pepe era um garçom de origem espanhola, e que o bar, antes de ter seu nome, possuía o nome de Bar do Castro. Além disso, uma outra curiosidade sobre o restaurante é que este era uma espécie de point de encontro de botafoguenses. Depois de muito marcar a paisagem do bairro de Campo Grande, o famoso Bar do Pepe deixa de existir, dando lugar, atualmente, a uma drogaria.

Local atual, já com a drogaria no lugar do restaurante. Fonte: Carlos Eduardo de Souza

    O outro ponto importante é o clube 10 de Maio. Citado na música “Meu bairro”, de Adelino Moreira, o Clube 10 de Maio, ou Sociedade Musical 10 de Maio, surgiu na década de 1940, tendo como um de seus fundadores Francisco Caldeira de Alvarenga, um comerciante que mantinha uma banda musical na Rua Coronel Agostinho, atual Calçadão de Campo Grande, que inclusive era onde ficava sua residência.
    Na década já citada, Francisco reuniu-se com outras pessoas e decidiram comprar um terreno para ser sede da banda. Assim foi criada a Sociedade Musical 10 de Maio. Moradores lembram com nostalgia as atrações do clube, como os bailes, festas e, inclusive, desfile de miss. Atualmente, o clube já não possui as atrações de outros tempos.

Contribuição para o artigo: Deca Serejo.

 

Campo Grande além das laranjas..

 

Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, é conhecido por ter sido um grande produtor de laranjas, principalmente entre as décadas de 1920 e 1940. O período áureo do bairro é representado em forma de uma escultura, localizada no Centro de Campo Grande, próximo ao Hospital Rocha Faria.
    Porém, o bairro mais populoso da cidade já possuiu um importante ciclo da cana de açúcar e produções de café, e outras culturas de cultivos, lavouras alternativas. Entre os séculos XVII e XIX, assim como em todo o Brasil, Campo Grande foi “palco” das lavouras de banana, do milho, da mandioca, do mamão, além de verduras e legumes, sendo vitais para o sustento da população. Nesse grande período, os bairros de Campo Grande e Guaratiba possuíam um grande número de casas de farinha. A batata-inglesa também era cultivada no bairro. Já o arroz e o feijão não era uma cultura presente, porém cultivados no bairro de Santa Cruz.
    Na Fazenda do Mendanha desenvolveu-se plantações de anil, sendo um dos principais pontos encontrados no Rio de Janeiro, influenciada pelo Pe. Antônio do Couto da Fonseca. Porém, essa cultura não durou muito.
    É bom lembrar que nas planícies de Campo Grande predominava uma vegetação rasteira, conhecida como capoeira, sendo formada de gramíneas de baixo porte. É provável que o nome da vegetação, capoeira, influenciou na denominação da Estrada das Capoeiras. Essa gramínea propiciava o aproveitamento da região como pastos naturais.
    A pecuária não foi muito intensa, praticamente limitando-se ao fornecimento de força de trabalho, na tração de veículos, montarias, entre outras atividades.
    A então Zona Rural também possuiu criação de aves. Na verdade houve um curto ciclo da avicultura em Campo Grande, o qual acabou não vingando pelos seguintes motivos: a alimentação dos aviários vinha de São Paulo, encarecendo a produção, além da queda da produção nos meses quentes.
    Assim, essa atividade começou a declinar na década de 1960, logo depois da queda dos laranjais. Alguns criadores buscaram fabricar a alimentação das aves, adquirindo misturadores, produzindo farelo grosso, fubá e milho moído. Assim, passou a ser comum o arrendamento das instalações e da mão-de-obra de granjas por parte dos abatedouros, com estes pagando aos proprietários sobre o produto final, garantindo os frangos necessários para sua manutenção.
    Além disso, a cama seca, constituída por aparas de madeira, retirada dos galpões após o crescimento e venda dos frangos, era um ótimo adubo, vendido a agricultores de São Paulo.
    À época destacaram-se como importantes locais de avicultura em Campo Grande a Granja 13, na Estrada do Mendanha; A Granja do Bartolomeu, localizada na Estrada do Mato Alto; e o abatedouro do Garcia, na Estrada do Monteiro.
    Curiosamente, o bairro, como já citado anteriormente, muito conhecido pelo período da produção de laranjas, também possui uma homenagem à época da avicultura. No Centro de Campo Grande, no chão do Calçadão, estão “desenhadas” imagens de galos, com pedras portuguesas, como mostra a imagem abaixo:

Foto. Crédito: Carlos Eduardo de Souza

    A imagem passa despercebida da maioria das pessoas que transitam pelo local, mas com certeza homenageia mais um período relevante da história de Campo Grande. Lembrando que o galo também é o símbolo do Campo Grande Atlético Clube, tradicional clube da Zona Oeste. Porém, nesse caso o motivo é outro, sendo mera coincidência. Ou não?
Bibliografia utilizada: Rumo ao Campo Grande por trilhas e caminhos. José Nazareth de Souza Fróes e Odaléa Ranauro Enseñat Gelabert. 2005.

Vamos conhecer melhor a nossa região, a Zona Oeste do Rio de Janeiro ?

 

Vamos conhecer melhor a nossa região, a Zona Oeste do Rio de Janeiro ?😉 Vagas Limitadas.

O Jornalista e Escritor André Luis Mansur, autor da trilogia O Velho Oeste Carioca, vai oferecer o curso em 4 encontros, às terças-feiras de março, do dia 10 ao dia 31, sempre às 18h30. Valor do curso: 80 reais.

Corra e garanta a sua inscrição! Vai ser incrível!

Pré-inscrições e informações: 981772039

Endereço: Ideias Espaço Criativo (Estrada do Cabuçu, 260 – sala 201 – Campo Grande – RJ).

Entre os temas estudados, teremos:

– Fazenda de Santa Cruz
– Fazenda Bangu
– Piratas e Corsários na Baía de Sepetiba
– Os bondes de Campo Grande
– Pioneiros da aviação em Realengo
– A Fazenda da Mata da Paciência
– Escravidão nas freguesias rurais cariocas
– O ramal de trens de Mangaratiba
– A tradição agrícola da Ilha de Guaratiba
– O Convento da Pedra de Guaratiba

Entre muitos outros…

 

BENS TOMBADOS NA REGIÃO DE CAMPO GRANDE, NO RIO DE JANEIRO

 

A proteção do patrimônio cultural das cidades significa a sua própria preservação de seus aspectos não só construtivos, mas culturais e simbólicos, e só se preserva aquilo que se conhece.

O dia a dia das cidades muitas vezes não nos permite perceber aquilo que está a nossa volta, e todo esse acervo histórico e cultural está em nosso cotidiano: ruas, praças, escolas, cinemas, museus, grandes lojas e até o pequeno comércio local. De acordo com o  Guia dos Bens Tombados da Cidade do Rio de Janeiro de 2014, estes são bens tombados no bairro, pela prefeitura.

BICA D’AGUA Originalmente utilizada como aguada de equinos, a bica de ferro fundido se destaca por seu notável trabalho decorativo, na praça do Rio da Prata

CORETO Com telhado recoberto de telhas francesas, o coreto possui traços arquitetônicos singelos. Na praça do Rio da Prata.

FONTE WALLACE MODELO MURAL. Peça artística originária da célebre Fonderie Val d’Osne. Na praça da Igreja Nossa Senhora do Desterro.

ANTIGA USINA DE BONDE Construção erigida em 1917, com proporções e decoração neo românticas, abrigava a antiga Usina de Bondes. Próximo ao Park Shopping

IGREJA NOSSA SENHORA DO DESTERRO Voltada para a praça, a igreja, de estilo eclético, teve sua decoração primitiva destruída por um incêndio em 1882, sendo reconstruída a partir de 1897. Destaca-se, no seu adro, o cruzeiro e o frontão à feição maneirista, agora com volutas. No ponto central de Campo Grande.

IGREJA DE SÃO PEDRO Erigido em torno de 1910, a partir de uma capela oitocentista (1820), a igreja apresenta traços da arquitetura religiosa colonial brasileira. A tradição local afirma que a edificação original foi utilizada como ponto de parada por D. Pedro I, nas ocasiões em que se deslocava até Santa Cruz e Mangaratiba. Em Vasconcelos.

RESERVATÓRIO VICTOR KONDER . Segundo a ficha no INEPAC, foi construído em 1927 com a função de melhorar o controle da distribuição de águas do Rio de Janeiro. Com capacidade armazenadora de 16.000 m2, o reservatório recebe as águas do rio Cabuçu e abastece os subúrbios do ramal de Santa Cruz, no trecho entre Bangu e Santa Cruz. Ficou desativado por alguns anos, até ser reformado e reinaugurado em 24 de abril de 1998. Próximo ao Cemitério.

CINE PALÁCIO Construído na década de 1960, foi um dos espaços de entretenimento cultural da Região Oeste, com capacidade de público aproximada de 1.740 lugares. Na Rua Augusto Vasconcelos.

Além destes ainda temos o CINE TEATRO CAMPO GRANDE .Edifício em Art Déco funcionou de 1938 a 1994 o Cine Teatro Campo Grande, denominado Cine Star Campo Grande em 1995. Abriga, desde 2007 o Restaurante Popular Maurício Andrade. Na Rua Campo Grande.

e O MERCADO SÃO BRÁZ. Sociedade Mercado São Braz , de importância arquitetônica, histórica e cultural. Na Rua Coronel Agostinho e Augusto Vasconcelos.

Deca Serejo é maranhense, moradora de Campo Grande, guia de turismo, apaixonada por história ,pela cidade maravilhosa ,bairrista e idealizadora do Rio de Coração Tour, um Projeto de Valorização de Territórios na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro

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