Arquivo da categoria: Antigo Campo Grande

A ZONA OESTE TEM HISTÓRIAS LINDAS DO PASSADO COM ESSA….VIVA A NOSSA CULTURA!!

A FAZENDA DO VIEGAS – por André Luis Mansur

Hoje totalmente degradado e abandonado, o conjunto formado pela sede da Fazenda do Viegas e a Capela de Nossa Senhora da Lapa, na rua Marmiari, no bairro de Senador Camará, são um importante monumento histórico da arquitetura colonial rural do Rio de Janeiro. A fazenda, que mais tarde receberia o nome de Engenho da Lapa, foi fundada por Manuel de Souza Viegas no final do século XVII e a capela construída por volta de 1725.

Durante todo o século XVIII a fazenda foi uma importante produtora de cana de açúcar e aguardente, até que na virada para o século XIX começou a se destacar na produção de café. Os registros indicam que em 1777 ela pertencia a Manuel Freire Ribeiro e em 1797 a Francisco Garcia Amaral. Em 1855 ela foi propriedade de Joaquim Cardoso dos Santos, dos mesmos Cardoso dos Santos que durante décadas foram donos da Fazenda do Cabuçu, em Campo Grande, por onde passa hoje a Estrada do Cabuçu, ligando o centro do bairro à localidade do Rio da Prata, onde também existia uma fazenda da mesma família. “No século XVIII, a fazenda, cultivando cana-de-açúcar e produzindo derivados em seu engenho, foi considerada a segunda em importância na freguesia de Campo Grande. No início do século XIX, com o advento da cafeicultura, a fazenda, com seus campos de cultivo se estendendo até o Lameirão e a Serra dos Viegas, destacou-se como uma das maiores e mais produtivas”. (Hinterlândia Carioca, de Nei Lopes)

A testada (parte da frente da fazenda) fazia limites com a Fazenda dos Coqueiros, dos herdeiros de Manuel Antunes Suzano (grande proprietário de terras na região) e com a Fazenda do Retiro. Aos fundos, a Serra de Bangu, onde ficavam outras propriedades dos Suzano. Com a fragmentação das fazendas, no final do século XIX, dando origem a diversos bairros na zona rural carioca, a antiga Fazenda do Viegas, já nas mãos da Família Paiva, foi vendida em parcelas, na década de 1930, à Construtora Imobiliária Bangu, que a loteou para construção de residências.

A sede da fazenda, austera e simples, típica das casas senhoriais da sociedade rural brasileira do período colonial, é construída a meia encosta, com um porão alto aproveitando a diferença de nível. A fachada principal é marcada pelas colunas toscanas da varanda, por onde se dá o acesso. A capela de Nossa Senhora da Lapa fica à esquerda da casa e está ligada a ela pela varanda. Todo o conjunto arquitetônico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A casa de fazenda apresenta uma solução peculiar para a conjugação da capela ao corpo da casa, aproveitando a topografia do terreno. O coro da capela, que funcionava como tribuna para os proprietários, comunica-se diretamente com o alpendre da casa, enquanto a nave, que se desenvolve num plano inferior, tem acesso externo no nível do terreno”. (Guia da Arquitetura Colonial, Neoclássica e Romântica do Rio de Janeiro, de Jorge Czajkowski)

O conjunto arquitetônico, assim como a área verde em torno dele, foi declarado Parque Natural Municipal e, a partir de 2007, Parque Urbano Fazenda do Viegas, mas só no papel mesmo que ele funciona como parque. A única atividade realizada lá nos últimos anos tem sido a de Coletivos Culturais, que ocupam o espaço de vez em quando para um dia de eventos, com música, teatro, literatura, exposição, artesanato, cineclube etc.

André Luis Mansur é jornalista e escritor – Escreve semanalmente na página Santa Paciência.

Pesquisa de fotos- Guaraci Rosa

VOCÊ MORA EM SANTA MARGARIDA E COSMOS? LEIA ESSA HISTÓRIA….

HISTÓRIA DE SANTA MARGARIDA: UM GRANDE SUB-BAIRRO DE COSMOS

Tudo começou com as terras do Barão

Fernando Vidal Leite Ribeiro era assim que se chamava o Barão de Santa Margarida. Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, a 24 de julho de 1864. Era filho legítimo de Joaquim Vidal Leite Ribeiro e Alexina Amélia Caldeira de Andrada Fontoura, Barão e Baronesa de Itamarandiba.

Seu pai descendia da família de José Leite Ribeiro (avô do Barão de Santa Margarida) que muito contribuiu para a evolução cafeeira do Rio de Janeiro no século XIX. Daí surgiu todo um grupo de homens notáveis para a formação de uma nova ordem para a cidade do Rio de janeiro. O trabalho realizado por seu avô e logo depois por seu pai, deixaram seus nomes ligados à história e benfeitorias de várias cidades fluminenses, tais como: Vassouras, Barra do Piraí, Barra Mansa, entre outras.

Fernando Vidal Leite Ribeiro passou sua infância entre Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Petrópolis e Friburgo. Em 1882 fez uma longa viagem a Europa, só interrompida com a morte de seu pai em 1883. Apesar de não ter uma formação acadêmica, era dotado de excelente cultura e possuía uma vasta biblioteca que com o tempo e as mudanças acabou se dispersando.

Casou-se com Margarida de Castro, a 24 de julho de 1884, na Matriz de São João Batista da Lagoa, no Rio de Janeiro, com quem teve vários filhos, existindo ainda um grande número de descendentes diretos e indiretos. O Barão e a Baronesa casaram-se muito jovens, ele com 19 anos e ela com 18 anos completos. Dentre os inúmeros convidados presentes a cerimônia estava o Visconde de Santa Cruz e Antônio Furquim Werneck, médico obstreta da Princesa Isabel, membro da Academia Nacional de Medicina, deputado federal e prefeito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal em 1897.

Foram seus filhos legítimos: Armando Vidal Leite Ribeiro; Zilda de Castro Vidal Leite Ribeiro; Raul Leitão da Cunha; Nair Vidal Leite Ribeiro; Joaquim Vidal Leite Ribeiro e Maria da Glória Vidal Leite Ribeiro.

Foi criado num ambiente de verdadeiros fazendeiros do interior. Ainda jovem, passou depois da República, a conviver com pessoas ligadas à administração pública, entre os quais o seu cunhado Sampaio Ferraz, então poderoso chefe de polícia do Rio de Janeiro. Foi agraciado com o título de Barão por decreto reconhecido pela Princesa Imperial Regente pelos serviços prestados ao Império. Sendo este título decretado por D. Pedro II, Imperador do Brasil, conforme decreto de 21-07-1887. Em 05 de dezembro de 1890, aos 25 anos de idade, foi nomeado Tenente-coronel da Guarda Nacional, comandante do 4º Batalhão de Infantaria da Capital Federal, tendo sua patente assinada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Foi um dos mais jovens barões do Império, tendo sido herdeiro de grandes recursos financeiros. Mais seus recursos já não eram tantos depois dos prejuízos que a família sofreu com a crise financeira do início da República, principalmente com a quebra do Banco do Brasil em 1901.

Em 1912, passou a fazer parte do Conselho da Caixa Econômica do Rio de Janeiro. Nos últimos anos de sua vida dedicou-se a Santa Casa de Misericórdia, na qual foi Mordomo da Tesouraria do Hospital Geral durante um longo período. Também trabalhou com muito empenho na construção do Hospital São Zacharias, no bairro de Botafogo, pertencente à Santa Casa. Lá existe a Enfermaria Santa Margarida, onde ainda se vê um retrato da Baronesa, sua esposa, que foi uma grande benemérita do hospital.

O Barão Fernando Vidal Leite Ribeiro faleceu em 15 de junho de 1936 e a Baronesa Margarida de Castro a 25 de abril de 1938, ambos no Rio de Janeiro, sendo sepultados no Cemitério São João Batista, jazido perpétuo nº 5507.

O sub-bairro foi criado a mais de 79 anos, havendo documentos de promessa de compra e venda de lotes desde 1939, época que os grandes fazendeiros passavam por uma grave crise econômica, devido à quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, nos EUA.

Até a década de 1970, existia no alto de uma colina na atual Rua Coremas do sub-bairro Santa Margarida, uma grande casa de cor amarela, com portas azuis, estilo fazenda com vários cômodos, possuindo um amplo varandão, em cujo terreno existiam várias árvores de tamarindos espalhadas pelo quintal a gosto do Barão. Durante algum tempo esse grande casarão foi ocupado pelo Barão e pela Baronesa. Onde tempos depois, serviu de escritório para o loteamento e venda dos lotes pela Cia Territorial Palmares. Um de seus filhos, Armando Vidal Leite Ribeiro foi o administrador deste empreendimento, sob o comando do Barão, que tinha na época uma grande influência na administração pública.

Hoje, Santa Margarida possui 54 ruas, várias praças, seis escolas públicas municipais, um posto policial, um centro social urbano, um posto de saúde municipal, uma clínica da família, um centro de recuperação de dependentes químicos, um asilo e uma creche. Possui também iluminação pública nas ruas, um comércio local em expansão, uma Igreja Católica e várias igrejas protestantes. A Escola Municipal Barão de Santa Margarida, existente no sub-bairro ainda guarda o seu retrato na parede, como uma singela homenagem ao dono de suas terras.

O sub-bairro é considerado um grande núcleo populacional, possuindo uma grande população na sua maioria dependente das atividades econômicas do bairro de Campo Grande e do Centro da cidade do Rio de Janeiro. Hoje Santa Margarida é uma subdivisão do Bairro de Cosmos, área da AP-5, da XVIII Região Administrativa. Sendo que atualmente seus moradores lutam pela sua emancipação para que possa se tornar um bairro da cidade do Rio de Janeiro.

Pesquisa e texto de Adinalzir Pereira.

Bibliografia:
“Familia Vidal Leite Ribeiro”, Armando Vidal Leite Ribeiro. Ano 1960.
“Anuário Genealógico Brasileiro”, pag. 350, ano III, 1941, IGB, São Paulo.
“O Barão de Santa Margarida”. Jornal do Brasil. 24 jul 1965. Consultado em 10 dez. 2012.
Vasconcelos, José Smith, Vasconcelos, Rodolfo Smith de (1918). “Archivo Nobiliarchico Brasileiro”. Imprimerie La Concorde.

Com muitos problemas, Centro Esportivo Miécimo da Silva luta pelo ‘legado olímpico’

Por Bruno Guedes

 

São quase sete horas da manhã de uma terça-feira e já faz um intenso calor no outono carioca. Uma fila com mais de 40 pessoas se forma do lado de fora do Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Todos estão esperando senhas para inscrições nos esportes oferecidos no local, sendo que alguns chegaram há mais de duas horas para garantia de lugar. Uma delas é a professora Andreia, de 38 anos, que pela segunda vez está tentando vaga para inscrever seu filho de 11 anos em natação. Junto a eles, alunos chegam para as suas atividades. Mas o que todos encontram, os inscritos ou não, é um retrato do Rio de Janeiro pós grandes eventos: decepção.
O Centro Esportivo Miécimo da Silva é o maior complexo pertencente a uma rede municipal no Brasil. São ao todo mais de sessenta e quatro mil metros quadrados de uma estrutura que se iguala aos maiores polos do mesmo tipo no mundo. Milhares de jovens, em quase totalidade de alunos da rede pública de ensino, já foram matriculados nas vinte e uma modalidades oferecidas gratuitamente de segunda à sexta. Hoje, de acordo com a Prefeitura, são mais de dez mil inscritos. Nos finais de semana, a área se torna uma das poucas fontes de lazer local.

Atualmente administrado por uma Organização Social (OS), o espaço completa trinta e seis anos de existência em 2018, tendo como grande destaque ter sido uma das mais importantes sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, onde recebeu a patinação, caratê, squash e futebol. Além de diversos eventos esportivos, desde o jogo de exibição do Magic Johnson contra Oscar Schimdt, em 1997, até o Sulamericano Masculino de Vôlei, em 2003.

Mesmo com todas estas credenciais, o Miécimo agora luta para se reerguer. Conseguir uma vaga é um desafio digno dos medalhistas olímpicos. As inscrições acontecem às terças-feiras. Porém é necessária a retirada de uma senha para tentá-las, onde começam os problemas. Já às seis horas, duas antes da abertura da secretaria do complexo, dezenas de pessoas já estão nas filas, desde jovens até a idosos. E isso não garante que todos eles vão conseguir algo. Apenas cinquenta são distribuídas diariamente. Há um mês, na reabertura do Centro Esportivo, candidatos acamparam na calçada para ter uma chance.

Miécimo em seus áureos tempos.
Andréia chegou mais de uma hora antes do horário, mesmo assim está do meio pro fim da longa fila formada. A professora tenta inscrever seu filho há duas semanas, mas sem sucesso. De acordo com ela, não é a primeira vez que busca a senha e sofre com o descaso:

“Esta é a terceira vez que venho ao Miécimo, na verdade. Porque a primeira foi quando apenas queria informações e já tinha sido alertada para chegar cedo, na semana seguinte. Então voltei, no horário que disseram, às oito horas, mas a fila era gigantesca. Nem consegui pegar senha. Hoje cheguei às 6h40, olha onde fiquei. Só estou fazendo isso porque é para o meu filho, que tem amiguinhos do colégio que fazem natação e o chamam diariamente”. – reclama a mãe, que disse também estar de férias e portanto conseguiu chegar nesse horário. Caso contrário, não haveria nem possibilidade de tentar uma vaga.

Ela não é a única. Nas redes sociais, através dos canais de interação abertos pelo Centro Esportivo, as reclamações são muitas. O inspetor Fábio Pereira relata que passavam das 16h e ainda havia gente na fila, incluindo idosos. Segundo ele, desde às 8h estava aguardando atendimento. Na secretaria, duas funcionárias atendem os muitos postulantes às inscrições.

De acordo com a Subsecretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura do Rio de Janeiro (SUBEL), o horário definido para inscrições foi de 8h às 17h. Porém, o fato do Complexo ter ficado sem contrato de janeiro até setembro de 2017, gerou uma forte procura por suas atividades logo que foram retomadas. Mesmo adotando atendimento diferenciado, com filas exclusivas para idosos e pessoas com necessidades especiais, a intensa procura levou interessados a acamparem desde a madrugada para conseguir uma vaga.

Afirma ainda que no dia 6 de março, primeiro dia de inscrição, foram mais de 1650 novos alunos e 3 mil atendimentos. A Prefeitura diz também que faz mensalmente relatórios de frequência dos matriculados para identificar potenciais evasões e disponibilizar novas chances. Além disso, adquiriu recentemente webcams e equipamento de informática para agilizar as inscrições.

Mas se conseguir vaga é uma tarefa para poucos, praticar um esporte é mais difícil ainda. Antes tratado como um das mais bem equipadas praças esportivas do Brasil, hoje é mais um que sofre com a falta de “legado olímpico” no  Rio de Janeiro abandonado após os grandes eventos que aconteceram na Cidade, como Pan-Americano, Copa do Mundo e Olimpíadas. Com muitos problemas de conservação, eles aparecem já na entrada do Miécimo. A pintura falhada e muitas identificações faltando contrastam com os papéis colados de alguma informação complementar, como horários e modalidades lotadas.

Durante as Olimpíadas do Rio, em 2016, foi utilizado como boulevard olímpico e aclimatação de atletas. Com shows diários e sem preparo para tais eventos, a estrutura acabou sofrendo e bastante danificada. Os restos finais da festa ainda estão presentes, como cartazes e ornamentações com o logo dos Jogos, numa espécie de ressaca moral de algo maior que não aconteceu. O legado que não chegou.

O Ginásio Algodão, batizado assim em homenagem ao campeão mundial de basquete em 1959, duas vezes bronze olímpico Zenny de Azevedo e que morou no bairro, antes do Pan era considerado um dos melhores das Américas. Viu ao longo desses anos grandes competições, como finais do Estadual de Futsal entre Flamengo e Vasco, nos anos 90, e a geração de ouro do Brasil se sagrar campeã sul-americana de vôlei, um ano antes da medalha dourada em Atenas 2004.

Hoje o que resta são lembranças. Um funcionário ouvido pelo Surto Olímpico, e que preferiu não se identificar por medo de represálias, disse que os transtornos vêm de anos. De acordo com o profissional, existem problemas na quadra, onde há desníveis perigosos para os praticantes de atividades. O trabalho de restauração acontece e aos poucos tentam levantá-lo para novos projetos. O placar, de nível internacional e agora consertado, não funcionava no começo de 2017. A Subsecretaria informou que fez reparos também nos banheiros e salas da quadra, além das substituições das lâmpadas pela Rio Luz.


Ao lado fica a quadra de tênis, que apesar de não apresentar grandes falhas mostra desgaste pelas intempéries. O mesmo ocorre com as demais, como de basquete, vôlei e handebol. Estas, além disto, sofrem com problemas pontuais, como falta de conservação nas redes e pintura. O atleta Victor Lopes disse que isso atrapalha o desenvolvimento dos alunos e qualidade do esporte em si:

“É ruim porque precisamos nos preocupar com várias coisas alheias ao jogo em si. Já aconteceu de chegarmos aqui e não ter água. Isso é péssimo, porque às vezes precisamos parar de jogar ou trazer de casa, o que é mais peso além do material”. – disse o rapaz, que há três anos pratica diversas modalidades.


A falta d’água é alvo de constantes reclamações pelos alunos, mas os bebedouros espalhados pelo complexo funcionavam sem maiores problemas. A Prefeitura confirmou que fez manutenção em todos eles e que estão funcionando perfeitamente.

Se a palavra que define o trabalho feito por diversos professores é inclusão, para a estrutura que encontram pode ser decepção. Na pista de atletismo, onde a todo momento praticantes fazem alguma atividade, estão os maiores problemas. Grandes trechos estão com crateras por falta da pista modular, impossibilitando qualquer tipo de esporte. Atletas desviam suas corridas quando chegam nas áreas afetadas. O gramado do campo, com buracos, também apresenta diversas alterações incomuns.

Questionada sobre este grave problema no Miécimo da Silva, a Subsecretaria disse que infelizmente a atual situação da pista e do campo de futebol foi causada pela utilização em shows e eventos que acabaram danificando em alto grau esses equipamentos. Em orçamentos feitos pela própria SUBEL no ano de 2017, identificaram que será necessário investimentos entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões para consertar esses espaços. E que a Organização Social, em conjunto com a Prefeitura, está buscando parcerias que ajudem nas intervenções.

Em virtude deste acúmulo de problemas, o Centro Esportivo ainda se viu diante de um mais grave de todos: falta de professores. Em meados de 2017, pouco mais de um ano após o maior evento esportivo do planeta na cidade, 120 professores tiveram os contratos vencidos e foram dispensados. O fato levou à suspensão das atividades de badminton, patinação, fisioterapia, hidroginástica e natação. A piscina, tratada como a “joia da coroa”, precisou ser fechada por tal motivo. Atualmente há cerca de 80 profissionais trabalhando no local, número que, de acordo com a administração, deve aumentar nos próximos meses.

A Prefeitura do Rio de Janeiro disse à reportagem do Surto Olímpico que a intenção, juntamente com a OS gestora do espaço, é resgatar a história do Miécimo da Silva em ser referência na descoberta de talentos e na realização de competições esportivas. Segundo a nota enviada, a Organização assumiu há 7 meses e algumas intervenções já foram possíveis realizar apenas com uma parcela do contrato. Entre elas estão a reforma dos vestiários e banheiros do novo complexo de lutas (montado nesta nova gestão); reforma e substituição da tubulação da piscina olímpica; reforma dos acessos e reposição de assentos nas arquibancadas do ginásio e no estádio de futebol; reforma do espaço de capoeira; conserto do elevador do prédio principal; pintura geral dos espaços internos e poda dos gramados, áreas de jardim e outros.

Andreia, que não conseguiu a senha para inscrever seu filho, prometeu voltar na próxima semana pela última vez. E o desejo dela é o mesmo da população carioca que viu os grandes eventos de perto:

“Que o legado não tenha sido apenas para turista, que nós também consigamos usufruir daquilo que foi levantado com o nosso dinheiro.”, finalizou, antes de ir embora novamente sem a inscrição.

fotos: Bruno Guedes, Prefeitura do Rio de Janeiro e Rafael Siqueira

Vandalismo em patrimônio tombado!

Fazenda do Viegas, em Senador Camará, tombada pelo Iphan em 1938. Construída em 1725 para ser a sede de uma fazenda de cana-de-açúcar, tornou-se pioneira no cultivo do café em todo o Estado do Rio. Toda a produção era feita por escravos. A casa rural tem ampla varanda com colunas toscanas de alvenaria, além de uma capela. Consta que D. Pedro II se hospedou lá em suas andanças pela região.

Não adianta a PREFEITURA restaurar e um bando de VANDALOS destruir.
NÃO ao VANDALISMO!
SIM a CONSERVAÇÃO HISTÓRICA da nossa cidade e do nosso BAIRRO!
NÃO a DESTRUIÇÃO!
SIM a CONSERVAÇÃO!

 

Ator é denunciado por manter uma mulher como escrava sexual durante dois dias

Após ser acusado de estupro e abuso sexual em três ocasiões distintas, o ator Ed Westwick, protagonista da série Gossip Girl, recebeu uma nova e chocante denúncia: de acordo com a estilista Haley Camille Freedman, ela relata ter sido mantida como refém pelo ator e transformada em sua escrava sexual durante 48 horas nos meados de 2014 (via TMZ).

 

Halei Camille Freedman afirma que Ed Westwick a prendeu em sua casa após o término de uma festa no próprio local e a obrigou a ter relações sexual contra sua vontade, além de tê-la dopado e a impedido de sair de sua propriedade em Los Angeles – na ocasião, a estilista perdeu a localização geográfica e sua referência temporal por não ter sinal de celular ou outro tipo de contato com o mundo externo. O relato é similar a duas das acusações de abuso que já pesam contra Ed Westwick: em ambos os testemunhos, as vítimas foram atraídas para a casa do ator e, uma vez lá, foram estupradas por ele.

A estilista, no entanto, não está processando Ed Westwick diretamente. Freedman deve entrar com ações judiciais contra membros da equipe do ator e outras pessoas que foram coniventes com o impedimento da veiculação de uma matéria jornalística feita com ela à época, onde a estilista revelaria com todos os detalhes todos os abusos que sofreu enquanto foi mantida como refém sexual por Ed Westwick.

Por causa das acusações anteriores contra o ator, a minissérie Ordeal By Innocence será refilmada pela BBC para a retirada do ator de todos os materiais – ele será substituído por Christian Cooke -; a participação de Westwick na comédia White Gold também foi cancelada.

 

FONTE: ADORO CINEMA

 

O Antigo Campo Grande repudia qualquer ato de violência contra mulheres. E aplaude de pé a BBC por retirar o ator de todos os materiais vinculados pelo canal.

Truque permite ouvir áudio no WhatsApp antes de enviá-lo; veja como

Essa notícia vai pra você que sempre fica em dúvida ao enviar um áudio no aplicativo WhatsApp! Confira no Antigo Campo Grande esse truque agora mesmo!
Parece que os desenvolvedores do aplicativo de mensagens também sofrem dessa insegurança!
Graças a última atualização do aplicativo, os usuários agora podem ouvir as gravações de voz antes de enviar ao contato desejado com a realização de um pequeno e simples truque. A possibilidade, por enquanto, está disponível somente para utilizadores do sistema iOs. Que é o sistema dos aparelhos celulares da marca Apple.

Para ouvir o áudio antes de enviar, basta somente iniciar a gravação da mensagem e bloqueá-la com o cadeado – a atualização anterior permite que o usuário deslize o ícone e grave a mensagem de voz sem a necessidade de segurar na tela (confira como fazer no final dessa matéria).
Ao terminar de falar, basta apenas sair do aplicativo (clique no botão central do seu aparelho), e feche o aplicativo.

Ao acessar o WhatsApp novamente, é possível ouvir a gravação na barra dentro da conversa, pausado e pronto para ser enviado. O bloqueio realizado pelo cadeado possibilitou a disponibilização deste truque.

Segundo o próprio mensageiro, a novidade também deve ser disponibilizada em breve para os usuários do sistema Android.

Faça um áudio no WhatsApp sem precisar segurar botão no Android e IOS.

FOTO: TECHTUDO
Se você quiser gravar mensagens de voz (a famosa mensagem de áudio) por um longo período, não precisa mais ficar segurando o dedo no ícone de gravação, causando muitas vezes até cãimbra no dedão!
Agora você pode simplesmente deslizar o botão para cima (ícone do microfone) para “travá-lo”. Em muitos aparelhos chega a aparecer um ícone de um cadeado. Desta forma, você não precisará mais segurar o botão durante a gravação do áudio.

 

Fonte: GAUCHAZH e TECHTUDO.

Ministério Público pede o afastamento do governador Luiz Fernando Pezão, confira aqui.

RIO – O Ministério Público estadual pediu ontem à Justiça que o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) perca o cargo por não investir na saúde conforme determina a lei, segundo noticiou o “RJTV”, da Rede Globo. A ação solicita ainda que Pezão tenha os direitos políticos suspensos por até oito anos. Os promotores do Grupo Especializado no Combate à Corrupção (Gaeco) alegam que o governador não teria investido na área de saúde os 12% do orçamento determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em 2016, o governo estadual teria gasto apenas 10,42% do previsto para aquele ano, segundo cálculos do Tribunal de Contas do estado (TCE-RJ).

Pelas contas do Ministério Público, essa redução fez com que cerca de R$ 574 milhões deixassem de ser repassados. Os promotores destacam ainda que a conduta de Pezão é um dos fatores responsáveis pelo agravamento da crise da saúde pública do estado. Eles querem uma condenação por danos morais coletivos e pagamento de uma indenização ao Rio no valor de R$ 5,7 milhões — equivalente a 1% do valor que deveria ser aplicado.

O investimento abaixo do previsto dá ao Rio de Janeiro o título de estado com menor percentual investido na saúde pública no país.

A promotora Patrícia do Couto destaca que o prejuízo pra coletividade do Rio foi grande. Segundo as contas do MP, o gasto na saúde foi ainda menor: “Sob a nossa ótica, ele teria aplicado 5,19%. Mas, de qualquer forma, vamos deixar bem claro que o gasto de 10,42% já é improbidade administrativa”, argumentou a promotora em entrevista ao “RJ-TV”.

Na reportagem, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Renato Graça, destacou que o Rio vive a maior crise da história da saúde: “Está morrendo gente que não precisava morrer. São mortes evitáveis, consequências de desabastecimento de insumos e da falta de pessoal.” À Justiça, Pezão reconheceu que não foi atingido o índice constitucional, mas alega que a falta de repasse aconteceu devido à crise financeira.

Em nota, o governo estadual afirma que a Procuradoria- Geral do Estado (PGE) recorreu da ação do Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, alega que “o resultado do índice constitucional da saúde em 2016 foi plenamente justificado pelos arrestos e bloqueios de R$ 8 bilhões nas contas do Estado naquele ano”. Segundo a assessoria, essa justificativa foi remetida à Alerj, que teria aprovado as contas.

Igreja católica é assaltada na Vila Kennedy durante um mutirão de confissão

Na noite de ontem (8), três bandidos encapuzados e armados invadiram a Paróquia Cristo Operário e Santo Cura D’Ars, na Vila Kennedy para assaltar cerca de 15 pessoas que estavam presentes na igreja no mutirão de confissão.

 

— Colocaram todo mundo dentro da capela do Santíssimo e depois saíram. Todo mundo ficou em pânico — conta uma testemunha.

Segundo informações de um dos padres, os criminosos renderam um funcionário que estava na porta da Paróquia e em seguida ordenaram que as pessoas permanecessem quietas, os assaltantes levaram celulares, dinheiros e alianças dos fiéis e dos padres.

“O bairro sempre foi violento, só que hoje em dia a violência está maior do que nunca.”, afirmou um dos padres.

A igreja fica na Avenida Etiópia, uma das principais vias da comunidade. Uma das vítimas teve a aliança de casamento roubada. Ele afirmou que o bandido estava com uma camisa na cabeça e um revólver velho.
O outro Padre contou que um criminoso ficou no carro aguardando os comparsas efetuarem o assalto. Ao sair da Paróquia, os bandidos ameaçaram as pessoas dizendo que quem olhasse para trás levaria um tiro.
Segundo testemunha, essa não é a primeira vez que o crime ronda a igreja. A vítima afirmou que é comum bandidos ficarem na saída da missa para roubar os fiéis do lado de fora.

 

E o Padre completou: “Com a investida do exército aqui no nosso bairro, os militares passam o dia vasculhando tudo, mas esse assalto ocorreu assim que eles foram embora”.

A Polícia Militar informou não ter recebido ocorrência de roubos, nem do 14° Batalhão, que fica no bairro de Bangu, nem da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. O Comando Militar do Leste confirmou que na hora do assalto, os militares já haviam deixado a comunidade da Vila Kennedy.
O Comando Militar do Leste foi procurado, mas não se pronunciou em resposta aos noticiários.

Por Rodrigo Madureira
FOTO: O GLOBO

Esfaqueado durante assalto em ônibus do BRT, na Zona Oeste do Rio

Um homem foi encontrado morto, na manhã desta sexta-feira (9), na estação Capitão Menezes, do BRT Transcarioca, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Divisão de Homicídios foi chamada ao local para realizar a perícia.
Devido o ocorrido, a estação permaneceu fechada no início da manhã, sendo novamente aberta por volta de 9:18h da manhã dessa sexta.

Segundo relataram testemunhas, o homem, de aproximadamente 30 anos, (ainda não foi identificado porque o criminoso levou os documentos e o celular da vítima), levou várias facadas, principalmente na região do pescoço, em um assalto dentro de um ônibus do BRT da linha Alvorada X Fundão, na madrugada desta sexta-feira. Por volta das quatro horas da madrugada.
Testemunhas relataram a policiais militares do 18º Batalhão da Polícia Militar (Jacarepaguá), que um bandido anunciou o roubo e acabou golpeando a vítima com uma faca.  O criminoso conseguiu fugir sem que ninguém visse o culpado.

De acordo com informações cedidas pela Polícia Militar, a identidade da vítima ainda não tinha sido revelada no local. O corpo da vítima foi encaminhado para identificação no Instituto Médico Legal (IML), no Centro da cidade. Os policiais responsáveis irão rever as imagens das câmeras de segurança da estação de BRT, para tentar identificar o autor desse crime.

A concessionária que administra o BRT, informou aos seus passageiros que a estação seria fechada durante o início da manhã, e reabriu por volta das 6h, mas acabou sendo interditada novamente. Segundo a concessionária, por problemas operacionais, voltando a ter as suas atividades regularizadas para embarque e desembarque, logo após esse horário.

A Polícia Civil
Em uma postagem no Facebook, uma testemunha do crime contou que o assalto ocorreu por volta das 4h da madrugada. Segundo o relato, o crime aconteceu quando o ônibus seguia no sentido Alvorada. O criminoso conseguiu fugir.

O Antigo Campo Grande lamenta profundamente esse terrível ato de violência e repudia qualquer comentário negativo em relação à essa notícia.

Por Rodrigo Madureira/
Fotos: EXTRA