O pastor André Valadão, da Igreja Lagoinha, perdeu todas as suas contas nas redes sociais na madrugada desta terça-feira (1), supostamente por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a decisão, o pastor perdeu acesso ao Instagram, Facebook e Youtube. O Twitter ainda não acatou a decisão do TSE. Somente no Instagram, Valadão somava 5,5 milhões de seguidores.
Surpreendentemente, até mesmo o canal no YouTube foi censurado, embora o pastor não usasse para falar sobre política.
Antes das contas serem derrubadas, o pastor fez uma live anunciando a decisão.
Na live, ele disse que teve que desmarcar duas apresentações no Brasil porque tem recebido ameaças de mortes por conta de seus posicionamentos políticos.
Os planos de Bryan Adams foram mais uma vez interrompidos pela Covid-19, quando o músico testou positivo para o vírus pela segunda vez em um mês.
O roqueiro, que também é fotógrafo, compartilhou em sua conta no Instagram o resultado positivo após chegar ao aeroporto de Milão Malpensa, nessa quinta-feira (25).
“Aqui estou, acabei de chegar a Milão e testei positivo pela segunda vez em um mês para a Covid”, dizia a legenda ao lado de uma foto dele no aeroporto.
Bryan Adams está na Itália para o lançamento oficial do Calendário 2022 da Pirelli, para o qual ele fotografou nomes importantes da música, como Cher, Jennifer Hudson, Rita Ora, Bohan Phoenix e Iggy Pop.
Segundo a assessoria de imprensa do evento no Brasil, que será realizado na segunda-feira (29) pela manhã, a ação acontecerá normalmente.
Em outubro, Adams precisou desistir de uma apresentação na Cerimônia de Indução do Hall da Fama do Rock and Roll após também testar positivo.
Seu empresário disse na época que Adams estava “totalmente vacinado e não apresentava nenhum sintoma”.
O médico norte-americano Dr. Anthony Fauci, em entrevista ao programa “New Day” da CNN nesta sexta-feira (26) afirmou que, embora ele não quisesse especular sobre o caso de Adams, “pode ser que ele continuasse a ter o vírus e testou positivo novamente. Ele pode nunca realmente ter se livrado do vírus neste período.”
✝️ Camila Rosa ✝️ (32 anos) – Covid-19. Jundiaí, SP. 22 de novembro, 2021
Morreu no Hospital Universitário de Jundiaí a jovem Camila Rosa, de 32 anos. Antes do falecimento foi realizado o parto de um casal de gêmeos, dos bebês Alicia e Miguel. O corpo dela foi sepultado na tarde desta terça-feira (23) no Cemitério Memorial Parque da Paz.
#LUTO!!!
#COVID-19!!!
💔⚫INFELIZMENTE A COVID-19 FEZ MAIS UMA VÍTIMA: A JOVEM CAMILA ROSA…DE 32 ANOS DE IDADE!!!
💔CAMILA DEIXOU UM CASAL DE GÊMEOS… ELA ERA MORADORA DE JUNDIAÍ-SP!!!
Camila Rosa e Alessandro Toledo eram casados há oito anos.
Cristãos, muito queridos na comunidade que congregavam, Camila, jovem e saudável, engravidou neste ano e descobriu que seria mãe de gêmeos( um casal)…Ela e o esposo Alessandro, a família, amigos do casal, ficaram todos muito felizes com a notícia.
Tudo estava muito bem até que no final da gestação…Camila contraiu a covid-19… infelizmente o estado de saúde dela se agravou.
O parto foi feito e nasceram os bebês: Alicia e Miguel… Ambos estão bem, com saúde… 💙💖🙏
Camila ficou intubada no Hospital Universitário em Jundiaí, acabou não resistindo ao vírus assassino, após o parto…
Que Deus conforte o coração do esposo Alessandro, de toda família e que receba Camila Rosa de braços abertos…
🙏Descanse em paz Camila
➡️😷Infelizmente, a Pandemia ainda não acabou… é importante continuar tomando todos os cuidados… O vírus ainda está fazendo vítimas.
QUEM SÃO AS VÍTIMAS DO ATAQUE A ESCOLINHA INFANTIL EM SAUDADES-SC
Ao todos, cinco pessoas foram as vítimas do massacre que chocou o Brasil na manhã desta terça-feira na escolinha Pró-Infância Aquarela, onde um jovem de 18 anos matou a golpes de facão duas professoras e três crianças da escolinha e deixou uma quarta criança ferida.
As vítimas identificadas foram a professora Adriane Anieceviski de 30 anos e a agente educativa Mirla Renner de 20 anos, ambas naturais da cidade de Saudades.
Além delas as três crianças foram identificadas como Anabela, Sara Luisa e Murilo que completariam 2 anos até o final de 2021. Que Deus conforte o coração dos amigos e familiares das vítimas.
Por: Gravataí 24 Horas Notícias
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📷: Reprodução/Redes Sociais
Imagine uma manhã movimentada em uma avenida de trânsito rápido. Tentando entrar no fluxo, um motorista que está atrasado para o trabalho fica impaciente e acelera. Na faixa rápida, uma motorista recebe uma notificação pelo celular: um recado urgente da babá informa que seu filho está com febre.
Desatenta momentaneamente pela notificação, ela desvia o olhar e não vê a ação do motorista atrasado. Como estava um pouco acima do limite de velocidade da via (80 quilômetros por hora), a colisão parece inevitável. Uma batida muito comum no trânsito das grandes cidades, que gera prejuízos financeiros, estresse, congestionamento e, eventualmente, vítimas.
Isso, se a colisão tivesse acontecido.
O carro da mulher distraída, no entanto, era semiautônomo. Graças à tecnologia 5G, ao receber dados de tráfego de diversos sensores espalhados pelas vias, o veículo soube a hora exata de desacelerar. Com o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina, o computador de bordo do veículo conseguiu antecipar a tentativa frustrada de conversão do motorista atrasado e traçou possíveis cenários para evitar a colisão.
Sinais sonoros vindos do painel digital avisaram que havia a necessidade de desacelerar. Com a distração, o piloto automático assumiu momentaneamente o controle. Em milésimos de segundo, cerca de 40 sistemas foram consultados e enviaram as informações necessárias para o reposicionamento do veículo.
O computador de bordo tomou uma decisão: acendeu a seta e fez um leve desvio de faixa, juntamente com a desaceleração exata para que o carro se encaixasse no tráfego da faixa ao lado sem movimentos bruscos. O motorista atrasado sequer tomou ciência do momento.
Apenas nesta interação de poucos segundos, cerca de 20 gigabytes de dados foram trocados entre os sistemas. Fotos e sensores foram analisados, dados foram computados e transmitidos para outros veículos também conectados e para centrais de controle de tráfego urbano. A interação só foi possível graças ao 5G, à baixa latência na troca de informações (tempo de resposta entre o envio e recebimento de dados) e ao alto fluxo de dados.
Revolução tecnológica
Prevista para estar disponível nas 27 capitais brasileiras até julho de 2022, a internet 5G é vista, tanto pelo governo federal quanto por empresas de tecnologia e de telecomunicações, como uma revolução tecnológica abrangente. A implementação desta tecnologia no Brasil promete trazer diversas inovações que vão se refletir em maior produtividade, avanços na economia e na qualidade de serviços.
Em reta final de avaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o leilão das radiofrequências que serão utilizadas pela nova geração de internet no Brasil é um passo importante que está sendo tomado em paralelo a uma série de medidas e adaptações que já vêm sendo articuladas tanto pelo Ministério das Comunicações quanto por operadoras que viabilizarão a novidade.
A chegada da nova tecnologia suscita uma série de questões, muitas delas técnicas e complexas. A Agência Brasil conversou com especialistas da área para entender as novidades que o 5G vai trazer para a forma como a sociedade navega, produz e consome conteúdo.
Leilão de frequências
Importante para a implementação do 5G no Brasil, o leilão das frequências de operação da nova geração de internet móvel é a porta de chegada dessa tecnologia. Discutido em diversas audiências públicas ao longo de 60 dias em 2020, o leilão é considerado não arrecadatório, já que todas as verbas levantadas serão investidas em infraestrutura de comunicação e aprimoramento da conectividade em áreas ainda carentes.
Segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, uma das exigências para o leilão é que haja investimentos não apenas para as redes mais avançadas de 5G, mas também para habilitar amplamente o 4G em pequenos municípios.
“Esta é a primeira vez que a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] fará um leilão que não é arrecadatório, e sim voltado para investimentos. Todo valor acima do preço mínimo será revertido para as 2,3 mil localidades que ainda não possuem 4G habilitado, para as rodoviárias federais e povoados rurais”, afirmou o secretário, que é um dos responsáveis pela elaboração dos termos do pregão.
No leilão do 5G, quatro faixas de frequência serão ofertadas. Destas, duas serão inicialmente híbridas e servirão para distribuir o sinal 4G e o 5G em variações do espectro. Veja abaixo:
Faixa
Uso
700 MHz
Inicialmente será usada para ampliação do sinal 4G. Eventualmente será a faixa utilizada por sensores inteligentes e carros conectados
2,3 GHz
Alta capacidade para áreas densamente povoadas, também será usada para o 4G e será a frequência padrão de operação para dispositivos em geral
3,5 GHz
Capaz de transmitir dados em altíssima velocidade, pode ser usada em paralelo com outras bandas e deve ser a faixa mais concorrida do leilão. É considerada parte do chamado 5G standalone
26 GHz
Faixa onde deve acontecer a transmissão de dados da economia em larga escala, como automação industrial e agrobusiness; capaz de grande velocidade e também é considerada parte do 5G standalone
5G – qual a diferença entre as gerações?
Apesar do ganho óbvio no quesito velocidade, a transição para o 5G não será percebida apenas pelas taxas de download ou upload de conteúdo, explica o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais.
“O 5G vai remodelar a sociedade e os meios produtivos. Para muito além do que aconteceu quando saímos do 3G, teremos internet das coisas [IoT, da sigla em inglês], carros autônomos, cirurgias remotas. O 5G alavanca e possibilita várias outras tecnologias, como inteligência artificial, realidade aumentada – tornando cada vez os meios produtivos mais competitivos”, explicou.
Mas qual a diferença entre as gerações da internet móvel? Veja no infográfico:
Baixa latência, alta velocidade
Morais explica que as novas possibilidades de interação podem transformar a educação, os serviços e a indústria brasileira, além de capacitar novos mercados de trabalho.
Como exemplos, cursos remotos de ensino poderão se beneficiar de aulas em realidade aumentada – experiência de interação em que objetos reais são aprimorados por meios digitais – para mostrar casos práticos da construção de uma estrutura arquitetônica, ou para o treino de um piloto de avião, por exemplo. Galerias de arte, máquinas complexas ou até mesmo o corpo humano podem ser explorados via realidade aumentada em sessões de aprendizado com centenas de outras pessoas compartilhando a experiência.
“A realidade virtual e a realidade aumentada ganham outra dimensão. Você pode ter o professor virtualmente onde estiver. É possível usar sensores táteis para manusear um órgão humano, no caso de um estudante de medicina. Um técnico de tomógrafo, por exemplo, poderia dar assistência na manutenção de uma máquina. São vários exemplos que mostram que a tecnologia 5G é disruptiva”, explicou.
Todos os cenários citados pelo presidente da Anatel só são possíveis graças às características inerentes à tecnologia do 5G, em especial a velocidade de transmissão e recepção de dados, chamada latência. Ela é a soma do tempo de envio de uma informação até a resposta do servidor ao qual a conexão está sendo feita. Em seguida, o envio da resposta do servidor ao cliente com as novas informações, e assim repetidamente.
Conflito de faixas de operação
Segundo o secretário de Telecomunicações, Artur Coimbra, cerca de 21 milhões de brasileiros utilizam antenas parabólicas para receber sinais de telecomunicação em casa – serviço que usa a mesma frequência de 3,5 GHz que será ofertada para exploração comercial no leilão do 5G.
“Há uma exigência descrita no edital que é específica para essa frequência [3,5 GHz]. A gente sabe que a TV por satélite no Brasil é muito popular e foi necessário pensar em soluções para isso – o que não sai barato. Felizmente, a parte técnica foi desenhada e está muito robusta”, disse Coimbra.
A empresa responsável por arrematar a frequência terá, entre outras responsabilidades, que operacionalizar a instalação de filtros de sinal e, em determinados casos, a troca da antena e do equipamento de recepção da banda atual para a chamada banda Ku. A mudança será feita por meio de um kit especial que será custeado pela operadora da frequência.
Faixa exclusiva
A arrematadora da faixa de 3,5 GHz também terá um compromisso de segurança nacional: viabilizar uma rede privativa de comunicação para o governo federal que tenha requisitos de segurança ampliados e que seja altamente confiável.
Segundo o edital do leilão, duas contrapartidas deverão ser executadas para criar a rede segura de troca de dados do governo: uma malha de conexão de fibra óptica entre todos os órgãos da União e uma rede móvel exclusiva para o uso público. Todas as telecomunicações do governo, além de serviços de segurança, defesa civil e emergência, poderão usufruir do serviço, que será implementado inicialmente no Distrito Federal.
Infraestrutura complexa
O secretário de Telecomunicações também listou os desafios de preparar a infraestrutura dos grandes centros urbanos para o recebimento da tecnologia 5G. “Teremos dois desafios logísticos com o 5G. O primeiro é a complexidade do licenciamento [urbanístico] para implantação de antenas. Vamos precisar ter cerca de dez vezes mais antenas do que com tecnologias anteriores”, argumentou.
As antenas de transmissão do 5G, no entanto, trazem uma vantagem. Por serem pequenas, explica Artur, poderão ter regras especiais de isenção de licenciamento urbano – o que agilizaria o processo de cobertura da tecnologia. O problema do licenciamento urbanístico é que ele acontece na esfera municipal, e há grande variação nas legislações sobre o tema.
“O segundo ponto é a expansão das redes de fibra óptica que alimentarão essas antenas. O próprio edital prevê o aumento da malha de cobertura da fibra óptica e a substituição da infraestrutura antiga, mas é um processo demorado”, argumentou Coimbra.
Semana Nacional das Comunicações
De hoje (3) a domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial vai reunir reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.
PAIS DE MENINA QUE SE MATOU AO VIVO NO INSTAGRAM, SÃO ENCONTRADOS MORTOS
Dois dias após a estudante de Ciências Sociais Bruna Borges, de 19 anos, transmitir ao vivo a própria morte no Instagram, os pais da jovem foram encontrados mortos na garagem da residência, em Rio Branco, no Acre. A Polícia Civil acredita que o subtenente Marcio Brito, de 45 anos, e a ex-sargento Claudineia Borges, de 49, tenham tirado a própria vida.
Os corpos do casal foram encontrados por volta das 14h da tarde (horário de Brasília). A polícia foi acionada após uma ligação para a central de informações. Os corpos foram encontrados por uma parente do casal. De acordo com o Secretário Adjunto da Polícia Civil, Josemar Portes, não há evidências de que as mortes tenham sido causadas por uma terceira pessoa. No entanto, a polícia também trabalha com a possibilidade de que um dos dois possa ter assassinado o outro e tirado a própria vida em seguida.
— Essa hipótese é improvável, mas as investigações estão em curso. Certeza mesmo só com a conclusão do inquérito. A princípio foi duplo suicídio. Não há nenhuma evidência de que uma terceira pessoa tenha cometido um crime ou auxiliado. O casal foi encontrado na garagem da mesma casa onde a filha se matou — disse.
Um inquérito foi instaurado para apurar a morte dos pais de Bruna. O casal deixou bilhetes, mas o conteúdo não foi divulgado pela polícia. Segundo o secretário Josemar, o casal já havia sido ouvido após a morte da filha e estava muito abalado.
— Eles estavam em choque. Não demonstraram qualquer indício de que poderiam fazer isso. Mas estavam muito abalados psicologicamente. Para um pai e uma mãe, o que aconteceu não é simples de lidar — disse.
Bruna e os pais moravam juntos no Acre, e familiares do casal estão a caminho de Rio Branco.
Nesta quarta-feira, a estudante de Ciências Sociais Bruna Borges, filha do casal, transmitiu, ao vivo, a própria morte no Instagram. Pouco antes, a jovem chegou a publicar em seu Facebook a mensagem “Ja viram alguém morrer ao vivo?”.
Bruna foi encontrada morta dentro de casa. Em publicações feitas por ela dias antes, Bruna dizia que estava muito mal e que havia sido “abandonada”. Ela também relatou ter sido traída por sua melhor amiga.
Bruna Borges transmitiu a própria morte no Instagram
Um jovem de 30 anos morreu de Covid-19 em Assis (SP) no dia em que se casaria com a namorada. A data do casamento estava marcada havia um ano e deveria ter sido o dia mais feliz das vidas de Bruno Silva e Beatriz Miranda.
A noiva conta que todos em sua casa contraíram o coronavírus, mas apenas Bruno evoluiu para o estado grave da doença. Depois que a jovem fez o teste para a Covid-19 e o resultado foi positivo, o noivo começou a trabalhar em home office e ficou isolado com a família.
No entanto, ele começou a apresentar os sintomas da doença no dia 27 de março e buscou atendimento na UPA da cidade no dia 30, com falta de ar e dores no corpo. No dia 31 de março, o publicitário foi transferido para o Hospital Regional de Assis, conta a noiva.
Ainda de acordo com Beatriz, uma tomografia foi feita no hospital e os médicos constataram que ele já estava com 50% do pulmão comprometido pelo coronavírus. Bruno ficou internado por 10 dias na clínica, mas o quadro começou a se agravar e ele precisou ser transferido para a UTI, onde acabou morrendo no dia 17 de abril, data em que se casaria.
A vítima apresentava baixa saturação e cansaço excessivo para fazer movimentos simples, como se sentar, trocar de roupa e tomar banho. Segundo a jovem, dois dias antes de vir a óbito, o pulmão dele já estava 85% comprometido pela doença.
“Ele foi para a UTI depois de 10 dias, porque a saturação estava abaixando. Conseguimos uma vaga, ele ficou uma semana e depois fez uma nova tomografia, que detectou que ele estava com 85% do pulmão comprometido, dois dias antes de falecer. Ele foi intubado na quinta-feira, dia 15, às 9h. Mesmo com a máscara VNI, ele não conseguia respirar, e faleceu no dia 17, sábado”, conta a noiva.
A possibilidade de intubar Bruno começou a ser cogitada ainda no início da semana em que ele morreu devido à baixa saturação apresentada. Beatriz explica que, depois de um dia com a saturação um pouco melhor, a família começou a ter esperanças, mas, no dia seguinte, o quadro da vítima piorou e o médico disse a eles que se o paciente não fosse intubado não resistiria.
“A hipótese de intubar começou na terça (13). Na quarta (14), a saturação subiu um pouquinho, ele deu uma melhorada, conseguiram fazer a VNI, mas, quando foi na quinta (15), ele já apresentou uma piora, e o médico disse que ou intubava ou ele morreria”, relata Beatriz.
A doença evoluiu muito rápido em Bruno. Apesar de ser sedentário, ele era jovem e não tinha nenhuma comorbidade, mas o comprometimento do pulmão fez com que passasse a sentir grande dificuldade não só para se movimentar, mas também para falar.
A mãe da vítima, Ivani Aparecida, diz que, na semana em que veio a óbito, Bruno já não tinha mais energia para conseguir falar sem dificuldade. Ela recorda que, em uma das conversas que teve com o filho, leu a palavra “medo” nos seus lábios. O pai de Bruno não continha a emoção toda vez que tentavam falar com o filho.
“Eu falava para ele: ‘você não precisa ficar falando’. Na primeira vez que falamos com ele, ele já não conseguia falar, estava fraco e o pai dele até chorou de preocupado. Eu só mandava vídeos bons para ele e pedia para ele não responder e ele ficava respondendo por emoticon. Ele queria casar, dizia que queria casar. O Bruno falava, mas não saía a voz, a gente lia nos lábios dele a palavra ‘medo’. Ele tinha muito medo e já não conseguia mais falar.”
Beatriz conta que Bruno não deixou as enfermeiras tirarem a sua aliança durante a internação por Covid-19 — Foto: Beatriz Miranda/Arquivo pessoal
Planos interrompidos
O casamento era um sonho de Bruno e da noiva. O casal tinha um relacionamento de 11 anos, que começou ainda na adolescência, e dois filhos: Nicolas, de sete anos, e Miguel, de quatro anos.
Havia muita expectativa para a união. As fotos e os vídeos para a festa já haviam sido preparados e tudo estava pago. Beatriz conta que o desejado vestido de noiva também estava sendo finalizado.
Devido à pandemia, eles já haviam decidido que iriam adiar a festa, mas a definição de uma nova data não aconteceu. Já que, depois que a noiva apresentou sintomas do coronavírus, a preocupação com a doença e os acontecimentos que se sucederam tiraram o foco da data especial.
“A festa estava toda pronta, vestido já tinha mandado fazer, festa paga, buffet, estávamos planejando havia um ano. Alguns dias antes, cerca de 15 dias, chegamos em um acordo e decidimos adiar. Mas, como eu comecei a ter sintomas e tudo, aí a gente tirou o foco de conseguir uma nova data”, explica Beatriz.
O desejo de oficializar a união acompanhou Bruno durante todo o período em que esteve internado. A mãe e a noiva contam que, nas conversas por celular durante sua internação, antes de ir para a UTI, ele falava que queria muito se casar. Após sua morte, uma enfermeira contou que ele também não deixou que tirassem a sua aliança no hospital.
Beatriz recorda a emoção que sentiu ao assistir a vídeos gravados por eles para serem exibidos apenas na festa e acrescenta que a data do casamento foi escolhida porque no dia 18 eles completariam 11 anos de relacionamento.
“Fizemos o pré-wedding e um vídeo com um depoimento um para o outro e eu fiquei emocionada com a empolgação dele com o casamento e ele falando o que esperava. A data foi escolhida no dia 17, porque no dia 18 completamos 11 anos e ele citou isso no vídeo até. Uma enfermeira da UTI do Regional me disse que ele não deixou tirar a aliança em momento algum.”
Para passar por esse momento trágico, Beatriz diz que precisou buscar ajuda psicológica e que demorou alguns dias para conseguir contar aos filhos sobre a morte do pai, já que sua avó havia morrido em fevereiro por conta da Covid-19 e a família já vinha sofrendo com essa perda.
“Eu fui atrás de ajuda psicológica. Eu tento manter o Bruno sempre presente, dizendo que o papai está aqui. Eles já estavam conformados com a bisa ter ido para o céu, ter ‘virado estrelinha’ e eu não conseguia dar a notícia. Só depois de quatro dias eu consegui conversar e dizer que o papai ‘virou estrelinha’ e que ele estava aqui com a gente.”
A morte de Bruno surpreendeu toda a família, que tenta superar a dor de uma perda marcada por um dia que poderia ser de tanta celebração para todos.
“Ele tinha 30 anos, nenhum problema de saúde, era uma pessoa sedentária, mas não tinha nenhum problema de saúde e era um paizão, um marido exemplar. Está sendo bem difícil, todos os nossos sonhos ficaram para trás. Eu mandei fazer meu vestido, cada detalhe…é muito difícil. O foco dele era só decolar, ir para frente.”
Ivani acreditava que logo o filho estaria em casa e conta com tristeza sobre os momentos em que o viu sofrer sem conseguir falar e por ter morrido em um momento em que estava alcançando os seus sonhos. Bruno deixou a esposa, os pais, amigos e dois filhos.
“Eu dizia que a mãe tava orando e confiava nos médicos e ele iria se recuperar. O mais duro ainda é enterrar um filho sem saber se ele está ali dentro, porque eles não deixam a gente ver, o caixão é lacrado, e ficamos com aquilo na cabeça, como se a qualquer momento ele fosse aparecer. Ele era um menino cheio de sonhos e estava realizando um de cada vez aos pouquinhos”, conta a mãe, emocionada.
Projeto de lei que prevê o aumento das penas previstas para furto e roubo de vacinas para a covid-19 começou a tramitar no Senado. A proposta (PL 1.004/2021) classifica o furto dos imunizantes como furto qualificado, com pena de reclusão de dois a oito anos e multa. Caso o delito seja classificado como roubo, a pena, que é de quatro a dez anos de reclusão e multa, pode aumentar de um terço até metade do tempo, além de multa.
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Para aumentar essas penas, o projeto altera os artigos 155 e 157 do Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940). O autor da proposta é o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).
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Na justificação do projeto, o senador lembrou o caso ocorrido em Natal (RN) no dia 22 de março, quando servidores de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) foram rendidos por ladrões, que roubaram cerca de 20 doses de vacinas contra a covid-19.
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Styvenson afirma que, como o imunizante atualmente se destina a profissionais da saúde e grupos prioritários, era possível imaginar que “tais medicamentos fariam parte da ganância dos criminosos”, já que são vacinas que não estão disponíveis para compra. Dessa forma, argumenta ele, o projeto tem a finalidade de “desestimular a prática de tais atos, condutas merecedoras que são de maior reprovabilidade penal”.
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“O momento que o país vivencia é estarrecedor quanto ao número de contaminados e de mortes. Se o bom senso e o sentimento humanitário não são suficientes para impedirem essas condutas delitivas, cabe ao rigor da legislação penalista fazê-lo”, diz o senador.
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Ainda não há data prevista para a apreciação desse projeto.
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Fonte: Agência Senado
O primeiro lote de 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer chegou hoje (29) no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP), por volta das 19h30. Segundo o Ministério da Saúde (MS), as doses deverão ser usadas prioritariamente nas capitais em razão das condições específicas de armazenamento, que precisa ocorrer em temperaturas muito baixas.
De acordo com o MS, os entes federados receberão as doses de forma proporcional e igualitária. Os frascos serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC. A conservação, nessa faixa de temperatura, pode ser feita apenas durante 14 dias. Se mantidas em temperaturas de armazenamento entre 2ºC e 8ºC, da rede frio dos estados, o prazo para aplicação das doses diminuiu para cinco dias.
Veja na íntegra:
Em razão das especificidades dessa vacina, o ministério informou que enviará ao estados as doses em duas etapas. Cada uma delas terá 500 mil doses e será referente, respectivamente, à primeira e segunda doses que cada cidadão deverá receber. Até serem despachadas aos entes da federação, as doses ficarão a -85ºC em 16 super geladeiras do Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde, em São Paulo.
“É uma logística específica para essa vacina por conta da cadeia de frio. Mas o Sistema Único de Saúde do Brasil está preparado para distribuir a vacina da Pfizer e todas as outras que forem aprovadas pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nas redes sociais do ministério.
O governo brasileiro comprou 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer. Em março, em reunião com a farmacêutica, o MS apresentou a previsão de que até junho seriam entregues 13,5 milhões.
Na última sexta-feira (23), o pastor John Sherwood, da Pilgrim Tabernacle, do Norte de Londres, foi preso enquanto pregava fora da estação Uxbridge, em Londres. O religioso foi abordado pela polícia depois que foram feitas várias queixas contra ele. Um vídeo compartilhado na internet mostra Sherwood sendo puxado de uma plataforma por dois policiais que o levaram algemado.
“Às 13h35 na sexta-feira, 23 de abril, policiais em patrulha foram sinalizados por um membro do público que os alertou sobre um homem supostamente fazendo comentários homofóbicos perto de Estação de metrô Uxbridge”, disse um porta-voz da Polícia Metropolitana, em um comunicado ao Premier. Segundo o Pr. Jonathan Bragatto, brasileiro que dirige a igreja em Londres, Sherwood “ousou falar em sua pregação de rua que Deus criou apenas dois sexos, macho e fêmea, homem e mulher”.
Os policiais falaram com o homem de 71 anos e ele foi, posteriormente, preso sob a suspeita de um crime, sobre a Seção 5 da Lei de Ordem Pública”, informa o Premier. De acordo com a Polícia Metropolitana, o religioso foi levado para uma delegacia no oeste de Londres, onde, posteriormente, foi libertado sob investigação.