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TSE proíbe Nikolas e Marçal de republicar conteúdos removidos

A decisão do TSE proibiu o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e Pablo Marçal de publicar ou republicar, em qualquer plataforma digital, conteúdos que a Justiça Eleitoral já determinou remover. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, assinou a ordem nesta segunda-feira (19). Além disso, cada responsável poderá receber multa de R$ 50 mil por descumprimento.

A medida integra uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) apresentada pela coligação Brasil Pronto pra Mais. O processo questiona a atuação dos dois na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e inclui Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, candidato a vice-presidente na chapa. Assim, os quatro investigados terão cinco dias para apresentar defesa.

Decisão do TSE cita conteúdos já removidos

A coligação aponta suspeitas de abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação social. Na ação, afirma que Nikolas e Marçal atuariam como canais de divulgação da candidatura de Flávio fora dos perfis oficiais, com grande capacidade de disseminação nas redes.

Entre os episódios citados estão a suposta republicação, por Marçal, de uma montagem que já havia recebido ordem de remoção e a divulgação, por Nikolas, de uma captura de tela atribuída à deputada federal eleita Ana Elisa (PT). A coligação afirma que a imagem seria falsa.

A ordem menciona seis processos eleitorais com determinações para remover conteúdos. Os casos envolvem vídeos com falas editadas ou descontextualizadas, publicações envolvendo crianças e montagens que, conforme decisões anteriores, alterariam o sentido de declarações ou apresentariam situações de forma enganosa.

Multas e restrições para Meta e X

Além de barrar novas publicações dos materiais removidos, Cueva determinou que Meta, responsável por Instagram, Facebook e Threads, e a plataforma X impeçam o impulsionamento pago de conteúdos publicados nas contas dos investigados. As empresas também não poderão conceder tratamento privilegiado à distribuição de conteúdo político-eleitoral desses perfis.

As medidas valem até as 23h59 de 25 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais. Por descumprimento, cada plataforma poderá pagar multa de R$ 500 mil por dia. A decisão esclarece que a circulação orgânica continua permitida, inclusive quando não há contratação de publicidade; além disso, a restrição ao impulsionamento também vale se terceiros fizerem o pagamento.

Na avaliação do ministro, diferenças expressivas em visualizações, compartilhamentos ou interações não comprovam, por si só, favorecimento. O foco é evitar vantagens excepcionais, como ajustes específicos de ranqueamento ou mecanismos de ampliação de alcance fora da aplicação regular das políticas das plataformas.

A coligação afirma que os vídeos de Nikolas no Instagram têm alcance muito superior ao de outros parlamentares. Um levantamento da organização Sleeping Giants Brasil citado na ação aponta que a mediana de visualizações por seguidor dos vídeos do deputado seria 17,2 vezes maior que a dos parlamentares usados na comparação.

A suspeita de favorecimento algorítmico ainda depende de esclarecimentos técnicos. Por isso, Cueva determinou que Meta e X preservem dados dos perfis investigados sobre alcance, distribuição, recomendações, impulsionamento, monetização e publicações em colaboração.

As empresas deverão guardar os registros desde 16 de agosto de 2026 até o cumprimento da ordem, com mecanismos para verificar sua integridade. Além disso, a multa por descumprir essa obrigação é de R$ 100 mil por dia, para cada plataforma.

Decisão do TSE cobra explicações sobre recomendações

Meta e X terão até 24 horas após a intimação para explicar o funcionamento dos mecanismos de recomendação relacionados às contas de Nikolas e Marçal. As plataformas deverão informar se os perfis podem aparecer para quem não os segue e qual proporção das visualizações vem de seguidores e de não seguidores.

Também terão de esclarecer se houve tratamento diferenciado, intervenções manuais ou ajustes específicos de distribuição. Além disso, devem informar se identificaram amplificação artificial, engajamento inautêntico ou comportamento coordenado capaz de interferir na circulação dos conteúdos.

Cueva ainda não decidiu se retirará os perfis e todas as publicações das áreas de recomendação para usuários que não os seguem. O ministro adiou a análise até receber os dados técnicos das empresas. Em seguida, a coligação terá 48 horas para informar se pediu bloqueios ou remoções semelhantes em processos anteriores e justificar uma nova ordem.

Ministro rejeita suspensão geral de monetização

O corregedor negou o pedido para suspender toda a monetização dos perfis. A coligação queria interromper pagamentos de compartilhamento de receitas, bonificações, assinaturas e anúncios de parceria. Segundo Cueva, a legislação proíbe certas remunerações ligadas à divulgação de propaganda eleitoral, mas não permite considerar irregular toda receita de um criador sem elementos concretos que a relacionem às práticas investigadas.

O ministro também rejeitou uma proibição genérica para que os investigados ofereçam ou divulguem vantagens econômicas em troca de conteúdo político-eleitoral. A decisão observa que a legislação já proíbe essa prática e que uma ordem específica exigiria a identificação de atos concretos.

Outro pedido negado, por ora, previa relatórios diários sobre visualizações, interações e evolução de seguidores. Para Cueva, a coligação não demonstrou a necessidade dessa exigência abrangente, embora novas informações possam ser solicitadas para fiscalizar as ordens.

Ação pede cassação e inelegibilidade

No julgamento do mérito, a coligação pede a cassação do registro ou do diploma de Flávio Bolsonaro e, como consequência, do candidato a vice, Alfredo Gaspar. Também requer que o TSE declare Flávio, Nikolas e Marçal inelegíveis.

Os pedidos ainda serão analisados durante a investigação. Ao receber a petição inicial, Cueva ressaltou que essa etapa não confirma a veracidade das acusações, a existência de irregularidades nem a responsabilidade dos investigados. Além disso, o plenário do TSE examinará a decisão cautelar em referendo.

PM remove seis toneladas de barricadas em comunidades de Madureira e recupera 11 veículos

A Polícia Militar retirou seis toneladas de barricadas em Madureira e recuperou 11 veículos nesta segunda-feira (19/10), em comunidades da Zona Norte do Rio. Cerca de 200 policiais participaram da ação nas localidades da Serrinha, Primavera e São José da Pedra.

Com a operação, os agentes liberaram quatro vias que estavam bloqueadas por estruturas instaladas pelo tráfico de drogas. Segundo a corporação, os obstáculos dificultavam a circulação dos moradores e a entrada de veículos de serviços essenciais. Além disso, restringiam o acesso das forças de segurança.

Equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e do 9º BPM (Rocha Miranda) conduziram a ação, com apoio de unidades especializadas da Polícia Militar.

Barricadas em Madureira e apreensão na Primavera

Na comunidade da Primavera, na região de Cavalcanti, os policiais encontraram uma estrutura que, conforme a PM, servia para desmontar veículos e comercializar drogas. O imóvel ficava no fim da Rua Laurindo Filho e tinha ligação com a comunidade por uma área de mata.

Em seguida, os agentes demoliram a construção e recuperaram oito carros e três motocicletas, totalizando 11 veículos. A corporação não divulgou a identificação dos automóveis nem informou quantos tinham registro de roubo ou furto.

A ocorrência seguiu para a 29ª DP (Madureira), responsável pelo registro e pelos procedimentos de investigação.

Bope e unidades especializadas participaram da ação

Além do COE e do 9º BPM, participaram policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM). A operação também contou com o Grupamento Aeromóvel (GAM) e o Núcleo de Apoio às Operações Especiais (NAOE).

A ação buscou combater roubos de veículos e impedir disputas territoriais entre grupos criminosos. Na Serrinha, os policiais também procuraram coibir a cobrança de taxas ilegais impostas por criminosos a moradores e comerciantes.

A retirada das seis toneladas de materiais permitiu a reabertura de quatro vias nas comunidades atendidas. Assim, moradores voltaram a contar com passagens que, segundo a PM, eram importantes para a circulação e para a chegada de ambulâncias, viaturas e outros serviços.

A Polícia Militar não informou se houve prisões nem divulgou o destino dos materiais removidos das ruas.

Drogas são escondidas em feijão e carne para entrar em presídio

A Polícia Penal encontrou maconha e haxixe escondidos em porções de feijão e carne assada destinadas a internos do Presídio Nelson Hungria, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, os agentes apreenderam mais de 1,2 mil invólucros durante uma revista para visitas, no sábado (17/10).

Como as drogas em presídio foram escondidas

Os entorpecentes estavam ocultos dentro de grãos de feijão e de fatias de carne assada. Além disso, presos e familiares consumiriam a comida no pátio da unidade durante o período de visita.

Uma mulher e um homem chegaram ao presídio com o material. Em seguida, a Polícia registrou o caso na 34ª DP (Bangu) e prendeu os dois em flagrante por tráfico de drogas. Eles seguem à disposição da Justiça.

Operação Illicitus já levou a 20 prisões

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Illicitus, que busca asfixiar a atuação de facções no sistema prisional e desarticular os braços externos desses grupos criminosos.

Desde agosto, a operação resultou na apreensão de mais de 32 quilos de drogas. Além disso, agentes prenderam 20 visitantes.

Cristiano Ronaldo recebe suspensão de 30 dias em Portugal

Cristiano Ronaldo recebeu suspensão de 30 dias e multa de 255 euros do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), após deixar a concentração da seleção em setembro. Como a próxima Data Fifa será em novembro, a punição não o impede de disputar os jogos previstos para o período, caso o técnico Jorge Jesus o convoque.

Cristiano Ronaldo pode voltar à seleção em novembro

A entidade considerou procedente a acusação de abandono da concentração antes da partida contra a Dinamarca, pela Liga das Nações. Além da suspensão, o jogador terá de pagar 255 euros, valor equivalente a cerca de R$ 1.444.

O gancho não afasta o atacante de nenhuma partida da seleção. Assim, sua presença nos compromissos de novembro depende da decisão de Jorge Jesus, enquanto companheiros tentam convencê-lo a convocar o camisa 7.

Desentendimento começou após jogo contra a Noruega

A saída de Cristiano Ronaldo ocorreu em Copenhague, na Dinamarca. Além disso, o jogador afirmou que Jorge Jesus não cumpriu um acordo relacionado à sequência de quatro partidas durante a Data Fifa de setembro.

A tensão começou na partida contra a Noruega, a segunda da Liga das Nações. Cristiano Ronaldo permaneceu aquecendo desde o intervalo, mas não entrou em campo. Ele esperava atuar por pelo menos 30 minutos, conforme uma promessa que atribuía ao treinador.

O pedido de desculpas de Jorge Jesus que o atacante esperava não aconteceu. Em seguida, ao saber que também não começaria como titular contra a Dinamarca, Cristiano Ronaldo deixou a concentração. Em uma carta, pediu desculpas aos companheiros e criticou o comandante.

Jogadores pedem retorno de Cristiano Ronaldo

Depois do episódio, a irmã do jogador declarou que ele não voltaria a defender Portugal enquanto Jorge Jesus estivesse no cargo. Vitinha e outros atletas, por sua vez, pediram o retorno do atacante e tentam persuadir o treinador a incluí-lo na convocação.

Portugal tem dois compromissos previstos para novembro: recebe a Dinamarca no dia 14 e visita o País de Gales no dia 17. Cristiano Ronaldo reconheceu o erro, e a suspensão não interfere nessas partidas; por isso, sua participação dependerá da escolha de Jorge Jesus.

Orçamento do Rio para 2027 prevê receita de R$ 55,2 bilhões

A Câmara Municipal começa a analisar nesta terça-feira (20) o orçamento do Rio para 2027. Enviado pela prefeitura, o projeto estima receita de R$ 55,218 bilhões para o próximo ano.

Do total previsto, R$ 41,299 bilhões correspondem ao Orçamento Fiscal e R$ 13,919 bilhões ao Orçamento da Seguridade Social. Assim, a proposta define como a prefeitura poderá distribuir os recursos entre as áreas municipais.

Orçamento do Rio prevê R$ 5,266 bilhões para investimentos

As despesas correntes somam R$ 47,940 bilhões, equivalentes a 86,9% do orçamento. Já as despesas de capital chegam a R$ 7,193 bilhões, ou 13% do total. Além disso, o projeto reserva R$ 85 milhões para despesas imprevistas, conforme previsto em lei.

Os gastos com pessoal e encargos sociais devem atingir R$ 28,205 bilhões. Em seguida, a proposta prevê R$ 1,097 bilhão para juros e encargos da dívida, enquanto outras despesas correntes somam R$ 18,638 bilhões. Esse último grupo inclui custos de manutenção e operação dos serviços e das atividades contínuas da administração municipal.

Para investimentos, o Executivo separou R$ 5,266 bilhões. Desse montante, R$ 272,6 milhões estão previstos para Educação, R$ 83,49 milhões para Saúde e R$ 33,24 milhões para Segurança Pública. Urbanismo concentra R$ 2,253 bilhões, enquanto Transportes recebe previsão de R$ 1,085 bilhão.

Arrecadação municipal cresceu em 2025

Na justificativa enviada aos vereadores, a prefeitura também apresentou dados da arrecadação. Em 2025, a receita total chegou a R$ 46,535 bilhões, alta de R$ 904,2 milhões, ou 2%, ante os R$ 45,630 bilhões registrados em 2024.

As receitas correntes avançaram R$ 2,625 bilhões no período. Já as receitas de capital recuaram R$ 1,721 bilhão, segundo os dados apresentados pelo Executivo.

Projeto do orçamento do Rio pode receber emendas

Os vereadores analisam a proposta em primeira discussão na sessão desta terça-feira (20). Durante a tramitação, o texto pode receber emendas.

Zanin dá cinco dias para TSE falar sobre eleição de Douglas Ruas

O recurso do PSD que pede a realização de segundo turno para o governo do estado levou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a solicitar uma manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora, a Corte terá cinco dias para responder sobre a decisão que permitiu a eleição de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno.

Assinado na última sexta-feira (16), o despacho dá andamento à ação do partido de Eduardo Paes. Zanin é o relator do caso no Supremo e, após receber as informações do TSE, determinou o envio dos autos à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), para que também se manifestem.

O ministro ressaltou que ainda vai analisar com mais detalhes se a ação atende aos requisitos necessários para ser aceita pela Justiça. Por enquanto, o despacho não concede a liminar solicitada pelo PSD nem altera a eleição de Ruas.

Recurso do PSD questiona cálculo dos votos

O partido recorreu ao STF para tentar restabelecer o segundo turno entre os dois candidatos mais votados no primeiro. A ação sustenta que os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) devem continuar na base de cálculo, embora ele tenha disputado a eleição com o registro sub judice e a Justiça tenha anulado os votos em definitivo.

Com a exclusão dos votos de Garotinho, Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos. Assim, esse resultado garantiu a eleição dele sem uma nova votação. O PSD argumenta que a alteração posterior no cálculo viola a soberania popular e o direito ao voto.

Na ação, o partido pede uma liminar para suspender os efeitos da decisão do TSE e realizar o segundo turno entre Ruas e Paes em 25 de outubro. Se essa data não for viável, solicita que a votação ocorra antes da diplomação.

TSE ABRE INVESTIGAÇÃO CONTRA FLÁVIO BOLSONARO, NIKOLAS FERREIRA E PABLO MARÇAL POR SUSPEITAS DE ABUSO ELEITORAL

 

Uma investigação determinada pela Justiça Eleitoral colocou nomes conhecidos da política brasileira no centro de uma nova polêmica envolvendo as eleições de 2026. O caso envolve o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira e o influenciador Pablo Marçal, além de outros políticos, diante de suspeitas de irregularidades relacionadas à divulgação de conteúdos eleitorais nas redes sociais.

Segundo as informações divulgadas, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou a abertura de investigação para apurar possíveis práticas de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. A apuração busca esclarecer se houve utilização irregular de plataformas digitais para favorecer interesses eleitorais.

A iniciativa ocorreu após questionamentos apresentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação aponta possíveis irregularidades na circulação de publicações políticas e levanta dúvidas sobre o alcance e as condições em que determinados conteúdos foram divulgados.

## REDES SOCIAIS NO CENTRO DA POLÊMICA

A investigação pretende esclarecer se as publicações questionadas ultrapassaram os limites permitidos pela legislação eleitoral e se houve eventual vantagem indevida para os envolvidos. Em um cenário político marcado pela influência das plataformas digitais, a utilização das redes sociais durante campanhas eleitorais tornou-se um dos principais pontos de atenção das autoridades.

De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, plataformas como Meta e X foram acionadas para fornecer dados relacionados aos perfis investigados. Essas informações poderão auxiliar as autoridades a compreender a circulação das publicações, identificar possíveis irregularidades e avaliar a dimensão dos fatos apresentados na representação.

O caso também envolve determinações judiciais relacionadas à republicação de conteúdos eleitorais que já haviam sido proibidos. Nikolas Ferreira e Pablo Marçal teriam recebido restrições para voltar a divulgar materiais questionados pela Justiça Eleitoral, com previsão de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento, conforme as informações publicadas.

As medidas reforçam a preocupação da Justiça Eleitoral com a divulgação de conteúdos durante o período de disputa política, especialmente quando existem questionamentos sobre a legalidade das publicações e seus possíveis efeitos sobre o eleitorado.

## INVESTIGAÇÃO NÃO SIGNIFICA CONDENAÇÃO

Apesar da repercussão política, é fundamental destacar que a abertura de uma investigação não significa que os envolvidos tenham sido considerados culpados. Neste momento, as suspeitas precisam ser examinadas, as informações devem ser verificadas e os investigados têm direito à defesa e ao devido processo legal.

Caso sejam comprovadas irregularidades, as consequências dependerão das condutas identificadas, das provas reunidas e das decisões tomadas pela Justiça Eleitoral.

O episódio promete ampliar o debate sobre os limites da propaganda política na internet e a responsabilidade de políticos e influenciadores na divulgação de informações durante as eleições.

A investigação também pode ter repercussões no ambiente político nacional, considerando a visibilidade dos nomes envolvidos e a importância das redes sociais para a comunicação com os eleitores.

Até que haja uma decisão definitiva, as acusações devem ser tratadas como suspeitas sob apuração, sem antecipar conclusões sobre a responsabilidade individual de cada investigado.

 

Quatro clubes do Brasileirão recebem prazo para quitar dívidas ou podem sofrer transfer ban

As dívidas no Brasileirão colocaram São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e Internacional sob risco de transfer ban. Os quatro clubes receberam advertências públicas da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) e têm 45 dias para quitar débitos de 2026.

Criado pela CBF para fiscalizar e julgar as regras de fair play financeiro, o órgão concluiu julgamentos de primeira instância de 12 clubes da Série A. Os processos tratam, por sua vez, da janela de verificação de solvência de 31 de julho de 2026.

Dívidas no Brasileirão: pendências dos quatro clubes

O São Paulo recebeu sanção por uma dívida com o São José. O clube também comprovou que pagou a Lazio depois da data de corte de 30 de junho. Já os débitos com Ceará e Red Bull Bragantino passaram a seguir a regra geral para dívidas anteriores a 2026.

Além disso, a Anresf advertiu o time paulista por omitir uma dívida anterior com o Novorizontino. O órgão alertou que uma nova falha poderá levar a uma autuação separada.

O Atlético-MG foi julgado por pendências com Bahia e Santos. A decisão retirou da análise uma dívida com o Remo, pois o clube já tinha formalizado um acordo na data de corte. Em contrapartida, a Anresf rejeitou argumentos sobre planos da CNRD, ISS e transações tributárias, que o clube não formalizou dentro do prazo regulamentar.

A Segunda Turma analisou débitos do Grêmio com Capivariano e Votuporanguense. Além disso, o clube tem 15 dias úteis para pagar uma dívida com um atleta não identificado no documento divulgado à imprensa, sob pena de multa de R$ 100 mil.

O Grêmio comprovou pagamentos ao Panathinaikos, da Grécia, e ao Racing, da Argentina, depois da data de corte. Enquanto isso, outro débito com o Cruzeiro foi reclassificado como anterior a 2026.

O Internacional foi julgado por dívidas com Athletico Paranaense e Juazeiro. Assim como o Grêmio, o clube tem 15 dias úteis para regularizar um débito com um atleta, também sob pena de multa de R$ 100 mil. A Segunda Turma rejeitou os argumentos sobre planos coletivos na CNRD e manteve as exigências, com prazo adicional para regularizar tributos e débitos internacionais.

Corinthians e Santos afastam risco imediato

Corinthians e Santos evitaram o risco imediato de transfer ban ou multas ao quitar obrigações de 2026 após notificações da Anresf. O Corinthians comprovou o pagamento de um valor pendente ao Fortaleza e, por isso, evitou a proibição de registrar jogadores.

O clube paulista recebeu apenas uma advertência pública por débitos tributários de 2026 e pela falta de documentos que comprovassem passivos anteriores. Já o Santos pagou direitos de imagem e débitos de FGTS referentes a 2026 após a data de corte.

Com os pagamentos, o Santos afastou a multa e os prazos mais curtos previstos inicialmente no Auto de Constatação. O clube recebeu advertência, e a Anresf reconheceu reincidência, mas reduziu seu peso diante da colaboração plena do time.

Outros clubes também foram advertidos ou tiveram processos arquivados

O Botafogo, em recuperação judicial, recebeu advertência e orientação para regularizar tributos federais de 2026 em negociação com a Procuradoria-Geral da Fazenda. Além disso, a Anresf rejeitou o argumento de que a falta de nota fiscal adia obrigações relativas a direitos de imagem.

O Vitória recebeu advertência por débitos de 2026. A Anresf vai apurar separadamente a omissão de dados de janelas anteriores. Já o Remo recebeu advertência por impostos federais vencidos, pois a intenção de negociar não elimina o atraso.

O Vasco, também em recuperação judicial, recebeu advertência por não declarar tributos federais, que o clube parcelou posteriormente. Em outro caso, o Athletico-PR teve o processo arquivado: a decisão anterior já havia julgado sua única pendência, sobre a compra de um atleta junto ao Vasco, e o prazo concedido ainda estava em vigor.

Por fim, o Coritiba teve o caso arquivado após comprovar que regularizou tributos federais de 2026 por meio de transação e parcelamento firmados antes do julgamento.

Homem que transportava fuzil e granada em carro roubado é preso na Zona Oeste

Entre domingo (18) e a madrugada desta segunda-feira (19), as prisões no Rio incluem um homem flagrado com fuzil e granada em um carro roubado, em Santa Cruz, e uma passageira com 6,2 quilos de haxixe, em Piraí.

Na Zona Oeste, policiais do 27º BPM patrulhavam a Estrada Vitor Dumas quando desconfiaram da movimentação de um veículo. Em seguida, abordaram o automóvel e constataram que alguém o havia roubado e clonado a placa.

Dentro do carro, a equipe encontrou um fuzil, 208 munições, sete carregadores, coletes, roupas camufladas, uma granada e uma luneta. Em seguida, os agentes prenderam o condutor e o levaram à 43ª DP, em Guaratiba.

Prisões no Rio e apreensão de haxixe em Piraí

Também na madrugada de segunda-feira (19), policiais rodoviários federais prenderam uma passageira de ônibus na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), na altura de Piraí, no Sul Fluminense. A mulher, de 25 anos, transportava mais de seis quilos de haxixe.

Questionada sobre bagagem despachada no compartimento externo, ela negou ter uma mala. No entanto, durante a conferência dos tíquetes, os policiais localizaram uma mala preta que pertencia à passageira.

Agentes do Grupo de Operações com Cães (GOC-RJ) vistoriaram a bagagem com o apoio de Eva e May, cadelas especializadas em detectar drogas, armas e munições. Dentro da mala, encontraram pó de café, naftalina e um fundo falso.

Os policiais retiraram do compartimento 6,2 quilos de haxixe, distribuídos em 30 pacotes. A passageira afirmou que receberia uma quantia para levar a droga de Campinas, no estado de São Paulo, até a rodoviária de Vila Velha, no Espírito Santo. Em seguida, a equipe encaminhou a ocorrência à 94ª DP, em Piraí.

Outras prisões no Rio e na Baixada Fluminense

Na noite de domingo (18), policiais do 19º BPM prenderam um homem por furto na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Ele estava com 12 celulares. Uma vítima rastreou o próprio smartphone e acionou os agentes, que localizaram o suspeito com outros 11 aparelhos.

Já em Duque de Caxias, policiais civis da 60ª DP, em Campos Elíseos, e da 66ª DP, em Piabetá, prenderam um homem condenado a 18 anos por estupro contra a enteada, de 14 anos. A equipe o encontrou na saída de uma igreja no bairro Jardim Primavera.

Conforme as investigações, o crime ocorreu em 2019 e teria sido cometido seis vezes. O homem também teria ameaçado divulgar vídeos que produziu durante os abusos caso a adolescente contasse o ocorrido.

Ao perceber a aproximação dos agentes na saída do templo religioso, o condenado tentou fugir. Em seguida, os policiais o alcançaram e efetuaram a prisão.

PF prende 19 em operação contra monopólio de internet no Rio

A Operação Backbone cumpriu mandados de prisão e busca contra suspeitos de impor o monopólio dos serviços de internet em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. Até as 9h15 desta segunda-feira (19), a operação havia prendido 19 pessoas.

A Polícia Federal cumpriu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Além disso, as investigações apontam que o grupo usa armas e ameaças para controlar a oferta de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na zona norte da capital.

Operação Backbone investiga controle da internet

Segundo a PF, criminosos armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de provedores concorrentes. Além disso, eles impedem reparos e forçam moradores e comerciantes a contratar o serviço controlado pela facção.

A cobrança pela internet representou mais de 40% da arrecadação do grupo no Complexo da Penha em um único mês. Para a investigação, a exploração do serviço se tornou uma das principais atividades da facção e, assim, alimenta a disputa pelo controle territorial.

A PF também aponta que o grupo lava o dinheiro obtido com a atividade criminosa. Entre os meios investigados estão produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão pagos em dinheiro e criptoativos.

Mandados e bloqueio de R$ 558 milhões

Expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, os mandados abrangem os municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte das prisões ocorre no sistema prisional, inclusive em uma unidade do Sistema Penitenciário Federal, onde está detido um dos acusados de liderar o grupo.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de 40 pessoas e 42 empresas, até o limite total de R$ 558 milhões. Também suspendeu as atividades econômicas das pessoas jurídicas investigadas, entre elas provedores de internet, produtoras de eventos, uma empresa de contabilidade e empresas de fachada.

Os investigados poderão responder por domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

Operação Backbone prevê medidas para manter o serviço

A Agência Nacional de Telecomunicações será comunicada para avaliar a cassação das outorgas e a interdição dos serviços de telecomunicações prestados pelas empresas. Além disso, a Anatel deverá adotar medidas para garantir a continuidade do serviço aos moradores das áreas afetadas.

Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo — Foto: Divulgação/MP-SP
06/10/2026 – PF prende seis em ação contra garimpo ilegal no Pará. PF combate extração ilegal de ouro em Tucumã/PA. Foto: PF/ Divulgação
Brasília (DF), 22/02/2024, Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil