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Acidente Grave no Centro De Campo Grande, uma pessoa veio a óbito

Um grave acidente na noite desta terça-feira em  no Centro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio deixou pelo menos uma pessoa morta  e vários feridos, segundo informações   o motorista  do Gol Branco Perdeu o  controle  na curva onde o mesmo acabou  acertando um poste e por ultimo batendo em  um caminhão da Comlurb .    Antes de bater no caminhão o mesmo ainda atingiu 2 garis ambos  ficaram sem ferimentos graves e infelizmente o Adriano motorista   do veiculo veio a óbito ainda no local.

Abaixo Fotos  e Videos do Acidente

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Polícia prende homem por golpe do ‘tombo de automóvel’ na Zona Oeste

Policiais da 17ª DP (São Cristóvão) prenderam em flagrante, nesta segunda-feira, um homem  enquanto praticava o golpe do “tombo do automóvel” no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Alexandre José de Souza Fernandes registrou o roubo de um carro e, mesmo mentindo, foi até a sede da seguradora do veículo para receber o seguro.
Segundo os agentes, Alexandre possui 8 registros de furto/roubo de veículo registrados como vítima. A polícia agora investiga se os outros registros também seriam fruto de fraude contra seguradoras.

 

A Polícia Civil vem intensificando o trabalho de investigação e prisão em crimes de fraude e lavagem de capitais, buscando assim diminuir os índices criminais destas modalidades. Qualquer informação é de grande importância. A 17ª DP (São Cristóvão) disponibiliza o número do seu Disque Denúncia no (2655-5213) ou através da   página de Facebook. Todas as informações são sigilosas.

 

Alerj: Polícia poderá suspender posse de armas de acusados de agressão doméstica durante a pandemia

As autoridades policiais do Estado do Rio podem ser autorizadas a promover a suspensão e apreensão de posse, porte e registro de armas de fogo de pessoas denunciadas, indiciadas e rés em processos de violência doméstica e feminicídio durante a pandemia de coronavírus, de acordo com a Alerj.

O projeto de lei 2.576/2020, foi aprovado nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em discussão única, por 50 votos favoráveis e dois contrários. A proposta será encaminhada ao governador Wilson Witzel, que terá até 15 dias úteis para sancioná-la e vetá-la.
Ainda segundo a pasta, a medida valerá até o final do estado de calamidade pública devido ao coronavírus. Segundo a proposta, a arma de fogo deverá ser acautelada até o fim das investigações e trânsito em julgado dos processos.
A apreensão das armas somente poderá acontecer após decisão fundamentada, da autoridade judiciária competente. Segundo o texto, as pessoas indiciadas por violência doméstica terão suspensos os seus processos de análise de qualquer pedido, qualquer registro, concessão ou renovação de posse de armas.
“É importante que medidas relacionadas à diminuição do acesso a meios letais sejam tomadas, permitindo que as investigações relacionadas a processos de violência doméstica tenham seu transcurso respeitado diante da pandemia de coronavírus.
A suspensão da posse, do porte e do registro de armas de fogo nos casos em que há histórico de violência contra a mulher é medida de suma importância para a proteção das mulheres e torna possível o aprofundamento de medidas do Estado que visem proteger o direito a uma vida livre de violência”, afirmou a parlamentar Zeidan (PT), autora original da proposta.

 

Video: Raio atinge goleiro de 16 anos durante treino na Rússia

Um  raio atingiu o goleiro  Ivan Zakborovsky, de 16 anos, durante treinamento no último sábado (4/7) com os companheiros do Znamya Truda, time da Segunda Divisão da Rússia. O atleta foi atingido quando corria para chutar uma bola.

Zakborovsky foi levado a um hospital em Lyubertsy, nos arredores de Moscou, com  queimaduras graves. O arqueiro está em  coma induzido, noticiou a CNN. O quadro de saúde é estável.

A direção do clube afirmou que  as condições climáticas eram boas para o treinamento. No momento do acidente, o céu estava nublado, mas não chovia e não ventava forte.

“Se houvesse tempestade não estaríamos treinando. A ambulância chegou em 8 minutos”, disse Igor Mayorov, diretor do clube.

Assista ao momento da queda do raio:

GOLEIRO BRUNO LEVA VIDA DISCRETA E MANTÉM ROTINA DE TREINOS DIÁRIOS EM CABO FRIO, ONDE VIVE HOJE

Bruno Fernandes chega ao campo do América de Cabo Frio com a mala de seu carro, um modelo avaliado em R$ 70 mil, abarrotada de equipamento. O próprio goleiro é quem carrega todo o material para mais um dia de treinamento.

O local fica a 1km da casa onde vive hoje o atleta, com sua mulher, Ingrid, e a filha do casal, no bairro de Parque Burle. É na cidade da Região dos Lagos do Rio que Bruno mora desde que deixou Varginha, em Minas Gerais, no fim de março deste ano, para ficar mais próximo dos sogros.

Uma rotina muito diferente da que vivia como ídolo do Flamengo, antes de ser julgado e condenado pelo assassinato de Elisa Samúdio. Ele está solto desde o ano passado, após ganhar o direito de cumprir o restante da pena pela morte de Eliza, ocorrida em 2010, no regime semiaberto.

Em sua nova rotina, Bruno Fernandes raramente é visto pelos vizinhos. Ele quase nao sai de casa nem frequenta o comércio local. Motoqueiros fazem entregas diárias na casa, quase sempre na hora do almoço e do jantar. Quando não está treinando, o goleiro costuma visitar os pais da mulher no município vizinho de Arraial do Cabo.

O rompimento em maio com o empresário Jaime Marcelo, que vislumbrava uma carreira para o goleiro na Europa, parece não ter tirado a determinação de Bruno Fernandes. Seus treinos diários são acompanhados pelo treinador de goleiros Wellington.

No campo, ele divide espaço com outros jovens atletas, como o goleiro sub 20 do Flamengo, Pedro Caracocci, com quem Bruno chegou a postar uma foto. “Para muitos uma promessa, para mim uma realidade”, legendou o atleta, hoje com 35 anos, que em nenhum momento apareceu usando máscara de proteção.

 

Polícia indicia 14 pessoas após agressão a médica que tentou acabar com festa no Grajaú

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou 14 pessoas no caso da médica Ticyana D’azambujja, que foi espancada por frequentadores de uma festa no Grajaú, na Zona Norte do Rio, como mostrou o RJ2 nesta terça-feira (7).

Ticyana foi agredida no dia 30 de maio, ao tentar impedir a festa na pandemia.

Todos os 14 indiciados vão responder por infração sanitária preventiva – por participar de uma aglomeração no meio de uma pandemia. A pena pode chegar a 1 ano de prisão.

Cinco indiciados por lesão corporal

Além disso, o proprietário da casa, Rafael Presta – que aparece nas imagens carregando Ticyana – e Rafael Pereira – que agrediu a médica e socou um vizinho que desceu para tentar ajudá-la – foram indiciados por lesão corporal grave. O dono da casa também está proibido de fazer novos eventos.

Outras três pessoas vão responder por lesão corporal leve.

“Ela tava combatendo a pandemia e o fato dela por 30 dias estar afastada disso já caracterizou a lesão grave e, dependendo do caso, isso vai demorar alguns meses pelo laudo pericial, alguns meses se comprovada a incapacidade permanente pro trabalho, pode ser aditada a denúncia para lesão gravíssima”, explicou o delegado André Neves, que está à frente das investigações.

A Polícia Civil concluiu o inquérito depois de analisar imagens de dezenas de câmeras de segurança e ouvir mais de 30 depoimentos. Chamou a atenção do delegado a festa contar com agentes da lei, das polícias Civil e Militar, que nada fizeram para proteger a médica.

Por isso, além da infração sanitária, eles também foram indiciados por prevaricação, quando o funcionário público deixa de agir diante de um crime por interesse próprio.

“É levado em consideração até por não evitar a prática do delito, de tudo que tava acontecendo, por isso o indiciamento também pela prevaricação, e será encaminhado para a respectiva Corregedoria para apuração da transgressão disciplinar”, disse Neves.

Ticyana comentou a conclusão do inquérito.

“Todos foram rapidamente identificados, então eu vejo que o trabalho da polícia foi muito bem feito e espero que isso realmente se reflita depois com a justiça sendo feita ao final do processo”.

Relembre o caso

Ticyana diz que tinha chegado de um plantão de 24 horas e não conseguia descansar, por causa do barulho de uma festa na casa ao lado. Ela contou que acabou perdendo a cabeça e quebrou vidros e um retrovisor de um carro.

Mas logo foi alcançada por um grupo que começou a espancá-la.

O carro quebrado pela médica é do sargento do Batalhão de Choque Luiz Eduardo Salgueiro. Ticyana afirma que foi ameaçada pelo PM e pela mulher dele.

Imagens do dia das agressões mostram Ticyana tentando fugir, correndo no meio da rua.

Ela para um motoboy, parece pedir ajuda e tenta subir na moto. Mas não consegue e é alcançada por dois homens que a agarram. A médica ainda segura na moto, mas leva socos do motoboy. Na sequência é levada e fica caída no chão.

Em entrevista ao RJ1 no dia em que foi registrar o caso na delegacia, a médica disse que as festas na casa do vizinho eram frequentes e que não pararam durante a pandemia de Covid-19. Ela contou ainda que que já tinha ligado para a polícia várias vezes, mas não adiantava.

Dias depois das agressões, moradores do Grajaú fizeram um panelaço pedindo justiça para a vítima.

Lesões físicas e emocionais e recuperação

Mais de um mês depois de ter sido espancada, Ticyana ainda se recupera dos ferimentos. Ela teve ossos do joelho quebrados, passou por cirurgia e ainda precisa de um andador para caminhar. Sem poder trabalhar, ela diz que ainda se sente emocionalmente abalada.

“Eu ainda estou me reestruturando. Acho que agora é que eu comecei a digerir sobre todas as mudanças que aconteceram na minha vida”, disse a médica.

Além das agressões físicas, Ticyana disse que sofreu prejuízos emocionais desde o ocorrido.

“Não chego a estar em depressão, mas mais triste que o normal. Estou dando mais trabalho para a minha psicóloga que antes. Porque agora, assim, estou sentindo realmente o peso de estar afastada do trabalho sem perspectiva de quando vou poder, realmente, voltar a trabalhar”, desabafou.

Segundo Ticyana, o ortopedista estima que ela ainda precise de três meses de recuperação para retomar suas atividades normalmente.

“Tudo atrofiou. Agora, recentemente, é que eu posso ficar em pé. Com a ajuda do andador eu posso fazer minhas atividades, mas ainda está muito longe do normal.

Trens da Supervia podem parar de circular em agosto

Após uma redução acumulada de 31 milhões de passageiros e um rombo de R$ 102 milhões na arrecadação desde março, a companhia de transporte ferroviário do Rio de Janeiro, Supervia, alerta agora para um risco de paralisação das operações em meados de agosto. Segundo o presidente da empresa, Antonio Carlos Sanches, diversas medidas já foram tomadas para tentar equacionar as contas, mas se nenhum aporte financeiro for realizado pelo governo estadual ou federal o colapso será “inevitável” e todos os ramais seriam interrompidos.
“O risco de paralisação existe, não temos condições de operar sem o caixa em dia. São R$ 102 milhões de perdas, que podem chegar em R$ 285 milhões até o fim do ano. Sem ajuda, a empresa entra em colapso financeiro e não consegue pagar os funcionários, a energia e a manutenção dos trens”, destacou Sanches.
Antes das medidas de isolamento social no estado por conta do novo coronavírus, a SuperVia transportava cerca de 600 mil passageiros por dia útil. Nos últimos meses, a queda média foi de 65%. Ou seja, menos 400 mil pessoas nos trens do Rio diariamente.
“Mesmo com a flexibilização nos últimos dias, só tivemos um aumento de 5% no número de passageiros diários. Estamos com uma perda mensal de R$ 30 milhões”, lamentou Sanches. “Precisamos de um socorro imediato de R$ 100 milhões até o mês de agosto.
Para isso, estamos conversando com o governo estadual, BDNES e também com os ministérios da Economia, da Casa Civil e do Desenvolvimento Regional. Todos estão sabendo da situação. A maior questão é o tempo, não podemos ter uma solução para novembro, dezembro. Se tiver um colapso, isso vai atingir toda a SuperVia, não vai dar para reduzir a operação”, explicou o presidente da concessionária.
Antonio Carlos Sanches acredita, entretanto, que a situação será resolvida antes de uma paralisação. “Tenho convicção que as negociações vão evoluir e teremos uma solução para que a coisa não chegue a esse ponto. Mas é importante alertar que não é só um problema do Rio, mas do transporte público de todo país. São empresas privadas que precisam de apoio”, disse.
Secretário estadual de Transportes do Rio negocia com a União uma Medida Provisória
Para o secretário estadual de Transportes do Rio, Delmo Pinho, a questão é ainda mais grave do que parece, pois se trata de uma crise em todo o sistema de mobilidade urbana fluminense. Pinho tenta, assim, negociar com a União uma Medida Provisória (MP) com um socorro federal à Supervia, MetrôRio, CCR Barcas e às concessionárias de ônibus intermunicipais.
“Não se trata de salvar um, temos que viabilizar o conjunto. Essa é a maior crise no setor dos últimos 50 anos e a retomada da economia ficará comprometida se não houver transporte público operando. Estou, junto aos secretários de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, tentando uma parceria com o governo federal. Não é apenas uma ajuda econômica, queremos aproveitar o momento para uma reestruturação, para um transporte público com mais eficiência, transparência e redução dos preços das passagens”, afirmou ele.
Simultaneamente, o governo estadual verifica possíveis dívidas com as concessionárias de transporte. Se confirmados, os valores poderiam ser repassados às empresas, o que daria um fôlego enquanto uma ajuda federal não chega. “Mas sabemos que isso não será suficiente e depende de um trâmite junto a Alerj, Tribunal de Contas e Ministério Público”, ponderou Pinho.
Procurados, os Ministérios da Economia, da Casa Civil e do Desenvolvimento Regional não responderam as solicitações da reportagem.

 

Habeas corpus de Queiroz vai ao STJ e pode ser decidido por presidente da Corte

Brasília – A desembargadora Suimei Cavalieri, do Tribunal de Justiça do Rio, encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) os habeas corpus apresentados pela defesa de Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Oliveira de Aguiar. Ele está preso desde o dia 18 de junho; ela, foragida desde então. O processo chegou ontem à noite a Brasília.
Suimei compõe a 3ª Câmara Criminal do TJ e foi voto vencido ao decidir pela manutenção do Caso Queiroz na primeira instância. Ou seja, entendeu que Flávio Bolsonaro não tem direito a foro especial na segunda instância por ser deputado estadual na época em que os crimes teriam sido praticados.
No entanto, como os demais desembargadores deram o benefício ao hoje senador, Suimei entendeu agora que, já que o caso vai para o segunda instância, cabe ao STJ, que está acima do Órgão Especial do TJ fluminense, julgar os pedidos de habeas corpus relativos a ele. O documento está nas mãos do presidente João Otávio de Noronha, único ministro que não está de recesso.
Como o Estadão mostrou no mês passado, Noronha tem perfil governista: em decisões individuais, atendeu aos desejos da Presidência da República em 87,5% dos pedidos que chegaram ao Tribunal.
Queiroz é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro e, segundo o Ministério Público, atuava como operador financeiro do suposto esquema de desvios liderado pelo filho ‘01’ do presidente.
O ex-assessor foi alvo de prisão preventiva há cerca de três semanas. Ele é acusado de praticar obstrução de Justiça ao longo do processo. No habeas corpus, a defesa pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar.
Os advogados citam o estado de saúde de Queiroz e o contexto de pandemia, além de criticarem fundamentos da medida autorizada pela Justiça.
O caso estava prestes a ter a primeira denúncia apresentada quando os desembargadores do Rio mudaram o foro de Flávio. O MP entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal para que a investigação volte para a primeira instância. A expectativa é de que os ministros analisem o pedido em agosto, quando voltarem do recesso.

 

Mulher é presa após lutar com policiais em abordagem por festa

Uma mulher de 25 anos foi presa depois de xingar e lutar contra policiais durante uma abordagem policial. O caso aconteceu na cidade de Santos , no litoral paulista. Segundo vizinhos, a mulher, que não teve a identidade confirmada, o motivo da abordagem seria a realização de festas .

Para conter a jovem, os policiais utilizaram spray de pimenta. No momento em que os agentes chegaram o prédio, a mulher estava discutindo com um grupo de moradores na frente do edifício. Ao tentarem interferir na situação, os PMs foram ofendidos pela mulher.

Isso fez com que a mulher recebesse voz de prisão. Ela ofereceu resistência e só conseguiu ser acalmada com o uso do spray. Já na delegacia, a jovem ficou em silêncio e assinou um termo por “desacato e perturbação do sossego alheio”.

Segundo os policiais, agentes já atenderam outra ocorrência envolvendo barulho e perturbação no apartamento da mulher.

TCU aponta indícios de pagamento de auxílio emergencial indevido a mais de 230 mil empresários

O  Tribunal de Contas da União (TCU)  identificou 235.572  empresários com indícios de serem sócios ou responsáveis por empresas e que receberam o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. Eles fazem parte de um grupo de   620.299 pessoas suspeitas de recebimento indevido.

Para levantar as supostas irregularidades, o TCU fez  cruzamentos de dados  com a folha de pagamento do auxílio emergencial de abril de 2020. O órgão de controle verificou fragilidade nas informações e nos critérios adotados pelo governo para a concessão do benefício.

Diante deste quadro, o TCU determinou ao Ministério da Cidadania que, no  prazo de 15 dias, indique os controles a serem implementados para reduzir os indícios de inconsistências identificadas nas análises sobre os beneficiários nas folhas de pagamento do auxílio emergencial relativo à pandemia da Covid-19.

Em nota, o Ministério da Cidadania informou que a Controladoria-Geral da União (CGU) analisou 30,5 milhões de pagamentos do auxílio emergencial e encontrou inconformidades em 160 mil, o que representa 0,5% deste total.

Critérios

Para a análise do TCU, foram considerados bancos de dados como o de responsáveis e sócios de pessoas jurídicas da Receita Federal e o Cadastro Nacional de Empresas (CNE), do Ministério da Economia. Como essas bases não identificam explicitamente quem é microempreendedor individual (MEI), foram consideradas apenas empresas com dois ou mais empregados. O MEI só pode ter um funcionário.

Ainda segundo o relatório do TCU, “o público identificado nesse cruzamento é bastante heterogêneo, podendo conter desde o pequeno empresário que está com seu comércio fechado sem a renda necessária para alimentar sua família até o grande empresário que possui as condições de se sustentar em casa durante a quarentena”.

O critério adotado pela Dataprev foi analisar as bases de dados do Imposto de Renda da Receita Federal. “No entanto, dividendos de empresas (além de outras aplicações) gozam de isenção tributária e, portanto, não contariam para o referido limite”, aponta o relatório.

Quanto ao critério de renda familiar, o relatório diz que, no caso do empresário, “a Dataprev e o Ministério da Cidadania não teriam acesso a sua renda ou a uma proxy confiável”. Afirma ainda que mesmo o valor da contribuição do INSS não necessariamente reflete a renda real do contribuinte, o que dificulta a identificação desse público.

“Desta forma, poderia haver  disparidade entre os critérios definidos pela lei,  que, em conjunto com restrições operacionais enfrentadas pelo Ministério da Cidadania, não possibilitariam a focalização razoável do auxílio ao considerarmos o público contribuinte individual do INSS”, informa o relatório.

O documento cita como exemplo dessa fragilidade “os casos de empresários conhecidos que, conforme amplamente noticiado,  tiveram os pedidos de auxílio emergencial aprovados”.

Punição

O Ministério da Cidadania informou ainda que, aqueles que, por algum motivo, estão tentando burlar a legislação que rege o auxílio emergencial estão sujeitos às penalidades descritas no art. 4º, da Portaria 351, de 7 de abril de 2020, e serão obrigados a ressarcir os valores recebidos de forma indevida.

Segundo a pasta, quando alguma irregularidade é confirmada, a Polícia Federal (PF) é comunicada. O ministério afirma que a CGU e a Advocacia-Geral da União (AGU) também estão atuando na fiscalização e no ajuizamento de ações.