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MATA-LEÃO E “TEREZA”: ESTRANGEIROS RENDEM AGENTE E FOGEM DE BANGU 8

 

Dois presos estrangeiros protagonizaram uma fuga do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação chamou a atenção pela forma como os detentos conseguiram render um policial penal e escapar da unidade utilizando uma corda improvisada, conhecida no sistema penitenciário como “tereza”.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o policial penal estava em serviço quando foi surpreendido pelos dois presos. Um deles teria aplicado um golpe conhecido como mata-leão para imobilizar o agente. Na sequência, a dupla teria utilizado a corda improvisada para deixar a unidade prisional.

Os fugitivos foram identificados como o holandês Gerel Lusiano Palm e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez. Palm era procurado pela Interpol e havia sido condenado a 20 anos de prisão em seu país de origem. Já Perez foi condenado na Colômbia a 40 anos de prisão pela morte de um policial.

A fuga provocou uma mobilização imediata das forças de segurança para localizar os dois estrangeiros. Uma aeronave da Polícia Civil chegou a ser acionada para auxiliar nas buscas. Entretanto, de acordo com as informações divulgadas, os dois foram localizados e recapturados antes mesmo de o helicóptero levantar voo.

Após a recaptura, a Corregedoria deverá analisar as circunstâncias da fuga e verificar como os presos conseguiram deixar a unidade. Imagens registradas pelas câmeras de segurança devem ser utilizadas para reconstruir a movimentação dos envolvidos e identificar eventuais falhas nos procedimentos de segurança.

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos está a possibilidade de a arma utilizada pelo policial penal ter sido levada durante a ação. A informação ainda depende da apuração das autoridades responsáveis pelo caso.

Outro aspecto que deverá ser analisado é a classificação de Gerel Lusiano Palm como “faxina”. No sistema penitenciário, presos nessa condição podem desempenhar determinadas atividades dentro da unidade, conforme as regras estabelecidas pela administração prisional. A situação deverá ser analisada diante do histórico criminal atribuído ao estrangeiro e das circunstâncias da fuga.

O episódio reacende a atenção sobre os protocolos de segurança adotados em unidades prisionais de alta segurança e sobre os critérios utilizados para permitir que determinados detentos exerçam atividades internas.

A investigação deverá esclarecer ainda como a dupla teve acesso aos meios utilizados para a fuga, de que maneira o policial penal foi surpreendido e se houve participação ou auxílio de outras pessoas. As autoridades também deverão verificar se houve falhas individuais ou estruturais que facilitaram a ação.

Apesar da mobilização inicial, a fuga terminou rapidamente com a recaptura dos dois estrangeiros, que permanecem sob custódia das autoridades. As circunstâncias do episódio continuam sendo apuradas pela Corregedoria e pelos órgãos responsáveis pela segurança penitenciária.

 

GOLPISTA DO AMOR” É CONDENADO A MAIS DE 6 ANOS DE PRISÃO NO RIO APÓS GOLPES CONTRA MULHERES

 

 

Um homem acusado de aplicar golpes financeiros em mulheres que conhecia por meio de aplicativos de relacionamento foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, além do pagamento de multa. Caio Henrique da Silva Camossatto teria utilizado relacionamentos amorosos para conquistar a confiança das vítimas e, posteriormente, solicitar transferências de dinheiro.

O caso ganhou repercussão depois que uma das mulheres relatou ter perdido mais de R$ 400 mil durante um relacionamento que durou aproximadamente três meses. Segundo o relato apresentado no processo, a vítima teria transferido R$ 427 mil para contas indicadas pelo acusado ao longo do período em que os dois mantiveram contato.

De acordo com as investigações, em algumas situações Caio utilizava o nome de “Caio Andrade” nos aplicativos de relacionamento e se apresentava como um fazendeiro bem-sucedido de Minas Gerais. A estratégia, segundo os relatos reunidos no processo, seria estabelecer inicialmente uma relação de confiança e proximidade com as mulheres.

Conforme os relacionamentos avançavam, ele teria passado a apresentar supostos problemas financeiros. Entre as justificativas estaria a existência de dificuldades envolvendo sua conta bancária. A partir dessas alegações, segundo as investigações, surgiam pedidos de ajuda financeira, que teriam resultado em transferências de valores elevados.

Uma das vítimas afirma que o prejuízo chegou a R$ 427 mil. Além da pena de prisão e da multa, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais à mulher envolvida no processo.

Caio foi preso em 2024, depois de permanecer meses foragido. Atualmente, ele está detido em Guarulhos. Outras duas mulheres também teriam procurado as autoridades e apresentado acusações de golpes semelhantes, ampliando o número de relatos relacionados ao caso.

O processo tramita em segredo de Justiça, o que restringe o acesso público a detalhes dos autos e impede a divulgação de determinadas informações. A condenação, portanto, está relacionada aos fatos analisados pela Justiça no processo específico.

A defesa de Caio informou que não irá se pronunciar sobre o caso. As acusações e os relatos das vítimas foram analisados no âmbito judicial, e a decisão estabeleceu a pena de mais de seis anos de prisão, além das demais determinações.

O episódio chama atenção para os chamados golpes afetivos ou “golpes do amor”, nos quais criminosos podem utilizar relações construídas pela internet para obter vantagens financeiras. Especialistas em segurança digital recomendam cautela diante de pedidos de dinheiro, especialmente quando surgem justificativas urgentes ou solicitações para transferências destinadas a terceiros.

 

APONTADO COMO GERENTE DO TRÁFICO, “SENINHA” É CAPTURADO COM GRANDE QUANTIDADE DE DROGAS EM ITAGUAÍ

Uma ação da Polícia Militar terminou com a prisão de um homem apontado pelos agentes como gerente do tráfico de drogas da comunidade do Sem Terra, em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A ocorrência foi registrada durante uma operação de patrulhamento realizada por policiais do 24º BPM (Queimados).

Segundo informações divulgadas pela corporação, equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) realizavam patrulhamento pela comunidade quando identificaram cerca de quatro homens em atitude considerada suspeita. Ao perceberem a aproximação dos policiais, os suspeitos teriam iniciado uma fuga pela região.

Diante da movimentação, os agentes montaram um cerco com o objetivo de localizar os envolvidos. Durante a ação, um dos homens acabou sendo alcançado e detido pelos policiais. Na abordagem, segundo a PM, uma grande quantidade de drogas foi encontrada e apreendida.

O homem foi identificado como Ayrton Sena da Silva Ferreira, conhecido pelo apelido de “Seninha”. Conforme informações levantadas pelos policiais durante a ocorrência, o suspeito possui diversas anotações criminais e estaria foragido do sistema prisional.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, havia um mandado de prisão para recaptura em aberto contra Ayrton. A consulta aos sistemas teria indicado que ele deveria retornar ao sistema penitenciário para cumprir determinações judiciais relacionadas ao seu histórico criminal.

A PM também informou que “Seninha” seria responsável pela gerência do tráfico de drogas na comunidade do Sem Terra. Segundo os dados apresentados pela corporação, ele constaria no sistema carcerário como indivíduo de alta periculosidade.

A prisão ocorreu em meio ao patrulhamento realizado pelos policiais, que buscavam identificar movimentações suspeitas e combater a atuação de grupos ligados ao comércio ilegal de drogas na região. A fuga do grupo teria provocado a mobilização das equipes e levado à realização do cerco que terminou com a captura do suspeito.

Após a prisão, o homem e todo o material apreendido foram encaminhados para a unidade policial responsável pelo registro da ocorrência. O caso deverá seguir os procedimentos legais, e as circunstâncias da prisão serão analisadas pelas autoridades competentes.

As informações sobre a função de “Seninha” na estrutura do tráfico, bem como sua classificação no sistema prisional, são atribuídas pela Polícia Militar. A existência de anotações criminais e de mandado de recaptura também deverá ser considerada conforme os registros oficiais e as decisões judiciais relacionadas ao caso.

A ocorrência reforça o trabalho das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas em Itaguaí e na localização de pessoas procuradas pela Justiça. O material apreendido será submetido aos procedimentos previstos pela legislação, enquanto o suspeito permanecerá à disposição da Justiça.

PREFEITURA AMPLIA INTEGRAÇÃO E MUDA CUSTEIO DE VIAGENS GRATUITAS NO TRANSPORTE COMPLEMENTAR

 

A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou o Decreto Rio nº 58.732, de 22 de setembro de 2026, que cria o Sistema de Transporte Unificado Complementar (STUC). A nova estrutura reúne diferentes modalidades de transporte complementar que circulam pela cidade, como vans, “cabritinhos” e outros serviços autorizados pelo município.

Entre os principais pontos da medida está uma mudança na forma de custeio das gratuidades que já são garantidas por lei. A partir do novo modelo, a Prefeitura passa a remunerar os operadores do transporte complementar pelas viagens realizadas gratuitamente e devidamente registradas no sistema Jaé.

Na prática, a alteração busca evitar que o custo das viagens de passageiros que possuem direito à gratuidade recaia diretamente sobre motoristas ou operadores. Com o novo mecanismo, as viagens gratuitas registradas no sistema passam a ser consideradas para fins de remuneração pública, conforme as regras estabelecidas pelo município.

O benefício alcança as categorias que já possuem direito legal à gratuidade no transporte público. Entre elas estão idosos, pessoas com deficiência (PCDs), estudantes e outros grupos previstos na legislação. Portanto, o decreto não estabelece gratuidade irrestrita para todos os passageiros, mas modifica principalmente a maneira como os benefícios existentes serão integrados e custeados no transporte complementar.

Outro objetivo anunciado pela Prefeitura é ampliar a integração entre as vans e demais modalidades complementares com a rede municipal de transportes. O sistema deverá permitir maior conexão com ônibus, BRT e VLT, utilizando ferramentas como o Jaé e o Bilhete Único Municipal.

A expectativa é que a integração facilite os deslocamentos de passageiros que precisam utilizar diferentes modalidades de transporte durante seus trajetos pela cidade. A medida também pretende inserir o transporte complementar de forma mais organizada dentro da estrutura de mobilidade urbana do município.

A implantação do STUC, entretanto, será gradual. Alguns detalhes ainda dependerão de regulamentações específicas da Secretaria Municipal de Transportes, que deverá estabelecer procedimentos e regras necessárias para o funcionamento do novo sistema.

O decreto representa uma mudança administrativa na relação entre o poder público e os operadores do transporte complementar, especialmente no tratamento das viagens gratuitas. Ao assumir o custeio dessas viagens conforme os registros realizados no sistema, a Prefeitura busca criar um mecanismo de compensação para os operadores e, ao mesmo tempo, garantir que passageiros que já possuem direito ao benefício possam utilizar o serviço.

A medida ocorre em um cenário de busca por maior integração entre diferentes meios de transporte na cidade. Para os usuários, a principal mudança está na possibilidade de utilizar as modalidades complementares dentro de uma estrutura mais integrada ao sistema municipal.

Apesar das novidades, é importante destacar que o Decreto Rio nº 58.732 não significa que todas as pessoas passarão a viajar gratuitamente nas vans, “cabritinhos” ou demais modalidades. A gratuidade continua vinculada às categorias previstas na legislação. A principal alteração está na forma de integração e no custeio das viagens gratuitas realizadas e registradas no sistema municipal.

mulher é assassinada com tiro na cabeça dentro de igreja no Rio

Uma noite que deveria ser marcada pela fé e pela tranquilidade terminou em tragédia em Cambuci, no Noroeste Fluminense. Jocilerne Oliveira, de 49 anos, foi morta com um tiro na cabeça enquanto participava de um culto em uma igreja da Assembleia de Deus, na localidade de Três Irmãos. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (25).

De acordo com informações da Polícia Civil, um homem entrou no templo durante o culto e efetuou um disparo contra Jocilerne. A mulher foi atingida na cabeça e morreu ainda dentro da igreja. O episódio provocou pânico entre os fiéis que estavam no local no momento do ataque.

Inicialmente, o autor do disparo não havia sido identificado. Durante as investigações, porém, características repassadas às autoridades levaram os policiais a apontar o ex-companheiro da vítima como suspeito. Segundo as informações divulgadas, Jocilerne possuía uma medida protetiva contra o homem.

Após o crime, policiais militares do 36º Batalhão de Polícia Militar realizaram buscas para localizar o suspeito. Ele foi encontrado em uma residência no bairro Funil, também em Cambuci, e levado para a delegacia.

Segundo a Polícia Civil, o homem foi preso em flagrante e autuado pelo crime de feminicídio. O caso foi encaminhado à Justiça e permanece sob investigação. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades.

A ocorrência mobilizou equipes policiais após relatos de disparos dentro da igreja. O corpo de Jocilerne foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passou pelos procedimentos legais antes de ser liberado para a família.

O caso chama atenção especialmente por ter ocorrido dentro de um templo religioso, durante uma reunião de fiéis. A presença de uma medida protetiva contra o suspeito também passou a fazer parte das investigações e deverá ser analisada pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias que antecederam o assassinato.

A Polícia Civil busca reunir informações e provas que possam esclarecer toda a dinâmica do crime, incluindo a entrada do suspeito no templo, o momento do disparo e os acontecimentos que antecederam a execução.

A morte de Jocilerne provocou comoção entre pessoas próximas e frequentadores da igreja. A investigação deverá determinar as circunstâncias completas do feminicídio e reunir os elementos que serão encaminhados à Justiça.

As autoridades reforçam que a apuração continua e que informações sobre o caso devem ser tratadas com base nos dados oficiais divulgados pela polícia. Até o momento, o suspeito permanece preso à disposição da Justiça.

( IMAGENS FORTES)TIROTEIO DEIXA 12 MORTOS, FERIDOS E CASAS ATINGIDAS POR DISPAROS EM COMUNIDADE DO RIO

 

Um intenso tiroteio registrado na manhã desta segunda-feira (28) provocou cenas de tensão e deixou um rastro de destruição no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Imagens registradas após o confronto mostram corpos no local e uma residência que teria sido atingida por disparos durante a troca de tiros.

De acordo com as informações iniciais divulgadas sobre a ocorrência, o confronto teria deixado 12 mortos e diversas pessoas feridas. A situação provocou preocupação entre moradores, que precisaram lidar com o intenso barulho dos disparos e com a insegurança provocada pela operação realizada na região.

Registros feitos após o tiroteio mostram marcas de tiros em estruturas e uma casa atingida por projéteis. Cápsulas de munição também teriam ficado espalhadas pelas ruas, evidenciando a intensidade do confronto ocorrido durante a manhã.

As imagens da região revelam o cenário deixado depois da troca de tiros, com áreas afetadas pelos disparos e moradores acompanhando a movimentação das forças de segurança. A ocorrência ainda estava em andamento no momento das informações iniciais, e o número de mortos e feridos poderia sofrer alterações conforme o trabalho das equipes avançasse.

O Complexo da Maré reúne diferentes comunidades e possui uma grande concentração de moradores. Episódios de violência armada costumam provocar impactos diretos na rotina da população, incluindo interrupção da circulação, medo entre famílias e dificuldades para acessar serviços e estabelecimentos.

Além das pessoas diretamente envolvidas no confronto, moradores podem ser afetados por balas que atingem imóveis e veículos durante situações de intenso tiroteio. Por isso, casas atingidas e marcas deixadas pelos disparos passaram a fazer parte do cenário registrado após a ocorrência desta segunda-feira.

Equipes de segurança permanecem mobilizadas na região para acompanhar a situação e realizar os procedimentos necessários após o confronto. A identificação das vítimas, as circunstâncias que levaram ao tiroteio e a dinâmica exata da ocorrência ainda dependem da conclusão das autoridades responsáveis pela investigação.

As imagens que circulam nas redes sociais chamaram atenção pela dimensão dos estragos e pelo cenário deixado após os disparos. O material mostra parte dos impactos provocados pela violência e reforça a tensão enfrentada por moradores durante operações e confrontos armados.

As autoridades deverão atualizar as informações sobre o caso ao longo do dia, incluindo o número confirmado de vítimas, pessoas feridas, possíveis prisões e as circunstâncias que deram início ao confronto.

Enquanto a operação segue, moradores permanecem atentos e preocupados com a possibilidade de novos episódios de violência na região. A recomendação é que a população evite áreas de risco e acompanhe somente informações divulgadas por fontes oficiais

FLÁVIO BOLSONARO ACUSA: “GENTE DE DENTRO DA CNBB” TERIA AJUDADO A ESPALHAR FAKE NEWS SOBRE NOSSA SENHORA

 

 

 

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (27) que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria contado com a ajuda de pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para disseminar uma notícia falsa envolvendo Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

A declaração foi feita durante um ato de campanha em Goiânia (GO), quando Flávio voltou a negar qualquer intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. Segundo o candidato, a informação teria sido articulada durante os últimos dias e ganhou força nas redes sociais.

“O PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente, essa é a realidade”, afirmou Flávio durante entrevista a jornalistas.

O candidato classificou o episódio como uma das principais notícias falsas da atual campanha eleitoral e voltou a dizer que não existe projeto apresentado por ele para alterar o status religioso de Nossa Senhora Aparecida. Flávio também criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada às publicações sobre o assunto.

A polêmica começou a ganhar força nas redes sociais depois da circulação de conteúdos que associavam Flávio a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação foi desmentida pelo candidato e também considerada falsa por veículos que verificaram o caso.

A origem de parte da narrativa esteve relacionada a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli, que propunha alteração relacionada ao título de Nossa Senhora Aparecida. A proposta, entretanto, foi arquivada em 2008 e não corresponde a um projeto apresentado por Flávio Bolsonaro.

A CNBB, por sua vez, reagiu às declarações e rejeitou a acusação de envolvimento partidário. Segundo reportagem da Exame, a entidade afirmou que a mentira não deve ser combatida com outra mentira e contestou a associação feita pelo candidato.

Até o momento, Flávio não apresentou publicamente nomes ou provas que demonstrem a participação de integrantes da CNBB na disseminação do boato. A acusação, portanto, permanece como uma afirmação feita pelo candidato, enquanto a entidade nega envolvimento.

O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa eleitoral e mostra como temas religiosos passaram a ocupar espaço no debate político de 2026, especialmente nas discussões envolvendo católicos e evangélicos.

UCRÂNIA AVALIA DESCRIMINALIZAR PORNOGRAFIA E TRANSFORMAR INDÚSTRIA EM FONTE DE RECEITA PARA A GUERRA

 

 

Em meio à guerra contra a Rússia e diante das enormes despesas militares, a Ucrânia está avaliando uma medida controversa para ampliar a arrecadação do Estado: a descriminalização da produção e distribuição de pornografia envolvendo adultos consententes.

A proposta ganhou força no Parlamento ucraniano e já foi aprovada em primeira leitura. O projeto recebeu 231 votos favoráveis, oito contrários e três abstenções em julho de 2026. Agora, a iniciativa precisa avançar pelas demais etapas legislativas antes de eventualmente entrar em vigor.

A mudança atingiria uma legislação que atualmente criminaliza determinadas atividades relacionadas à produção, venda e distribuição de material pornográfico. O Código Penal ucraniano prevê, em determinadas circunstâncias, penas que podem chegar a sete anos de prisão, especialmente quando há reincidência, atuação em grupo ou obtenção de grandes lucros.

A proposta, porém, não significa liberar crimes envolvendo menores. Pelo contrário: o projeto também aumenta as punições para delitos relacionados à pornografia infantil e à exploração de crianças. A própria Verkhovna Rada, o Parlamento ucraniano, informou que uma das finalidades da iniciativa é reforçar a proteção de menores.

Um dos principais argumentos dos defensores da mudança é econômico. Segundo o deputado Yaroslav Zhelezniak, um dos autores do projeto, a regulamentação poderia gerar aproximadamente US$ 25 milhões por ano em impostos. Ele afirmou que a arrecadação poderia contribuir para as necessidades de defesa do país, chegando a citar a possibilidade de financiar milhares de drones utilizados no esforço de guerra.

A discussão ocorre porque existe uma grande indústria de conteúdo adulto funcionando de maneira informal. Segundo dados citados pelo Washington Post, autoridades fiscais identificaram milhares de criadores ucranianos na plataforma OnlyFans, com ganhos expressivos registrados nos últimos anos. A ausência de uma regulamentação específica cria, segundo defensores da reforma, uma situação na qual pessoas podem declarar rendimentos e, simultaneamente, ficar expostas a investigações relacionadas à produção de pornografia.

Além da arrecadação, os defensores do projeto argumentam que a descriminalização poderia reduzir oportunidades de corrupção e extorsão, ao retirar da clandestinidade uma atividade que já movimenta dinheiro dentro do país. Críticos, por outro lado, questionam os impactos sociais e a forma como o Estado deveria regulamentar o setor.

Assim, a Ucrânia está diante de um debate incomum: transformar uma atividade atualmente criminalizada em uma indústria regulamentada e tributada, enquanto enfrenta uma guerra que exige enormes recursos financeiros. A decisão final dependerá da tramitação do projeto no Parlamento.

URGENTE! LULA ANUNCIA DESCONTO DE 90% EM DÍVIDAS: NOVO DESENROLA PODE BENEFICIAR ATÉ 15 MILHÕES

A informação apresentada na publicação corresponde, em linhas gerais, a uma medida anunciada pelo governo federal em 25 de setembro de 2026. Lula assinou uma Medida Provisória que criou a terceira fase do Desenrola Brasil, chamada de Desenrola 3.0, com previsão de desconto mínimo de 90% na compra de determinadas carteiras de dívidas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, voltada para famílias que enfrentam dívidas antigas e dificuldades para regularizar a situação financeira. Batizada de Desenrola 3.0, a iniciativa prevê que a União compre carteiras de dívidas inadimplidas e repasse aos consumidores o desconto obtido nas negociações.

A principal promessa é de um desconto mínimo de 90% sobre as dívidas adquiridas pelo governo. A medida foi formalizada por meio de uma Medida Provisória assinada por Lula na sexta-feira (25), em São Paulo. Segundo o governo, a iniciativa poderá alcançar até R$ 150 bilhões em débitos e beneficiar potencialmente até 15 milhões de pessoas.

O programa estabelece critérios específicos. Poderão entrar na operação dívidas com valor original de até R$ 10 mil e atraso superior a 720 dias e inferior a 1.645 dias, período equivalente a aproximadamente dois anos a quatro anos e meio. O desenho contempla dívidas bancárias e não bancárias, incluindo modalidades como cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação em folha.

O funcionamento será diferente das primeiras versões do Desenrola. Em vez de cada consumidor procurar individualmente uma instituição financeira para negociar o débito, o governo pretende comprar carteiras de créditos inadimplidos em leilões. As instituições interessadas deverão apresentar propostas, e vencerão aquelas que oferecerem os maiores descontos.

Caso uma carteira seja adquirida com deságio de 90%, esse abatimento deverá ser integralmente repassado ao consumidor. O saldo restante poderá ser quitado à vista ou parcelado, mas as condições do parcelamento ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

A estimativa oficial é de que existam cerca de R$ 300 bilhões em dívidas potencialmente enquadradas nos critérios, mas o governo trabalha com a possibilidade de adquirir aproximadamente metade desse estoque. Considerando a adesão de credores e devedores, a expectativa é de que cerca de R$ 75 bilhões sejam efetivamente renegociados.

Para realizar a operação, o governo estima um custo de até R$ 15 bilhões para a União, caso seja alcançado o desconto mínimo projetado. O primeiro leilão está previsto para os próximos meses, enquanto o cronograma aponta para o início dos repasses aos devedores em 2027.

A medida foi anunciada juntamente com ações do governo relacionadas às apostas esportivas. Segundo o Executivo, o objetivo do Desenrola 3.0 é reduzir o comprometimento da renda das famílias com dívidas e ampliar a possibilidade de reorganização financeira.

Assim, a afirmação de que haverá “90% de desconto” tem fundamento no programa anunciado, mas não significa que qualquer pessoa endividada terá automaticamente 90% de abatimento. O benefício depende dos critérios estabelecidos e da inclusão da dívida nas carteiras adquiridas pelo governo.

 

EMPRESA LIGADA A DOUGLAS RUAS RECEBE R$ 1,58 MILHÃO DE PEDREIRA RELACIONADA A OBRAS DA SECRETARIA QUE ELE COMANDAVA

 

Uma reportagem publicada pelo Metrópoles trouxe novos dados sobre as relações empresariais envolvendo o deputado estadual Douglas Ruas (PL), que comandou a Secretaria de Cidades do Rio de Janeiro até março de 2026 e atualmente é candidato ao governo estadual.

Segundo a publicação, a Saur Construção, Terraplanagem e Locação, empresa ligada a Douglas Ruas, recebeu R$ 1,58 milhão da Mineração Santa Edwiges entre 2023 e 2025. A mineradora pertence a familiares do deputado federal Altineu Côrtes, também do PL. Os valores foram identificados em três notas fiscais referentes a serviços de transporte de brita.

Os documentos citados pela reportagem registram pagamentos de R$ 431,1 mil, R$ 449,8 mil e R$ 698,9 mil. As notas foram emitidas em dezembro de 2023, abril de 2024 e dezembro de 2024, respectivamente.

A conexão com contratos públicos aparece por meio da FP Vieira, empresa que comprava brita da Santa Edwiges e mantém contratos com a Secretaria de Cidades. De acordo com o levantamento apresentado pelo Metrópoles, a FP Vieira possui R$ 708,8 milhões em contratos com a pasta, sendo R$ 456,6 milhões firmados durante o período em que Douglas Ruas esteve à frente da secretaria.

Relatórios da própria Santa Edwiges também apontam a FP Vieira entre as maiores compradoras de seus insumos em 2023 e 2024. Dessa forma, a reportagem descreve uma cadeia empresarial envolvendo a Secretaria de Cidades, a empreiteira, a pedreira e a empresa ligada a Ruas.

Um ponto importante, porém, é que os documentos divulgados não demonstram, por si só, que o transporte de brita realizado pela Saur tenha sido destinado especificamente às obras públicas contratadas pela Secretaria de Cidades. Essa distinção é relevante para evitar que a existência das relações comerciais seja apresentada como prova de irregularidade.

Douglas Ruas declarou ao Metrópoles que a Saur presta serviços exclusivamente para empresas privadas e que suas atividades não possuem vínculo com contratos públicos. Altineu Côrtes também negou que a empresa de Ruas tenha atuado em obras do Estado. Segundo o deputado federal, a Santa Edwiges contrata diferentes empresas para realizar o transporte de brita.

A reportagem também relembra que a Santa Edwiges apresentou crescimento expressivo de sua operação após 2023. Segundo dados da Agência Nacional de Mineração citados pelo Metrópoles, a empresa passou da 28ª para a 3ª posição no ranking estadual de arrecadação relacionado à atividade minerária entre 2023 e 2024.

O caso ocorre em meio a outras apurações envolvendo negócios de Douglas Ruas. Em agosto, o Metrópoles informou que o Ministério Público do Rio de Janeiro havia aberto investigação preliminar sobre empresas ligadas ao deputado. A defesa afirmou que as empresas não possuem contratos com órgãos públicos.

Até o momento, os dados divulgados mostram relações comerciais e contratuais que estão sendo examinadas jornalisticamente e pelo Ministério Público. Eles não estabelecem, isoladamente, a existência de crime ou ilegalidade. Eventuais conclusões no caso dependerão da análise dos documentos, das autoridades responsáveis e das manifestações dos envolvidos.