Aex-presidente Dilma Rousseff (PT) votou cedo neste domingo (28) em Belo Horizonte e disse acreditar em uma virada de Fernando Haddad (PT).
“Bolsonaro morreu pela boca”, disse à reportagem, mencionando a fala do candidato do PSL sobre acabar com opositores e a fala do filho dele sobre fechar o STF.
A respeito de sua derrota em Minas, onde foi candidata ao Senado, Dilma disse que ficou estarrecida e que foi uma surpresa.
As pesquisas indicavam que a ex-presidente seria eleita. Dilma afirmou que é preciso investigar “o que aconteceu no WhatsApp”, referindo-se à reportagem da Folha de S.Paulo sobre disparos contra o PT pagos por empresários.
Dilma entrou por uma porta lateral do colégio onde vota na região da Pampulha. Veio sozinha e não houve tumulto.
A ex-presidente votou por volta de 8h05, logo que a escola abriu.
No primeiro turno, ela chegou a pé pela porta principal, acompanhada de deputados petistas por volta das 10h. Houve vaias e gritos de apoio.
A ex-presidente viaja ainda neste domingo para São Paulo, para acompanhar a apuração. Com informações da Folhapress.
Osenador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) chegou em seu local de votação, em Vila Isabel, zona norte do Rio, por volta das 8h. Ele disse que está confiante em uma larga vitória do pai, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
“Se tivesse acabado hoje já teria valido a pena tudo o que a gente passou, resgatar o orgulho do brasileiro de usar o verde o amarelo, sua bandeira. Estamos confiantes no resultado, as ruas mostraram isso para nós”, disse à reportagem.
Questionado sobre a diminuição da diferença entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), ele se disse despreocupado. “Se o Datafolha está dando 10 pontos a mais, a gente está com 20 a mais, não tem nem dúvida. Vai ser larga a diferença, o povo brasileiro cansou do PT. Ninguém aguenta mais”, afirmou.
O senador eleito disse, ainda, que no governo do pai todas as indicações serão por competência. “Não vai ter no governo de Bolsonaro ninguém que não seja competente para estar nas respectivas pastas e, com isso, vamos otimizar, enxugar a máquina e fazer o dinheiro chegar onde precisa.”
Quanto à disputa no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, que cumpriu agenda na rua com o ex-juiz Wilson Witzel (PSC), desejou boa sorte aos dois candidatos e disse que o eleitor saberá identificar o que não quer que volte.
Witzel disputa o governo do estado com o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM). Jair Bolsonaro se manteve neutro na corrida estadual.
“A população vai identificar o que é melhor para o Rio de Janeiro, o que quer para o futuro, o que não quer que volte”, disse. Com informações da Folhapress.
OTribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a votação para eleitores brasileiros que estão no exterior foi encerrada em 16 países. De acordo com o TSE, o balanço se refere aos locais de votação, em geral as próprias embaixadas do Brasil, que estão à frente no fuso horário.
De acordo com o boletim, a votação já terminou na Nova Zelândia, Austrália, no Japão, na Coreia do Sul, China, em Taiwan, Cingapura, nas Filipinas, na Malásia, em Honk Kong, no Timor Leste, na Indonésia, no Vietnã, na Tailândia, Índia e no Nepal.
Os 500 mil eleitores que estão aptos a votar fora do país em 99 nações votaram somente para presidente da República. O resultado da votação no exterior será divulgado somente após o término da votação no Brasil. Com informações da Agência Brasil.
Neste domingo, dia 28, milhões e milhões de brasileiros vão às urnas. Como qualquer cidadão, os famosos também vão depositar seus votos. O EXTRA listou 11 nomes, de cada um dos lados, que apoiam Fernando Haddad, candidato a presidente pelo PT, e Jair Bolsonaro, que disputa o mesmo cargo, pelo PSL.
Os famosos que apoiam Haddad
Chay Suede
Chay Suede postou vídeo se posicionando contra Jair Bolsonaro Foto: reprodução/ instagram
“Bolsonaro não! Porque ele é incompetente, porque em 30 anos de vida pública foi incapaz de apresentar sequer um projeto relevante que pudesse transformar a vida do povo brasileiro”, disse Chay num vídeo postado por ele nas redes sociais.
Bruna Marquezine
Bruna Marquezine aderiu à campanha #elenão Foto: reprodução/ instagram
Anitta
Anitta publicou um vídeo se posicionando contra Bolsonaro Foto: reprodução/ instagram
Marcelo Serrado
Marcelo Serrado apoia Fernando Haddad Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
“Meu total apoio à candidatura de Fernando Haddad, em nome do amor, da democracia e do afeto. A gente tem que seguir junto, de mãos dadas, a favor da democracia”, disse Serrado num vídeo postado por ele nas redes sociais.
Bruno Gagliasso
Bruno Gagliasso se posicionou contra Bolsonaro Foto: reprodução/ instagram
Caio Blat
Caio Blat declarou apoio a Fernando Haddad Foto: Bárbara Lopes / Agência O Globo
“O voto em Bolsonaro é inadmissível. Pela forma como ele elogioa à tortura, os torturadores, a ditadura. Isso deveria ser proibido num país sério”, disse Caio em um vídeo postado em sua conta no Instagram.
Marília Mendonça
Marília Mendonça aderiu à campanha #elenão Foto: reprodução/ instagram
Marieta Severo
Marieta Severo declarou apoio a Haddad Foto: Leonardo Aversa : Leo Aversa
“A minha juventude foi passada na ditadura. É horrível você ser censurado quando quer mudar o mundo. Queria dizer isso para vocês”, disse Marieta, em seu discurso na Lapa, no ato a favor de Haddad, no dia 23.
Camila Pitanga
Camila Pitanga declarou apoio a Haddad Foto: reprodução/ instagram
Patrícia Pillar
Patricia Pillar vai votar em Haddad para presidente Foto: reprodução/ instagram
Os famosos que apoiam Bolsonaro
Regina Duarte
Regina Duarte declarou apoio a Jair Bolsonaro para presidente Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
“Essa felicidade que faz com que eu me sinta fazendo parte de um imenso desejo de milhões de brasileiros. Pertencente a uma causa que defende o país de todos, terra de uma uma gente do bem”, disse Regina no Instagram.
Zezé Di Camargo
Zezé Di Camargo apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Netinho
Netinho apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
“Fui à casa de Bolsonaro para conhecê-lo e saí de lá com a certeza que ele é o único caminho para a gente começar a tirar o Brasil desse mar de corrupção”, disse Netinho, em um vídeo postado por ele no Instagram.
Latino
Latino apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Roberto Justus
Roberto Justus apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Mario Gomes
Mario Gomes apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
“Sou um brasileiro, e o Brasil pertence a nós, brasileiros. Não pertence a uma organização crimonosa que busca o poder a qualquer preço. O PT não combina com o estado democrático de direito”, disse Mario Gomes, no Facebook.
Luiza Tomé
Luiza Tomé apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Monica Carvalho
Monica Carvalho apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Oscar Magrini
Oscar Magrini apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Victor Fasano
Victor Fasano apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
“Nasci convocado nessa terra que eu tanto amo. Depois que nós lutamos tanto por essas novas medidas contra corrupação: PT nunca mais”, disse Fasano, em um vídeo postado por ele no Instagram.
Primeiros a votar no exterior, os brasileiros residentes na Nova Zelândia deram vitória a Jair Bolsonaro (PSL). No país, o placar ficou 58,3% para o candidato do PSL contra 41,7%, registrados por Fernando Haddad (PT).
No total, foram 346 votos, inclusive 39 manifestações em branco e nulo. As informações foram reveladas pelo jornalista Sandro Fernandes, correspondente brasileiro na Europa, em sua conta no Twitter.
deputado federal (2007-2010), senador (2011-2014) e governador (2015-2018)
“Boa tarde, minha gente”, é o cumprimento de Rodrigo Rollemberg ao subir em um palanque ou ao dar início a uma coletiva de imprensa. O tom familiar e a proximidade com o público fizeram parte dos últimos 60 dias em que o candidato peregrinou por todo o DF em busca do diálogo com os mais diferentes grupos sociais. Ao falar com o público, destacava ter entrado no governo com um rombo nos cofres que chegava a R$ 3 bilhőes, e colocava o ajuste das contas como um dos principais feitos do mandato.
Mas, para a reeleiçăo, ele prometeu ir além. “Com a casa arrumada, é a hora da virada”, tornou-se năo só a marca, mas também a principal promessa da campanha do socialista. E ele a repetiu por todos os cantos por onde passou. Andou de carroça pelo Sol Nascente, nadou na Praia Norte do Lago Paranoá, dançou em uma festa black no Plano Piloto e até entrou em uma rodinha punk no Porăo do Rock durante show do CPM 22.
No primeiro turno, conquistou 250 mil eleitores. Em 2014, 812.036 votos o elegeram governador. O socialista chega ao segundo turno quase 400 mil votos atrás do concorrente. O governador assumiu uma postura mais ofensiva e partiu para o ataque. O objetivo, segundo o socialista, era mostrar para a populaçăo “quem era Ibaneis”.
História
Nascido no Rio de Janeiro, Rollemberg chegou ao Distrito Federal em 1960, com um ano de idade. Filho de Teresa Sobral Rollemberg e do ex-ministro e ex-deputado federal Armando Leite Rollemberg, tem 13 irmăos, é casado com Márcia Rollemberg, com quem tem três filhos: Gabriela, Ícaro e Pedro Ivo. A entrada no cenário político ocorreu ainda na juventude, quando participou do movimento estudantil na Universidade de Brasília (UnB) e contribuiu ativamente para o processo de reconstruçăo da Uniăo Nacional dos Estudantes (UNE).
Disputou um cargo eletivo pela primeira vez em 1990, com 31 anos. Tentou uma vaga na Câmara Legislativa, mas acabou năo eleito. Em 1994 candidatou-se novamente, ficou como primeiro suplente, e assumiu por dois anos a cadeira de Wasny de Roure (PT). Elegeu-se efetivamente distrital em 1998 e, em 2002, disputou o Governo do Distrito Federal, ficando em quarto lugar. Em 2006, foi eleito deputado federal e, no pleito seguinte, virou senador da República.
Em 2014, conquistou o Palácio do Buriti em disputa contra Jofran Frejat (PR). Nos últimos quatro anos, além do reajuste das contas, teve como destaques no mandato o fechamento do Lixăo da Estrutural, a desobstruçăo da orla do Lago Paranoá, a reforma do Hospital da Criança e o programa de regularizaçăo fundiária, com mais de 63 mil escrituras, sendo o primeiro governador a atuar na regularizaçăo de condomínios.
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Ibaneis Rocha (MDB)
» Número na urna: 15
» Profissăo: formado em direito e proprietário da Ibaneis Advocacia e Consultoria
» Carreira política: estreante
Em um quadro cheio de nomes consolidados e sob a bênçăo das grandes famílias políticas do Distrito Federal, um outsider, que começou a corrida eleitoral com 1,4% das intençőes de voto, chega ao dia do segundo turno como favorito segundo pesquisas de intençăo de voto. Nascido em Brasília, o advogado de 47 anos era um desconhecido de grande parte do eleitorado de Brasília até julho deste ano e, agora, ostenta o mérito de ter conquistado 634 mil votos no primeiro turno das eleiçőes.
Advogado e dono de um escritório de advocacia que leva o próprio nome, Ibaneis construiu, durante a carreira, um patrimônio de R$ 94 milhőes, segundo declaraçăo à Justiça Eleitoral. Ele é o mais rico entre os 11 candidatos que disputaram o primeiro turno, e injetou R$ 3,4 milhőes do próprio bolso na campanha.
Em 14 de setembro, o advogado registrou um documento no Cartório do 1º Ofício de Protesto de Títulos de Brasília, em que se comprometeu a abrir măo do salário de governador, da residência oficial de Águas Claras e dos carros oficiais, além de honorários que o escritório comandado por ele recebe em causas envolvendo o DF.
Vida no Nordeste
A măe e o pai de Ibaneis săo de Corrente (PI) e vieram para Brasília em 1959. Ele nasceu em 1971, no Hospital de Base. Depois disso, os pais voltaram à cidade natal no Nordeste, onde Ibaneis cresceu. O emedebista voltou à capital federal no fim dos anos 1980 para ingressar no curso de direito no UniCeub. Atualmente, ele faz mestrado em gestăo pública pela Universidade de Lisboa, em Portugal.
O advogado tem dois filhos, Caio e Joăo Pedro, frutos do primeiro casamento. A atual mulher, Mayara Noronha, espera o terceiro filho do emedebista. O candidato sofreu uma Paralisia de Bell, causada por uma inflamaçăo no nervo facial que deixa um dos lados do rosto com fraqueza súbita.
A vida política de Ibaneis ganhou os holofotes no fim de julho deste ano, quando a candidatura dele ao GDF foi lançada por coligaçăo formada pelo MDB, Avante e PP. O advogado havia sido convidado pelo MDB para disputar o cargo no último ano, mas saiu do páreo para apoiar Jofran Frejat (PR). Com a renúncia do médico, o quadro mudou e o advogado voltou a assumir a cabeça da chapa.
No segundo turno, Ibaneis buscou unificar as forças políticas, sob a justificativa de que as antigas disputas no DF só prejudicaram a vida da populaçăo. Com a popularidade em alta entre o eleitorado, o candidato teve facilidade em garantir novos apoios e conseguiu o suporte de 20 partidos, além do MDB.
Um homem foi assassinado no fim da tarde deste sábado enquanto acompanhava uma carreata de apoiadores do candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT), na cidade de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza. A vítima foi identificada como Charlione Lessa Albuquerque, de 23 anos. De acordo com informações do G1, o jovem participava da carreata quando um homem emparelhou um veículo Gol de cor branca junto ao carro da vítima, efetuou pelo menos três disparos de arma de fogo e fugiu em seguida.
Nas redes sociais, Haddad lamentou o episódio. “É inadmissível o assassinato de um jovem, Charlione Lessa Albuquerque, que participava de carreata da minha campanha em Pacajus. Ele estava no carro com a mãe celebrando a democracia e acabou morto. É preciso apuração e punição rápida. À família, toda minha solidariedade”, postou o candidato.
Fernando Haddad 13
✔@Haddad_Fernando
É inadmissível o assassinato de um jovem, Charlione Lessa Albuquerque, que participava de carreata da minha campanha em Pacajus. Ele estava no carro com a mãe celebrando a democracia e acabou morto. É preciso apuração e punição rápida. À família, toda minha solidariedade.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Ceará informou que equipes da Polícia Militar estadual (PMCE) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) estão em diligências, com o objetivo de localizar e capturar o autor do crime. O jovem, que não possuía antecedentes criminais, chegou a ser levado para o hospital da região mas não resistiu. A Perícia Forense do Ceará fez a perícia no local.
O jovem trabalhava como servente de pedreiro e é filho de Maria Regina Lessa, secretária da Mulher Trabalhadora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário (CNTRV) da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em nota divulgada, a instituição exige das autoridades a rápida prisão do assassino.
“Na oportunidade, expressamos, nesse triste momento de dor e perda, a total solidariedade do conjunto de dirigentes e militantes do ramo vestuário da CUT”, diz um trecho da nota.
Tortura ainda existe!
Tortura foi o que vivi e vi durante esse tempo em que estive com minha mãe internada em um hospital público. Tortura é chegar a madrugada e os enfermeiros ficarem sentados no zap enquanto tinham pacientes gritando de dor, tortura é não ter medicação por falta de compromisso do governo. Se aquelas pessoas estavam internadas lá, é porque estavam com a saúde debilitada. Eu passei noites numa “sala amarela” aonde tinham pacientes em estado de risco. Me lembro de quantas vezes tive que chamar a atenção dos enfermeiros pois haviam pacientes sofrendo com muitas dores e eles ignoravam. Me lembro quando minha mãe gritava de dor e eu tinha que chamá-los varias vezes pois eles enrolavam e esqueciam dela. Entendo que não estão recebendo, entendo que o governo não colabora abastecendo os hospitais com medicamentos e materiais necessários e sei que a culpa disso tudo é da roubalheira que nos sobrou. Que profissional consegue exercer seu papel sem receber? Como trabalhar direito se em casa pode ter o filho pedindo um Danone e não poder dar? Com as contas atrasadas e a geladeira vazia…. é tanta coisa que me deixa sem palavras…
Fico imaginando quantas vidas poderiam ser preservadas se as coisas funcionassem como deveriam ser. É triste, dói. Mas agradeço o atendimento daqueles que trabalhavam por amor e dedicação, pois não generalizo a reclamação. Não desejo a ninguém o que passei. Me revolta pois saúde é o mínimo de direito que temos. Dinheiro tem, pagamos caro em impostos… não devemos aceitar isso. Temos que abrir os olhos e enxergar a realidade. Tortura é isso, tortura é não ter saneamento básico, tortura é não ter salários, tortura é não ter direito de ir e vir, tortura é não ter direito à saúde, tortura é estar doente e não ter se quer uma maca no hospital pois está super lotado, tortura é não ter o que comer porque dinheiro de bolsa família não sustenta casa. Tortura é não ter casa. Se coloque mais no lugar do outro e pare de ocupar a mente falando de ditadura e tortura pois muita gente não sabe o que é isso. Precisamos de mudança já. Chega de roubar vidas com a corrupção.
O ex-deputado Natalino José Guimarães foi solto na noite desta sexta-feira, após ser absolvido, no último dia 18, da acusação de tentativa de homicídio contra o motorista de van Rodrigo Silva da Costa, em junho de 2005, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A soltura foi confirmada pelo Ministério da Segurança Pública. Ele ficou preso durante 10 anos e três meses e cumpriu quase toda pena em presídios federais. O último foi a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Natalino foi acusado, no início dos anos 2000, de comandar a maior milícia do Rio.
De acordo com informações da Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, a pena de oito anos e oito meses de prisão a qual Natalino foi condenado, em outros processos, chegou ao fim. O Tribunal de Justiça do Rio havia informado, na última quinta-feira, que Natalino ainda não poderia ser solto porque possuiria uma pendência em processo que corre na 42ª Vara criminal do Rio. No entanto, foi constatado que houve um equívoco e a pendência, na realidade, não existia mais. O ex-deputado continuava preso apenas por estar respondendo pela tentativa de homicídio de Rodrigo. Natalino estava preso desde julho de 2008.
Irmão de Natalino, Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, que estava preso no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, foi solto no fim da tarde desta quinta-feira. Preso desde dezembro de 2007, o ex-vereador foi absolvido junto com Natalino. Ele também era acusado de ser o mandante da morte de Rodrigo Costa. A vítima acabou sobrevivendo ao ataque, e os irmãos responderam por tentativa de homicídio.
Segundo a VEP, Jerominho também cumpriu toda pena a qual havia sido condenado em outros processos, por isso foi solto. O ex-vereador possuía duas condenações, que somavam 19 anos e 10 meses de prisão. Após ter sido beneficiado com três indultos presidenciais, sua pena caiu para 10 anos, 4 meses e 13 dias de prisão. Jerominho estava preso há dez anos e dez meses.
O motorista de van Rodrigo Silva da Costa foi baleado quando passava com seu veículo pela Estrada do Mendanha, perto da Avenida Brasil. A vítima conseguiu sobreviver ao ataque. Leandro Paixão Viegas, conhecido como Leandrinho Quebra-Ossos, foi acusado de ser o executor do crime, mas acabou absolvido em sessão de julgamento ocorrida em 26 de outubro de 2016. Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, também é acusado de planejar a morte de Rodrigo e ainda será levado a júri popular.
Leandrinho Quebra-Ossos está solto desde setembro do ano passado, quando conseguiu o benefício do livramento condicional. Já Batman também está no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Candidato do PDT à Presidência derrotado no primeiro turno e com pretensões já declaradas para a disputa presidencial em 2022, Ciro Gomes evitou manifestar apoio expresso à candidatura de Fernando Haddad (PT) na tarde deste sábado (27/10), em vídeo gravado para as redes sociais.
O ex-presidenciável defendeu que os eleitores caminhem em direção às urnas neste domingo (28) para votar “com a democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo. Ciro, porém, afirmou que ninguém é obrigado a votar contra as próprias ideologias ou convicções.
Já mirando 2022, Ciro disse optar pela preservação de um “caminho” para que os eleitores possam ter uma alternativa. “Claro que todo mundo preferia que eu, com meu estilo, tomasse um lado e participasse da campanha, mas eu não quero fazer isso por uma razão muito prática, que eu não quero dizer agora”, afirmou.
“Se não posso ajudar, atrapalhar não quero”, afirmou o ex-presidenciável, reconhecendo a expectativa criada em torno de uma declaração de voto na reta final da campanha pela sucessão presidencial. O próprio candidato Fernando Haddad (PT) vinha fazendo apelos nesse sentido.
Ciro se disse “sensibilizado” e “comovido” com as manifestações de carinho que tem recebido, e afirmou que não é com queixas ou lamentações que o país resolverá seus problemas.