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Operação contra roubo de cargas prende 20 pessoas no Rio

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro fazem na manhă desta quarta-feira (26/9) uma operaçăo para cumprir 37 mandados de prisăo preventiva contra uma quadrilha de traficantes especializada em roubo de cargas. Até as 9h, 20 pessoas já tinham sido presas.

De acordo com a denúncia, os criminosos praticam roubos de cargas de veículos de transporte para consolidar o poder e financiar o tráfico de drogas. Para executar as açőes, utilizam armamento de guerra (fuzis, pistolas e granadas) e se beneficiam do controle territorial de comunidades carentes para fazer o transporte das mercadorias e a revenda das cargas. Ainda segundo a denúncia, o grupo recebe apoio bélico e financeiro de facçőes criminosas do Rio e de Săo Paulo.

Os criminosos usam uniformes policiais, bloqueadores de GPS e contam com “batedores” para prevenir abordagem policial. Também atuam em conluio com motoristas de empresas de transporte de cargas, que fornecem informaçőes privilegiadas sobre os deslocamentos.

O grupo consolidou-se na localidade conhecida como Cidade Alta, no bairro de Cordovil, mas atua em associaçăo com traficantes de diversas outras áreas, entre elas a Comunidade do Muquiço, em Marechal Hermes; a Vila Aliança, em Bangu; a Comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira; no Complexo da Maré e até com ramificaçőes em Săo Gonçalo e na Regiăo dos Lagos.

Entre os 37 denunciados há chefes do tráfico, assaltantes, seguranças privados, motoristas e batedores. A denúncia é resultado de dez meses de investigaçăo. Os criminosos responderăo na Justiça pelos crimes de associaçăo para o tráfico e financiamento do tráfico por meio dos roubos de carga.

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Fonte: Brasil

Ex-moderadora processa Facebook dizendo que emprego a deixou traumatizada

Uma ex-funcionária do Facebook chamada Selena Scola abriu um processo na Califórnia contra a empresa, revelou o Motherboard. Ela trabalhou como moderadora de conteúdo na rede social, e diz que o emprego lhe deixou com transtorno do estresse pós-traumático (TEPT).

Esse transtorno, que em alguns casos envolve crises de pânico, ansiedade ou outros sintomas físicos, é comum entre pessoas que passaram por situações traumáticas. Como moderadora de conteúdo, Selena era constantemente exposta a essas situações, ela diz.

A norte-americana era terceirizada na função e era encarregada de avaliar textos, fotos e vídeos postados na rede social e que poderiam estar desrespeitando as regras de uso do Facebook. Isso inclui imagens de violência explícita, mutilações, suicídios, abuso sexual e outros conteúdos perturbadores, diariamente, entre junho de 2017 e março de 2018.

No processo, Selena diz que o Facebook não oferece aos moderadoras de conteúdo acompanhamento médico ou treinamento suficientes para garantir a saúde mental das pessoas que trabalham nesta função, o que teria lhe deixado com TEPT.

Os sintomas, de acordo com a ação judicial, podem vir à tona quando Selena toca num mouse de computador, entra num prédio frio, vê violência na TV, ouve barulhos muito altos ou quando descreve para alguém o seu trabalho como moderadora de conteúdo no Facebook.

Em nota ao Motherboard, o Facebook disse estar “avaliando” a acusação. “Reconhecemos que esse trabalho pode ser difícil. É por isso que levamos muito a sério o suporte a nossos moderadores de conteúdo, começando com seu treinamento, os benefícios que eles recebem e garantindo que toda pessoa que revise o conteúdo do Facebook receba suporte psicológico e recursos de bem-estar.”

Em julho, o próprio Facebook divulgou detalhes a respeito do trabalho dos moderadores de conteúdo da rede social. A empresa disse, na ocasião, que os profissionais contratados para o trabalho passam por um período de pré-treinamento, depois passam por “aulas práticas” e recebem sessões de reforço regulares.

Além disso, o Facebook disse que fornece plano de saúde e acompanhamento psicológico para todos os moderadores – afinal, não é mentalmente saudável ficar olhando fotos de violência e pornografia infantil todo dia. Os profissionais trabalham em salas amplas, bem iluminadas e partilhadas com outras equipes, disse a rede social.

Selena, por sua vez, diz que nada disso é suficiente para apoiar os moderadores. Outros profissionais da equipe disseram ao Motherboard que não estavam surpresos com o processo e que este é um assunto sobre o qual “alguns colegas falam”. Um juiz da Califórnia ainda vai avaliar o caso para definir se a denúncia procede.

O Facebook emprega atualmente 7.500 moderadores, número que deve crescer para 20 mil até o fim do ano, segundo Ellen Silver, vice-presidente de operações da empresa. Neste total estão incluídos funcionários, prestadores de serviço e terceirizados no mundo todo.

Fonte: Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Brasileira agredida pelo namorado nos EUA faz alerta sobre relacionamento abusivo

Após ser brutalmente agredida pelo namorado no último domingo, nos Estados Unidos, a brasileira Melissa Gentz, de 22 anos, publicou um alerta para outras mulheres em seu perfil do Instagram: “Que vocês possam ter força e saber que o homem que faz isso uma vez nunca vai mudar”. O agressor da jovem, Erick Bretz, de 25 anos, foi preso pelo Departamento de Polícia de Tampa, na Flórida, que estipulou para ele uma fiança de US$ 16 mil (aproximadamente R$ 240 mil).

A estudante de Biologia celular e molecular, que mora na Flórida desde 2015, relatou ao portal “G1” que a polícia e uma ambulância foram acionados pelo porteiro, depois que ela finalmente conseguiu fugir das mãos do namorado. Segundo a polícia, Erick foi indiciado por violência doméstica por estrangulamento e intimidação de vítima ou testemunha.

 

O casal estava junto há três meses, mas Melissa contou que Erick já demonstrava ser ciumento e controlador, querendo ver o que havia no celular dela, por exemplo. Em uma gravação de áudio da briga que a vítima enviou ao “G1”, é possível ouvir Erick chamando-a de burra e dizendo que ela “é uma mulher” e, por isso, “tem que aceitar isso!”, referindo-se à violência. Além disso, o agressor diz que Melissa tem que lhe dar o celular quando ele quiser.

“Por que você é tão burra assim? Para de fazer burrice, véi (sic). Você não tem mais noção de p* nenhuma. Já te falei, véi (sic). Para de ser burra! (…) Você não aceita o homem que tem mais dominância do que você. Você não aceita, você acha que é o homem da relação. Mas você não é, você é uma mulher, véi, tem que aceitar isso!”, diz Erick durante a discussão.

No Instagram, a mineira publicou fotos de seu rosto machucado para servir de alerta a outras mulheres que também se encontram em um relacionamento abusivo.

“Eu queria deixar uma mensagem para todas as mulheres. Que vocês possam ter força e saber que o homem que faz isso uma vez nunca vai mudar. Eu não teria terminado o relacionamento se não fosse pelo último ocorrido, então, por favor, termine, antes que seja tarde demais”, disse Melissa em um vídeo nos Stories.

Outro post é de uma foto em que ela aparece maquiada e com o cabelo preso, vestindo uma regata preta, num momento anterior à agressão. Na legenda, disse que Erick tinha deletado aquela imagem sem sua autorização, justificando sua atitude com o argumento que “mulher com namorado não podia ter foto ‘mostrando os seios'”.

“Começou com reclamações das minhas fotos no Instagram, depois dos comentários nas fotos, mensagens que eu recebia no WhatsApp… até que ele me pegou pelo cabelo e disse que eu precisava aceitar minha realidade porque eu era a mulher da relação. Um homem que te trata assim não te respeita e não te vê nem como ser humano”, ressaltou Melissa, que terminaria os estudos no final do ano, mas precisou trancar o período na faculdade devido ao seu atual estado de saúde.

DIRETORA DE UPA NO RJ É DEMITIDA POR FAZER UNHAS

A diretora-geral da UPA de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi exonerada após a divulgação de um vídeo em que ela aparece fazendo as unhas com uma manicure dentro da unidade e no horário de expediente. O flagrante foi feito pelos próprios pacientes.

Ana Paula Latini de Souza não é médica, apenas exerce o cargo de gestora. O secretário municipal de Saúde, Manoel Barreto de Souza Oliveira Leite, repudiou o ato e lamentou a conduta. “Recebemos esse vídeo pelas redes sociais na sexta-feira, e na segunda-feira, ela já estava exonerada. Não é isso que a gente espera de um funcionário público, ela teve total falta de ética ao usar o expediente de trabalho para fazer a unha. A gente preconiza o bom atendimento aos pacientes, portanto não dá pra aceitar uma situação com essa”, disse Leite. No lugar de Ana, foi nomeado Edson Ribeiro da Silva, que ocupava o cargo na comissão da Unidade Básica de Saúde Júlia Távora.

 

 

 

Moradores que dependem da UPA de Comendador Soares reclamam do atendimento. A dona de casa Sonia Teixeira, de 52 anos, levou o filho na unidade na semana passada, mas ele quase não foi atendido, pois apenas uma médica cuidava dos pacientes. “Se eu não faço um escândalo, acho que ele teria morrido”. A secretaria informou que busca novos médicos para reforçar a equipe, inclusive nos plantões de final de semana.

CIRO GOMES É OPERADO E PERMANECE INTERNADO

O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) passará por reavaliação, às 10h desta quarta-feira (26/9), antes de receber alta, segundo informações da sua assessoria de imprensa.

 

Ele fez, nessa terça-feira (25/9), um procedimento de cauterização de vasos da próstata e permanece internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
A assessoria de Ciro informou que ele passou bem a noite. Ele deu entrada no hospital no fim da tarde dessa terça-feira. Após exames, foi constatada a necessidade do procedimento, realizado com sucesso pelo médico urologista Miguel Srougi.
O boletim divulgado ontem informou que o procedimento foi simples e que Ciro poderá retornar às suas atividades o mais breve possível.

Justiça do RJ condena tenente-coronel da PM a 20 anos de prisão

Justiça do RJ condena tenente-coronel da PM a 20 anos de prisão

Ele e outros 11 oficiais foram acusados pelos crimes de roubo qualificado e extorsão mediante sequestro. Segundo a acusação, o grupo recebeu R$ 300 mil para liberar traficantes do Morro do Dendê, na Ilha do Governador.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) conseguiu decisão judicial favorável à denúncia apresentada em 2014 contra o tenente-coronel da Polícia Militar Dayzer Corpas Maciel, ex-comandante do 17º BPM (Ilha do Governador), e de outros 11 oficiais acusados dos crimes de roubo qualificado e extorsão mediante sequestro.
Em sua sentença, publicada nesta segunda-feira (24), a juíza titular da Auditoria Militar, Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, condenou Corpas a 20 anos de prisão e os outros acusados a penas que variam de 24 anos e um mês a 11 anos e cinco meses de prisão.

De acordo com a denúncia, elaborada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pela Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar, no dia 16 de março de 2014, na Estrada do Galeão, Ilha do Governador, sete oficiais da PM, no exercício de suas funções e de comum acordo com o comandante do 17º BPM e outros oito oficiais, extorquiram traficantes do Morro do Dendê e Senador Camará, mediante sequestro de dois traficantes pertencentes a uma facção criminosa.

Na ocasião, os denunciados abordaram um veículo com cinco traficantes armados com quatro fuzis AK-47, diversas pistolas e granadas. Os PMs receberam da facção R$ 300 mil para liberar dois dos traficantes detidos. Os policiais ainda se apropriaram de três dos fuzis apreendidos e, posteriormente, os revenderam a traficantes da mesma organização criminosa.

Em sua decisão, a magistrada diz que, além do ex-comandante, os oficiais Vitor Mendes da Encarnação, Rogério Veiga, Francisco Zilvano Souza Fonteles, Honorato José da Silva, Saint’Clair de Araujo da Silva, Marco Andre Lopes da Silva, Erickson Barros Pieroni, Roosevelt de Guimarães Carvalho Júnior, Alexandre Peres Querino, Saelton Lucio de Medeiros e Henrique dos Anjos Henaut infringiram o Código Penal Militar e, por isso, devem cumprir pena de reclusão em regime fechado.

Quatro dos denunciados foram absolvidos.

Após mais de três meses, sonda Opportunity é encontrada em Marte

Após passar mais de três meses desaparecida, a sonda Opportunity foi localizada em solo marciano por pesquisadores da NASA. Uma imagem produzida pelo equipamento HiRISE, que orbita Marte e possui uma câmera de alta resolução, encontrou o jipe explorador em meio à nuvem de areia. Na foto acima, a Opportunity é o pequeno ponto claro que está bem no centro do quadrado branco.

Desde o dia 10 de junho, a sonda parou de enviar qualquer tipo de comunicação para os laboratórios da NASA. Na virada de maio para junho, Marte passou por uma grande tempestade de areia que cobriu 35 milhões de quilômetros quadrados de sua superfície, o equivalente a um quarto do planeta. Ao prever o fenômeno, a NASA deixou a Opportunity em modo de economia de energia para que ela pausasse as explorações científicas e focasse em se manter a salvo. A ideia era que a sonda enviasse um sinal para os cientistas de tempos em tempos. Mas ela permaneceu silenciosa durante todos esses meses.

 

Em comunicado, a NASA afirmou que a enorme quantidade de poeira lançada para a atmosfera de Marte impediu a chegada de luz solar à superfície do planeta: como a Opportunity funciona com baterias movidas a energia do Sol, a sonda não conseguiu restabelecer suas funções.

De acordo com os pesquisadores, as consequências da tempestade de areia ainda impedem a passagem de luz solar para a região onde a Opportunity está, em uma região batizada pelos cientistas como Perseverance Valley (Vale da Perserverança, em português).

Ainda não é possível saber se peças da Opportunity foram danificadas, mas os pesquisadores têm esperanças de que a sonda volte a enviar informações para os laboratórios da NASA.

Na última semana, a sonda Curiosity também apresenta falhas técnicas que impedem a transmissão dos dados coletados no Planeta Vermelho. Durante a tempestade de areia que paralisou a Opportunity, a Curiosity continuou sua operação por apresentar uma bateria que funciona com energia nuclear. Por questões estratégicas, os equipamentos estão dispostos em locais diferentes de Marte.

Lançada em 2003, a Opportunity estendeu sua missão de alguns meses para mais de dez anos terrestres, coletando informações essenciais sobre o Planeta Vermelho.

Saiba quanto custa para a Apple produzir um iPhone XS Max

Todo ano, assim que a Apple anuncia novos iPhones, também começam a chegar as estimativas de quanto custa para a empresa produzir cada unidade, o que ajuda a entender melhor as margens de lucro da companhia. Desta vez, a consultoria TechInsights determinou que o iPhone XS Max de 256 GB, vendido pela Apple por US$ 1.250, custa US$ 443 para ser produzido.

A análise constata que boa parte desse custo é composto pelo alto custo da tela de 6,5 polegadas, que compõe US$ 80,50 dos US$ 443. A boa notícia para a Apple, no entanto, é que o custo relativo parece ter caído. Isso porque no ano passado, a tela do iPhone X, que tinha apenas 5,8 polegadas, custava apenas US$ 3 a menos para ser produzido. A consultoria não divulgou dados específicos do iPhone XS simples para comparação.

Segundo a TechInsights, a explicação para a redução de custo relativo na comparação com o iPhone X tem a ver com a eliminação de componentes secundários na tela relacionados ao 3D Touch. O recurso ainda está presente nos iPhones XS e XS Max, mas algumas das peças foram removidas, gerando redução de custos.

O estudo também menciona que o novo modem, o processador A12, a bateria maior, o aumento de memória e um “aumento significativo” nos custos de partes não-eletrônicas também ajudam a aumentar o custo final. Para comparação, o custo estimado de produção do iPhone X de 64 gigabytes era de US$ 395.

A questão é que a própria TechInsights deixa claro que suas estimativas não são perfeitas. Algumas das conclusões são baseadas em fatos, mas outras estimativas são realizadas sobre informações que ainda não são consideradas concretas. A empresa diz que mais dados devem surgir no futuro, e o preço estimado deve mudar, embora não drasticamente.

Já a posição da Apple em relação a este tipo de análise é bastante crítica. O CEO Tim Cook já afirmou algumas vezes que nunca viu uma dessas estimativas encontrar o custo exato de produção do iPhone.

Fonte: Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

IMPORTANTE!! PRONUNCIAMENTO DA DIRETORA – INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SARA KUBITSCHECK DE CAMPO GRANDE!

PRONUNCIAMENTO DA DIRETORA – INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SARA KUBITSCHECK.

Sou professora Dayse Duque Estrada, diretora do IE Sarah Kubitschek, e venho aqui tornar público o comunicado que acabamos de veicular nas redes sociais.
COMUNICADO IMPORTANTE

A Direção do IE Sarah Kubitschek torna público que desconhece a autoria de um comunicado que foi veiculado hoje nos arredores da Unidade Escolar convocando alunos e alunas para um ato público contra um determinado candidato à Presidência da República.
Em nenhuma hipótese faremos campanha para quem quer que seja dentro da nossa Instituição
Atenciosamente.

Entenda o caso:

Minha sobrinha recebeu hoje dentro da escola a aonde ela estuda – IESK Instituto de Educação Sarah Kubitschek.

Ela disse que não sabe quem são as pessoas, e que não estavam uniformizados distribuindo para todos estudantes.

Precisamos de uma resposta urgente, da direção do IESK Instituto de Educação Sarah Kubitschek

‘Revisão da vida toda’ do INSS pode valer para todos

Os trabalhadores que se aposentaram e no cálculo do benefício foram computadas apenas as contribuições após 1994 podem ter o valor corrigido. Isso porque a Justiça decide nesta quarta-feira se a a chamada revisão da vida toda – que leva em conta os maiores recolhimentos anteriores a julho de 1994 – vai se estender automaticamente a todos os segurados do INSS.

De acordo com a advogada Gisele Lemos Kravchychyn, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), pessoas que contribuíram com valor considerável antes desta data são prejudicadas na hora da aposentadoria ao receberem um benefício que não condiz efetivamente ao de direito.

Ao calcular o valor do benefício, o INSS parte das contribuições de julho de 1994, ano de implantação do Plano Real, independentemente da vida contributiva anterior do segurado contar com salários mais altos. Por conta disso, ações em tramitação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), discutem a aplicação da regra prevista no Art. 29, I e II, da Lei 8.213/91 e o cálculo mais favorável que a regra de transição prevista no Art. 3º da Lei 9.876/99. Os casos vão a julgamento hoje após pedido de vista do desembargador Celso Kipper.

Primeira contribuição

“O IBDP busca que sejam incluídos no cálculo desses segurados todos os salários de contribuição que tiveram durante sua vida de trabalho”, explica a advogada. Ou seja, que considere-se no cálculo do benefício desde a primeira contribuição até a última, excluindo-se as 20% menores.

No julgamento, o IBDP defende que seja possível incluir os salários de contribuição da vida toda laborativa do segurado, caso seja mais vantajoso para o trabalhador.

“Os segurados que trabalhavam antes de julho de 1994 devem ter a opção de fazer dois cálculos, o que já é feito pelo INSS considerando somente os valores contribuídos após julho de 1994 em diante e o cálculo previsto pela lei atualmente, no qual são considerados todos os salários de contribuição”, defende a diretora do IBDP. Ela explica que este é o primeiro Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) julgado nacionalmente sobre o tema de revisão da vida toda.

Recolhimento mais alto, salário menor

A Advogada do IBDP, Gisele Kravchychyn lembra que não é todo mundo que é beneficiado pela revisão da vida toda. Ela adverte que a iniciativa é válida para pessoas que tenham contribuído antes de 1994 com salários altos ou maiores que os valores recolhidos posteriormente a julho de 1994.

“Todas as contribuições têm que ser calculadas individualmente”, afirma. “Em muitas revisões essas contribuições (anteriores a 1994) fazem uma grande diferença”, adverte a advogada do IBDP.

Por exemplo, um valor de benefício de R$ 2 mil com a revisão pode chegar no teto do INSS, que atualmente é R$ 5.649,80. Dessa forma, a revisão pode trazer uma alteração significativa do valor da renda, mas depende da vida contributiva do segurado antes e depois de julho de 1994.