Uma mulher foi denunciada por racismo, depois de proibir a filha de brincar com outra criança, sob o argumento de que ela é negra. A vítima tem 5 anos, e a denúncia foi feita pela mãe, de 23 anos. O fato ocorreu em Cáceres (200 km de Cuiabá), na tarde de quarta-feira (5), e o boletim de ocorrência foi registrado apenas na sexta-feira (7).
Segundo a mãe, a menina costuma ir à casa da bisavó e, com frequência, encontra uma tia que é branca e a trata com preconceito por ser negra. A mãe relatou que essa tia tem uma filha e sempre diz a ela para não brincar com a outra menina, pelo fato de ela ser negra.
Nesta semana, a atitude racista foi testemunhada pela bisavó da criança e outras pessoas. Desse modo, a mãe da criança resolveu entrar com representação criminal contra a tia e procurou a Polícia Civil. Ela acusou a tia de difamá-la também, chamando de “vagabunda” e “biscate”.
Hoje praticamente em desuso, o termo “web 2.0” foi moda e assunto de muitas reportagens (hoje é mais fácil falar em “mídias sociais” e ninguém se impressiona com isso). Mas, se havia uma “web 2.0”, seria preciso uma “web 3.0” para sucedê-la. E essa web 3.0 chegou, sim — e muitas das tecnologias que usamos foram desenvolvidas a partir de uma visão do que seria essa “nova” web.
Mas o que é a web 3.0? Se a web “1.0” permitia que humanos acessassem dados armazenados em máquinas e a web 2.0 viabilizou o contato e o compartilhamento de dados entre pessoas, a web 3.0 é aquela que permite que computadores acessem dados de outros computadores, ou seja, em que máquinas conversam com máquinas para dar sentido a grandes quantidades de dados.
Foi essa visão de futuro que entregou informações de milhões de pessoas para a Cambridge Analytica e resultou no escândalo que levou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, a depor no Senado dos Estados Unidos. É essa visão de futuro que transformou praticamente todas as redes – Facebook, Google, Outlook, Twitter – em “plataformas” aos quais “aplicativos” podem se conectar para acessar os dados de usuários.
São máquinas conversando com máquinas, e a noção de que “tudo é plataforma” (como diz o jargão do mercado). Ou seja, tudo precisa ser conectado com outras coisas, criando dependência e, de preferência, aumentando sua utilidade.
Existem vantagens nesse modelo. Quando aplicativos funcionavam em computadores, você podia acessar serviços (um provedor de e-mail, por exemplo) sem compartilhar sua senha com terceiros. Toda a lógica de processamento (e todo o tratamento de dados) ocorria no seu computador.
Quando os aplicativos migraram para a web, internautas começaram a adotar a perigosa prática de compartilhar senhas com esses serviços. Usuários de Twitter, em especial, foram alvos de diversos golpes se aproveitando dessa prática. Transformar essas redes em plataformas, com canais específicos e controlados para o acesso a dados, tornou-se uma necessidade, já que as pessoas enxergavam vantagens nesses aplicativos web.
Depois da necessidade, claro, seguiu-se o abuso e a cessão de dados por mera rotina.
Facebook, Twitter, Google e Microsoft Outlook.com: tudo é plataforma e tem conectividade com terceiros. Após escândalos, opções do Facebook são as mais específicas. (Foto: Reprodução)
Equilíbrio entre transparência e dependência Sem a necessidade de informar uma senha, muita gente perdeu a noção do peso de “instalar” (ou “conectar”) esses aplicativos ao perfil de rede social. O compartilhamento da senha, que é um processo extremamente arriscado do ponto de vista do compartilhamento de dados, foi reduzido a um único clique, tudo sob a chancela dos grandes prestadores de serviços.
Nessa época surgiu a segunda onda de fraudes, em que serviços inescrupulosos passaram a fazer publicações não autorizadas em perfis de redes sociais. O Facebook teve que agir para coibir a prática, e ainda hoje encontra-se avisos do tipo “isso não permite que [aplicativo] faça publicações”.
Mas nem tudo foi pensando apenas para “contribuir” e proteger os internautas. Uma plataforma não pode exercer nenhum controle ou poder se for aberta demais. Por isso, meios de compartilhamento de dados públicos e padronizados — que faziam parte da concepção original da web 3.0 — sumiram. O Facebook permitia conexão de qualquer programa ao seu serviço de bate-papo, mas isso não é mais autorizado. O Twitter cancelou os seus chamados “feeds” abertos, obrigando que toda integração ocorra de maneira definida pela rede social.
Em outras palavras, o objetivo dessas plataformas é atingir um equilíbrio entre transparência e dependência. No fim, elas precisam ter controle sobre como certos dados são apresentados, porque precisam que pessoas vejam o conteúdo junto de seus anúncios publicitários. Ao mesmo tempo, querem permitir a construção de aplicativos que aumentem o uso da rede e, portanto, que provoquem as visualizações que realmente interessam.
As restrições impostas pelas redes tiveram outras consequências. O faturamento da Zynga, fabricante de jogos de redes sociais como o Farmville, chegou a US$ 1,2 bilhão em 2012, mas caiu para US$ 860 milhões em 2017. A concorrente Playdom, da Disney, fechou as portas em 2016. Esse mercado foi quase que inteiramente transferido para jogos sociais em telefones celulares (abocanhado com gosto pelos chineses e coreanos), mas as redes sociais se deram conta do óbvio: se alguém está jogando, não está vendo anúncios na rede social. De parceiros que muito contribuíram para as redes sociais, esses games se transformaram em inimigos.
Do ponto de vista dos usuários, pouco foi ganho — já que a conta do telefone celular, onde esses jogos se conectam, também tem dados interessantes.
Embate ideológico O fato é que a privacidade na web enfrenta uma guerra ideológica contra essa visão de web 100% conectada — de máquinas para máquinas, de compartilhamento total de informação para “criar sentido”. No marketing, hoje é comum falar em “Big Data” — mas esse termo emprega avanços em processamento de dados que não faziam parte do que se enxergava para a “web 3.0”, alguns deles muito benignos e úteis para a segurança digital, inclusive, porque a segurança digital envolve verdadeiras montanhas de informações sobre ocorrências de ataques na internet.
Mas alguns avanços tecnológicos não se deram porque máquinas compartilharam informações sobre si próprias, mas sobre seus utilizadores. Era um resultado óbvio, mas “a quem pertence esse dado?” nunca parecia uma pergunta relevante. Com as restrições impostas pelas redes sociais aos aplicativos que interagem com elas, a resposta é clara: o dado pertence à plataforma, e aos usuários cabe utilizar seja lá quais forem os controles de privacidade que a rede decidir criar (na imagem, as configurações de privacidade para aplicativos de outras pessoas — essa tela não existe mais, porque o Facebook agora diz bloquear tudo; antes, permitia boa parte, mesmo sem autorização expressa).
Mesmo assim, criticar essa visão, dita como “futuro”, é mais ou menos como advogar a favor do passado.
Mas se a web mira em uma solução para organizar o caos da informação na web, o refugo desse processo é o caos na privacidade.
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Um restaurante judeu de Chemnitz foi alvo de um ataque de caráter aparentemente antissemita, coincidindo com uma recente manifestaçăo da extrema direita nesta localidade do leste da Alemanha, onde houve confrontos – informaram autoridades neste sábado (8).
Os incidentes foram registrados na noite de 27 de agosto.
“Jogaram vários objetos em mim e alguém gritou:’Porco judeu, fora da Alemanha!'”, relatou à AFP o dono do restaurante “Schalom”, Uwe Dziuballa, de 53 anos.
A Polícia da Saxônia confirmou ao jornal “Die Welt” que apresentou uma queixa, e um porta-voz do Ministério regional do Interior indicou que, “no momento, o mais plausível” é que se trate de um “ato de motivaçăo política com fundo antissemita”.
Os fatos aconteceram à margem de uma manifestaçăo organizada pela extrema direita para denunciar a presença de migrantes, após o assassinato, na véspera, de um alemăo de 35 anos, cujos autores seriam solicitantes de asilo.
Um grupo de cerca de dez pessoas vestidas de preto e com o rosto coberto atacou o restaurante, lançando pedras, garrafas e um tubo de metal contra o estabelecimento.
“Quando ouvi um barulho às 21h50 locais (16h50 em Brasília), saí à rua”, relatou Uwe Dziuballa, que foi ferido por uma pedra nas costas durante o ataque. Ele diz ter sentido “medo”, quando viu os homens mascarados.
“Isso nos traz à memória as piores lembranças dos anos 1930” na Alemanha, declarou o delegado do governo alemăo sobre o antissemitismo, Felix Klein, ao “Die Welt”.
O proprietário do restaurante abriu o estabelecimento em 2000, após ter deixado os Estados Unidos. Garante que, desde entăo, é a primeira vez que sofre um incidente similar.
O tempo firme segue no Rio até a próxima terça-feira quando está prevista a chegada de uma frente fria. Para este domingo, a previsão é de sol durante a manhã com possibilidade de nuvens a partir da tarde.
No início da manhã, a temperatura estará mais amena. O calor deve aumentar a partir da tarde, segundo o Climatempo.
Deviano Fernandes Lima, que integra a lista de criminosos mais procurados da polícia do Rio de Janeiro, se entregou, na manhã deste sábado (8), à Polícia Militar de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado.
O homem é acusado de cometer latrocínios (roubos seguidos de mortes) contra motoristas de Uber no Rio de Janeiro e estava foragido. Deviano se apresentou a uma guarnição da 77ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Vitória da Conquista.
Após ser preso, ele foi conduzido até o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) do município, onde prestou depoimento e informou que fugiu para outro estado por acreditar que poderia responder ao inquérito fora da capital carioca.
De acordo com a Secretaria de Segurança do Estado (SSP-BA), como Deviano não cometeu crime na Bahia e possui mandado de prisão em aberto no Rio de Janeiro, ficará à disposição da polícia para ser remanejado.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SSP-RJ) chegou a oferecer recompensa de R$ 5 mil por informações que levassem à prisão de Deviano.
Acontecimentos de cunho preconceituosos no futebol não são novidade. Dessa vez quem sofreu com a discriminação foi o lateral-direito do Arsenal Héctor Bellerin. Em entrevista ao jornal britânico ‘The Times’, o jogador revelou que sofrer ataques homofóbicos por parte dos torcedores na Internet é comum.
“Alguns torcedores são muito ofensivos, a maioria dos insultos chegam a mim pela internet, mas outros são ouvidos no estádio. Eles me chamam de ‘lésbica’ porque eu uso cabelos longos e depois eles continuam com muitos outros insultos homofóbicos. Quando jogo mal, a situação torna-se insustentável”, desabafou o espanhol de 23 anos.
Há um ano e meio, o jogador precisou bloquear os comentários nas suas redes sociais para que o assédio diminuísse.
“É uma coisa muito perigosa, porque na vida seria necessário estar livre para se expressar sobre como você é. O pior momento foi há um ano e meio atrás, tive que fechar minhas contas temporariamente nas redes sociais por causa dos insultos que recebi. Muitas pessoas me dizem coisas legais, mas é normal me concentrar em insultos, e todo dia eu tento aprender a combater a situação da melhor maneira possível”, contou.
Para o lateral, o preconceito existe por conta do padrão existente, então quem não se encaixa se torna vítima da discriminação.
“O problema é que os torcedores têm uma ideia de como um jogador deve se vestir, como ele deve se comportar e como ele deve falar… Se você se comportar de maneira diferente do que o esperado, você se torna alvo de críticas”, finalizou Bellerin,
Uma mulher foi atingida por uma pedra enquanto trafegava na Avenida Brasil, na altura de Deodoro, na Zona Norte do Rio, na madrugada deste sábado. De acordo com o 22º BPM (Méier), equipes da unidade avistaram um homem atirando pedras nos veículos. A ocupante de um dos carros foi ferida e socorrida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Ao ser abordado pela polícia, o suspeito tentou agredir os agentes e acabou sendo baleado na perna. Ele também foi levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer. A ocorrência foi conduzida para a 34ª DP (Bangu).
Um ônibus foi incendiado na manhã deste sábado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo foi incendiado em manifestação após confronto entre bandidos e policiais.
Segundo a Polícia Militar, dois homens em uma moto trocaram tiros com PMs em patrulhamento no bairro Jacaré. Eles foram baleados e socorridos. Bombeiros informaram que uma das vítimas morreu.
A droga apreendida pela Polícia Rodoviária Federal foi entregue a agentes da Polícia Civil do DF (foto: PRF/Divulgaçăo)
Um caminhoneiro abandonou cerca de 1,1 toneladas de maconha em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-060. O caso aconteceu na tarde deste sábado (8/9). Agentes da PRF pediram que ele parasse em uma abordagem de rotina e, inicialmente, năo suspeitavam da droga. O produto estava embalado e seria vendido à R$ 800 o kg, em um total de R$ 880.000.
Após a parada, o suspeito desceu do veículo e apresentou a documentaçăo. De acordo com a comunicaçăo da PRF, tudo transcorria naturalmente quando ele informou aos agentes que iria ao caminhăo “pegar os chinelos”. Os policiais o aguardaram por alguns minutos e, como o motorista năo voltava foram até a cabine.
Nesse momento, os policiais rodoviários perceberam que o caminhoneiro havia fugido deixando năo apenas o caminhăo, mas, também, a documentaçăo do veículo e a habilitaçăo. Desconfiados, decidiram revistar a carroceria do veículo.
Aparentemente, o suspeito transportava milho à granel. Sob a carga, no entanto, estavam os cerca de 1,1 mil kg de maconha. Os agentes da PRF acionaram a Coordenaçăo de Repressăo às drogas (Cord) da Polícia Civil do Distrito Federal. De acordo com a PRF, essa foi a maior apreensăo de drogas feita pela corporaçăo no DF e entorno.
A investigaçăo ficará a cargo da delegacia especializada, que também recolheu a droga apreendida pela PRF.
William Bonner está se casando neste momento com a namorada, a fisioterapeuta Natasha Dantas, em São Paulo. O evento ocorre de forma discretíssima para familiares mais próximos e poucos amigos convidados, entre eles a apresentadora Luiza Tenente, do G1 em 1 minuto. Um grupo seleto de profissionais da TV Globo foi convidado para o evento.