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CRIVELLA EMITE NOTA DESMENTINDO CANCELAMENTO DO REVEILLON NO RIO E DIZ QUE EVENTO OCORRERÁ VIRTUALMENTE

 

CRIVELLA EMITE NOTA DESMENTINDO CANCELAMENTO DO REVEILLON NO RIO E DIZ QUE EVENTO OCORRERÁ VIRTUALMENTE

“Não é verdade que a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, tenha cancelado o réveillon carioca. A Riotur jamais divulgou qualquer informação sobre cancelamento do réveillon. Conforme nota amplamente divulgada na imprensa nesta sexta (24) e sábado (25), o réveillon do Rio de Janeiro está mantido, porém será obviamente adaptado à nova realidade da pandemia.

Reiteramos a informação: neste cenário, onde ainda não temos uma vacina, a Riotur estuda modelos para a virada de 2020 para 2021, que em breve ainda serão apresentados ao Prefeito Marcelo Crivella e ao gabinete científico.

A construção desse modelo alternativo ao réveillon tradicional vem sendo conversada, constantemente, com Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio e do Conselho Deliberativo da ABIH-RJ. As ideias de formatos têm como base as conversas não somente com Alfredo Lopes, mas com representantes de outros setores envolvidos no réveillon. Trata-se de uma construção em conjunto.

Qualquer decisão sobre o Réveillon do Rio de Janeiro por parte da Prefeitura do Rio será comunicada à imprensa.

Segue abaixo a nota da Riotur, que, em nenhum momento se refere à cancelamento do Réveillon Rio 2021, divulgada para a imprensa:

A Prefeitura do Rio segue concentrando os esforços para salvar vidas e controlar a pandemia da Covid-19 na cidade.

Com relação ao Réveillon, esse modelo tradicional que conhecemos e que praticamos na cidade há anos, assim como o carnaval, não é viável neste cenário de pandemia, sem a existência de uma vacina. Mas, é preciso ressaltar que o réveillon não é um evento rígido e ele pode acontecer de diversas formas, que não apenas reunindo 3 milhões de pessoas na Praia de Copacabana.

Nos próximos dias, a Riotur apresentará ao Prefeito Marcelo Crivella diferentes formatos possíveis para o evento da virada, sem presença direta de público, em um modelo virtual, onde poderemos atingir o público pela TV e pelas plataformas digitais, preservando prioritariamente a segurança das pessoas e considerando também uma atmosfera de reflexão e esperança diante de tantas perdas sofridas. Ressaltamos que todos os conceitos desenvolvidos e analisados pela Riotur têm sua viabilidade financeira focada 100% na iniciativa privada, considerando o cenário atual onde os recursos da Prefeitura do Rio estão destinados ao combate da pandemia. Esse modelo, com parceiros privados investindo nos grandes eventos, é adotado pela Riotur durante toda a gestão do Prefeito Marcelo Crivella, priorizando que o dinheiro público seja investido nas questões básicas, como saúde e educação.

Vale lembrar que, seguindo o cronograma dos anos anteriores, o réveillon começaria a ser desenvolvido em agosto. Isto significa dizer que não há etapas a serem cumpridas pela Prefeitura neste momento e estamos dentro do cronograma natural.

Com relação ao Carnaval, o presidente em exercício da Riotur Fabrício Villa Flor de Carvalho tem participado constantemente de reuniões virtuais com o presidente da Liesa Jorge Castanheira para tratar sobre as questões que envolvem os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Como resultado dessas tratativas, a Riotur atendeu ao pedido da Liesa e não abriu a venda de ingressos para o setor turístico do Sambódromo. Agora, a Riotur aguarda, conforme solicitado formalmente pelo presidente da entidade, a próxima assembleia da Liga Independente das Escolas de Samba, que definirá o rumo dos desfiles e comunicará à Prefeitura do Rio.

Já para o Carnaval de Rua, a Riotur tem mantido conversas com o GAESP – Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público, órgão atuante na construção do evento que, dentre outras funções, participou da criação do Protocolo de Intenções, que garantiu melhorias à folia.

Portanto, neste cenário inconclusivo, ainda não é possível falar em definição do Carnaval Rio 2021, já que o planejamento deste evento é naturalmente complexo e, no cenário atual, requer cuidados especiais. A festa reúne milhões de pessoas e, durante o período da folia, há uma intensa movimentação pela cidade, incluindo o aumento do uso do transporte público durante um extenso período de tempo. Para decisões, precisamos de uma análise de toda a situação, incluindo o número de casos, a evolução no tratamento da doença, a prevenção e a criação de uma vacina, visando sempre a segurança de todos. Vale lembrar ainda que o carnaval é um feriado nacional e envolve outras esferas, e não apenas a municipal, sendo, portanto, uma discussão muito mais ampla, que inclui principalmente resultados de estudos científicos”.

 

AGORA É LEI: CRIADO DIA DOS HERÓIS E HEROÍNAS NA LUTA CONTRA O CORONAVÍRUS

Quinze de abril será o Dia dos Heróis e Heroínas na Luta Contra a Covid-19, no Calendário Oficial do Estado do Rio. A homenagem foi definida pela Lei 8.947/2020, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (24/07).

A medida complementa a Lei 5.645/10, que regulamentou o Calendário Oficial do Estado do Rio. A data reconhece o empenho dos profissionais das áreas de saúde, segurança pública e assistência social durante a pandemia de coronavírus. Também deverá servir para a promoção de campanhas de conscientização e orientação da população sobre os protocolos para evitar o contágio e proliferação do coronavírus e outras doenças virais, bem como campanhas de vacinação para sensibilização e mobilização da população sobre a seriedade do tema.

Idealizador da lei, o deputado Rodrigo Amorim (PSL) explicou que a escolha da data se deve ao falecimento, por coronavírus, da sargento da Polícia Militar Carla do Nascimento, que ocorreu no dia 15 de abril de 2020. Ainda de acordo com o parlamentar, este foi o primeiro caso de morte de agente de segurança por covid-19 registrado oficialmente no Rio. Na época, outros 16 óbitos de policiais militares eram considerados como suspeita da doença, mas ainda sem confirmação.

“Não se pode deixar de prestar a devida homenagem a todos os profissionais que estão no front do combate ao novo coronavírus, os quais arriscam diariamente suas vidas, enquanto a maior parte da população se encontra em distanciamento social, sejam eles policiais militares, policiais civis, bombeiros, guardas municipais, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros, pessoal da limpeza, assim como profissionais que trabalham em farmácias, mercados e entregas. Esses são os verdadeiros heróis do combate à pandemia e que jamais poderão ser esquecidos”, afirmou Amorim.

Assinam a lei também, como coautores, os deputados Vandro Família (SDD), Marcos Muller (SDD), Márcio Canella (MDB), Giovani Ratinho (PTC), Dionísio Lins (PP), Bebeto (Pode), Marcelo Dino (PSL), Danniel Librelon (REP), Lucinha (PSDB), Samuel Malafaia (DEM), Subtenente Bernardo (PROS), Chico Machado (PSD), Gustavo Tutuca (MDB), Capitão Paulo Teixeira (REP), Marcelo Cabeleireiro (DC), Gustavo Schmidt (PSL), Val Ceasa (Patriota), Valdecy Da Saúde (PTC), Anderson Alexandre (SDD).

Traficantes usam pandemia para criar ‘Complexo de Israel’ unindo cinco favelas na Zona Norte do Rio

Em meio à pandemia, a quadrilha de um traficante de drogas está invadindo comunidades, na Zona Norte da cidade, e criando um novo complexo de favelas. Na expansão de seu domínio, o criminoso tenta impor a religião, deixa rastro de pessoas desaparecidas e coloca barricadas à beira da Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso à cidade do Rio de Janeiro.

O “Complexo de Israel”  é, atualmente, como vem sendo chamado o conjunto de favelas dominadas pelo traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como  Peixão, de 34 anos. O criminoso tem 35 anotações criminais em sua ficha. Já foi investigado, indiciado, denunciado mas até hoje não foi preso.

Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau são as cinco comunidades que compõe o novo complexo. Juntas, no local, moram cerca de 134 mil pessoas.

Os policiais apuram ainda a expansão da quadrilha para duas localidades que nunca foram dominadas por traficantes: a Estrada do Porto Velho e a Rua Lyrio Maurício da Fonseca, na região de Brás de Pina.

As ações do criminoso chamam a atenção dos investigadores por ele, a cada área dominada, exibir  símbolos do Estado de Israel como a bandeira do país e até a Estrela de Davi  e colocá-los em pontos das comunidades para demarcar o seu domínio.

“O que se tem percebido é que eles estão se aproveitando desse período para ampliar a dominação territorial pra áreas que antes não tinham a presença do tráfico de drogas. Então, ruas que eram comumente acessíveis pela sociedade e pelas forças de segurança”, afirmou o delegado Maurício Mendonça, da 38º DP (Brás de Pina).

Junto a cada barreira instalada pelos bandidos há o símbolo do  amor  e a palavra paz. Essa é a forma escolhida pela quadrilha para afastar a polícia e delimitar o território.

O Globocop flagrou barreiras na Cidade Alta, conjunto habitacional, na Zona Norte do Rio, com mais de 2 mil apartamentos. Numa rede social, a localidade é descrita como um condomínio fechado.

Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do tráfico em cinco favelas da Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução

Segundo a polícia, o autor da mensagem é Giovani Barbosa Coutinho, o Stuart Little, gerente do tráfico de drogas na favela.

Moradores reclamam da ação de criminosos no bairro:

É muito triste. Eu moro aqui já há 45 anos, então é muito triste. A gente sabe que a violência tá em toda parte. Mas agora a gente ficar refém e ter que ficar dentro de casa. E sabendo que aqui, aonde eles ficam, é uma via publica, é via publica.

Outra morador reclama das ações da quadrilha na região:

“Eu levo um choque porque eu não tô acostumada a conviver com pessoas armadas. Eu não to convivendo. Isso é triste você conviver com pessoas armadas numa rua”.

Expansão

A facção de Peixão domina a favela de Parada de Lucas há décadas. Em 2007, invadiu Vigário Geral, comunidade vizinha.

Nove anos depois, em novembro de 2016, o bando cruzou a Avenida Brasil e chegou à Cidade Alta. Os confrontos durante sete meses.

Em maio de 2017, a polícia interveio no confronto e  prendeu 45 pessoas  e apreendeu  32 fuzis. Na época, a  quadrilha de Peixão incendiou nove ônibus e dois caminhões na Avenida Brasil, na Rodovia Washington Luiz e na Linha Vermelha.

Rotina de desaparecimentos

Em 2019, os traficantes começaram outra disputa: dessa vez pelo controle da favela Cinco Bocas, em Brás de Pina.

Bandeira de Israel no alto da comunidade de Cidade Alta, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução

Oito moradores da comunidade desapareceram. As investigações concluíram que eles foram executados. E os corpos não foram encontrados.

A polícia diz que os desaparecimentos nas regiões dominadas pela facção são subnotificados. No último dia 12, um morador de Olaria, na Zona Norte da cidade, sumiu depois de ir a uma festa.

O corpo de Luciano Castro Bonfim, de 35 anos, foi localizado às margens da Baía de Guanabara. Nos últimos dias, policiais também encontraram restos mortais em tonéis em outros três pontos da baía.

Os moradores contam que mais sete pessoas desapareceram desde o início de julho nas favelas da região. Nenhum dos casos foi registrado na Delegacia de Descoberta de Paradeiros.

Há relatos de desaparecimentos desde 2005.

Na quinta-feira (16), os moradores encontraram um corpo no porta-malas de um carro. Segundo os investigadores, é mais uma vítima dos traficantes.

Peixão e mais 10 indiciados

Polícia Civil indiciou Peixão e mais dez comparsas por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Quatro bandidos foram presos pela Polícia Militar. Os outros continuam foragidos.

  • Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão
  • Rodrigo Ribeiro da Silva, o Mia
  • Loran de Azevedo Freaza, o Marrom
  • Moisés Severino da Silva, o Dino
  • Rafael Félix da Silva Valadares, Lulão (preso)
  • Erick Silva La Rosa, o Ninho (preso)
  • Alan Pereira da Silva, o Gordinho (preso)
  • Thiago Ferreira Rangel e Silva, o Índio (preso)
  • Edilson de Jesus Júnior, o Pirâmide,
  • Thiago Souza de Lima, o Betinho
  • Leílton Medeiros da Silva, o Artilheiro

De acordo com a polícia, Leílton, conhecido como Artilheiro é bem atuante nas redes sociais. Na semana passada, ele anunciou a tomada de uma favela pela facção:

“Da estação de Vigário Geral até a estação de Brás de Pina, tudo cercado.”

Em outro perfil, a comemoração:

“Agora já é realidade: mais uma grande conquista. Está formado o Complexo do Israel.”

Ataque a policial do Bope

O grupo também se notabiliza por confronto e ameaças às pessoas. Uma das vítimas dos criminosos que agem na Estrada do Porto Velho foi um policial militar do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ele passava de carro na noite de 23 de junho quando foi abordado por homens armados.

Para não ser identificado, o policial acelerou e levou vários tiros. O PM se protegeu numa casa e conseguiu escapar. O caso é investigado pela delegacia de Brás de Pina, que apura ainda outra denúncia: a de que os moradores estão sendo revistados ao entrar e sair da rua e nos ônibus. Até os conteúdos dos telefones celulares são examinados pelos traficantes.

Um dia depois do ataque ao PM, a polícia retirou as barricadas da região. Antes, precisou trocar tiros com os criminosos.

Há duas semanas, o batalhão de Olaria voltou ao local para retirar mais barreiras e apreendeu drogas, uma pistola e fogos de artifício. Dois homens foram presos. Na quarta-feira (22), a polícia retirou barricadas em 16 pontos da região.

“Se o gelo não for enxugado, a casa será inundada. Então, é importante sim uma presença da polícia militar em áreas conflagradas. Sempre respeitando a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) mas é importante não só para prender criminosos, retirar armas de circulação e também para evitar esse deslocamento de grupos de criminosos em busca de uma expansão territorial”, explicou o tenente-coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM do RJ.

Um morador desabafa sobre a situação:

“O que acontece é que a comunidade tá com medo, tá oprimida porque vem acompanhando o que vem acontecendo há quatro anos na Cidade Alta, entendeu? O tráfico só vem crescendo, a população só vai ficando amedrontada e o pessoal acompanhou tudo. Acompanhou muita coisa. Muita gente sumindo. E os mesmos meliantes que tão sumindo com pessoas, invadindo casas, continuam soltos. e fazendo essa barbaridade”.

Guerra religiosa

Na favela Cinco Bocas, o medo também atinge a fé. Os moradores mais velhos conhecem a região como a Vila Santa Edwiges.

Uma referência à imagem da santa instalada na quadra da comunidade.

Quem vive na favela diz que comparsas de Álvaro Rosa, o Peixão, arrancaram e destruíram a imagem. O local onde a santa ficava está vazio.

Peixão se intitula entre os criminosos como Arão, irmão de Moisés, da Bíblia. Seu braço direito no crime é Jeremias. E chama sua quadrilha de “Tropa do Arão”.

Na internet e nos muros da região são vistos pintados símbolos de peixes junto às bandeiras de Israel.

Em nota, o arcebispo do Rio, Cardeal Dom Orani Tempesta lamentou o ocorrido e afirmou que a paróquia de Santa Edwiges, em Brás de Pina, tem missas regularmente.

Os traficantes se apropriam de imagens e símbolos religiosos espalhando as representações nas redes sociais e em muros das áreas dominadas.

“O que a gente tem conhecimento é que o líder do tráfico de drogas naquela região impõe de maneira muito contundente a religião por ele praticada. Então ele não permite que outras pessoas pratiquem religiões diferentes”, disse o delegado Maurício Mendonça.

Peixão responde na Justiça por um ataque a um terreiro de candomblé, em abril de 2019, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O templo ficou destruído. O babalorixá e os filhos de santo foram expulsos da casa. No muro, os criminosos deixaram uma mensagem: “Jesus é o dono do lugar”.

“Eles tem uma metodologia de levantar… de por exemplo reprimir a religião das pessoas, né? Eles tem uma metodologia de… por exemplo, sorrir pra você pela frente e por trás eles estão se organizando porque sabem que você falou não. A partir do momento que você fala não pra eles você já é visado”, explicou uma mulher que preferiu não se identificar.

“Eles estão “tentando” em Brás de Pina, expulsando família, expulsando macumbeiro”, disse outro frequentador de centro espírita.

Em nota, o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, babalaô Ivanir dos Santos pede providências para essa situação.

“A intolerância religiosa provoca danos irreversíveis. É preciso agir com rigor e combater. Não é de hoje que as religiões de matriz africana são vilipendiadas, e mais um desrespeito aconteceu, dessa vez direcionada à fé católica. Minha total solidariedade aos praticantes. Como sacerdote, lamento esse menosprezo ao credo. Que as autoridades tomem providências o quanto antes”.

Uma moradora, que não se identifica, resume a situação da região diante das ações dos traficantes:

“Antigamente eles estavam dentro de Parada de Lucas. Depois chegaram até a Cidade Alta, depois ocuparam Cordovil inteiro e fizeram aliança com outros lados e estão presentes na Guaporé e no Quitungo e agora chegaram até a Cinco Bocas em Bás de Pina. Então, os moradores estão ficando com medo. O estado presente não faz nada. Tem operações da polícia, sim, batalhões especiais como Bope e Choque mas depois têm que sair. E quando sai da comunidade, os mesmos meliantes voltam e fazem barbaridades. Cobrando e expulsando famílias que denunciaram o que eles vem fazendo. Por isso, as pessoas estão com medo de denunciar e prestar depoimento”.

AGORA É LEI: HOSPITAIS DEVERÃO INFORMAR DADOS SOBRE CORONAVÍRUS REFERENTES AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

As unidades de saúde públicas e privadas do Estado do Rio deverão repassar à Secretaria de Estado de Saúde (SES) os dados referentes aos profissionais de saúde que tenham suspeitas de coronavírus. A determinação é da Lei 8.946/20, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (24/07).

As informações, que deverão ser repassadas pela chefia ou direção das unidades, terão que ter os dados dos profissionais afastados com a doença, além dos que já tenham o diagnóstico confirmado, os que estejam internados e os que foram mortos pela covid-19. Segundo a norma, as unidades terão que informar, ao menos, o nome, sexo, idade, instituição em que trabalha e a situação do profissional com relação à doença, além da categoria que o trabalhador pertence.

Os dados serão compilados pela SES e repassados, semanalmente, à Comissão de Saúde da Alerj, aos Conselhos Estaduais de Saúde e ao conselho de fiscalização profissional ao qual pertence o trabalhador. A Secretaria deverá publicizar os números de casos, respeitando o direito à privacidade do paciente.

“O número de profissionais de saúde mortos ou infectados pelo novo coronavírus é muito alto. No enfrentamento contra a doença, são os profissionais que pagam o preço mais alto, arriscando diariamente suas vidas. A falta de disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI adequados aumenta ainda mais a probabilidade de infecção e de suas consequências desastrosas. Além do mais, existe uma maior tendência desses profissionais a contrair mais o vírus que a maioria das pessoas, e talvez a desenvolver sintomas mais graves, tendo em vista a quantidade de vírus à qual eles são expostos todos os dias”, afirmou a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), autora original da proposição.

Também assinam a norma, como coautores, os deputados Vandro Família (SDD), Delegado Carlos Augusto (PSDB), Márcio Canella (MDB), Marina (PMB) e Giovani Ratinho (PTC), Dionísio Lins (PP), Bebeto (Pode), Martha Rocha (PDT), Waldeck Carneiro (PT), Carlos Minc (PSB), Eliomar Coelho (Psol), Renan Ferreirinha (PSB), Lucinha (PSDB), Danniel Librelon (REP), João Peixoto (DC), Renata Souza (Psol), Mônica Francisco (Psol), Samuel Malafaia (DEM), Flavio Serafini (Psol), Val Ceasa (Patriota), Chico Machado (PSD), Subtenente Bernardo (Pros), Gustavo Tutuca (MDB), Capitão Paulo Teixeira (REP), Marcelo do Seu Dino (PSL), Marcelo Cabeleireiro (DC), Valdecy Da Saúde (PTC), Brazão (PL), Anderson Alexandre (SDD), Marcos Muller (SDD).

Filmes produzidos por alunos de escola municipal do Rio são selecionados para festival de cinema no Distrito Federal

Três curta-metragens produzidos por alunos da Escola Municipal Adalgisa Nery, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, foram selecionados para participar do 15º Festival Taguatinga de Cinema (FestTaguá2020), no Distrito Federal. Um dos filmes, “Inspirações”, está na disputa da Mostra Competitiva ao lado de outras 23 produções.

Os outros dois minidocumentários, assim como “Inspirações”, estão na Mostra Seleção Popular, cujos vencedores serão conhecidos por votação on line. Os filmes retratam o cotidiano dos alunos da escola em Santa Cruz, Zona Oeste da cidade, abordando temas como cidadania, preconceito e inclusão social.

Os curtas são frutos do projeto #CinEscola, criado e coordenado pelo professor de História Ygor Lioi, com a parceria dos cineastas Nathalia Sarro e André da Costa Pinto. No início do ano passado, ele decidiu criar uma matéria eletiva para ensinar os alunos do 9º ano da Escola Adalgisa Nery os primeiros passos de uma produção audiovisual.

– Eu não estou fazendo nada de surpreendente. Quero apenas dar oportunidade ao aluno de contar a história dele, ter voz numa sociedade onde as oportunidades são raras – explica o professor.

Ygor conta que o projeto tem como base três pilares: empoderar, capacitar e dar visibilidade. Logo no início do curso, o professor conseguiu 100 ingressos e levou os alunos ao cinema, experiência inédita para muitos deles. Quem soube tirar bastante proveito das aulas foi Ariany de Souza, uma das revelações descobertas pelo professor. A aluna escreve poesias, compõe músicas, canta, atua… Com tanto talento, ela virou diretora e protagonista do filme “Inspirações”.

– Esse projeto fez com que eu acreditasse mais no meu talento. Sempre tive vontade de explorar mais esse meu lado de cantora e compositora – conta a jovem, de 15 anos, que revela se inspirar em artistas como Izza e Ludmila.

O curta “Inspirações” aborda o racismo como um dos obstáculos na vida dos jovens negros que vivem na periferia. Ariany mesmo dá um depoimento em que diz já ter sofrido preconceito, mas que soube superar o trauma.

– É muito raro ver uma menina negra ter voz na sociedade, ser reconhecida. O filme me mostrou que é possível superar a barreira do preconceito e que todo mundo pode sonhar e realizar o seu sonho.

Mostra Seleção Popular reúne mais de 400 filmes

Os três curtas produzidos pelos alunos da Rede Municipal de Ensino disputam a Mostra Seleção Popular do FestTaguá2020 com mais de 400 filmes. Alguns deles, contam com a participação de atores consagrados, como Osmar Prado (Um café e 4 segundos) e Antonio Pitanga (Riscados pela memória). A votação é on line e vai até 30 de agosto. As três produções mais curtidas pelos internautas receberão um prêmio no valor de R$ 1.000,00.

A seguir, um breve resumo de cada filme e o link para assistir e votar. É necessário se cadastrar e fazer login no site do festival.

‘Inspirações’

A diretora e atriz principal do filme, Ariany de Souza, é uma jovem da Zona Oeste do Rio que encontrou na música e na poesia as inspirações para vencer os obstáculos que a vida foi colocando em seu caminho.

https://festivaltaguatinga.com.br/festivalTagua/15/assista/curta/filme/2071

‘Para todes’

Os alunos da Escola Municipal Adalgisa Nery embarcam numa aventura para mostrar ao mundo que é necessário romper com muros visíveis e invisíveis. Estes acabam impossibilitando, na maior parte das vezes, pessoas com necessidades especiais, LGBT’s, mulheres, entre outros grupos, de participarem de partidas de futebol. No linguajar deles, mesmo que a partida seja “à brinca ou à vera”, há uma intensa disputa para saber o vencedor.

https://festivaltaguatinga.com.br/festivalTagua/15/assista/curta/filme/2072

‘Ainda somos os mesmos’

Será que os sonhos dos jovens da escola são iguais aos dos seus pais? Nesse curta, o diretor Jonathan Rodrigues, junto com os amigos de classe, questiona os responsáveis sobre quais eram seus sonhos na infância e como eles conseguem ver o mundo atualmente.

https://festivaltaguatinga.com.br/festivalTagua/15/assista/curta/filme/2073

Prefeitura do Rio abre caminho para demolição de construções irregulares na Gardênia Azul

A Prefeitura do Rio, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), conseguiu suspender nesta quinta-feira (23/07) a decisão que impedia a demolição de construções irregulares no bairro da Gardênia Azul. A desembargadora Teresa de Andrade, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), acatou o pedido de recurso do Município e suspendeu os efeitos da liminar dada em primeira instância.

Na decisão, a magistrada constatou que a Prefeitura cumpriu o Decreto nº 8.427/89, que trata das providências do Município diante de obras irregulares. “Restou cabalmente demonstrado pelos documentos acostados aos autos principais que o Decreto nº 8.427/89 foi rigorosamente observado, dando-se publicidade a todos os atos de providências exigidas e não tomadas pela agravada”, afirmou a desembargadora.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação (SMIHC) já está organizando novas operações no local, para dar continuidade, o mais breve possível, à repressão àquelas construções irregulares, que são ilegalizáveis e colocam em risco a vida das pessoas. No local estava sendo construído um condomínio clandestino com 21 prédios (aproximadamente 200 apartamentos). Até a liminar, a Coordenadoria de Operações Especiais, órgão da SMIHC, tinha demolido 12 das 21 construções irregulares.

Segurança presente lança campanha ‘Aqueça um coração’

Para amenizar os impactos das baixas temperaturas nas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, a Operação Segurança Presente está lançando a campanha ‘Aqueça um coração’.

As bases da operação funcionarão como postos de coleta de agasalhos e cobertores, até 15 de agosto. O que for arrecadado será distribuído para os moradores em situação de rua que são atendidos pelas assistentes sociais do Segurança Presente.

– Queremos ampliar e estreitar relações de solidariedade entre a sociedade civil e as pessoas em situação de rua – disse o secretário de Estado da Casa Civil, Cleiton Rodrigues, a quem a Operação Segurança Presente está subordinada. Ele destacou o trabalho das assistentes sociais: “São o nosso diferencial”.

A Operação Segurança Presente possui bases na Lapa, Aterro do Flamengo, Méier, Lagoa, Centro, Niterói, Copacabana, Leblon, Tijuca, Ipanema, Nova Iguaçu, Laranjeiras, Bangu, Botafogo, Austin, Caxias, Barra da Tijuca, Recreio, Grajaú/Vila Isabel, Bonsucesso, São Gonçalo, Madureira, Jacarepaguá, Belford Roxo, Queimados, Irajá e São João de Meriti.

Polícia descobre quatro homens suspeitos de assassinar militares do Exército

A Polícia Civil informou que já identificou quatro homens suspeitos de matar Vitor Hugo Pedrosa Xavier, de 18 anos, e Daniel Ferreira de Azevedo, em São Gonçalo, na Região Metropolitana no último dia 12 de julho. Ambos eram militares do Exército.
De acordo com agentes, as investigações ainda estão em andamento para localizar e identificar todos os envolvidos no crime. No dia 15, o Disque-Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que pudessem levar a identificação e prisão dos assassinos.
Entenda o caso:
Dois corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro incendiado na Rua Padre Cícero Romão, no bairro Pacheco, na segunda-feira (13). Segundo moradores da região, o veículo teria sido deixado no local por volta das 3h da madrugada. Um corpo se encontrava no porta-malas, já o outro no banco traseiro.
No dia do crime, as vítimas teriam ido assistir a um jogo de futebol em uma movimentada casa de festa no Mutondo, em São Gonçalo e, em seguida, seguiram em direção a um bar localizado no Raul Veiga, onde teriam conhecido duas meninas, que ainda não foram identificadas, e, depois de levá-las em casa, teriam sido pegos de surpresa por traficantes da região.
Os soldados seriam moradores dos bairros Anaia Pequeno e Almerinda, em São Gonçalo. Ambos foram enterrados no último dia 15.

Parque Nacional da Tijuca adotará fiscalização mais rígida e multas a partir do fim de semana

Os visitantes que forem ao Parque Nacional da Tijuca a partir deste fim semana devem ficar mais atentos ao cumprimento de regras impostas após a reabertura do espaço, que ocorreu no último dia 9. A administração do local decidiu intensificar as ações de fiscalização e autorizou a aplicação de multas para quem desrespeitar restrições impostas por conta da pandemia do novo coronavírus. A decisão foi tomada porque mesmo com orientação de funcionários e sinalização em diversos pontos, houve insistência por parte do público em descumprir as novas medidas.

A multa para quem for flagrado desrespeitando regras pode variar de R$ 500 a R$10 mil. Além disso, fiscais também terão permissão para apreender equipamentos e materiais dos infratores.

Não é permitido entrar no Parque sem máscara, bem como reunir grupos de mais de dez pessoas, acessar mirantes, tomar banhos em cachoeiras e circular com veículos motorizados no local. Quem tira a máscara momentaneamente com a justificativa de que precisa recuperar o fôlego durante a atividade física também poderá ser autuado. A recomendação nesse caso é diminuir o ritmo do exercício com a proteção facial.

Publicações nas redes sociais com registros de descumprimento das normas também podem ser utilizadas como provas para a aplicação de multas. Para os gestores do espaço, quando o próprio usuário compartilha a foto ou o vídeo, ele assume publicamente o comportamento em desacordo com as novas regras.

Também é possível enviar denúncias para o e-mail denuncia.pnt@icmbio.gov.br. A administração reconhece a rigidez na atuação, mas ressalta que o trabalho de conscientização realizado há duas semanas é prioritário e continuará sendo feito antes da aplicação de sanções.

Confira as regras para visitar o Parque

  • Uso obrigatório de máscara;
  • Distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas;
  • Visitantes devem respeitar os cordões de isolamento instalados em diversos pontos como a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador;
  • Não são permitidas reuniões de grupos com mais de 10 pessoas;
  • É proibido acessar cachoeiras, duchas, reservatórios e pequenas lagoas;
  • Não são permitidas confraternizações e eventos em áreas abertas;
  • O visitante deve transportar o próprio lixo para fora dos limites do Parque;
  • Não é permitida a entrada de motos, carros, caminhões e vans.

AGORA É LEI: PROFISSIONAIS DE SAÚDE DEVERÃO RECEBER ALOJAMENTO DURANTE PANDEMIA

Medida valerá para os profissionais que morem com pessoas que sejam grupo de risco ou que estejam com coronavírus. Profissionais de segurança e assistência também poderão ser beneficiados.

O Poder Executivo e as empresas da área de saúde serão obrigados a oferecerem alojamentos para os profissionais de saúde da rede pública e privada que morem com pessoas do grupo de risco ou que estejam acometidos pelo coronavírus, durante o estado de calamidade pública. A determinação é da Lei 8.944/2020, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (24/07).

A hospedagem será garantida seguindo a ordem de inscrição, sendo vedada qualquer tipo de distinção em relação às funções exercidas pelos profissionais e as acomodações. Os alojamentos deverão ter, no mínimo, colchão, roupa de cama, travesseiro, acesso à água potável e sanitário. A norma ainda determina que os hospitais de campanha e outras unidades de saúde, sejam provisórias ou permanentes, tenham alojamentos adequados para os profissionais descansarem durante os plantões. As despesas para a implantação da norma correrão à conta dos recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES).

“O objetivo da lei é contribuir com os profissionais de saúde que não tenham condições de realizar o isolamento de sua família, para minimizar os danos e ajudar na contenção da pandemia da covid-19”, declarou uma das autoras originais da norma, deputada Martha Rocha (PDT), que tem como coautora a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB).

Profissionais de Segurança Pública e Assistência Social

A medida também autoriza o Poder Executivo, a critério de conveniência e oportunidade das autoridades competentes, a pagar auxílio hospedagem, celebrar contratos de prestação de serviços com estabelecimentos de hotelaria ou realizar a requisição administrativa de hospedagens. Para estas medidas, além dos profissionais de saúde da rede pública e privada, também poderão ser contemplados os servidores das áreas de segurança pública, assistência social, administração penitenciária, sistema socioeducativo, além dos agentes civis da Lei Seca, Segurança Presente e Barreira Fiscal. Em todos os casos, terão direito a hospedagem os profissionais que morem com pessoas do grupo de risco ou que estejam acometidos pelo coronavírus.

Também assinam a norma, como coautores, os deputados Vandro Família (SDD), Marcelo Cabeleireiro (DC), Gustavo Tutuca (MDB), Renata Souza (PSol), Mônica Francisco (PSol), Giovani Ratinho (PTC), Samuel Malafaia (DEM), Lucinha (PSDB), Bebeto (Pode), Brazão (PL), Eliomar Coelho (PSol), João Peixoto (DC), Carlos Minc (PSB), Subtenente Bernardo (PROS), Danniel Librelon (REP) e Marina (PMB), Capitão Paulo Teixeira (REP), Marcelo Dino (PSL), Gustavo Schmidt (PSL), Márcio Canella (MDB), Val Ceasa (Patriota), Dionísio Lins (PP), Anderson Alexandre (SDD), Valdecy Da Saúde (PTC), Marcos Muller (SDD), Renato Cozzolino (PRP).