O WhatsApp lançou o recurso de visualização única no aplicativo para Android e iPhone (iOS) nesta terça-feira (3). O recurso, que permite enviar fotos e vídeos que se autodestroem depois de abertos pelo destinatário, já estava disponível para usuários do app beta para Android desde junho e deve chegar a todos a partir desta semana.
A funcionalidade impede salvar, favoritar, encaminhar ou compartilhar a mídia recebida com a visualização única ativada. Apesar disso, ela não conta com aviso de print, o que significa que o receptor ainda pode fazer uma captura de tela e armazenar essa imagem.
As fotos e vídeos temporários também podem ser enviados do PC, seja no aplicativo para desktop ou por meio da versão web. Para isso, basta ter a última atualização do WhatsApp instalada no celular. Quem receber só conseguirá abrir os arquivos uma vez, também independentemente de qual plataforma estiver utilizando.
O recurso funciona tanto com os arquivos da galeria do celular quanto com os capturados com a câmera do WhatsApp. Antes do envio, basta tocar no ícone de timer, que traz um “1”, para que a visualização única seja ativada. A função não fica ligada por padrão no mensageiro; é preciso realizar esse procedimento toda vez que quiser mandar uma imagem que se autodestrói.
O destinatário precisa ter ativada a confirmação de leitura para que o remetente saiba que a foto ou vídeo foi aberto. Se a mídia não for visualizada em 14 dias, ela fica automaticamente indisponível na conversa.
Usuários notaram a chegada da função no WhatsApp e compartilharam suas opiniões no Twitter. Alguns compararam com a “bombinha”, ícone que aparece no Instagram ao enviar uma foto de visualização única por DM, sendo que a maior diferença é que a rede social de imagens tem aviso de print. Outros usuários também criticaram o fato da ferramenta do WhatsApp não trazer não trazer o alerta de printscreen.
O foguete Long March-5B, usado no lançamento do módulo central da Estação Espacial Chinesa na última quinta-feira (29), está retornando à Terra em uma descida descontrolada, podendo atingir áreas habitadas nos próximos dias, conforme relatou o SpaceNews.
Depois de colocar o módulo Tianhe em órbita, o impulsionador se separou dele. Porém, o primeiro estágio do Long March-5B também foi parar nesta região do espaço por algum erro, e o seu atrito constante com a atmosfera terrestre tem o arrastado cada vez mais para perto do planeta.
Viajando a 7 km/s, o estágio central do foguete chinês, que tem aproximadamente 30 metros de comprimento, 5 metros de diâmetro e pesa 21 toneladas, não deve se queimar por completo durante a reentrada, como normalmente acontece com outros tipos de lixo espacial menores, justamente por causa das suas medidas.
Espera-se que partes dele resistam às altas temperaturas e caiam em uma área indefinida. O local exato da queda não pode ser apontado, pois há várias incertezas envolvidas no cálculo do efeito do arrasto atmosférico da nave, como a expansão ou a contração da atmosfera, causadas pela atividade do Sol.
Possível trajetória do objeto
Apesar da dificuldade de estimar o local onde o foguete chinês irá cair e também de definir a data, a inclinação orbital do objeto, de 41,5 graus, indica a sua passagem um pouco mais ao norte de cidades como Nova York (EUA), Madri (Espanha) e Pequim (China), e ao sul do Chile e de Wellington (Nova Zelândia), segundo a publicação.
Sua queda deve acontecer em qualquer ponto dentro desta área, com uma maior possibilidade de que os destroços pousem no oceano ou em regiões desabitadas. Mas o alerta de risco para a população ainda permanece.
Conforme o astrônomo Jonathan McDowell, que classificou o erro da agência espacial chinesa como “inaceitável”, o evento será a maior reentrada descontrolada de espaçonaves dos últimos anos.
Os possíveis preços, datas de lançamento e especificações da linha iPhone 12 já deram as caras. As informações sobre o próximo evento da Apple, que deve anunciar os sucessores do iPhone 11, foram reveladas por Kang, já conhecido por antecipar informações sobre produtos da marca, na rede social Weibo nesta sexta-feira (9).
Ao todo, quatro celulares da Apple devem ser anunciados em 2020, segundo Kang. A começar pelo iPhone 12 Mini, que deu as caras em rumores anteriores, com tela de 5,4 polegadas e preços a partir de US$ 699 (cerca de R$ 3.910 em conversão direta). Já o iPhone 12 tende a trazer display de 6,1 polegadas e preços a partir de US$ 799 (por volta de R$ 4.470).
O iPhone 12 Mini, 12 Pro e 12 Pro Max, respectivamente.
Em comum, os dois smartphones devem sair da caixa com câmera dupla, sendo o sensor secundário com lente ultrawide, e armazenamento de 64 GB, 128 GB e 256 GB. Cinco opções de cores podem estar disponíveis para os consumidores: azul, branco, preto, vermelho e verde.
O iPhone 12 Pro e o iPhone 12 Pro Max podem contar com 128 GB, 256 GB e 512 GB de espaço e telas de 6,1 e 6,7 polegadas, respectivamente, com preços a começar em US$ 999 e US$ 1.099, ou cerca de R$ 5.590 e R$ 6.150. A câmera tripla tende a permanecer, mas acompanhada pelo sensor LiDAR do iPad Pro.
O 5G deve marcar presença em todo o quarteto, assim como as melhorias no modo noturno e no Smart HDR. Os fones de ouvido e adaptador de tomada, no entanto, não devem acompanhar os telefones na caixa, assim como no Apple Watch SE e Apple Watch Series 6. A Apple ainda deve trazer a marca “MagSafe”, dos antigos carregadores magnéticos para MacBook, de volta.
A suposta data de lançamento dos celulares também foi revelada. Segundo Kang, a pré-venda da edição Mini começará em 6 ou 7 de novembro. O celular será enviado aos compradores a partir de 13 ou 14 de novembro. O iPhone 12 e 12 Pro, por sua vez, entrará em fase de encomendas em 16 ou 17 de outubro e chegará às lojas em 23 ou 24 de outubro.
A variante de tela maior pode demorar um pouco mais. Espera-se que a pré-venda tenha início em 13 ou 14 de novembro, enquanto as vendas estão previstas para começarem em 20 ou 21 de novembro de 2020. Já o HomePod Mini pode custar US$ 99 (cerca de R$ 550 em conversão direta) e chegar em novembro.
Vale lembrar que Kang possui um histórico notável de acertos sobre rumores da Apple. Em setembro, suas previsões adiantaram as cores e o preço inicial do iPad Air e o oxímetro do Apple Watch Series 6. Em junho, para a WWDC 2020, foi a vez de antecipar o nome do macOS Big Sur e a vinda dos widgets na tela inicial do iOS 14.
iPhone 12: Apple marca evento para outubro
A Apple marcou, nesta terça-feira (6), um evento para 13 de outubro de 2020. Apresentado como “Hi, Speed”, espera-se que a companhia norte-americana revele os sucessores do iPhone 11 durante a coletiva, além do primeiro Mac com processador ARM.
O evento virtual será transmitido na próxima terça-feira (13), a partir das 14h (horário de Brasília).
O WhatsApp anunciou nesta segunda-feira (3) uma nova função ao aplicativo. Um recurso de busca agora permite pesquisar no Google o conteúdo de mensagens muito encaminhadas. Disponível no Android e iPhone (iOS) e no WhatsApp Web, a medida tem como objetivo frear a disseminação de fake news e outras informações imprecisas no mensageiro. O recurso está em testes na versão mais recente do serviço disponível no Brasil, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Itália, México e Reino Unido.
Ao receber uma mensagem de texto com a seta dupla que indica que foi encaminhada muitas vezes, o WhatsApp exibe uma lupa para fazer a pesquisa. Ao tocar sobre ela, o usuário é direcionado ao Google, que deve exibir resultados que permitam checar a veracidade do conteúdo compartilhado.
Selo de “encaminhada” é uma das medidas do WhatsApp em combate a fake news — Foto: Paulo Alves/TechTudo
Ferramenta de busca de mensagens está em testes no Brasil — Foto: Divulgação/WhatsApp
Como pesquisar mensagens do WhatsApp no Google?
Para pesquisar mensagens do WhatsApp no Google, basta clicar na lupa ao lado do texto encaminhado muitas vezes. O aplicativo exibirá um alerta na tela do celular para confirmar se você deseja buscar por aquele conteúdo na web. Basta confirmar e visualizar os resultados pelo navegador do celular.
A Play Store está disponibilizando por tempo limitado, uma lista de aplicativos que são pagos para você baixar totalmente grátis no seu Android!
Confira a lista abaixo:
O Instagram anunciou que vai testar, exclusivamente no Brasil, uma nova funcionalidade da plataforma. A partir desta terça-feira (12) a empresa lança para os usuários no país a função “Cenas”, que vai permitir edições em stories, com cortes de imagens, inclusão de música e mudanças na velocidade dos quadros.
Além de poder criar um novo tipo de stories, as “Cenas” também serão exibidas na aba “Explorar”, com base nos interesses e nas interações que o usuário já tem. O conteúdo vai ser apresentado de acordo com quem o usuário já segue e nas tendências de interesse da pessoa.
‘Cenas’, que está sendo testado exclusivamente no Brasil, também terá exibição na aba Explorar. — Foto: Divulgação/Instagram
Para começar a fazer uma “Cena”, é só acessar a nova função pela câmera, no mesmo lugar que seria usado para criar os stories. A funcionalidade fica ao lado dos já conhecidos “boomerang” e “live”.
O conteúdo criado pode ser compartilhado com todos os seguidores, com a lista de melhores amigos ou diretamente com algum contato específico.
Veja quais são as ferramentas disponíveis para criar uma “Cena”:
Música: é possível selecionar uma música que já existe na biblioteca do Instagram;
Velocidade: permite acelerar ou diminuir a velocidade dos quadros do vídeo;
Temporizador e contagem regressiva: permite ao usuário gravar com as mãos livres ou sincronizar a gravação com a música escolhida;
Ferramenta “Fantasma”: essa é a função que permite fazer cortes e adicionar novas cenas ao vídeo, com diferentes trechos, que podem ser ordenados. Também é possível revisar o trecho clicando na imagem, ou excluí-lo e gravá-lo novamente.
As funcionalidades lançadas nesta terça são muito semelhantes às da rede social TikTok, da empresa chinesa Bytedance. O TikTok, que já tem mais de 500 milhões de usuários ao redor do mundo, funciona em torno de áudios e músicas, com os usuários usando e reutilizando áudios, com novas interpretações e performances.
No TikTok, o público é mais jovem do que nas redes sociais do Facebook, que é dono do Instagram e também do WhatsApp. Segundo uma pesquisa da consultoria Morning Consult, entre adolescentes de 13 a 16 anos o uso do TikTok já superou o do Facebook — 42% das pessoas nessa faixa usam TikTok, contra 41% do Facebook. Apesar disso, o uso do Instagram é de 79%. Entre os jovens de 17 a 21 anos, o uso do Instagram é de 84%.
Pensando em atingir o público mais jovem, o Facebook tem investido em iniciativas para o Instagram e até criou um aplicativo novo, chamado Threads — ele é vinculado à plataforma e funciona como uma espécie de chat de conversas apenas com pessoas que estão na lista de melhores amigos.
Para Isabela Ventura, presidente da Squid, empresa especializada em marketing de influência, faz sentido testar essa ferramenta no Brasil, justamente pela conexão que existe entre música e rede social no país. “O foco do Instagram tem sido gerar engajamento e conversas, com música, perguntas e respostas”, disse.
O Instagram afirma que o interesse nesse tipo de conteúdo musical é o que levou a plataforma a investir nas “Cenas”. Segundo a empresa, mais de metade dos usuários viu stories que tinham o adesivo de música no último mês. São 500 milhões de pessoas usando os stories diariamente.
Para Ventura, a implementação das “Cenas” é uma maneira de barrar o crescimento de concorrentes como o TikTok no Brasil. “A atual comunidade do Instagram é muito maior do que essas. [Essa nova função] dá oportunidade, ferramentas, para que o criador de conteúdo que está na rede social seja mais criativo e mais interessante para a própria rede”, afirmou.
Já existia também um movimento de criação de conteúdos no TikTok, que depois eram compartilhados também no Instagram.
Não é a primeira vez que o Facebook incorpora elementos de concorrentes em suas redes sociais. A própria chegada dos Stories, em 2017, foi uma maneira de lidar com uma concorrente que cresceu muito entre 2015 e 2017, o Snapchat. Na época, não só o Instagram recebeu stories, mas também o Facebook e até o WhatsApp.
Zuckerberg já criticou rede chinesa
A preocupação do Facebook com a ascensão da rede TikTok não vem de hoje. Em áudios vazados de uma reunião com funcionários, o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, já tinha falado sobre isso, dizendo que a empresa se preparava para testar uma nova rede, chamada Lasso, que competiria com o TikTok em alguns países.
“Nós temos um produto chamado Lasso que é um aplicativo independente em que estamos trabalhando, tentando encaixar o produto em países como o México. […] Queremos ver primeiro se conseguimos fazer isso dar certo em países onde o TikTok não é tão grande antes de competir em países onde eles já são grandes”, disse Zuckerberg.
Ele voltou a falar do TikTok, em tom mais agressivo, durante um discurso em que falou sobre liberdade de expressão. Na ocasião, ele citou o TikTok como exemplo de rede que pratica censura com alguns tipos de conteúdo.
“Enquanto nossos serviços, como o WhatsApp, são usados por manifestantes e ativistas por causa da criptografia forte e proteção da privacidade, no TikTok, o aplicativo chinês que cresce mais rápido no mundo, menções a esses protestos são censuradas, até mesmo nos EUA. Essa é a internet que queremos?”, perguntou.
O Facebook tem motivos para manter a soberania de suas redes: ter um ambiente em que as pessoas queiram estar e compartilhar suas histórias, fotos e momentos é importante — o modelo de negócio da empresa é vender publicidade direcionada justamente nas redes sociais. No terceiro trimestre deste ano, o Facebook faturou US$ 17,3 bilhões com publicidade. O lucro foi de mais de US$ 6 bilhões.
Sonic The Hedgehog filme acaba de ganhar um novo trailer e o grande destaque do vídeo são as melhorias que o personagem sofreu após as reclamações dos fãs que não curtiram e bombardearam-no com dislikes. Confira o novo trailer!
O filme chegará aos cinemas no dia 14 de fevereiro de 2020. O que você achou do novo design do personagem?
Os jogadores de Fortnite estão desde o domingo (13) encarando um buraco negro após um evento destruir o mapa da 10ª temporada. Chamado de “The End” (O fim), o evento já era prometido pela empresa desenvolvedora, a Epic Games, mas até o momento ninguém sabe que mudanças ele trará.
Em The End, os jogadores viram um foguete ser lançado da ilha onde se passa o jogo e um buraco negro sugou tudo e todos os jogadores. Desde então, o buraco negro é a única coisa visível para quem tenta acessar o jogo, causando preocupação e levando os games a especularem sobre a mudança que deve vir.
O evento ocorreu simultaneamente no mundo todo e no Brasil aconteceu durante a Brasil Game Show (BGS). O buraco negro continua na manhã de hoje e ainda não se tem certeza até quando deve durar. Esta manhã, mais de 50 mil pessoas assistiam à transmissão do buraco negro feita pela Epic Games. No Twitter havia mais de 18 mil espectadores.
As atualizações ao vivo no mapa do jogo são frequentes, mas nunca foi tão longa e não destruía tudo. O evento fez os jogadores especularem se a mudança será muito drástica ou até se esse pode ter sido o fim definitivo do game. Mas a maioria acredita se tratar de uma estratégia de marketing para o lançamento da 11ª temporada. Até o momento a Epic Games não se manifestou a respeito.
Dia 2: já estou sem forças na mãos. nem sei se consigo contruir ainda.sinto falta ate mesmo do bruto nesse momento. não entendo nada que está acontecendo.#theendfortnite#Fortnitepic.twitter.com/hc9GMg9AQk
Quem nunca se deparou com uma publicidade no Instagram ou no Facebook sobre algo que tinha acabado de conversar com alguém? Às vezes, a coincidência é tão grande que tem gente que diz que pensou em algo e apareceu uma propaganda daquilo.
Depois que Google, Apple, Facebook e Microsoft foram pegos, recentemente, usando funcionários contratados para transcrever áudios de usuários, para muita gente essa foi a confirmação de uma teoria antiga: as gigantes de tecnologia estariam, secretamente, nos escutando para vender publicidade direcionada.
A resposta oficial, no entanto, é que elas não nos escutam sem permissão, segundo porta-vozes de Google e Facebook, as gigantes que dominam o segmento de marketing digital.
“Não fazemos isso. É fascinante que esse mito persista. Recebo essa pergunta o tempo todo”, disse Steve Satterfield, vice-presidente de privacidade do Facebook, que esteve no Brasil no começo do mês e conversou com o G1 sobre a possibilidade de “espionagem” para favorecer algoritmos de publicidade.
Sobre os áudios gravados e transcritos, Facebook e Google dizem que o objetivo era melhorar o funcionamento de inteligências artificiais e aprendizado de máquina. E que as gravações só aconteciam se o usuário optasse por participar de programas de transcrição.
Mesmo assim, após pressão de autoridades e de consumidores, elas decidiram suspender a prática. Em breve, ela deve ser retomada pelo Google.
Dá pra acreditar na resposta oficial das companhias? Alguns testes tentaram “flagrar” uma suposta espionagem via áudio, sem sucesso (leia mais ao fim da reportagem).
Porém, a credibilidade das gigantes de tecnologia tem sido questionada por causa da pouca transparência em relação ao que fazem com o imenso volume de dados que circulam em seus sistemas. E esses dados podem ser a resposta para entender como elas conseguem ser tão eficazes na propaganda direcionada.
Elas precisam ouvir?
Ex-funcionários já negaram publicamente que as empresas estariam nos escutando em segundo plano (quando o microfone não está sendo usado). Justamente porque as companhias têm à disposição uma grande quantidade de dados para usar em publicidade.
Segundo Google e Facebook, é esse tipo de dado on-line — e não nossas conversas — que serve para fazer direcionamento de propaganda.
“Às vezes, é possível que você veja publicidade sobre algo que aconteceu na sua vida, mas é nosso trabalho. Estamos fornecendo publicidade relevante”, afirma Satterfield.
Essas gigantes já sabem qual celular usamos, a conexão que temos, onde vamos, o endereço de IP ao qual estamos conectados, etc. As empresas conhecem quem são nossos amigos mais próximos, com quem conversamos todos os dias, nossos gostos, quem está conectado na mesma rede Wi-Fi.
Este, aliás, é o negócio principal dessas empresas. Embora façam diversos produtos, é com publicidade que elas ganham dinheiro. E não é pouco. Em 2018, o Google faturou US$ 116,3 bilhões com a venda de propaganda direcionada; o Facebook fez US$ 55 bilhões.
Ainda segundo ex-funcionários, que já falaram sobre o assunto com jornais, espionar as conversas em áudio também implicaria em problemas técnicos. Seria necessário ouvir, armazenar e entender o contexto de conversas de 2 bilhões de usuários em centenas de idiomas.
Existem também razões legais para não escutar as pessoas em segundo plano, que podem deixar as empresas em apuros: esse tipo de coleta de informação não está nos termos de uso das plataformas e já houve negativas públicas, inclusive do próprio Mark Zuckerberg, no Congresso dos Estados Unidos.
Isso também poderia ser um mau negócio. Segundo Fatemeh Khatibloo, analista da consultoria Forrester, uma das mais respeitadas dos EUA, se empresas como o Facebook estivessem escutando conversas secretamente, todo o mercado de publicidade seria prejudicado.
Para ela, consumidores iriam se sentir ameaçados e procurariam ferramentas para coibir publicidade, como bloqueadores de anúncio. “O ecossistema de publicidade digital só consegue aguentar um determinado número de violações de privacidade antes de entrar em colapso”, escreveu.
Rastros on-line
O fato é que compartilhamos mais informações com as empresas do que às vezes sabemos ou percebemos.
Além dos dados que coletam, elas conseguem informações submetidas por anunciantes. Se você se cadastrou em um serviço para receber benefícios de uma empresa, isso vai para uma base de dados — que pode ser inserida no Facebook, por exemplo, para direcionar publicidade para você.
De acordo com o Facebook, isso acontece sem que os anunciantes saibam quem você é.
Sabe quando você está procurando por um tênis e depois ele aparece em todos os sites que você acessa?
É por causa de ferramentas como o Adsense, do Google, e Pixel, do Facebook, que mapeiam nossos passos on-line, cliques e até compras.
“O Google não coleta conversas por meio de microfones de dispositivos para fins publicitários”, declarou a empresa em nota. “O Assistente apenas envia o áudio para o Google depois que o dispositivo detectar que você iniciou uma interação. Por exemplo, ao dizer ‘Ok Google’ ou ao ativar manualmente o Assistente”.
“[Usamos] as páginas que você segue, as informações que você coloca em seu perfil, e os posts e anúncios com os quais você interage, por exemplo, além do público para o qual o anunciante quer que os seus anúncios sejam mostrados”, disse o Facebook ao G1.
As empresas pode saber até como nos movimentamos. No exterior, o Uber, por exemplo, tem um sistema que mede as informações disponibilizadas pelo GPS, acelerômetro, giroscópio e outros sensores dos smartphones do passageiro e do motorista para detectar uma freada brusca e possível batida.
Nesses casos, envia uma notificação que, entre várias opções, permite até ligar para a polícia. O Google está trabalhando em uma funcionalidade semelhante.
Falta transparência
Se você se surpreendeu com o tanto que as empresas sabem sobre a sua vida, saiba que a sensação é compreensível. Para André Ferraz, presidente da InLoco, empresa brasileira que trabalha com dados de geolocalização para publicidade e segurança, falta transparência para que o usuário saiba exatamente quais informações são coletadas e como são utilizadas.
“Como nós criamos mecanismos em que a sociedade consiga auditar os dados coletados e para onde ele está sendo enviado? É muito difícil para o consumidor fazer isso”, disse.
É por isso que os dados coletados são, ao mesmo tempo, os principais ativos e os principais riscos, segundo Rohit Ghai, presidente da empresa de segurança digital RSA, subsidiária da Dell.
“Ser transparente com os dados é obrigatório para as empresas hoje. É uma questão complicada, o consentimento precisa conviver com um consumidor bem informado”, afirmou Ghai.
Fazer o check-up de privacidade e decidir quais dados você quer que o Google colete;
Ver as configurações de “Privacidade e personalização” e também o “Controle de atividade”. Nessa aba é possível ter acesso aos históricos de dados coletados;
Acessar a “Personalização de anúncios“, que mostra os interesses que o Google já mapeou e uma opção para desativar essa configuração.
Testes com áudios
Sem confiar nas declarações de Google e Facebook, pessoas e empresas já fizeram testes para tentar aferir se existe alguma escuta escondida.
A companhia britânica de segurança digital Wandera, especializada em gerenciamento de dados em celulares, fez um teste com rigor científico usando smartphones.
Dois aparelhos foram isolados em uma sala e submetidos a uma playlist de vídeos sobre alimentos para animais de estimação. Outros dois eram mantidos em silêncio, numa outra sala.
No fim, a Wandera acessou redes sociais nesses aparelhos e não encontrou publicidade sobre o tema dos áudios. Os aplicativos não estavam ativando os microfones sozinhos e não foram encontrados indícios de consumo maior de dados, nem de bateria.
Resultado semelhante foi encontrado pela analista da consultoria Forrester, Fatemeh Khatibloo. Após receber reclamações de mais de 20 colegas de trabalho sobre supostas escutas, ela também mediu tráfego de dados em aparelhos com permissão de acesso ao microfone e não encontrou mudanças na quantidade de dados.
Entre os dias 9 e 13 de outubro, a Expo Center Norte em São Paulo será palco da maior feira de games da América Latina, a Brasil Game Show (BGS). O evento reúne diversas atrações para o público gamer e atrai jogadores, streamers, youtubers, investidores, empresários e profissionais do mercado de games, sendo uma grande oportunidade de conhecer de perto as principais celebridades e influenciadores do universo dos videogames.
Esta é a 12ª edição do evento e já estão confirmados:
mais de 150 pinballs e jogos de arcade para o público jogar à vontade;
400 estandes das principais marcas da indústria dos games (AOC, ASUS, Banco do Brasil, Corsair, DXRacer, Epic Games, Falkol Esports, Fini, Gigabyte, Lenovo, Logitech, Lupo, Joysticket, Magic the Gattering, Microcamp, OEX Gaming, Piticas, Pichau, Razer, Redragon, Sunny Brinquedos, TNT, Vivo, Warrior, WB Games, Xbox e YouTube etc);
7 convidados internacionais, entre eles Charles Martinet, a voz de Super Mario; Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter e outros;
campeonatos de esports eletrônicos (BGS Esports);
área exclusiva para jogos de estúdios independentes (Avenida Indie);
ambientes cosplay (BGS Cosplay);
maratona de desenvolvimento de games (BGS Jam);
painéis e apresentações de grandes nomes da indústria mundial (BGS Talks);
encontros com personalidades do mundo dos games (BGS Meet&Greet);
momentos de reconhecimento ao trabalho de celebridades da indústria (Wall of Fame);
muitas estações de jogos e interações.
Abaixo, a programação parcial do palco 1 do BGS Meet & Greet. É importante lembrar que a programação pode sofrer alterações até a véspera do evento. Em caso de dúvida, acesse o site oficial:
Quarta-feira (9/10)
14h – Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra
15h – Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter
16h – Al Lowe, programador de Leisure Suit Larry
Quinta-feira (10/10)
13h – Charles Martinet, dublador de Mario, icônico personagem da Nintendo
14h – Charles Martinet, dublador de Mario, icônico personagem da Nintendo
15h – Howard Scott Warshaw, criador de ET
16h – Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra
17h – Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter
Sexta-feira (11/10)
13h – Howard Scott Warshaw, criador de ET
15h – John Romero, criador de DOOM e Quake
16h – Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra
19h – Charles Martinet, dublador de Mario, icônico personagem da Nintendo
Sábado (12/10)
14h – Al Lowe, programador de Leisure Suit Larry
15h – John Romero, criador de DOOM e Quake
16h – Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra
17h – Howard Scott Warshaw, desenvolvedor do game E.T.
Domingo (13/10)
13h – John Romero, criador de DOOM e Quake
14h – Howard Scott Warshaw, desenvolvedor do game E.T.
15h – Al Lowe, programador de Leisure Suit Larry
16h – Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra
O ingresso já está no seu 5º lote, por isso corra para garantir o seu. Para mais informações sobre a feira de games, acesse: www.brasilgameshow.com.br.
BRASIL GAME SHOW 2019
Quando: 9 a 13 de outubro, das 13h às 21h
Onde: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme
Ingressos: 5º lote
Individual: R$ 105 – ingresso válido para um dia de evento aberto para público – 10, 11, 12 (esgotado) ou 13 de outubro
Passaporte: R$ 315 – acesso a todos os dias de evento abertos ao público – 10, 11, 12 (esgotado) e 13 de outubro – 19% de desconto.
Premium: R$ 649 – acesso a todos os dias de evento, incluindo o dia exclusivo para imprensa e business – 9,10, 11, 12 (esgotado) e 13 de outubro. No dia 9/10, a entrada será permitida a partir das 15h, e nos dias abertos ao público a partir das 12h. O ingresso Premium também permite o acesso diferenciado e sem fila – 18% de desconto.
Business: R$ 649 – acesso a todos os dias de evento, incluindo o dia exclusivo para imprensa e business – 9,10, 11, 12 (esgotado) e 13 de outubro. Em 9 de outubro, a entrada será permitida a partir das 15h, e, nos dias abertos ao público, a partir das 12h por entrada diferenciada. O ingresso também dá acesso à área B2B – 18% de desconto.