*Colégio no Rio de Janeiro demite 4 professores após denúncias de assédio sexual no Twitter*
Estudantes usaram as redes sociais para relatarem os abusos sofridos.
O Colégio Força Máxima, no Rio de Janeiro, decidiu demitir quatro de seus professores após surgirem denúncias de assédio sexual. Algumas ex-alunas usaram as redes sociais para relatarem os casos. Jhonatan Pache, que é dono da rede de ensino que hoje conta com cerca de 5 mil alunos confirmou as demissões ao portal Universa.
Internautas usaram o Twitter para denunciar os professores e Pache informou que ao tomar conhecimento dos fatos, criou imediatamente uma ouvidoria que passou a receber os relatos. Psicólogas e orientadoras educacionais receberam as denúncias anônimas.
Os professores foram chamados para uma conversa e nenhum deles negou as acusações de assédio sexual. Um dos professores ainda lamentou: “Nenhum deles tentou se defender ou desmentiu. Inclusive, um deles pediu desculpas quando estávamos nos despedindo: ‘Minha carreira acabou. Estou envergonhado. Virei piada, meme, não tenho como botar a cara para dar aula novamente”.
O proprietário do colégio contou que para ele foi uma dupla decepção, já que é amigo deste professor e da esposa dele. Teve um outro que chorou, comentou sobre problemas pessoais, que estava enfrentando dificuldades financeiras, mesmo assim foi demitido. Pache acredita que dificilmente eles conseguirão retornar ao mercado de trabalho.
*Pais devem sempre conversar com os filhos sobre este problema*
Esses professores demitidos lecionavam em unidades que ficam em São João de Meriti, Duque de Caxias e também em Nova Iguaçu. O Colégio Força Máxima já é o segundo no Rio de Janeiro a punir professores que foram denunciados por assédio sexual.
Recentemente, o Colégio Santo Inácio precisou afastar dois professores e encaminhou à Polícia Civil as denúncias feitas por ex-alunas. Um inquérito foi aberto e o caso está sendo investigado. Algumas mulheres já prestaram depoimentos e esperam que os professores sejam punidos.
No caso do Colégio Força Máxima, as denúncias não foram enviadas à polícia e Pache disse que isto não cabe a ele, mas as famílias já foram orientadas e poderão levar o caso até a Justiça.




