Tristeza e decepção são os sentimentos que levaram a veterinária, Dra. Josiane Leitão Abreu, a gravar um vídeo segurando um macaco bugio, ameaçado de extinção, morto nas mãos. Quando ela teve acesso ao animal, que agonizou por dez dias até despencar da árvore onde estava, em uma praça na cidade de Macuco (RJ), já não dava mais tempo de salvá-lo.
“Foi pedida ajuda a vários órgãos, ao Inea, Corpo de Bombeiros, e o animal estava na árvore, lá no topo, sem água e sem comida, esses dias todos, ao ponto de cair de tanta fraqueza”, lamenta a veterinária.
O caso também revoltou os moradores, que tiveram que assistir o bugio, que era macho, definhando sem que nenhuma das autoridades acionadas conseguisse resgatá-lo.
“Coitado, ele tá bem magrinho já. Ele não desce pra comer, não bebe água, não faz nada”, disse a comerciante Amanda Badini enquanto o animal ainda estava na árvore.
Os moradores contaram que, além de estar sem se alimentar, o bicho ainda havia sofrido uma descarga elétrica ao passar de um poste para outro.
“Já chegou muito mal, muito desidratado, muito magro, infelizmente não deu tempo da gente salvar. Então, fica aqui o apelo para as pessoas terem mais cuidado com a nossa natureza, com os animais, porque a gente depende disso pra respirar, pra sobreviver”, desabafa Dra Josiane.
A Secretaria de Meio Ambiente do Município chegou a isolar a área e colocar uma placa pedindo aos moradores para não alimentarem o animal, e disse que fez todos os acionamentos para tentar resgatar o macaco.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) explicou, em nota, que apesar do resgate ser de competência do Ibama, esteve no local e ainda buscava um meio de resgatá-lo. Porém, o Ibama respondeu ao g1, que em área urbana, o resgate de animais silvestres é realizado por órgãos municipais e estaduais.



