O escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer (MDB) firmou um contrato que poderia chegar a R$ 30 milhões com o Banco Master, instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro. O acordo, assinado em 3 de setembro de 2025, tinha como objetivo prestar serviços jurídicos e atuar em questões relacionadas à tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB).
A informação ganhou repercussão em meio às investigações e controvérsias envolvendo o Banco Master, que se tornou alvo de atenção no cenário político e financeiro brasileiro.
Segundo as informações divulgadas pela imprensa, o contrato previa pagamentos divididos em duas partes. A primeira correspondia a R$ 10 milhões em honorários iniciais, com pagamento parcelado. A segunda, no valor de R$ 20 milhões, estava condicionada à conclusão da operação de venda do Banco Master ao BRB.
Entretanto, a negociação entre as instituições não foi concretizada. O Banco Central vetou a operação, impedindo que a transação avançasse conforme o planejado. Com isso, os R$ 20 milhões adicionais, vinculados ao sucesso do negócio, não representavam um pagamento automático ou garantido.
O valor total de R$ 30 milhões, portanto, correspondia ao montante máximo previsto no contrato, e não necessariamente à quantia efetivamente recebida pelo escritório de advocacia.
TEMER CONFIRMOU CONTRATAÇÃO
Em abril de 2026, Michel Temer confirmou publicamente que havia sido contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria e mediação. Segundo as informações divulgadas, o ex-presidente afirmou ter recebido honorários pelo trabalho realizado, que não resultou na concretização da venda da instituição financeira.
O episódio voltou a chamar a atenção por envolver um ex-chefe do Poder Executivo e uma instituição financeira cercada de questionamentos e investigações.
A contratação levanta discussões sobre os valores envolvidos em serviços de consultoria jurídica e sobre a atuação de figuras públicas em negociações empresariais de grande porte. No entanto, a existência de um contrato milionário não constitui, por si só, prova de irregularidade, favorecimento indevido ou prática criminosa.
Também é importante distinguir o valor previsto no acordo da quantia efetivamente paga. Para afirmar que os R$ 30 milhões foram integralmente recebidos, seria necessário comprovar os pagamentos realizados e verificar as condições contratuais aplicáveis.
O caso se insere no contexto mais amplo das repercussões envolvendo o Banco Master e as tentativas de reorganização de seus negócios.
A divulgação dos valores previstos no contrato reforça a importância da transparência e da apuração rigorosa dos fatos, especialmente quando estão envolvidos grandes montantes financeiros e personalidades conhecidas da política nacional.
Até que existam provas concretas de eventuais irregularidades, qualquer conclusão sobre a legalidade da contratação deve ser baseada em documentos, informações verificadas e resultados de investigações oficiais.
O principal ponto é que o escritório de Michel Temer firmou um acordo que poderia alcançar R$ 30 milhões, mas esse valor máximo não deve ser confundido com um pagamento integral comprovado.



