EMPRESAS DEMITEM E MANDAM AS CONTAS DAS RESCISÕES PARA GOVERNADORES
O famoso restaurante Fogo de Chão demitiu 690 funcionários no mês de abril de várias filiais. A empresa continua funcionando apenas com ‘delivery’ e recusa a pagar todas as verbas rescisórias, alegando que seria uma obrigação do Governo Estadual. Situação parecida ocorre com a famosa pizzaria Parmê, que demitiu cerca de 579 funcionários e sugeriu a eles que pagassem do próprio bolso a um advogado indicado pela empresa para conseguirem na Justiça receber suas verbas rescisórias. Segundo relatos de funcionários demitidos, a empresa os dispensou e não pagou todas as verbas rescisórias, argumentando, para tal, que estaria amparada pela lei e que o governo arcaria com o que ficou restando. Ainda segundo os ex-funcionários, teriam sido nada menos que 579 empregados demitidos.
Segue abaixo o texto enviado do Fogo de Chão para os ex funcionários:
“Comunicação de Rescisão do Contrato de Trabalho por Ato de Autoridade“, a churrascaria afirma que por conta da disseminação do novo coronavírus, e dos decretos estaduais determinando o “encerramento das atividades” do restaurante, e também por conta do que trata o artigo 486 da CLT (aquele citado pelo Presidente Bolsonaro, na polêmica declaração do dia 27 de março), os empregados estariam sendo demitidos. No mesmo documento, a churrascaria afirma que “o pagamento de suas verbas rescisórias nos termos do art 486 da CLT, deverá ser a cargo do GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, autoridade que decretou a paralisação das atividades do EMPREGADOR“



