Um entregador de aplicativo, Leonardo Pereira Formoso, mais conhecido como Léo Família, veio a público para denunciar uma série de ameaças anônimas que vem sofrendo em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. As ameaças começaram a chegar em abril deste ano e, por causa delas, Léo Família não consegue mais trabalhar e garantir o sustento de sua família.
As ameaças foram colocadas dentro do baú de sua moto, após a invasão de seu prédio residencial. Segundo Léo, tanto na primeira quanto na segunda invasão, os invasores conseguiram entrar no prédio onde ele mora. “Depois da segunda ameaça, não tenho condições, estou parado. Sou o único que trabalha, minha esposa não trabalha, eu tenho três filhos e meu bebê de 1 ano e 8 meses tem autismo. Estamos com muito medo”, relatou Léo Família.
A segunda ameaça foi deixada na última terça-feira (27). No bilhete, estava escrito que quem deixou a ameaça já sabe onde Léo mora e que ele irá morrer. Questionado sobre alguma desavença que poderia ter motivado as ameaças, Léo disse não saber. “Eu sempre lutei pela classe dos motoboys. Se tentaram fazer isso para me frear, me parar, parar o movimento, não vão conseguir. A gente vai continuar lutando, eu vou continuar lutando”, declarou Léo.
Em resposta a esses incidentes, diversos entregadores estão se mobilizando para realizar uma manifestação na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro de Niterói, em frente à delegacia. O cartaz de divulgação da manifestação afirma: “Precisamos do seu apoio para dar um basta nas ameaças que nosso irmão vem sofrendo”.
O caso está sendo investigado na 76ª DP (Niterói), onde Léo pretende registrar um novo boletim de ocorrência. O entregador reforça seu compromisso com a classe dos motoboys e seu desejo de resistir a essas ameaças, enquanto aguarda a ação das autoridades competentes.



