Uma atividade que deveria promover conhecimento e conscientização sobre o diabetes terminou em preocupação e mobilização de autoridades de saúde no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante uma feira de ciências realizada no Colégio-Curso Tamandaré, uma estudante teria utilizado a mesma lanceta, dispositivo com agulha usado para coletar sangue, em pelo menos três pessoas. O episódio provocou alerta sobre os riscos de compartilhar materiais perfurocortantes e levou participantes a procurarem atendimento médico.
O caso aconteceu no sábado, 12 de setembro de 2026, durante uma apresentação relacionada à diabetes. Segundo as informações divulgadas, a estudante levou um aparelho de medição de glicose para o estande e realizou testes em participantes da feira. A atividade, porém, teria sido feita de maneira inadequada, com o uso da mesma lanceta em diferentes pessoas.
A lanceta é um material descartável utilizado para perfurar a ponta do dedo e obter uma pequena amostra de sangue. Por entrar em contato direto com o sangue, ela deve ser substituída a cada utilização. O compartilhamento pode representar risco de exposição a agentes infecciosos, incluindo os vírus das hepatites B e C e o HIV.
A repercussão do episódio levou pelo menos 20 pessoas ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, para avaliação médica. Outras pessoas também teriam procurado unidades da rede particular. A Secretaria Municipal de Saúde informou que os pacientes receberam atendimento e foram avaliados conforme os protocolos indicados para situações de possível exposição a material biológico.
Até o momento, os testes realizados apresentaram resultados negativos, segundo as informações divulgadas. As pessoas envolvidas, no entanto, receberam orientações e acompanhamento médico, incluindo avaliação sobre a necessidade de profilaxia pós-exposição. Esse tipo de atendimento é importante porque algumas medidas preventivas precisam ser adotadas rapidamente, conforme a avaliação dos profissionais de saúde.
A direção do Colégio-Curso Tamandaré informou que o aparelho poderia ser apresentado no estande sobre diabetes, mas que não havia autorização para realizar medições em pessoas. A escola declarou que interrompeu a atividade assim que identificou o procedimento e orientou os participantes a buscar atendimento médico.
O caso também passou a ser investigado pela 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio. A unidade solicitou imagens das câmeras de segurança e intimou o diretor da escola para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
O episódio reforça a importância de cuidados rigorosos em atividades escolares que envolvam sangue ou materiais perfurocortantes. Mesmo em demonstrações educativas, procedimentos de saúde precisam seguir regras de segurança, supervisão adequada e uso de materiais descartáveis.
As autoridades continuam apurando as circunstâncias do caso e o número exato de pessoas que tiveram contato com a lanceta compartilhada. A orientação para quem participou da atividade é procurar atendimento médico para avaliação individual, mesmo na ausência de sintomas.




