O miliciano conhecido pelo apelido de “Primavera” foi morto ao sair do conjunto de Manguariba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em um crime que reforça os indícios de rachas e disputas internas entre grupos armados que atuam na região. A execução aconteceu em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas, mas já levanta fortes suspeitas de envolvimento direto de integrantes da própria milícia.
De acordo com informações preliminares, “Primavera” integrava o chamado GAT (Grupo de Ações Táticas) da milícia ligada a Zinho, uma das lideranças mais conhecidas do grupo que atua na região do Rodo, em Santa Cruz. O GAT é considerado o braço armado mais violento da milícia, responsável por ações de intimidação, ataques e execuções contra rivais ou desafetos internos.
Fontes ligadas à investigação apontam que o crime pode ter sido cometido por milicianos associados a “Juninho Varão”, nome que aparece com frequência em disputas recentes pelo controle territorial e financeiro na Zona Oeste. Outra linha de apuração considera a possibilidade de uma cobrança interna, prática comum em organizações criminosas quando há suspeita de traição, descumprimento de ordens ou conflitos por dinheiro e poder.
Moradores da região relataram momentos de tensão após o assassinato, com medo de represálias e novos confrontos armados. A execução de um integrante do alto escalão da milícia indica que o clima entre os grupos é de instabilidade, o que costuma resultar em novos episódios de violência, afetando diretamente a rotina da população local.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha para identificar os autores do crime, bem como esclarecer a motivação exata da morte de “Primavera”. Agentes não descartam que o homicídio esteja ligado à disputa interna por territórios estratégicos, cobrança de taxas ilegais e controle de atividades como transporte alternativo, venda de gás e exploração imobiliária.
O caso reforça o cenário de guerra silenciosa que se intensifica na Zona Oeste do Rio, onde milícias travam batalhas internas e externas pelo domínio de áreas inteiras. Enquanto isso, moradores seguem reféns do medo, aguardando ações efetivas do poder público para conter o avanço e a violência desses grupos criminosos.





