A Polícia Civil prendeu Marcos Amici da Silva Júnior, conhecido como “Siri”, acusado de realizar disparos contra equipes da Prefeitura de Duque de Caxias e da Polícia Militar durante a Operação Barricada Zero, realizada na comunidade Corte Oito, na Baixada Fluminense. A ação tinha como objetivo remover barreiras instaladas por criminosos para dificultar o acesso das forças de segurança.
Segundo informações da PM e da 59ª DP (Duque de Caxias), as equipes trabalhavam na remoção das barricadas quando foram surpreendidas por uma sequência de tiros vindos de criminosos armados. Um dos disparos atingiu um funcionário da Prefeitura, que precisou ser socorrido às pressas. Seu estado de saúde não foi divulgado.
Logo após o ataque, testemunhas relataram que o autor dos disparos fugiu em uma motocicleta. Horas mais tarde, Siri deu entrada em um hospital da região com um ferimento no pé e contou uma história que rapidamente levantou suspeitas. A versão apresentada pelo suspeito não correspondia ao que havia sido registrado pelos agentes durante o tiroteio, nem ao tipo de lesão compatível com a troca de tiros ocorrida na operação.
Diante das inconsistências, a Polícia Civil deu voz de prisão ao criminoso, que foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio contra os agentes que participavam da operação e contra o servidor público baleado.
As investigações revelam que “Siri” não é um nome qualquer dentro da comunidade Corte Oito. Ele é apontado pela polícia como gerente do tráfico local e homem de confiança de “Buchecha Rosa”, uma das principais lideranças criminosas da região. Segundo a 59ª DP, Siri atuava diretamente na coordenação das atividades ilícitas, incluindo segurança armada e controle das barricadas usadas pelo tráfico para dificultar ações policiais.
Com a prisão do suspeito, a Polícia Civil agora trabalha para identificar e capturar outros envolvidos no ataque, já que a ação criminosa teria sido praticada por um grupo armado. As investigações seguem em andamento e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias.
O caso reforça o risco enfrentado diariamente por trabalhadores municipais e agentes de segurança durante operações de retomada territorial na Baixada Fluminense, onde grupos criminosos insistem em impor restrições de circulação à população.



