Gerente é demitido após agressão a funcionária no Alemão

A agressão a funcionária de uma farmácia na Grota, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, levou à demissão do gerente por justa causa. Além disso, testemunhas relataram que a violência teria ocorrido porque a trabalhadora bebia água no salão de atendimento.

Uma cliente divulgou o caso nas redes sociais e mostrou a funcionária chorando, visivelmente abalada, com uma garrafa de água nas mãos. Em seguida, a pessoa que gravou o vídeo disse: “A funcionária está chorando no meio da loja. Revoltante isso”.

Agressão a funcionária e resposta da Rede Cumani

Após a repercussão, a Rede Cumani, responsável pela farmácia, publicou uma nota nas redes sociais nesta quarta-feira (21). Na nota, a empresa informou que demitiu o gerente por justa causa e declarou que a gravidade do caso é incompatível com seus valores.

A rede afirmou que não tolera violência, intimidação ou desrespeito. Além disso, manifestou solidariedade à funcionária e disse que está à disposição para oferecer o apoio necessário.

A empresa acrescentou que suas diretrizes não permitem impedir o acesso à água nem restringir indevidamente o descanso ou o uso de assentos. Além disso, segundo a nota, os profissionais devem receber tratamento digno e respeitoso.

Além disso, a Rede Cumani informou que o setor de Recursos Humanos reforça os critérios para selecionar e preparar lideranças, bem como as orientações dadas às equipes. Assim, a empresa apontou essas medidas como parte do trabalho de prevenção de novas ocorrências e afirmou que pretende manter o respeito às pessoas no cotidiano de todas as unidades.

Debate sobre a escala 6×1 volta à discussão

A repercussão do caso também reacendeu o debate sobre o fim da escala 6×1. A mudança para cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, no modelo 5×2, foi promulgada pelo Congresso Nacional na sexta-feira (16).

A sessão solene contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, bem como dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A Emenda Constitucional nº 141 prevê reduzir gradualmente a jornada máxima semanal, das atuais 44 horas para 40 horas, sem corte salarial. A transição ocorrerá ao longo de 14 meses; em seguida, a primeira etapa reduzirá o limite para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação.

A emenda permite condições diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam pelo menos R$ 21.188,87. Nesses casos, patrão e empregado poderão definir a duração do trabalho por negociação direta, desde que mantenham a escala 5×2.

Por fim, o texto prevê que uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para reduzir os impactos da mudança sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.