A Polícia Civil do Paraná investiga a instalação de câmeras em banheiro feminino do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no norte do estado. Uma aluna encontrou um equipamento na segunda-feira, 19.
De acordo com testemunhas, a câmera estava presa à parede e escondida atrás de um plástico. Além disso, uma luz vermelha emitida pelo dispositivo chamou a atenção da estudante.
Outro aluno teria fotografado um sistema de monitoramento que mostrava imagens de cabines e espelhos do banheiro. As fotos atribuídas ao sistema circulam na internet; além disso, o caso foi registrado em boletim de ocorrência.
O que a escola e a vistoria informaram
Na terça-feira, 20, o colégio afirmou que retirou os equipamentos e que não havia imagens armazenadas. Além disso, a instituição declarou que as câmeras apontavam para as portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem registrar o interior dos ambientes.
Segundo a escola, o objetivo era acompanhar os acessos e contribuir para a segurança escolar. Ainda na terça, pais e estudantes protestaram em frente à instituição e cobraram explicações da direção.
Em seguida, o Núcleo Regional de Educação de Londrina vistoriou o colégio na quarta-feira, 21. Após a inspeção, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná informou que não encontrou câmeras nos banheiros.
Investigação sobre câmeras em banheiro
A Seed-PR instaurou uma comissão para esclarecer as circunstâncias e indicar os encaminhamentos cabíveis. Além disso, uma equipe multiprofissional está na escola para atender alunos e integrantes da comunidade escolar.
A secretaria afirmou que precisa concluir as investigações e ouvir os envolvidos antes de definir medidas. Além disso, a pasta citou a Resolução nº 5.206/2026, que proíbe câmeras em banheiros e vestiários de instituições estaduais de ensino.
A norma inclui equipamentos instalados do lado de fora que possam captar imagens desses ambientes. Além disso, o descumprimento pode levar à apuração de responsabilidades administrativas, civis e penais, conforme o caso.
A Seed-PR ressaltou que o monitoramento escolar deve respeitar a privacidade, a dignidade e a segurança da comunidade. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que a Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar os fatos.


