A tradicional hegemonia da TV Globo nas transmissões esportivas sofreu um duro golpe neste fim de semana. A emissora registrou a pior audiência de sua história em jogos da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, durante a transmissão da partida entre Brasil e Marrocos, válida pela primeira rodada da Copa do Mundo de 2026.
Segundo dados preliminares divulgados pelo mercado de televisão, o confronto, que terminou empatado em 1 a 1, marcou média de aproximadamente 30,4 pontos na Grande São Paulo, índice considerado o mais baixo já registrado pela emissora em uma partida da Seleção em Mundiais. O número surpreendeu especialistas do setor e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Até então, a Globo costumava dominar praticamente sozinha as grandes transmissões esportivas, principalmente quando se tratava da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Porém, o cenário atual mostra uma mudança significativa no comportamento do público brasileiro.
Especialistas apontam que o avanço das plataformas digitais tem sido um dos principais fatores para essa queda histórica. A transmissão alternativa feita pela CazéTV no YouTube atraiu milhões de espectadores simultaneamente, enquanto outras emissoras e serviços de streaming passaram a disputar diretamente a atenção do público.
Outro fator que pode ter influenciado no desempenho abaixo do esperado foi a crescente migração dos telespectadores mais jovens, que abandonam cada vez mais a televisão tradicional em busca de conteúdo online e transmissões por aplicativos.
Apesar do recorde negativo na TV aberta, a Globo afirmou que, somando TV aberta, canais por assinatura e plataformas digitais do grupo, alcançou quase 50 milhões de pessoas durante a transmissão.
O episódio acendeu um forte debate no mercado: estaria a maior emissora do país vivendo o início de uma transformação irreversível no modo como o público consome futebol? O alerta está ligado — e o futuro da televisão aberta pode estar mudando diante dos nossos olhos.




