Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) prenderam, nesta terça-feira (25), Bruna Liza Lage Ribeiro, suspeita de integrar uma quadrilha especializada no golpe do ‘Boa Noite, Cinderela’. A criminosa foi localizada no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, após uma semana de monitoramento intenso por parte das autoridades.
Bruna estava escondida na comunidade do Terreirão, na casa de parentes, tentando se esquivar da justiça. A suspeita possui um histórico extenso de crimes, incluindo roubo, estelionato e associação criminosa, com atuação nas regiões do Centro, Zona Norte e Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, a mulher atraía suas vítimas para sua residência, onde as dopava e, em seguida, subtraía seus pertences.
Em um dos casos investigados, Bruna roubou joias e o veículo de uma de suas vítimas, reforçando o padrão de crime já estabelecido por sua quadrilha. As autoridades afirmam que o grupo criminoso operava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Enquanto Bruna era responsável por atrair as vítimas, outros comparsas garantiam que os bens fossem rapidamente revendidos ou transferidos para contas de laranjas.
Histórico Criminoso e Reincidência
Esta não é a primeira vez que Bruna Liza Lage Ribeiro tem seu nome envolvido nesse tipo de crime. Em abril de 2024, ela e outros dois comparsas foram presos após aplicarem o golpe em um homem que estava com amigos em um bar na Barra da Tijuca. A vítima teve pertences pessoais como aparelhos eletrônicos, celular, roupas, malas e uma quantia de R$ 30 mil em espécie roubados. Além disso, os criminosos realizaram transferências bancárias indevidas com os cartões da vítima, aumentando ainda mais o prejuízo.
Apesar da gravidade do crime, seis meses depois, Bruna teve a prisão revogada pela Justiça. No entanto, a reincidência nos delitos levou a expedição de um novo mandado de prisão preventiva, que foi cumprido na operação desta terça-feira.
Modus Operandi do Golpe
O golpe do ‘Boa Noite, Cinderela’ é uma tática criminosa que se aproveita da vulnerabilidade das vítimas, geralmente em ambientes de lazer como bares e casas noturnas. Os criminosos utilizam substâncias sedativas para dopar as pessoas, tornando-as incapazes de reagir ao roubo. Os entorpecentes costumam ser misturados em bebidas alcoólicas sem que a vítima perceba, o que torna o golpe ainda mais perigoso.
Segundo a polícia, Bruna e seus comparsas escolhiam vítimas que demonstravam estar desacompanhadas ou vulneráveis. Em seguida, elas eram levadas para locais controlados pela quadrilha, onde eram dopadas e tinham todos os seus pertences roubados. O objetivo dos criminosos era garantir que as vítimas demorassem a perceber o que havia acontecido, dificultando a reação imediata ou a acionação das autoridades.
A Repercussão e o Trabalho das Autoridades
A prisão de Bruna Liza Lage Ribeiro representa um avanço no combate a essa modalidade criminosa no Rio de Janeiro. As autoridades seguem investigando a atuação da quadrilha e não descartam novas prisões nos próximos dias.
A população também pode ajudar na elucidação de mais casos envolvendo Bruna e seus comparsas. Denúncias anônimas podem ser feitas através do Disque-Denúncia (2253-1177) ou pelo aplicativo da Polícia Civil.
Prevenção e Cuidados
Os especialistas em segurança recomendam que as pessoas fiquem atentas em bares e festas, evitando aceitar bebidas de estranhos ou deixar copos desacompanhados. Além disso, é essencial que amigos se mantenham juntos e cuidem uns dos outros para evitar situações de vulnerabilidade.
O caso de Bruna serve como alerta para os perigos desse tipo de golpe, que tem feito várias vítimas na cidade. A atenção e a prevenção são fundamentais para evitar cair nesse tipo de armadilha criminosa.




