No domingo (1º), a polícia prendeu Alex Sandro Alves Santos, de 49 anos, em um bar no bairro Vilar dos Teles, em São João de Meriti. Ele estava foragido sob acusação de tentar matar um menino de 11 anos, baleado na cabeça na Baixada Fluminense.
Após monitoramento, agentes da 32ª DP (Taquara) localizaram o suspeito. Havia contra ele um mandado de prisão preventiva por tentativa de homicídio. Em seguida, a polícia o deteve sem resistência.
Como ocorreu o ataque à criança baleada
O crime aconteceu em novembro de 2022, na mesma região onde Alex Sandro foi preso. Ney Kaique Lourenço de Araújo voltava de uma festa de aniversário com a mãe, o padrasto e dois amigos da família quando outro veículo emparelhou com o carro.
Em seguida, disparos atingiram o automóvel. O menino levou um tiro na cabeça, deu entrada em estado gravíssimo em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local e foi transferido para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.
Além disso, a criança recebeu atendimento no Hospital Caxias D’Or. Apesar dos ferimentos, sobreviveu e teve alta após 29 dias de internação.
Boato teria motivado a perseguição armada
A investigação apontou que um boato deu início à perseguição. Enquanto estavam em um bar, Alex Sandro e o filho souberam que criminosos haviam roubado uma vizinha e usavam um Fiat Siena.
Pai e filho foram à residência da família, pegaram uma arma e saíram à procura do carro dos assaltantes. Durante o trajeto, interceptaram o veículo dos familiares do menino. A apuração concluiu que Alex Sandro fez os disparos.
O que Alex Sandro alegou em depoimento
Ao depor na época, o homem admitiu que perseguiu o veículo armado. No entanto, afirmou que o disparo foi acidental: segundo sua versão, o filho acelerou ao passar por um quebra-molas, e o revólver disparou porque ele mantinha o dedo na tecla do gatilho.
Alex Sandro disse que se assustou com o barulho e pediu ao jovem que fugisse. Além disso, afirmou que não verificou se algum passageiro havia sido atingido.
A juíza Akira Sassaki, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, expediu mandados de prisão preventiva contra o atirador e o filho, Alex Sandro Alves Santos Júnior. Assim, ambos se tornaram réus por tentativa de homicídio.
A reportagem não localizou a defesa dos acusados. Ainda assim, mantém o espaço aberto para manifestações.