Na manhã desta quarta-feira (09), a violência fez mais uma vítima em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Leonardo Figueiredo, de 39 anos, um homem com deficiência intelectual, foi morto durante uma tentativa de assalto no bairro Nova Aurora.
De acordo com informações preliminares, Leonardo era muito conhecido na região por sua simpatia e peculiaridade. Ele tinha o hábito de usar roupas que lembravam uniformes de agentes de segurança, o que fazia parte de sua rotina. Na hora do crime, ele portava um cacetete de plástico e vestia uma espécie de colete.
A tragédia
O episódio aconteceu por volta das 8h, quando Leonardo estava caminhando pela Rua João de Barro. Testemunhas relataram que dois homens em uma motocicleta abordaram Leonardo em uma tentativa de assalto. Ao perceberem sua vestimenta, que simulava trajes de segurança, os criminosos teriam suposto que ele era um policial ou agente de segurança, o que teria motivado a violência.
Sem chances de defesa, Leonardo foi baleado e morreu ainda no local. Os criminosos fugiram em alta velocidade e, até o momento, não foram identificados.
Uma vida interrompida
Familiares e amigos de Leonardo estão desolados. Segundo relatos, ele era uma pessoa tranquila e querida por todos. “Ele não fazia mal a ninguém, só gostava de brincar de ser policial. Era o jeito dele. Isso é uma crueldade sem tamanho”, desabafou um vizinho.
O hábito de usar acessórios e trajes que imitavam agentes de segurança fazia parte de sua rotina diária e não representava qualquer ameaça. Para muitos na comunidade, Leonardo era uma figura alegre, que alegrava os dias com sua presença.
Investigação em curso
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu o caso e iniciou as investigações. Imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar os suspeitos. A polícia trabalha com a hipótese de que os assaltantes se sentiram ameaçados ao confundir Leonardo com um profissional de segurança.
No entanto, moradores do bairro Nova Aurora cobram respostas imediatas e maior presença das forças de segurança na região. “A gente vive com medo. Essa violência não para. Hoje foi o Leonardo, amanhã pode ser qualquer um de nós”, declarou uma moradora que preferiu não se identificar.
Reflexões sobre a violência
A morte de Leonardo Figueiredo escancara mais uma vez a triste realidade enfrentada por moradores da Baixada Fluminense, onde a violência faz parte do cotidiano. Além disso, o caso também levanta questionamentos sobre a falta de compreensão e acolhimento às pessoas com deficiência intelectual em um ambiente urbano marcado pela insegurança.
Leonardo não era apenas uma vítima da criminalidade, mas também do preconceito e da brutalidade que permeiam a sociedade. Sua história reforça a necessidade de políticas públicas que protejam as populações mais vulneráveis e combatam a violência de forma eficaz.
O sepultamento de Leonardo está marcado para esta quinta-feira (10), no cemitério municipal de Belford Roxo. Amigos, familiares e moradores prometem homenagear sua memória e cobrar justiça por mais essa tragédia.




