Uma mulher de 60 anos foi encontrada morta a facadas dentro da própria residência na manhã desta quarta-feira, na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime chocou moradores da região, conhecida como Ponte do Iraque, onde o corpo foi localizado.
A vítima foi identificada como Mônica Custódio, conhecida popularmente como “Moniquinha”. Ela morava no imóvel onde ocorreu o crime e no mesmo local também funcionava um pequeno bar, bastante conhecido por moradores da área. O corpo foi encontrado dentro da casa, com várias perfurações provocadas por arma branca, indicando extrema violência.
De acordo com relatos de testemunhas, Mônica era uma figura conhecida na comunidade. Além de administrar o bar, ela costumava emprestar dinheiro a moradores da região, prática comum em áreas onde o acesso a crédito formal é limitado. Ainda não há confirmação se essa atividade tem relação direta com o crime, mas a informação está sendo considerada nas investigações.
A Polícia Militar foi acionada após vizinhos estranharem a ausência de movimentação no local. Ao chegarem, os agentes encontraram a mulher já sem vida. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e a Delegacia de Homicídios assumiu o caso.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou a motivação do crime. A polícia trabalha com diversas linhas de investigação, incluindo latrocínio (roubo seguido de morte), desavenças pessoais ou possíveis dívidas relacionadas aos empréstimos informais realizados pela vítima. Nenhum objeto foi oficialmente dado como roubado, o que mantém em aberto as hipóteses.
Moradores relataram medo e revolta com mais um episódio de violência na região. “Ela era conhecida por todo mundo aqui, sempre ajudava quando podia. Ninguém esperava uma coisa dessas”, disse um vizinho, que preferiu não se identificar.
O corpo de Mônica Custódio foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames. A polícia solicita que qualquer pessoa que tenha visto movimentação estranha ou possua informações que possam ajudar na elucidação do crime entre em contato, mesmo de forma anônima, com o Disque-Denúncia.
O caso reforça a sensação de insegurança vivida por moradores da Zona Oeste e reacende o debate sobre a violência crescente em áreas dominadas por conflitos e ausência do poder público. As investigações seguem em andamento.
