Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou detalhes estarrecedores sobre um esquema criminoso envolvendo profissionais de saúde no Hospital Anchieta, no DF. Segundo as apurações, uma técnica de enfermagem de apenas 22 anos sentia prazer ao provocar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A jovem é apontada como comparsa de uma colega de trabalho, que também atuava diretamente nos crimes.
De acordo com os investigadores, as mortes não ocorreram de forma aleatória. Os pacientes escolhidos, em sua maioria, estavam em estado grave, o que dificultava a identificação imediata das causas reais dos óbitos. A suspeita é de que medicamentos e procedimentos inadequados eram utilizados de maneira intencional para acelerar a morte das vítimas, simulando agravamentos clínicos naturais.
Mensagens trocadas entre as envolvidas, analisadas pela Polícia Civil, reforçam a tese de que os crimes eram cometidos de forma consciente e cruel. Em um dos trechos, a jovem de 22 anos teria relatado satisfação pessoal com as mortes, o que chocou até mesmo os investigadores mais experientes. Para a polícia, o conteúdo revela um perfil frio e incompatível com a função exercida dentro de uma unidade hospitalar.
O caso veio à tona após um aumento considerado suspeito no número de óbitos registrados na UTI do hospital. A partir disso, denúncias internas levaram à abertura de um inquérito, que contou com análise de prontuários, laudos médicos, escalas de trabalho e depoimentos de outros profissionais da unidade.
O Hospital Anchieta informou, por meio de nota, que colabora integralmente com as investigações e que afastou preventivamente as profissionais envolvidas. A instituição afirmou ainda que revisou protocolos internos e reforçou medidas de controle e segurança.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outras pessoas e identificar todas as vítimas. O caso reacende o debate sobre fiscalização, saúde mental de profissionais da área da saúde e a necessidade de mecanismos mais rígidos de controle em ambientes hospitalares.




