No Rio de Janeiro, uma história intrigante veio à tona envolvendo Regina Ângela Rissi, uma idosa de 63 anos, e o notório miliciano Marquinhos Catiri. Regina, que já foi candidata a vereadora e trabalhou no Cemitério de Inhaúma, está sendo acusada de lavagem de dinheiro em um caso que envolve o criminoso.
De acordo com o Ministério Público, Regina, que declarou um patrimônio de apenas R$ 16 mil, foi responsável pela compra de uma Ford Ranger avaliada em R$ 165 mil. Este veículo foi posteriormente encontrado com Marquinhos Catiri em 2018, quando ele foi preso. A suspeita é que o dinheiro para a compra do carro tenha sido fornecido por Catiri, com Regina atuando como uma intermediária para dar aparência de legalidade à transação.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), revelou que Regina Ângela Rissi levava uma vida modesta na Zona Norte do Rio. Além disso, ela era representante de uma ONG e sócia-administradora de uma microempresa de administração e terceirização de mão de obra para a construção civil. A Draco também investigou a relação de Regina com a ex-mulher de Catiri, Patrícia Cristina de Souza Martins, com quem ela estava quando um carro foi roubado em 2018.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) alega que, dada a sua renda declarada, Regina não tinha condições financeiras para adquirir um veículo de R$ 165 mil, sugerindo que Catiri era o verdadeiro proprietário do carro. A Justiça aceitou a denúncia do MPRJ em outubro de 2023.
Regina Ângela Rissi, que se recusou a responder às perguntas da polícia em 2018 e 2019 sobre sua relação com Catiri e a compra do veículo, agora enfrenta acusações formais na Justiça. Este caso destaca as complexas redes de lavagem de dinheiro e os desafios enfrentados pelas autoridades na luta contra o crime organizado.




