Um ataque armado registrado na tarde desta terça-feira causou pânico e revolta na comunidade do Barbante, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um ex-miliciano conhecido como Max do Barbante foi morto após tentar invadir e “baquear” a área, que atualmente está sob domínio de grupos milicianos. Segundo informações iniciais, Max havia migrado recentemente para o Comando Vermelho (CV) e integrava a chamada Equipe RD.
De acordo com relatos de moradores, o confronto foi intenso e ocorreu em plena luz do dia, colocando em risco quem passava pela região. Durante a ação criminosa, disparos atingiram a área próxima a uma escola no momento da saída dos alunos. Três crianças acabaram baleadas e foram socorridas às pressas por equipes do Corpo de Bombeiros e por moradores.
As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Municipal Rocha Faria, também em Campo Grande, onde passaram por procedimentos cirúrgicos. O estado de saúde das crianças inspira cuidados, mas, segundo fontes hospitalares, elas estão recebendo atendimento especializado e seguem sob observação médica.
A morte de Max do Barbante marca mais um capítulo da disputa violenta entre facções criminosas e grupos milicianos na Zona Oeste. Moradores relatam que a região vive uma escalada de tensão nos últimos meses, com ameaças constantes, tiroteios frequentes e mudanças rápidas no controle territorial. O clima é de medo, principalmente entre famílias com crianças e trabalhadores que dependem do deslocamento diário pela comunidade.
Policiais militares foram acionados e reforçaram o patrulhamento na área após o confronto. A Delegacia de Homicídios da Capital deve investigar as circunstâncias da morte do ex-miliciano, enquanto a Polícia Civil também apura a responsabilidade pelos disparos que atingiram as crianças. Câmeras de segurança da região e depoimentos de testemunhas devem ajudar na identificação de outros envolvidos no ataque.
Em nota, autoridades destacaram que ações integradas estão sendo planejadas para tentar conter a violência na região. Moradores, no entanto, cobram presença permanente do poder público e medidas efetivas para garantir segurança, especialmente no entorno de escolas.
O episódio reacende o debate sobre a guerra entre grupos armados no Rio de Janeiro e seus impactos diretos na população civil, que mais uma vez acaba no meio do fogo cruzado.

