Em meio aos escândalos de corrupção na saúde do estado do Rio, que envolvem não só o ex-secretário de saúde, Edmar Santos, mas também o próprio governador, Wilson Witzel (PSC), funcionários da linha de frente de hospitais vem vivenciando o “drama” dos atrasos salariais. Apesar dos intensos esforços diários para salvar a vida dos pacientes de uma doença pouco conhecida no país e no mundo, a Covid-19, profissionais da saúde reclamam das dificuldade financeiras, por não estarem recebendo renda pela trabalho feito.
Este é o caso do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), localizado no Colubandê, em São Gonçalo. “Na quarta-feira (26), mais uma vez, foi preciso que uma ONG doasse cestas básicas aos trabalhadores, pois novamente estão com seus salários atrasados referente ao mês de Julho, e não tem nenhuma previsão de quando irão receber”, revelou um funcionário, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
Ainda de acordo com a fonte, a direção da unidade, que é administrada pelo Instituto Rio Lagos, havia informado que iria depositar o salário referente ao mês de julho no 15° dia útil de agosto, o que não veio a acontecer. Indignados, muitos desses trabalhadores afirmam verem a situação se repetir de mês após mês.
“Está cada mais difícil a situação do hospital, os funcionários estão desmotivados. Muitos estão pedindo rescisão indireta de contratos para poder receber seus direitos trabalhistas”, completou.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que os repasses de R$ 20,4 mi de junho e julho, para o Instituto Lagos Rio já foram realizados. A SES, por meio da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização (CAF), está em contato com OS para apurar o pagamento dos salários.




