Uma mulher de 28 anos morreu cinco dias após dar à luz a terceira filha no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A morte de Jéssica Duarte Gonçalves é investigada pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do atendimento prestado à paciente antes e depois da alta hospitalar.
De acordo com familiares, Jéssica começou a apresentar fortes dores abdominais e inchaço após o parto. Mesmo diante dos sintomas, ela teria recebido alta médica cerca de 48 horas depois do nascimento da filha. Segundo o relato da família, porém, o quadro se agravou rapidamente.
Menos de duas horas após deixar o hospital, Jéssica precisou retornar à unidade de saúde. O marido da paciente afirma que, durante esse atendimento, ela recebeu medicamentos para controlar as dores, mas não teria sido submetida a exames de imagem naquele momento.
A família relata que, nos dias seguintes, o estado de saúde de Jéssica piorou. Ela teria apresentado um quadro de infecção e permaneceu sob cuidados médicos até morrer no último domingo (13), cinco dias depois do parto.
A morte provocou preocupação entre familiares, que questionam se os sintomas apresentados após o nascimento da criança poderiam ter sido identificados e investigados de forma mais detalhada antes da alta ou durante o retorno ao hospital.
Além da morte da mãe, a família enfrenta outra situação delicada. A recém-nascida permanece internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Segundo os familiares, a bebê também apresenta um quadro de infecção e segue recebendo atendimento médico.
As circunstâncias envolvendo a morte de Jéssica agora estão sob investigação da Polícia Civil. O objetivo é esclarecer a evolução do quadro clínico, os procedimentos adotados pela equipe médica e as condições que levaram à morte da paciente poucos dias após o parto.
A apuração deverá considerar os registros médicos, exames realizados, medicamentos administrados e demais informações relacionadas aos atendimentos recebidos por Jéssica. Eventuais responsabilidades somente poderão ser apontadas após a conclusão das investigações e das análises técnicas.
Casos de complicações após o parto podem exigir acompanhamento médico e avaliação cuidadosa diante de sintomas persistentes ou intensos. No entanto, somente a investigação poderá determinar a causa exata da morte de Jéssica e verificar se houve alguma falha ou irregularidade no atendimento hospitalar.
A família aguarda respostas sobre o que aconteceu nos cinco dias entre o nascimento da criança e a morte da mãe. Enquanto isso, os familiares também acompanham a situação da recém-nascida, que permanece internada em estado grave.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se os procedimentos adotados durante os atendimentos foram compatíveis com o quadro apresentado pela paciente.